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	<pubDate>Fri, 12 Mar 2010 13:14:32 +0000</pubDate>
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		<title>MUSEUS MILITARES DE POZNAN – I</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Mar 2010 13:14:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Machado</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[03. REPORTAGEM]]></category>

		<category><![CDATA[Armii]]></category>

		<category><![CDATA[Cidadela]]></category>

		<category><![CDATA[Museu Militar Wielkopolska]]></category>

		<category><![CDATA[Poznan]]></category>

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		<description><![CDATA[Poznan, cidade onde segundo muitos nasceu a Polónia, situada a meio-caminho entre Varsóvia e Berlin, esteve no centro de alguns dos conflitos e revoltas mais sangrentos do século XX na Europa. Essa memória está em grande medida salvaguardada em vários museus militares. Hoje trazemos aqui ao "Operacional" parte dessa história ilustrada com o "armamento ligeiro" que se encontra em três desses museus]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Poznan, cidade onde segundo muitos nasceu a Polónia, situada a meio-caminho entre Varsóvia e Berlim, esteve no centro de alguns dos conflitos e revoltas mais sangrentos do século XX na Europa. Essa memória está em grande medida salvaguardada em vários museus militares. Hoje trazemos aqui ao &#8220;Operacional&#8221; parte dessa história ilustrada com o &#8220;armamento ligeiro&#8221; que se encontra em três desses museus. No próximo artigo, todo e feito no museu do armamento, apresentaremos o material pesado.<span id="more-2020"></span></span></p>
<div id="attachment_1998" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/07-dsc_0668-copy.jpg" rel="lightbox[2020]"><img class="size-full wp-image-1998 " title="07-dsc_0668-copy" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/07-dsc_0668-copy.jpg" alt="O Museu do &quot;Exército de Poznan&quot; é deicado à campanha de 1939, na qual &quot;foram fiéis ao juramento&quot;." width="614" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">O Museu do &quot;Exército de Poznan&quot; é dedicado à campanha de 1939, na qual &quot;foram fiéis ao juramento&quot;.</p></div>
<p style="text-align: justify;">
<div id="attachment_2043" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/48-dsc_1184-copy.jpg" rel="lightbox[2020]"><img class="size-full wp-image-2043 " title="48-dsc_1184-copy" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/48-dsc_1184-copy.jpg" alt="O Museu está situado no centro de Poznan junto ao local mais visitadoda cidade" width="614" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">O Museu  &quot;Wielkopolska&quot; está situado no centro de Poznan junto ao local mais visitado da cidade</p></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><strong>Poznan</strong><br />
Para quem passou parte da vida a ver à distância e mesmo a estudar o material militar do &#8220;Pacto de Varsóvia&#8221; não deixa de ser interessante, e ao mesmo tempo provocar uma certa nostalgia, contactar de perto com essa antiga realidade. Mas uma visita aos museus militares de Poznan é muito mais do que isso. É ver uma cidade de 565.000 habitantes (é a 5ª cidade da Polónia em população com sensivelmente a mesma de Lisboa), que se orgulha da sua história e faz os possíveis por manter a sua memória militar acessível ao público. Desde logo uma nota, aliás visível nas colecções museológicas que visitamos, o comunismo foi ali literalmente apagado! Só se fala nesse regime que ali durou 40 anos quando se trata das revoltas populares que o combateram. A única excepção visível a esta &#8220;reformulação&#8221; da história está exactamente junto a dois dos museus que aqui apresentamos, na região da &#8220;Cidadela&#8221;. Tratam-se dos memoriais e cemitérios aos soldados soviéticos que ali estão sepultados e se mantêm em estado normal de conservação. Outros cemitérios militares e de mártires da liberdade ali se encontram em parte da enorme área fortificada, o chamado &#8220;Winiary Fort&#8221;. Este conjunto sofreu várias vicissitudes ao longo da história desde que a construção se iniciou em 1828, até ser palco de violentos combates em 1945 e de ter sido mesmo em parte desmantelado no final da 2ª Guerra Mundial.</span></p>
<div id="attachment_1999" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/01-dsc_1161-copy.jpg" rel="lightbox[2020]"><img class="size-full wp-image-1999 " title="01-dsc_1161-copy" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/01-dsc_1161-copy.jpg" alt="O Museu inicia o seu precurso histórico bem antes da criação do Estado Polaco, indo buscar as sua raizes bem longe." width="614" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">O Museu &quot;Wielkopolska&quot; inicia o seu percurso histórico bem antes da criação do Estado Polaco, indo buscar as sua raízes bem longe.</p></div>
<div id="attachment_2000" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/02-dsc_1162-copy.jpg" rel="lightbox[2020]"><img class="size-full wp-image-2000 " title="02-dsc_1162-copy" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/02-dsc_1162-copy.jpg" alt="Os guerreiros polacos do século XVII estão bem documentados" width="614" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">Os guerreiros polacos do século XVII estão bem documentados</p></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><strong>Museu Militar da &#8220;Wielkopolska&#8221;</strong> (região da Polónia)<br />
