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IMPERIAL WAR MUSEUM LONDRES

Uma visita ao Imperial War Museum em Londres não é apenas tomar contacto com a história dos combates realizados pelas forças Britânicas e da Commonwealth depois de 1914 até aos dias de hoje, é também uma boa oportunidade para verificar quais são as actuais tendências seguidas por este tipo de instituições e como chegam ao grande público e…aos militares.

O antigo Bethlem Royal Hospital foi transformado para albergar o museu em 1936. Durante a 2.ª Guerra Mundial o museu esteve fechado e várias colecções foram colocadas fora de Londres. As imponentes peças navais de 15 polegadas marcam a entrada. [1]

Durante a 2.ª Guerra Mundial o museu esteve fechado e várias colecções foram colocadas fora de Londres. As imponentes peças navais de 15 polegadas marcam a entrada. Serviram em navios diferentes e foram retiradas de serviço no fim do último conflito mundial, sendo aqui colocadas em 1968.

Começando exactamente por aqui, pelos militares. No decurso da visita, a um sábado de manhã, constatei que um grande número de militares, parte importante dos quais femininos, divididos em grupos de 30 ou mais, faziam uma visita guiada ao museu. Um oficial na reserva acompanhava cada um destes grupos explicando em detalhe aspectos/peças do museu. E até me pareceu que, mais tarde, aquilo seria objecto de alguma avaliação/trabalho, uma vez que vários militares tiravam notas… Na realidade nos tempos que correm, lá como cá, com o ensino de história que anda pela Escola, aquilo que se costuma designar por “cultura geral militar”, ou é ensinada “na tropa” ou pura e simplesmente desaparece. O patriotismo ensina-se e aprende-se.

O museu faz parte de um conjunto de cinco “Imperial War Museums [2]“: em Londres o HMS “Belfast” ancorado no Tamisa – um cruzador ligeiro que participou 2.ª Guerra Mundial e Guerra da Coreia – e o “Churchill War Rooms”; perto de Cambridge o “IWM Duxford” – uma antiga base aérea convertida em museu do ar mas também de meios terrestres, por exemplo blindados; em Manchester o “IWM North” – com apenas 10 anos de existência – e que se distingue pela sua arquitectura arrojada e por prestar bastante atenção aos conflitos mais recentes.

O IWM Londres tem galerias de arte – onde não se podem captar imagens -, áreas para exposições temporárias, um Arquivo Nacional (documentos, fotografias, filmes, sons, livros e inventário dos monumentos militares britânicos) e Centro de Investigação. O edifício do antigo Bethlem Royal Hospital foi transformado para albergar o museu em 1936, tendo desde 1920, quando foi criado, estado instalado em outros locais da capital do Reino Unido.

O museu tem acesso gratuito (uma ou outra exposição nas galerias pode ser paga mas quando ali estivemos isso não acontecia), embora em vários locais se faça apelo a doações em dinheiro e se explique que o financiamento da instituição assenta muito em patrocínios, mecenas, na Liga dos Amigos e no trabalho voluntário.

Os 6 pisos estavam assim guarnecidos em Junho de 2012:
Piso da entrada – As principais peças em termos de dimensões (misseis, carros de combate, artilharia, aeronaves, mini-submarinos, etc), exposições temporárias dedicadas a “Servir no Afeganistão” – na actualidade – “Vida Familiar em Tempos da 2.ª Guerra Mundial” e “Memória do 11 de Setembro”. É também neste piso que se encontra a loja do museu, o café e um simpático self-service nada caro para os padrões locais. Como se pode observar nas fotos que publicamos este piso dá acesso a um enorme hall central (até à cúpula do edifício) que permite a exposição suspensa de várias peças (aeronaves, balões, bomba voadora) que podem ser observadas de todos os ângulos consoante se vai subindo aos pisos superiores.
Cave – É uma área enorme, dividida em pequenas salas repletas de vitrinas com objectos museológicos e muitíssima informação. Para quem se recorda, faz um pouco lembrar os antigos e labirínticos Centros Comerciais! Aqui estão os sectores dedicados à 1ª Guerra Mundial, 2.ª Guerra Mundial, Conflitos desde 1945, Monty (Montegomery) mestre do campo de batalha, 1939, salas experiência nas trincheiras (1914-18) e experiência durante o “Blitz” (Londres sob bombardeamento). Estas últimas são “salas escuras” onde foram construídas representações com alguns elementos em tamanho real (casas, armas, soldados, etc.) e por onde os visitantes passam em grupo e são sujeitos a um jogo de luzes e sons.

