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UM CURSO DE PÁRA-QUEDISMO MILITAR EM TANCOS

No mês em que as Tropas Pára-quedistas Portuguesas assinalam os 60 anos da inauguração do quartel do Batalhão de Caçadores Pára-quedistas, recordamos como decorria um Curso de Pára-quedismo Militar, também em Tancos, mas em 2001, na então Escola de Tropas Aerotransportadas. Pela pena de Vítor Matos e a objectiva de João Miguel Rodrigues, jornalistas da revista “Focus” que então se publicava também em Portugal, esta foi uma reportagem senão inédita, no mínimo muito pouco vulgar. 

A revista "Focus", pertencia ao Grupo Impala e tinha uma edição portuguesa que terminou em 2012. [1]

A revista “Focus”, pertencia ao Grupo Impala e tinha uma edição portuguesa que terminou em 2012.

Na realidade a revista “Focus” decidiu investir mais do que era (e é!) normal numa reportagem, uma vez que durante meses, desde o dia da incorporação ao último dia do curso de pára-quedismo, permitiu aos seus dois jornalistas, em deslocações sucessivas a Tancos, acompanhar diversas as fases da instrução. Este trabalho jornalístico não é assim fruto de uma manhã ou um dia no quartel, o padrão mais habitual neste tipo de reportagens, mas sim de um contacto prolongado que naturalmente permite quer em termos de texto quer de imagem, uma maior profundidade na abordagem ao assunto. 

A revista desapareceu em Portugal no ano de 2012, mas aqui fica para a posteridade este retrato do que foi o trajecto de uma série de jovens que um dia sonharam ser pára-quedistas, ou pelo menos aquilo que dois jornalistas, cada um na sua área de actuação, viram. Não resisto a deixar aqui um desabafo que o João Miguel Rodrigues colocou no seu blog pessoal [2] sobre esta reportagem em concreto:

…foi uma das (reportagens) que fiz para a revista Focus e das que mais gosto me deu a fazer, pois estivemos seis meses envolvidos nela e senti que assim é que se trabalha e não a despachar para encher páginas como habitualmente, para além de ter sido bem divertido e ter conhecido malta impecável…“;

E o que o Vítor Matos escreveu hoje no seu facebook [3] comentando o João Miguel Rodrigues:

“…Entrámos na escola pára-quedistas com um pelotão, fizemos a receita toda com eles. Saltámos da torre. No fim fiz um salto tandem em queda livre. Acho que também sou bocadinho pára. E acabámos no dia em que eles receberam a boina verde e juraram bandeira. Teria dado um livro. Grande trabalho, João!”

Para terminar só posso dizer (Miguel Silva Machado) que, tendo estado ligado a esta reportagem por dever de oficio – na altura trabalhava nas Relações Públicas do Exército – acompanhei os repórteres em várias ocasiões, mas nada naturalmente se deve creditar na minha pessoa, foi inteira obra dos autores e daqueles que com eles na Escola lidaram. Mas é assim que se pode dar a conhecer à opinião pública – e a jornalistas sem ideias pré-concebidas acerca da “tropa”- , com alguma profundidade, aquilo que é a instituição militar, o que são e fazem os portugueses que ali servem.

02 Focus CPQ 2001 [4]

03 Focus CPQ 2001 [5]

04 Focus CPQ 2001 [6]

05 Focus CPQ 2001 [7]

06 Focus CPQ 2001 [8]

07 Focus CPQ 2001 [9]