Situado na praça central da cidade, junto ao sumptuoso edifício da Câmara Municipal, a principal atracção turística da cidade, é um edifício discreto mas bem mantido e funcional, com dois andares visitáveis. As colecções apresentadas estão em muito bom estado de conservação e abrangem, pode-se dizer, toda história daquilo que hoje é a Polónia. Trata-se do segundo museu militar mais antigo do país (na seguir ao da capital) e teve o seu arranque no período entre as duas guerras mundiais com o empenho das guarnições militares da cidade e de populares. Não é assim de estranhar que este período, muito lembrado por estas paragens - nessa época nasceu o Estado Polaco - seja o que mais e melhores materiais tenha expostos. É no entanto de assinalar que o museu foi totalmente destruído na 2ª Guerra Mundial só tendo sido reaberto em 1956 e, a pouco e pouco, renovado as suas colecções. Actualmente o museu dispõe de 40.000 objectos, divididos e armas, uniformes e insígnias/símbolos e documentos militares, desde o século XI até às actuais missões de paz. As várias salas apresentam ainda número razoável de quadros de grande qualidade sobre temática militar.<br />
A entrada no museu é paga (adultos cerca de 2,00€, militares não pagam) e quem quiser tirar fotografias paga uma taxa de cerca de 3,00€). Na recepção é possível adquirir algumas lembranças, livros postais ilustrados. Sem pagar mais por isso os postais podem ser carimbados com um símbolo do museu e data. Um guia dos museus nacionais de Poznan (incluindo este) em inglês está disponível graciosamente. Uma nota comum a todos os museus que visitamos é a ausência de legendas em inglês o que para quem não saiba polaco dificulta muito a compreensão daquilo que está exposto. Do mesmo modo, embora haja muitos livros e revistas sobre temas militares - nos museus mas sobretudo nas muitas livrarias da cidade - são raras as obras disponíveis em línguas diferentes do polaco.</span></p>
<p style="text-align: justify;">
<div id="attachment_2001" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/04-l1090391-copy.jpg" rel="lightbox[2020]"><img class="size-full wp-image-2001 " title="04-l1090391-copy" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/04-l1090391-copy.jpg" alt="O período entre as duas guerras mundias, quando a região de Poznan se revoltou contra a Prússia e se juntou à Polónia, é bem coberta pelo museu" width="614" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">O período que se seguiu à 1ª Guerra Mundial, quando a região de Poznan se revoltou contra a Prússia e se juntou à Polónia, é bem coberta pelo museu</p></div>
<div id="attachment_2002" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/05-dsc_1186-copy.jpg" rel="lightbox[2020]"><img class="size-full wp-image-2002 " title="05-dsc_1186-copy" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/05-dsc_1186-copy.jpg" alt="A Marinha está presente com uniformes e miniaturas de navios de supreficie e submarinos" width="614" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">A Marinha está presente com uniformes, insígnias e miniaturas de navios de superfície e submarinos.</p></div>
<div id="attachment_2003" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/06-dsc_1183-copy.jpg" rel="lightbox[2020]"><img class="size-full wp-image-2003 " title="06-dsc_1183-copy" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/06-dsc_1183-copy.jpg" alt="Esta imagem ilustra bem os últimos 70 anos de história no Museu. Destaque á participação na 2ª Guerra Mundial ao lado ds Aliados, Missões de Paz e a imagem de uma virgem padroeira das forças actualmente em missão. Em primeiro plano, armamento de fabrico russo, das poucas coisas que são expostas do período comunista." width="614" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">Esta imagem ilustra bem os últimos 70 anos de história no Museu. Destaque à participação na 2ª Guerra Mundial ao lado dos Aliados, Missões de Paz e a imagem de uma virgem padroeira das forças actualmente em missão. Em primeiro plano, armamento de fabrico russo, das poucas coisas que são expostas do período comunista.</p></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><strong>Museu do &#8220;Exército de Poznan&#8221;</strong><br />
Trata-se de um pequeno mas muito cuidado museu instalado numa das casamatas do Forte &#8220;Winiary&#8221; dedicado em exclusivo à campanha de 1939, quando a Polónia foi ocupada em simultâneo pelos exércitos do III Reich a Oeste e da URSS a Leste. Muitas vezes confundido com o museu que apresentamos a seguir, talvez por esse outro ser de maior dimensão e estar a algumas centenas de metros no mesmo conjunto fortificado, este é dedicado em exclusivo ao &#8220;Exército de Poznan&#8221; no período referido. Este exército entendido como um escalão da organização operacional do Exército Polaco, estava composto por 4 divisões de infantaria e 2 brigadas de cavalaria, apoiado por aviação, artilharia pesada e outras unidades ainda, foi um dos sete que estavam a defender o país do ataque alemão.<br />
