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DIA DE “BASE ABERTA” EM SINTRA

Por • 12 Set , 2017 • Categoria: EM DESTAQUE Print Print

Bem cedo, antes da hora marcada, já são centenas que aguardam a abertura ao público da Base Aérea n.º 1 e do Museu do Ar, na Granja do Marquês junto a Sintra. Durante o dia serão milhares os visitantes, as actividades ligadas à aviação e mesmo outras sucedem-se com grande participação de pessoas de todas as idades, muitas famílias. O Operacional foi mais um visitante.

A Granja do Marquês, em Sintra, um dos berços da aviação militar portuguesa, continua a atrair visitantes ao Museu do Ar durante todo o ano, e, aos milhares nestes dias de “Base Aberta”.

É quase um ritual que se mantém sempre que a Força Aérea “abre as portas” de uma base. O poder de atracção da aviação é um facto comprovado e não passa de moda! Em 10 de Setembro de 2017 estivemos em Sintra no mesmo dia que em Monte Real, na Base Aérea n.º 5, idêntica actividade se desenrolou. Não deve ter sido muito diferente no que respeita à afluência de público.

A foto-reportagem que hoje apresentamos foi realizada durante um “par de horas”, em concreto entre as 10H00 e as 13H30 desse domingo, é uma visão como a de qualquer outro visitante, sem acesso privilegiado a nenhum espaço ou actividade. Não está aqui tudo o que ali se estava a passar, as actividades eram múltiplas, umas conseguimos cobrir outras não, em algumas tivemos mais interesse demoramos mais tempo, outras nem por isso.

Uma palavra para a organização com a qual aliás nem contactamos. Do que nos foi dado observar tudo pareceu impecável pese embora a enorme afluência de pessoas em determinados locais, alguns até relativamente confinados como no museu. Com mais ou menos tempo de espera as coisas correram muito bem e o dispositivo que a Força Aérea montou para acolher os visitantes estava a funcionar em pleno, quer em termos de circulação de pessoas e carros dentro da unidade quer nas actividades. Não havia falta de informação a qual chegava através do sistema de som que alertava para os diferentes eventos ou explicava o que estava a decorrer, mas também através do suporte papel que era distribuído.

Em linhas gerais, a visita abarcava o Museu do Ar (dentro e fora dos hangares) e depois havia exposições/demonstrações no exterior: de Viaturas Militares e Clássicas; demostrações cinotécnicas; demonstrações de aves de rapina; recriações históricas (2.ª guerra Mundial e Guerra do Vietname, tanto quanto nos pareceu); demonstrações do Serviço de Saúde; e visitas a diversos locais da Base como a Torre de Controlo, os Bombeiros e outros.

O maior atractivo, as demonstrações de voo, na qual incluímos os Baptismos de Voo que um C-295 fez durante o dia, começaram bem cedo e no período em que ali estivemos assistimos: actuação da Patrulha Acrobática YAKSTARS equipada com os aviões Yak 52; voos dos TB-30 Epsilon; passagens de uma parelha de F-16 vinda de Monte Real.

Aqui fica então a visita do Operacional à Base Aberta em Sintra no dia 10SET2017

O Museu do Ar tem a maioria das suas aeronaves nos espaços interiores, mesmo que estes já sejam poucos para o acervo. Problema aliás comum a todos os museus deste género pelas dimensões em causa será sem dúvida um desafio para ultrapassar.

EADS C-295M da Esquadra 502 Elefantes, está localizada na Base Aérea n.º 6 no Montijo, mas já teve a sua “casa” em Sintra nesta mesma BA 1.

Os baptismos de voo sucediam-se com alguns minutos “no ar” sobre a região de Sintra.

A Patrulha Acrobática YAKSTARS, a primeira civil na história da aviação em Portugal, equipada com aviões Yak 52 fez a sua apresentação. Impecável!

O Yak 52 é de origem soviética e voou pela primeira vez em 1976. Está equipado com motor radial Vedeneyev M14P de 360/400 hp e 9 cilindros.

O CESSNA L-19 BIRD DOG 1949 da espanhola Fundación Infante de Orleans e uma “equipa” de Marines vindos directamente da guerra do Vietnam 🙂  Os vários grupos de “reconstituição histórica” eram muito procurados pelos visitantes.

Um dos espaços da Policia Aérea com algum do seu armamento e equipamento. Também as demosntrações cinotécnicas atraíram muitissimo público.

Os aviões que podiam ser visitados, como este Dassault/Dornier Alpha-Jet, foram sucesso garantido.

O Lockheed P-3P ORION foi certamente a aeronave mais visitada durante este dia.

Junto às aeronaves os seus pilotos estavam disponiveis para dar informações, para satisfazer a curiosidade do público.

HMMWV 1165A1/B3, empregue pelas comunicações tácticas da Força Aérea e pelos Grupos de Controlo Aéreo Táctico (no Afeganistão por exemplo). A Força Aérea mantém actualmente uma equipa de Controlo Aereo Táctico na República Centro Africana.

Uma das viaturas militares clássicas em exposição era este UMM Cournil que o dono equipou inspirado – mesmo que com várias diferenças em relação aos originais – nos que serviram na Base Operacional de Tropas Pára-quedistas n.º 1 do antigo Corpo de Tropas Pára-quedistas da Força Aérea Portuguesa.

Uma das mais notáveis aeronaves que serve na Força Aérea Portuguesa, o Sudaviation – SE 3160 Alouette III (aqui na versão Canhão 20mm MG 151). Equipa a Esquadra 552 – “Zangões” localizada na Base Aérea n.º 11 em Beja. Em breve serão retirados do serviço na FAP.

Em segundo plano o Lockheed P2V-5 Neptune que serviu na FAP entre 1960 e 1978, para missões de luta anti-submarina e vigilância marítima, cumprindo ainda algumas missões no Ultramar. Em primeiro plano o Lockheed T-33A, serviram na FAP entre 1953 e 1990 e neles gerações de pilotos se iniciaram na “aviação a reacção”.

Outro avião emblemático para a Força Aérea, o Cessna T-37C Tweety Bird. Serviram entre 1963 e 1992 como avião de instrução e na Patrulha Acrobática Asas de Portugal. Este avião do Museu está com a pintura inical que recebeu em Portugal.

A Esquadra 101 – “Roncos” e os seus Aerospatiale Epsilon-TB 30 estão sediados na Granja do Marquês, junto à Academia da Força Aérea e ao Museu do Ar.

Parelha de Lockheed Martin F-16 AM vindos da Base Aérea n.º 5 em Monte Real. As suas perfomaneces, mesmo que nesta ocasião não tenham sido muito exploradas, causam sempre grande impacto na assitência!

Uma boa noticia! Está em fase de estudo pela TAP e pela FAP com o apoio do Vintage Aero Club, a recuperação para exposição estática do Douglas C-54 Skymaster que voou pela Transportadora Portuguesa (1947-1960) e terminou a sua carreira na Força Aérea Portuguesa. Na FAP estes aviões voaram entre 1947 e 1973.

O Major-General Jorge Lessa (1952-2009), piloto aviador com extensa carreira operacional, à data da inesperada morte era Director de Pessoal da Força Aérea, continuava a voar C-130 e liderava o projecto de renovação do Museu do Ar para o seu formato actual nesta Base de Sintra onde tinha sido comandante.

Monumento em homenagem ao Tenente-Coronel Aviador Castilho Nobre – (Primeiro Director da Aeronáutica, que morreu voando) e que lembra hoje, passados mais de 100 anos da aviação militar em Portugal todos os que deram a vida à “causa do ar”.

 

 

 

 

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