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DIA DA MARINHA EM PENICHE – ACTIVIDADES E VISITAS A NAVIOS

Por • 18 Mai , 2018 • Categoria: EM DESTAQUE Print Print

O Operacional desta vez apareceu sem avisar! Fomos até Peniche e juntamo-nos aos visitantes que tomavam contacto com as actividades que a Marinha ali mostrava a quem estivesse interessado – e mostra até domingo próximo. Para um dia de semana e numa pequena cidade, a afluência era maior do que seria de esperar. Aqui ficam as nossas impressões e a foto-reportagem!

Os “batismos de mar” nos LARC 5 dos Fuzileiros foram dos mais concorridos. Não paravam!

Os meios que a Marinha colocou em Peniche eram sobretudo unidades navais ligadas às tarefas de segurança marítima e salvaguarda da vida humana no mar, de vigilância e fiscalização. Sendo certo que todas as missões da Marinha lá estavam representadas, nomeadamente nas exposições estáticas – e estamos a falar dos meios para a defesa militar e apoio à política externa e os que contribuem para o desenvolvimento económico, científico e cultural – na realidade os visitantes podiam tomar contactos, mesmo navegar, sobretudo nos Patrulhas, várias embarcações da Autoridade Marítima e nas viaturas anfíbias LARC-5 dos Fuzileiros.

No cais da Docapesca o Patrulha Costeiro NRP Douro e a Corveta NRP João Roby.

No Cais da Doca Pesca visitamos os NRP João Roby e o NRP Douro. A visita decorreu acompanhada por um graduado da guarnição, apenas nos espaços exteriores e na ponte de comando. Quer num caso quer no outro a oficial e o sargento que “nos calhou” no grupo em que visitamos estes navios foram competentes e esclareceram todas as dúvidas colocadas pelos visitantes. Sem dúvida que criaram boa impressão quer pelo que disseram, sem C. Estavam bem fardados – de uniforme n.º 1 – e receberam as pessoas com simpatia e educação.

O convés principal do NRP Douro

A curiosa ponte dos navios da Classe Tejo (os STANFLEX 300) em que há janelas 360º tendo assim uma visibilidade fora do comum. Foto da esquerda para a proa e foto da direita para a popa.

Não sendo entre nós um navio combatente não deixou de ser armado com uma metralhadora 12,7mm (e escudo pára-balas) – foto da direita – e várias calibre 7,62mm (esquerda).

Esta classe de navios já cumpriu em dois anos ao serviço da Marinha Portuguesa missões quer em vários pontos do território nacional incluindo regiões autónomas quer em Espanha e Itália. Foram adquiridos 4 em 2015 mas até agora apenas dois, o Tejo e o Douro estão ao serviço. A passagem ao estado de armamento normal do NRP Mondego, o terceiro da Classe, que estava prevista realizar a 14 de Maio último foi adiada.

Aqui deixamos a descrição e principais características destas unidades navais:

O NRP Douro é o segundo Navio Patrulha Costeiro da classe Tejo. É um patrulha modelar do tipo STANFLEX 300, construído na Dinamarca em 1994 como navio de combate, sendo um dos 14 navios construídos entre 1985 e 1996. Fazia parte de uma esquadra com capacidades polivalentes, dividida por três séries, consoante o tipo de missão principal a que se destinavam.

O NRP DOURO, construído em fibra, foi aumentado ao efectivo dos navios de guerra em 2015, após ter sido alvo de uma exigente revisão nos estaleiros do Arsenal do Alfeite S.A., o NRP Douro recebeu a sua Bandeira Nacional em 07 de Abril de 2017, tendo sido prontamente empenhado no cumprimento de missões de interesse para o pais, quer em águas nacionais quer em águas internacionais. As principais missões do navio são a fiscalização e controlo das águas sob jurisdição Nacional e a Busca e Salvamento Marítimo.​

Deslocamento: 345,8t; Comprimento 54m

PROPULSÃO

2 Motores Diesel 2600hp

GUARNIÇÃO

Oficiais: 4; Sargentos: 4; Praças: 16

ARMAMENTO

Estes navios foram adquiridos sem armamento e foram-lhe aplicadas em Portugal uma metralhadora calibre 12,7mm e várias 7,62mm.

Passagem ao estado de armamento normal do NRP Douro: 12 de maio de 2017.

Uma das três corvetas que ainda estão operacionais na Marinha cumprem as suas missões enquanto mais Navios Patrulha Oceânico não entram ao serviço. Esta tem 43 anos de mar!

Em primeiro plano no convés as “peças para salvas de ordenança” já prontas para as cerimónias do Dia da Marinha. Em segundo plano, em ambos os bordos as peças anti-aéreas 40mm (obsoletas, mas…).

Na ponte o equipamento é naturalmente antigo mas vários sistemas recentes foram sendo introduzidos para melhorar as condições de navegação em segurança e o cumprimento das missões atribuídas.

Uma vista diferente dos navios, a partir do mar, foi possível para muitos visitantes.