O museu, onde fomos recebidos em inglês, é gratuito, e dispõe de fardas, armamento ligeiro - uma ou outra arma pesada - fotografias e cartas topográficas da campanha em apreço, provenientes de ambos os contentores. Muitos dos materiais são apresentados em conjuntos temáticos com fotos alusivas, protegidas por vidros e bem conservados. Na recepção é possível adquirir livros sobre temas militares e não só desta época.</span></p>
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<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_2004" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/08-dsc_0658-copy.jpg" rel="lightbox[2020]"><img class="size-full wp-image-2004 " title="08-dsc_0658-copy" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/08-dsc_0658-copy.jpg" alt="A campanha de 1939 e o Exército Polaco dessa época estão aqui bem documentados" width="614" height="411" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd" style="text-align: justify;">A campanha de 1939 e o Exército Polaco dessa época estão aqui bem documentados com uniformes, fotos, armas e mapas explicando a organização e operações.</dd>
</dl>
</div>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_2005" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/09-dsc_0656-copy.jpg" rel="lightbox[2020]"><img class="size-full wp-image-2005 " title="09-dsc_0656-copy" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/09-dsc_0656-copy.jpg" alt="Os exércitos invasores, os seus uniformes, insignias e armamento equipamento também têm largo espaço no museu" width="614" height="411" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Os exércitos invasores, os seus uniformes, insígnias e armamento equipamento também têm largo espaço no museu.</dd>
</dl>
</div>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_2006" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/10-dsc_0651-copy.jpg" rel="lightbox[2020]"><img class="size-full wp-image-2006 " title="10-dsc_0651-copy" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/10-dsc_0651-copy.jpg" alt=" armamento está bem apresentado sendo fácil percepcionar a sua utilização real" width="614" height="411" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd"> O armamento está bem apresentado sendo fácil percepcionar a sua utilização real.</dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><strong>Museu de Armamento</strong><br />
Este museu tem uma área coberta e outra ao ar livre. A primeira está instalada numa antiga fortificação que ao longo da sua vida teve várias utilizações desde laboratório para fins militares, a paiol, prisão e arrecadação de armamento. O museu ali instalado em 1965, foi mudando de designação, ligadas naturalmente aos momentos históricos em que se foi desenvolvendo: Museu da Libertação - entenda-se da expulsão dos alemães em 1945; Museu da Cidadela, em 1991; Museu do Armamento desde 1998.<br />
Na parte interior em várias salas podemos ver armamento ligeiro, fotografias, modelos, cartazes, insígnias, bandeiras, uniformes, e toda a espécie de acessórios militares ligados aos períodos dos dois últimos conflitos mundiais, com natural destaque para os ligados aos combates travados na Cidadela de Poznan. Não sendo muito habitual em museus militares, merece aqui referência o destaque que ali é dado às centenas de civis da cidade que em 1945 lutaram e morreram ao lado do exército soviético para expulsar os alemães.<br />
A guarnição alemã deu uma encarniçada resistência ao Exército Vermelho que empenhou algumas das suas unidades de &#8220;Guardas&#8221; - consideradas de elite - e de carros de combate. Os alemães defenderam este importante nós rodoviário em direcção a Berlim e acabaram por ceder, mas em combates, rua a rua, casa a casa, até ao reduto final exactamente a Cidadela onde está hoje o museu. E bem perto um conjunto de cemitérios militares de várias nacionalidades aliadas, sendo sem dúvida o mais grandioso o dedicado aos soldados soviéticos. É também nessa área que se encontram cemitérios das vítimas da Gestapo mas também do regime comunista que se instalou na Polónia depois de 1945.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;">
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_2007" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/11-dsc_0725-copy.jpg" rel="lightbox[2020]"><img class="size-full wp-image-2007 " title="11-dsc_0725-copy" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/11-dsc_0725-copy.jpg" alt="O Museu do Armamento na área da Cidadela de Poznan" width="614" height="411" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">O Museu do Armamento na área da Cidadela de Poznan.</dd>
</dl>
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<dl id="attachment_2008" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/12-dsc_0755-copy.jpg" rel="lightbox[2020]"><img class="size-full wp-image-2008 " title="12-dsc_0755-copy" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/12-dsc_0755-copy.jpg" alt="Os primeiros tempos da 2ª Guerra Mundial também aqui têm espaço." width="614" height="411" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Os primeiros tempos da 2ª Guerra Mundial também aqui têm espaço. Esta sala dispõe de uma interessante colecção de miniaturas, inclusive comboios blindados.</dd>
</dl>