Piso 1 – Guerra Secreta – área muito desenvolvida das acções da espionagem britânica na 2.ª Guerra Mundial e conflitos seguintes e da das forças especiais. Neste piso há também uma área dedicada à temática “sobreviver no mar” e apresenta ainda peças de dimensões razoáveis vindas de vários conflitos, da 2.ª Guerra Mundial às Falklands.

Piso 2 – Quando visitamos o IWM London já tinham encerrado as exposições fotográficas “Moldados pela guerra” (fotografias de Don McCullin, consagrado foto-repórter britânico com mais de 50 anos de carreira); “Esta tempestade a que chamamos progresso” (fotografias de Ori Gersht, fotógrafo de origem israelita mas residente em Londres) mas estavam abertas a galeria “Jonh Singer Sargent Room” – com uma exposição de quadros de vários autores feitos no decurso da 1.ª Guerra Mundial, na Europa e colónias britânicas, obras de arte encomendadas pelo governo a conceituados artistas de então para retratar a guerra – e uma pequena sala onde se projectava um filme sobre Crimes Contra a Humanidade em vários pontos do globo. Parte significativa da grande e detalhada sala dedicada ao Holocausto e a todo o complexo sistema destinado a exterminar os judeus alemães e dos países ocupados (a entrada é pelo piso 3) é também neste piso.

Piso 3 – Sala Holocausto que inclui o percurso de Hitler e do Partido Nacional Socialista no seu caminho para o poder na Alemanha, a sua organização e práticas, com destaque para a perseguição ao povo judeu.

Piso 4 – Galeria Lord Ashcroft com a exposição “Heróis Extraordinários”, um repositório muito interessante de pequenas-grandes histórias heróicas dos que receberam as mais altas condecorações (a Victoria Cross, militar e a George Cross, civil), através das suas medalhas, fotos, mensagens, armas, equipamentos e vários objectos diversos. Muitos foram condecorados a título póstumo, outros sobreviveram gravemente feridos. Esta galeria do museu foi construía com uma doação de 5 milhões de libras (cerca de 6.350.000 €) de Lord Ashcroft [3] (milionário, empresário, politico e filantropo britânico), possuidor da maior colecção conhecida de medalhas em causa a que se juntaram muitas propriedade do museu. As medalhas foram atribuídas desde a Guerra da Crimeia às do Iraque e Afeganistão dos nossos dias, estando expostas com o objectivo de “fazer pensar, inspirar e surpreender voltando a contar histórias de bravura mostrando que quando confrontados com situações extremas, algumas pessoas podem fazer coisas extraordinárias”.

Caro leitor,
Se passar por Londres e tiver pelo menos uma manhã ou uma tarde livre, não deixe de incluir este museu na sua agenda, mesmo que o ideal, para “processar” o manancial de informação exposta, seja lá passar um dia inteiro! Enquanto isso não acontecer, aqui fica a nossa reportagem.

A exposição temporária "War Story:Serving in Afhganistan" tem um dos seus elementos logo na entrada do museu. Objectos pessoais, fotos, videos e entrevistas sobre o actual conflito neste país. [4]

A exposição temporária "War Story: Serving in Afhganistan" tem um dos seus elementos logo na entrada do museu. Objectos pessoais, fotos, vídeos e entrevistas sobre o actual conflito neste país e o que fazem os soldados britânicos nesta guerra.