Os graduados encarregues de receber e acompanhar os visitantes cumpriram bem o seu papel!

A corveta João Roby foi construída nos estaleiros da Factoria de Cartagena, sendo o segundo navio da classe Baptista de Andrade, que compreendia quatro unidades. Foi entregue à Marinha em 18 de Março de 1975 sendo, actualmente, o único navio desta classe ao serviço da Marinha Portuguesa. Navio escoltador oceânico ligeiro do tipo “corveta” e desempenha, principalmente, missões de interesse público no âmbito da segurança e autoridade do estado no mar.

Foi construído em Espanha nos estaleiros de Cartagena sobre planos de construção inteiramente nacionais.

Os navios do tipo corveta actualmente enquadram-se no tipo de missões de segurança marítima e salvaguarda da vida humana no mar – os navios efectuam missões de busca e salvamento marítimo numa vasta área marítima, patrulha e vigilância no espaço marítimo sob jurisdição nacional, ZEE (Capacidade Oceânica), missões de Busca e Salvamento (SAR – Search and Rescue), protecção e fiscalização da pesca e dos seus recursos, execução de acções de socorro e assistência em situações de calamidade ou acidente, em colaboração com o Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil, participação em exercícios nacionais e internacionais, conjuntos e combinados e missões e exercícios de combate à poluição.

Deslocamento: 1380t; Comprimento: 85m

PROPULSÃO

Velocidade Máxima: 23 nós

GUARNIÇÃO

Oficiais: 7; Sargentos: 14; Praças: 50

ARMAMENTO

1 peça de 100mm Creusot-Loire; 2 peças Boffors de 40mm/70

EQUIPAMENTOS

1 radar de navegação KH5000 Nucleus; 1 radar de navegação Racal Decca RM 316P

Entrada ao serviço: 18-Mar-1975

Junto à Rampa da Estação Salva-Vidas do Instituto dos Socorros a Náufragos e no Cais da Ribeira, o público podiam embarcar nas Viaturas Anfíbias, Lanchas de Fiscalização e Embarcações de alta Velocidade para uns minutos de navegação que em alguns casos incluía mesmo sair do Porto de Peniche. Muita gente interessada e estes meios não tinham descanso!

Nos Bombeiros Voluntários de Peniche a exposição estática de meios de maiores dimensões ao ar-livre e, em espaço coberto, materiais mais sensíveis e fotografias abrangendo toda a actividade da Marinha. Também aqui nestas duas áreas o pessoal da Marinha com quem contactamos foi prestável e estava devidamente ataviado!

Em destaque o míssil Seasparrow que está ao serviço nas fragatas das classes Vasco da Gama e Bartolomeu Dias.

Vista parcial do espaço da Polícia Marítima com algumas das suas capacidades operacionais e de formação e em segundo plano o espaço do “Centro de Conhecimento do Mar” – Aquário Vasco da Gama, Biblioteca Central de Marinha, Museu de Marinha, Fragata D. Fernando e Glória e Planetário Calouste Guulbenkian.

 

Um simulador de voo do Lynx – Esquadrilha de Helicópteros da Marinha – estava disponível para quem queria testar as suas capacidade para pilotar!

Na Marinha há muitas tradições que…são para manter.

Veículo de comando operacional táctico e moto 4 integrados num conjunto mais alargado de meios dedicados ao combate à poluição no mar.

Estas lanchas rápidas armadas são importantes no combate às actividades criminosas no mar português, mas também em missões militares como o combate à pirataria em vários pontos do globo.

O espaço dos Fuzileiros onde pontuava algum armamento individual em colectivo, como este lança -granadas automático GMG 40MM da fábrica Heckler & Koch idêntico aos que o Exército Português adquiriu recentemente.

O Instituto de Socorros a Náufragos (ISN) é um organismo integrado na estrutura da Direcção-Geral da Autoridade Marítima que tem um importantíssimo papel na salvaguarda da vida humana nas nossas costas.

 

Os mergulhadores e o seu tanque e equipamentos que permite os “baptismos de mergulho”. Em segundo plano junto ao “stand” dos fuzileiros a torre de escalada.

Parte da colecção da Marinha de viaturas clássicas também “navegaram” até Peniche. A história também se conta assim.

Assim, depois em anos anteriores termos visitado em circunstâncias semelhantes actividades do Exército “DIA DO EXÉRCITO 2012”, NO PARQUE D.CARLOS I (CALDAS DA RAINHA) e da Força Aérea 59.º ANIVERSÁRIO DA FORÇA AÉREA EM SINTRA e DIA DE “BASE ABERTA” EM SINTRA, desta vez viemos visitar a Marinha. Uma Marinha que pelo aquilo que nos foi dado ver, apostou em Peniche na sua vertente Segurança e autoridade do estado.

Depois de almoço, pelas 14H00, já havia fila nas inscrições para embarcar num dos meios disponíveis. Imagino no Sábado e no Domingo!

 

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