</div>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_2009" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/13-dsc_0762-copy.jpg" rel="lightbox[2020]"><img class="size-full wp-image-2009 " title="13-dsc_0762-copy" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/13-dsc_0762-copy.jpg" alt="O Exército Polaco combateu na Europa, em várias frentes e em África, ao lado dos Aliados. Foram polacos que conquistarm o célebre Monte Cassino aos alemães na campanha de Itália." width="614" height="411" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">O Exército Polaco combateu na Europa, em várias frentes e em África, ao lado dos Aliados. Foram polacos que conquistaram o célebre Monte Cassino aos alemães na campanha de Itália.</dd>
</dl>
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<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_2010" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/14-dsc_0771-copy.jpg" rel="lightbox[2020]"><img class="size-full wp-image-2010 " title="14-dsc_0771-copy" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/14-dsc_0771-copy.jpg" alt="s célebres &quot;panzerfaust&quot; e &quot;panzerschreck&quot; que defenderam a &quot;Cidadela&quot; contra os tanques russos em 1945" width="614" height="411" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Os célebres &#8220;panzerfaust&#8221; e &#8220;panzerschreck&#8221; que defenderam a &#8220;Cidadela&#8221; contra os tanques russos em 1945, ao lado de espingardas e metralhadoras do Exército Vermelho.</dd>
</dl>
</div>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_2011" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/15-dsc_0778-copy.jpg" rel="lightbox[2020]"><img class="size-full wp-image-2011 " title="15-dsc_0778-copy" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/15-dsc_0778-copy.jpg" alt="Este museu tem grande diversidade de armamento de fabrico russo. As &quot;espingardas anti-carro&quot; foram ali muito utilizadas pelos voluntários civis." width="614" height="411" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Este museu tem grande diversidade de armamento de fabrico russo. As &#8220;espingardas anti-carro&#8221; foram ali muito utilizadas pelos voluntários civis.</dd>
</dl>
</div>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_2012" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/16-dsc_0772-copy.jpg" rel="lightbox[2020]"><img class="size-full wp-image-2012 " title="16-dsc_0772-copy" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/16-dsc_0772-copy.jpg" alt="Uma vitrina com condecorações e insignias do Exército Soviético, um dos únicos (senão o único!) local onde pode ver a &quot;foice e o martelo&quot; m Poznan" width="614" height="411" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Uma vitrina com condecorações e insígnias do Exército Soviético, um dos únicos (senão o único!) local onde pode ver a &#8220;foice e o martelo&#8221; em Poznan</dd>
</dl>
</div>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_2013" class="wp-caption aligncenter" style="width: 421px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/17-dsc_0787-copy1.jpg" rel="lightbox[2020]"><img class="size-full wp-image-2013 " title="17-dsc_0787-copy1" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/17-dsc_0787-copy1.jpg" alt="Vários exemplares da famosa &quot;Sturmgewehr 44&quot; estão expostas nos museus militares de Poznan" width="411" height="614" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Vários exemplares da famosa &#8220;Sturmgewehr 44&#8243; estão expostas nos museus militares de Poznan.</dd>
</dl>
</div>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_2014" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/18-dsc_0790-copy.jpg" rel="lightbox[2020]"><img class="size-full wp-image-2014 " title="18-dsc_0790-copy" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/18-dsc_0790-copy.jpg" alt="Embora seja motivo de guma controvérsia  número de civis que se juntaram aos russos para combater os alemães, eles estão em grande destaque em vários locais do museu" width="614" height="411" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Embora seja hoje motivo de alguma controvérsia  o número de civis que realmente se juntaram aos russos para combater os alemães, eles estão em grande destaque em vários locais do museu.</dd>
</dl>
</div>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_2015" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/19-dsc_0945-copy.jpg" rel="lightbox[2020]"><img class="size-full wp-image-2015 " title="19-dsc_0945-copy" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/19-dsc_0945-copy.jpg" alt="As vítimas da Gestapo durante a ocupação alemã..." width="614" height="411" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">As vítimas da Gestapo durante a ocupação alemã&#8230;</dd>
</dl>
</div>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_2016" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/23-dsc_0957-copy.jpg" rel="lightbox[2020]"><img class="size-full wp-image-2016 " title="23-dsc_0957-copy" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/23-dsc_0957-copy.jpg" alt="...como as da repressão aos levantamentos populares de Junho de 1956, estão sepultados na &quot;Cidadela&quot;. " width="614" height="411" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">&#8230;como as da repressão aos levantamentos populares de Junho de 1956, estão sepultados na &#8220;Cidadela&#8221;. O jovem Leszek &#8220;teve morte trágica&#8221; aos 25 anos &#8220;pela liberdade, lei e pão&#8221;.</dd>