À esquerda (cor cinzenta) o impressionante projectil do canhão sobre carris "Schwerer Gustav" (Pesado Gustavo), de 80cm de calibre e 4.800 kg de peso. Este exemplar veio da fábrica (Krupp) em 1947. O blindado é um "Jagdpanther" alemão usado na 2.ª Guerra Mundial, versão posto de comando e chegou ao museu em 1969 depois de ter estado em unidades inglesas para avaliação e depósito.  [5]

À esquerda (cor cinzenta) o impressionante projéctil do canhão sobre carris "Schwerer Gustav" (Pesado Gustavo), de 80cm de calibre e 4.800 kg de peso. Este exemplar veio da fábrica (Krupp) em 1947. O blindado é um "Jagdpanther" alemão usado na 2.ª Guerra Mundial, versão posto de comando e chegou ao museu em 1969 depois de ter estado em unidades inglesas para avaliação e depósito.Em cima um Heinkel He 162, um dos últimos jactos produzidos pelo III Reich.

Um "Silura a Lenta Corsa" italiano, conhecido por Torpedo Humano, com dois lugares, motor eléctrico e carga explosiva de 250Kg (na frente). Este foi capturado em Génova em 1945. [6]

Um "Silura a Lenta Corsa" italiano, conhecido por Torpedo Humano, com dois lugares, motor eléctrico e carga explosiva de 250Kg (na frente). Este foi capturado em Génova em 1945.

Bitubo anti-aéreo 20mm de fabrico alemão (Rheinmetall) capturado à Força Aérea Argentina nas Falklands em 1982 e aqui exposta desde 1983. [7]

Bitubo anti-aéreo 20mm de fabrico alemão (Rheinmetall) capturado à Força Aérea Argentina nas Falklands em 1982 e aqui exposta desde 1983.

M3A3 Grant, carro de combate de fabrico US usado por Montgomery na batalha de El Alamein no Norte de África em 1942 e em Itália até final de 1943. Depois de passar por várias unidades britânicas chegou ao museu em 1988. [8]

M3A3 Grant, carro de combate de fabrico US usado por Montgomery na batalha de El Alamein no Norte de África em 1942 e em Itália até final de 1943. Depois de passar por várias unidades britânicas chegou ao museu em 1988.

Parte da fuselagem de um Avro Lancaster I, do 467 Esuadrão da Royal Australian Air Force que voou entre Novembro de 1943 e Outubro de 1944, integrado na Royal Air Force, tendo efectuado 49 saídas operacionais. [9]

Parte da fuselagem de um Avro Lancaster I, do 467 Esquadrão da Royal Australian Air Force que voou entre Novembro de 1943 e Outubro de 1944, integrado na Royal Air Force, tendo efectuado 49 saídas operacionais.

A peça naval britânica QF Mark IV de 4 polegadas que equipava o HMS Lance e em 5 de Agosto de 1914 disparou contra o navio alemão "Konigin", aquilo que foi a primeira acção de combate da Royal Navy neste conflito. [10]

A peça naval britânica QF Mark IV de 4 polegadas equipava o HMS Lance que em 5 de Agosto de 1914 atacou o navio alemão "Konigin", e disparou o primeiro tiro daquilo que foi a primeira acção de combate da Royal Navy neste conflito. Em segundo plano o mini-submarino alemão "Biber" que tinha apenas um tripulante e foi empregue a partir de Agosto de 1944. 324 foram usados pelos alemães e este foi capturado em Dezembro de 1944.

Em primeiro plano um Sopwith Camel 2F1 da Royal Air Force (1.ª Guerra Mundial) e em segundo plano, à direita, um missil balistico Polaris A3 (fabrico USA) usado nos submarinos nucleares britânicos da classe Resolution. Este chegou ao museu em 1977 e é a versão instrução. [11]

Um biplano Sopwith Camel 2F1 britânico (1.ª Guerra Mundial) e à direita, um míssil balístico Polaris A3 (fabrico USA) usado nos submarinos nucleares britânicos da classe Resolution. Este chegou ao museu em 1977 e é a versão instrução.

