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“ZEUS 14”, O 1.º BIPARA TREINA OPERAÇÕES EM MONTANHA

Durante a primeira semana de Abril, sob condições atmosféricas adversas – “a guerra” não pára quando chove ou neva! – o 1.º Batalhão de Infantaria Pára-quedista realizou na freguesia do Espinhal (concelho de Penela, distrito de Coimbra), este exercício para desenvolver a capacidade de planeamento, coordenação, execução e controlo de operações de combate num ambiente de montanha.

Sob condições atmosféricas adversas, homens e materiais foram postos à prova, terminando um exigente ciclo de treino operacional, já a pensar na preparação para o Kosovo. [1]

Sob condições atmosféricas adversas, homens e materiais foram postos à prova, terminando um exigente ciclo de treino operacional, já a pensar na preparação para o Kosovo.

Duas evidências por vezes pouco notadas mas com grande influência, quer a nível de treino quer de equipamentos: os militares portugueses operam hoje em geografias muito diferenciadas, na Europa, África e Ásia; a escassez de forças obriga à sua polivalência, ultrapassando-se algumas antigas especializações.

Não é assim de estranhar que uma unidade como o 1.º Batalhão de Pára-quedistas (1BIPara), depois de um exigente ciclo de treino operacional devido ao seu empenhamento na Força de Reacção Imediata (FRI) do Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA), tendo como cenário privilegiado de emprego o continente africano ou as ilhas atlânticas, seja agora reconfigurado para operar no Kosovo como Reserva Táctica do Comandante da KFOR, a força multinacional que ali se mantém. Por outro lado, como tem sido norma, as forças expedicionárias portuguesas são nomeadas mais por “rotação” do que por “vocação”, ou seja, as sub-unidades das três brigadas são empenhadas “à vez” e a sua identidade (pára-quedistas, mecanizados, etc.) não é determinante para a nomeação. No caso do Afeganistão, muito devido ao perfil que o Contingente Nacional foi adoptando, é ainda maior a “mistura” de especialidades, chegando mesmo aos escalões mais baixos e alargando esta realidade a militares dos três ramos.

O exercício que o Operacional hoje vos apresenta encerrou esse «ciclo FRI» e marca o inicio da preparação para a missão nos Balcãs, onde, o controlo de tumultos e a operação com viaturas blindadas, incluindo já as Pandur II 8×8, é o prato forte!

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ZEUS 14, sob o signo da chuva!

Durante a primeira semana de Abril, sob condições atmosféricas adversas, o que nas operações reais também acontece como é lógico – “a guerra” não pára quando chove ou neva! – o 1BIPara realizou na freguesia do Espinhal (concelho de Penela, distrito de Coimbra), este exercício para desenvolver a capacidade de planeamento, coordenação, execução e controlo de operações de combate em áreas sensíveis ou negadas, neste caso, num ambiente de montanha. Tratou-se de avaliar a proficiência do 1BIPara como elemento de comando e controlo das ações das suas companhias de pára-quedistas na execução de: operações em áreas edificadas; reconhecimentos e escoltas; emboscadas.

Assim, foi definido ao batalhão, a conquista de um objetivo em profundidade, actuação em áreas edificadas e a realização de reconhecimentos, escoltas, golpe de mão e/ou emboscadas no âmbito de uma operação de neutralização de grupos armados de natureza subversiva e de forças convencionais de baixo escalão numa região (a Freguesia do Espinhal) onde se encontrava um grupo de insurgentes que vinham desenvolvendo ataques contra forças internacionais e organizações não-governamentais (NGO).

Participaram no exercício ZEUS14, cerca de 250 militares do 1BIPara e o Centro de Saúde de Tancos/Sta Margarida disponibilizou o pessoal necessário para guarnecer a estrutura de apoio sanitário a ativar durante o exercício. Foram empregues viaturas de várias tipologias (ligeiras, médias e pesadas).

Como está bem patente nas fotografias, toda a acção decorreu em condições atmosféricas bem agrestes, pondo à prova homens e materiais. Aqui releva a condição de saúde e física dos militares, o grau de resistência psicofísica, o material e armamento de que estão dotados – em casos reais como no Afeganistão e no Kosovo onde estamos, a ausência de equipamentos individuais e colectivos adaptados pode significar a diferença entre a vitória e a derrota, a sobrevivência e a morte – e a capacidade de comando nos vários escalões, sempre posta à prova de modo mais acutilante quando as condições de vida dos subordinados se degradam.

O 1BIPara culmina com este exercício um ciclo de treino operacional vocacionado inicialmente para operações de evacuação de cidadãos nacionais não combatentes e posteriormente para operações de combate em áreas sensíveis ou negadas, mostrando bem a polivalência alcançada por esta unidade, capaz de responder a diferentes solicitações daquelas que têm probabilidade de lhe serem dirigidas.

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Por circunstâncias várias tem sido possível ao Operacional apresentar aos seus leitores parte do que faz, durante o ano, um batalhão de pára-quedistas em termos de treino. Ou seja, como se prepara para actuar por exemplo em operações de contingência, aquelas em que o poder político perante uma crise grave num país onde residam portugueses, decide ordenar “de imediato” que se execute uma intervenção de forças militares (e nestes casos o tempo de preparação é mínimo, horas por vezes ou um par de dias, nunca semanas, porque regra geral, as decisões politicas são tomadas “de aflitos”; à última da hora, depois de muitas hesitações); ou como participa em exercícios multinacionais em território nacional ombreando com forças congéneres; ou ainda a fase de preparação para participar em missões no âmbito da NATO, por exemplo no Kosovo.

É o nosso contributo, do Operacional e de quem com ele colabora, para mostrar afinal “o que fazem” os militares?

OPERAÇÃO “SILVEIRA”, PÁRA-QUEDISTAS TREINAM REACÇÃO IMEDIATA [15]

«ZEUS 13»: TESTE À CAPACIDADE DE INTERVENÇÃO IMEDIATA [16]

DE S. JACINTO PARA O KOSOVO EM NOME DE PORTUGAL [17]

PRONTOS PARA O KOSOVO! [18]