</dl>
</div>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_2017" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/20-dsc_0961-copy.jpg" rel="lightbox[2020]"><img class="size-full wp-image-2017 " title="20-dsc_0961-copy" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/20-dsc_0961-copy.jpg" alt="Muitos aviadores Alados morreram voando sobre a Polónia e ali estão sepultados no cemitério da &quot;Commonwealth&quot;" width="614" height="411" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Muitos aviadores Aliados morreram voando sobre a Polónia e ali estão sepultados no cemitério da &#8220;Commonwealth&#8221;.</dd>
</dl>
</div>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_2018" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/21-dsc_0971-copy.jpg" rel="lightbox[2020]"><img class="size-full wp-image-2018 " title="21-dsc_0971-copy" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/21-dsc_0971-copy.jpg" alt="Vários &quot;Heróis da União Soviética&quot; oficiais como soldados e reposam no cemitério russo. Alguns são ainda hoje lembrados e homenageados. Em primeiro plao a campa do soldado &quot;da Guarda&quot; Kirday, morto em 23/2/1945, na qual alguém, horas anes desta foto havia colocado alimento e bebida de acordo com a tradição ortodoxa." width="614" height="411" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd" style="text-align: center;">Vários &#8220;Heróis da União Soviética&#8221; oficiais como soldados, repousam no cemitério russo. Alguns são ainda hoje lembrados. Em primeiro plano a campa do soldado &#8220;da Guarda&#8221; Kirday, morto em 23/2/1945, na qual alguém, poucas horas antes desta foto, colocou alimento e bebida de acordo com a tradição ortodoxa.</dd>
</dl>
</div>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_2019" class="wp-caption aligncenter" style="width: 421px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/22-dsc_0944-copy.jpg" rel="lightbox[2020]"><img class="size-full wp-image-2019 " title="22-dsc_0944-copy" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/22-dsc_0944-copy.jpg" alt="A história é o que é, e apesar do &quot;apagamento&quot; do comunismo na Polónia, a memória do esforço militar da URSS para expulsar os alemães continua a ser respeitado, pelo menos em alguns moumentos como este que domina os cemitérios militares da &quot;Cidadela&quot;." width="411" height="614" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd" style="text-align: center;">A história é o que é e apesar do &#8220;apagamento&#8221; do comunismo na Polónia, a memória do esforço militar da URSS para expulsar os alemães continua a ser respeitado, pelo menos em alguns monumentos como este que domina os cemitérios militares da &#8220;Cidadela&#8221;.</dd>
</dl>
</div>
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		<title>O EXÉRCITO NOS TRILHOS DA COOPERAÇÃO</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Mar 2010 12:39:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Machado</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[08. JÁ LEMOS E...]]></category>

		<category><![CDATA[Cooperação Técnico-Militar]]></category>

		<category><![CDATA[CTM]]></category>

		<category><![CDATA[Livros]]></category>

		<category><![CDATA[O EXÉRCITO NOS TRILHOS DA COOPERAÇÃO]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.operacional.pt/?p=2057</guid>
		<description><![CDATA[Sintetiza e faz um balanço da Cooperação Técnico-Militar (CTM) realizada pelo Exército Português até ao ano de 2007, divulgando o essencial das actividades desenvolvidas em 6 países - Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde, S. Tomé e Príncipe e Timor-Leste - e constitui um justo tributo à qualidade do desempenho dos mais de 1.300 militares que nelas participaram.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Trata-se de uma obra de excelente aspecto gráfico, profusamente ilustrada com fotografias e gráficos (muitos!), onde se &#8220;.<em>..sintetiza e faz um balanço da Cooperação Técnico-Militar (CTM) realizada pelo Exército Português até ao ano de 2007&#8230; &#8230; divulgação essencial das actividades desenvolvidas em 6 países - Angola, Moçambique,  Guiné-Bissau, Cabo Verde, S. Tomé e Príncipe e Timor-Leste - e constitui um justo tributo à qualidade do desempenho dos mais de 1.300 militares que nelas participaram</em>&#8220;( da</span><span style="font-size: medium;"> Nota de Abertura).</span><span style="font-size: medium;"><span id="more-2057"></span><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/1-trilhos-coop.jpg" rel="lightbox[2057]"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2045" title="1-trilhos-coop" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/1-trilhos-coop-221x280.jpg" alt="1-trilhos-coop" width="221" height="280" /></a><br />
O livro como de um modo geral é regra nas publicações de carácter oficial, é um guia muito seguro sobre a história da CTM levada a cabo pelo Exército no período entre 1978 e 2007. As datas, despachos e outras determinações mais significativas relativamente a esta actividade são referidas e o inicio da cooperação em cada um e em todos os países fica claramente expresso, bem assim como o seu desenvolvimento.<br />