Um Focke-Wulf Fw 190 alemão perseguido por um P51 D Mustang americano. [12]

Um Focke-Wulf Fw 190 alemão perseguido por um P51 D Mustang americano. A disposição dos materiais neste "hall" central, como se pode ver nesta e em outras fotografias, permite a sua visualização a partir de variados ângulos.

A V1, "bomba voadora" alemã que aterrorizou Londres na 2.ª Guerra Mundial. Ao fundo à esquerda uma das embarcações que retirou militares britânicos de Dunkerque (França) em 1940.19 [13]

A V1, "bomba voadora" alemã que aterrorizou Londres na 2.ª Guerra Mundial. Em segundo plano (verde-escuro) a sua sucessora, a V2, de dimensões bem maiores. Ao fundo à esquerda uma das embarcações que retirou militares britânicos de Dunkerque (França) em 1940.

A V2 com velocidade acima da do som era impossivel de interceptar (ao contrário da lenta V1). Atingiram o Reino Unido cerca de 6.500 V1 e V2 matando 8.938 pessoas. À direita um Royal Aircraft Factory BE2C, usado na 1.ª Guerra Mundial para reconhecimento e bombardeamento. [14]

A V2 com velocidade acima da do som era impossível de interceptar (ao contrário da lenta V1). Atingiram o Reino Unido cerca de 6.500 V1 e V2 matando 8.938 pessoas. À direita um Royal Aircraft Factory BE2C, usado na 1.ª Guerra Mundial para reconhecimento e bombardeamento.

A "Brough Superior SS10" do lendário "Lawrence da Arábia" e na qual morreu de acidente em 1935. Era a moto mais rápida (e mais cara) da época e T.E. Lawrence teve 7 desta marca, sendo esta manufacturada pelo próprio George Brough.  [15]

A "Brough Superior SS100" do lendário "Lawrence da Arábia" e na qual morreu de acidente em 1935. Era a moto mais rápida (e mais cara) da época e T.E. Lawrence teve 7, alcunhadas de George I, II, III, etc., Esta, a George VII, foi manufacturada pelo próprio George Brough.

Dezenas de fotografias de militares que combateram no Afeganistão compõem outra parte da exposição "War Story" que está instalada no 2.º piso (de ambos os lados do hall central). [16]

Dezenas de fotografias de militares que combateram no Afeganistão compõem outra parte da exposição "War Story" que está instalada no 2.º piso (de ambos os lados do hall central).

A exposição dedicada à espionagem militar, acções clandestinas e operações especiais, chega aos nossos dias. [17]

A exposição "Guerra Secreta" é dedicada à espionagem militar, acções clandestinas e o trabalho das operações especiais. Inicia-se antes da 1.ª Guerra Mundial, aborda os dois conflitos mundiais, as acções durante a Guerra Fria, luta contra o terrorismo e chega aos nossos dias.

Os militares não nascem ensinados e uma visita ao museu, devidamente acompanhada, parece ser uma boa maneira de aumentar a sua cultura geral militar. [18]

Os militares não nascem ensinados e uma visita ao museu, devidamente acompanhada, parece ser uma boa maneira de aumentar a sua cultura geral militar.

A "experiência nas trincheiras" da 1.ª Guerra Mundial pretende dar uma ideia do que era a vida nestas condições. [19]

A "experiência nas trincheiras" da 1.ª Guerra Mundial pretende dar uma ideia do que era a vida nestas condições.