O Índice do livro é simples. Além da Nota de Abertura do Chefe do Estado-Maior do Exército - General Pinto Ramalho -  e das palavras escritas pelo Ministro da Defesa Nacional de então, Severiano Teixeira, tem um capítulo geral, A Cooperação Técnico-Militar, dedicado aos objectivos permanentes, políticos e estratégicos, a evolução geral; outro sobre a Acção Bilateral, onde para cada um dos países se apresenta uma sinopse do país (geografia, história e outros dados relevantes de carácter geral), a evolução da CTM ao longo dos anos e a sua execução; Cooperação em Portugal, ou seja, as acções - e são muitas - que se cumprem não nos países destinatários mas no nosso; A Acção Multilateral onde sobressaem as referências aos exercícios da série &#8220;Felino&#8221;,  &#8220;Programa de Apoio às Missões de Paz  África&#8221; e várias outras actividades nesta área.<br />
O último capítulo refere-se os Encargos que os contribuintes portugueses têm suportando para levar a cabo estas actividades, com referências históricas e actuais, detalhas mesmo para cada país.<br />
</span></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/2-trilhos-coop.jpg" rel="lightbox[2057]"><img class="aligncenter size-full wp-image-2047" title="2-trilhos-coop" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/2-trilhos-coop.jpg" alt="2-trilhos-coop" width="614" height="411" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/3-trilhos-coop.jpg" rel="lightbox[2057]"><img class="aligncenter size-full wp-image-2048" title="3-trilhos-coop" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/3-trilhos-coop.jpg" alt="3-trilhos-coop" width="614" height="411" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/4-trilhos-coop.jpg" rel="lightbox[2057]"><img class="aligncenter size-full wp-image-2049" title="4-trilhos-coop" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/4-trilhos-coop.jpg" alt="4-trilhos-coop" width="614" height="411" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/5-trilhos-coop.jpg" rel="lightbox[2057]"><img class="aligncenter size-full wp-image-2050" title="5-trilhos-coop" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/5-trilhos-coop.jpg" alt="5-trilhos-coop" width="614" height="411" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">O EXÉRCITO NOS TRILHOS DA COOPERAÇÃO é, em resumo, um excelente elemento de consulta para quem se interessa por estas questões. Detalhado e seguro, apresentando inúmeros gráficos que explanam bem o trabalho desenvolvido. Sendo o número global de militares portugueses envolvidos relativamente reduzido, para um período de décadas, aquilo que conseguiram é sem dúvida muito importante para o Exército e as Forças Armadas em termos de lições aprendidas, mas sobretudo para Portugal e para a sua politica externa nestes países amigos. Naturalmente que sendo uma obra institucional não dedica muita atenção aos problemas decorrentes destas acções, sendo como se compreende um trabalho feito &#8220;pela positiva&#8221;. Está assim disponível ao grande público um enorme manancial de informação, compilado ao longo de anos, e que tem ainda a vantagem da apresentar uma extensa bibliografia o que facilitará futuras abordagens a este assunto.<br />
</span></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/6-trilhos-coop.jpg" rel="lightbox[2057]"><img class="aligncenter size-full wp-image-2051" title="6-trilhos-coop" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/6-trilhos-coop.jpg" alt="6-trilhos-coop" width="614" height="411" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/7-trilhos-cop.jpg" rel="lightbox[2057]"><img class="aligncenter size-full wp-image-2052" title="7-trilhos-cop" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/7-trilhos-cop.jpg" alt="7-trilhos-cop" width="614" height="411" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/8-trilhos-coop.jpg" rel="lightbox[2057]"><img class="aligncenter size-full wp-image-2053" title="8-trilhos-coop" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/8-trilhos-coop.jpg" alt="8-trilhos-coop" width="614" height="411" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/9-trilhos-coop.jpg" rel="lightbox[2057]"><img class="aligncenter size-full wp-image-2054" title="9-trilhos-coop" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/9-trilhos-coop.jpg" alt="9-trilhos-coop" width="614" height="411" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Editado em Julho de 2009 pelo Gabinete do Chefe do Estado-Maior do Exército - Repartição de Cooperação Militar e Alianças - tem capa dura, 217 páginas, formato 30,5&#215;24,5cm, uma tiragem de 1.100 exemplares e ISBN: 978-989-8022-45-5.<br />
O livro que tem como co-editor a &#8220;Prefácio&#8221;, pode ser encontrado nas livrarias por 35,00€</span></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/10-trihos-coop1.jpg" rel="lightbox[2057]"><img class="aligncenter size-full wp-image-2056" title="10-trihos-coop1" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/10-trihos-coop1.jpg" alt="10-trihos-coop1" width="445" height="614" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>NOVOS CONTINGENTES PARA KOSOVO E AFEGANISTÃO</title>
		<link>http://www.operacional.pt/novos-contingentes-para-kosovo-e-afeganistao/</link>
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		<pubDate>Sun, 07 Mar 2010 09:20:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Machado</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[PRIMEIRA PÁGINA]]></category>

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		<description><![CDATA[A entrega do Estandarte Nacional a uma força expedicionária é sempre um momento marcante. Anuncia que a partida está próxima e que uma nova fase na vida dos militares envolvidos e das suas famílias, está a começar. Na maioria dos casos com reflexos positivos, mas infelizmente, e isso faz parte da condição militar tendo que ser aceite com a naturalidade possível, também acontece o seu contrário e por vezes de forma dramática.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">A entrega do Estandarte Nacional a uma força expedicionária é sempre um momento marcante. Anuncia que a partida está próxima e que uma nova fase na vida dos militares envolvidos e das suas famílias, está a começar. Na maioria dos casos com reflexos positivos, mas infelizmente, e isso faz parte da condição militar tendo que ser aceite com a naturalidade possível, também acontece o seu contrário e por vezes de forma dramática.<span id="more-1987"></span></span></p>
<p style="text-align: justify;">
<div id="attachment_1988" class="wp-caption aligncenter" style="width: 471px"><img class="size-full wp-image-1988  " title="estandarte-nacional-copy" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/estandarte-nacional-copy.jpg" alt="No Exercito a Bandeira Nacional, sob a forma de estandarte nacional, é quadrada, partida e cosida em proporções iguais (Decreto n.º 43/79 de 22 de Maio) " width="461" height="613" /><p class="wp-caption-text">No Exército a Bandeira Nacional, sob a forma de estandarte nacional, é quadrada, partida e cosida em proporções iguais (Decreto n.º 43/79 de 22 de Maio) </p></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><strong>Estandarte Nacional</strong><br />
O envio de forças expedicionárias do Exército para missões nos teatros e operações onde já se encontram contingentes nacionais é um processo contínuo e que obedece a um ciclo pré-definido. Em condições normais a cada seis meses nova força substitui a que se encontra em operações. Ao mesmo tempo em Portugal uma outra inicia a fase de preparação para, passados seis meses, rumar ela ao estrangeiro.<br />
Um dos momentos que antecedem a partida e marcam, com algumas excepções, o final da preparação do contingente que vai avançar para uma missão no exterior do território nacional, é a cerimónia de entrega do Estandarte Nacional. E pode-se perguntar porque assim é? Na realidade não só muitas das unidades expedicionárias são constituídas &#8220;ad-hoc&#8221; para a missão, ou seja, são criadas apenas para esse fim e extintas no seu final, como outras existentes não dispunham de estandarte nacional, por tal não estar previsto para tal tipo de unidade. Simplificando, pode dizer-se que até ao inicio das missões de paz dos anos 90, só tinham estandarte nacional as unidades tipo Regimento ou aquelas que tinham &#8220;quartel próprio&#8221;. Os batalhões, integrados em regimentos ou brigadas à luz dos regulamentos vigentes não tinham direito ao seu uso.<br />
Claro que sendo essas unidades expedicionárias (batalhões, companhias ou mesmo simples equipas/destacamentos) projectadas para um país estrangeiro e estando a actuar integradas em forças multinacionais (ou mesmo isoladas) teve toda a pertinência dotar-se essas unidades com os símbolos nacionais.<br />
Assim nasceu nos nossos tempos a cerimónia de entrega do Estandarte Nacional que vai acompanhar a força e do mesmo modo a cerimónia de &#8220;devolução&#8221; à chegada. Para algumas unidades esta última cerimónia assinala o seu fim e para outras, apenas mais uma missão cumprida.</span></p>
<p style="text-align: justify;">
<div id="attachment_1992" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/5a-ri10-335.jpg" rel="lightbox[1987]"><img class="size-full wp-image-1992 " title="5a-ri10-335" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/5a-ri10-335.jpg" alt="O Major-Genera Raúl Cunha, comandante da Brigada de Reacção Rápida fez a entrega dos estandartes nacionais ao Coronel Comando  Moura Pinto" width="614" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">O Major-Genera Raúl Cunha, comandante da Brigada de Reacção Rápida, fez a entrega dos estandartes nacionais ao Coronel Comando Moura Pinto (comandante da OMLT)...</p></div>
<div id="attachment_1993" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/6-ri10-362.jpg" rel="lightbox[1987]"><img class="size-full wp-image-1993 " title="6-ri10-362" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/6-ri10-362.jpg" alt="...e Tenente-Coronel Pára-quedista Nuno Moreira (comandante do 2ºBIPara). " width="614" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">...e ao Tenente-Coronel Pára-quedista Nuno Moreira (comandante do 2ºBIPara). Este acto simbólico materializa a responsabilidade que estes oficiais em breve assumem, fora de Portugal, em nome do seu país.</p></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><strong>S. Jacinto, 25FEV2010</strong><br />