O sector dedicado à 2.ª Guerra Mundial, como aliás muitos outros, não têm apenas peças de origem britânica ou capturadas, tambem de outros páises aliados. Esta área divide-se em: War at Sea; Phoney War; Blitzkrieg; battle of Britain; Cicilian War, Dead Register; Home Front; Blitz Experience; Bomber Offensive; War in the Far East 1941-45; North-West Europe 1944-45; Europe under the Nazis; Eastern Front 1941-45; Mediterranean and Middle East 1940-45. Há ainda uma ala Monty:Master of the Battlefield. [20]

O sector dedicado à 2.ª Guerra Mundial, como aliás muitos outros, não têm apenas peças de origem britânica ou capturadas, também de outros países aliados. Esta área divide-se em: War at Sea; Phoney War; Blitzkrieg; battle of Britain; Cicilian War, Dead Register; Home Front; Blitz Experience; Bomber Offensive; War in the Far East 1941-45; North-West Europe 1944-45; Europe under the Nazis; Eastern Front 1941-45; Mediterranean and Middle East 1940-45. Há ainda uma ala Monty:Master of the Battlefield.

Terminado o conflito mundial...a guerra continuou e um pouco por todo o mundo. Até hoje. [21]

Terminado o conflito mundial...a guerra continuou e um pouco por todo o mundo. Até hoje.

A Guerra da Coreia [22]

A Guerra da Coreia, o primeiro grande conflito depois da 2.ª Guerra Mundial no qual forças britânicas e da Commonwelth (oriundas da Austrália, Nova Zelândia, Canadá e Índia) chegaram a dispor de uma Divisão.

Em muitas das antigas parcelas do Império Britânico eclodiram guerrilhas que obrigaram à intervenção militar. [23]

Em muitas das antigas parcelas do Império Britânico eclodiram guerrilhas quase e sempre de origem comunista, algumas particularmente violentas, que obrigaram à intervenção militar antes das independências e muitas vezes mesmo depois.

Também em África nem sempre a saida de cena das forças de S. Majestade foi tão pacifica como por vezes se julga. [24]

Também em África nem sempre a saída de cena das forças de S. Majestade foi tão pacifica como por vezes se julga. Neste sector há referência a Portugal (a única que vimos!) e a curiosidade de estarem expostas peças de fardamento "from terrorists" que nos combateram e até um "brevet" de pára-quedista cubano (worn by Soviet-funded Cuban advisors in Angola).

...aqui está ela, uma breve referência á nossa Guerra do Ultramar e à descolonização. Pode ter sido falta de atenção nossa, mas nem no sector da 1.ª Guerra Mundial vimos a minima referência ao nosso esforço de guerra na Europa (integrados nas Forças Britânicas!)ou em África [25]

Aqui está ela, uma breve referência à nossa Guerra do Ultramar e à descolonização de Angola e Moçambique (5 linhas). Pode ter sido falta de atenção nossa, mas nem no sector da 1.ª Guerra Mundial vimos a mínima referência ao nosso esforço de guerra na Europa (integrados nas Forças Britânicas!) ou em África ao lado dos Aliados.

A "guerra-fria" e a "queda do comunismo" têm um espaço repleto de peças oriundas do antigo bloco soviético. [26]

A "guerra-fria" e a "queda do comunismo" têm um espaço repleto de peças oriundas do antigo bloco soviético.

A loja do museu, com abundantes recordações de todos os tamanhos e feitios e um sector de livros muito completo. À direita um T-34/85 soviético. Este exemplar foi construido na Checoslováquia em 1955 e capturado pelas forças israelitas em 1953/54, comprado pelo IWM onde está desde 1977. Está pintado como pertencente à 95.ª Brigada de Tanques Soviéticos que atacaram Berlin em 1945. [27]

Entrada para a loja do museu onde se encontram abundantes recordações de todos os tamanhos e feitios e um sector de livros muito completo. À direita um T-34/85 soviético. Este exemplar foi construído na Checoslováquia em 1955, capturado pelas forças israelitas em 1953/54 e comprado pelo IWM em1977. Está pintado como pertencente à 95.ª Brigada de Tanques Soviéticos que atacaram Berlim em 1945.