No passado dia 25 de Fevereiro o Regimento de Infantaria n.º 10 em S. Jacinto foi o local onde a Brigada de Reacção Rápida realizou a cerimónia de entrega dos Estandartes Nacionais às forças que vão partir proximamente para o Kosovo e Afeganistão. É sempre um momento marcante em todas as missões, anuncia regra geral que a partida está próxima, e que uma nova fase na vida dos militares envolvidos e das suas famílias, está a começar. Na maioria dos casos com reflexos positivos, mas infelizmente, e isso faz parte da condição militar tendo que ser aceite com a naturalidade possível, também acontece o seu contrário e por vezes de forma dramática.</span></p>
<p style="text-align: justify;">
<div id="attachment_1989" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/2a-ri10-075.jpg" rel="lightbox[1987]"><img class="size-full wp-image-1989 " title="2a-ri10-075" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/2a-ri10-075.jpg" alt="O Tenente-General Amaral Vieira, comandante das Forças Terrestres presidiu à cerimónia de S. Jacinto" width="614" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">O Tenente-General Amaral Vieira, comandante das Forças Terrestres presidiu à cerimónia de S. Jacinto</p></div>
<div id="attachment_1990" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/3a-ri10-142.jpg" rel="lightbox[1987]"><img class="size-full wp-image-1990 " title="3a-ri10-142" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/3a-ri10-142.jpg" alt="Do Regimento de Infantaria n.º 10, então desigando Área Militar de S. Jacinto, partiu para a Bósnia-Herzegovina em 1996 este mesmo batalhão." width="614" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">Do Regimento de Infantaria n.º 10, então desigando Área Militar de S. Jacinto, partiu para a Bósnia-Herzegovina em 1996 este mesmo batalhão.</p></div>
<div id="attachment_1991" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/4a-ri10-189.jpg" rel="lightbox[1987]"><img class="size-full wp-image-1991 " title="4a-ri10-189" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/4a-ri10-189.jpg" alt="O 2º Batalhão de Infantaria Pára-quedista parte para o Kosovo com uma organização adaptada à missão de KFOR Tactical Reserve Manouver Battalion." width="614" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">O 2º Batalhão de Infantaria Pára-quedista parte para o Kosovo com uma organização adaptada à missão de KFOR Tactical Reserve Manouver Battalion.</p></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><strong>O 2º Batalhão de Infantaria Pára-quedista</strong><br />
O 2º BIPara é uma das unidades portuguesas com mais missões cumpridas no período pós-colonial. Este mês de Março parte para o Kosovo e acrescenta mais uma ao seu historial. Vale a pena ver o que foi para este batalhão a última década e meia.<br />
<span style="text-decoration: underline;">Bósnia - Herzegovina</span><br />
1996 - Portugal inicia a sua participação em operações de Paz nos Balcãs com a integração do batalhão na Operação <em>Joint Endeavour</em> da Força de Implementação (dos acordos de Paz) da NATO - IFOR. Pela primeira vez desde a 1ª Guerra Mundial uma unidade de combate portuguesa voltava a operar na Europa.<br />
1999 - O batalhão volta à Bósnia para integrar a Operação <em>Constant Forge,</em> da Força de Estabilização da NATO - SFOR.<br />
2005 - Parte do batalhão, denominado Componente Portuguesa integra-se na Força da União Europeia na Bósnia-Herzegovina. Esta Componente PRT organizada em Estado Maior, <em>Alfa Company </em>(ALPHA COY) e <em>Logistics Support Unit</em> (LSU) foi integrada num Batalhão Multinacional de Manobra (ManBn), combinadamente com uma Componente Turca e outra Polaca.<br />
<span style="text-decoration: underline;">Timor-Leste</span><br />
2000 - No período de 4 anos, o batalhão é empenhado pela terceira vez em forças de manutenção de Paz integrando o Contingente Nacional para cumprir a missão <em>Peace Keeping Force</em> da <em>United Nations Transtional Administration in Est Timor</em>.<br />
2002 - Em Junho de 2002 após a fase de aprontamento embarcou pela segunda vez para Timor Leste para cumprir a missão PKF da <em>United Nations Mission in Supports of Est Timor.</em><br />
<span style="text-decoration: underline;">Afeganistão</span><br />
2007 - Em Agosto com base no batalhão constituiu-se a Força de Reacção Rápida do Comando da ISAF - NATO (QRF/FND/ISAF), constituída por uma Companhia (CParas 22), um Destacamento de Apoio de Serviços e uma Secção de Comando. Destacam-se entre outras as missões Koh Shamal (segurança às aeronaves, junto ao aeroporto internacional de Cabul), Firtina (implementação da segurança, impedindo os itinerários de infiltração por parte dos insurgentes pela área do distrito de BAGRAMI) e aquela que mais meios e pessoal empenhou a operação Ring Road, no distrito de QALAT, província de ZABUL, RC SUL. </span></p>
<p style="text-align: justify;">
<div id="attachment_1994" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/7-a-ri10-638.jpg" rel="lightbox[1987]"><img class="size-full wp-image-1994 " title="7-a-ri10-638" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/7-a-ri10-638.jpg" alt="Mesmo veteranos de muitas missões, os militares do 2º BIPara sabem que nao há duas iguais. Todas são para ser levadas muito a sério." width="614" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">Mesmo veteranos de muitas missões, os militares do 2º BIPara sabem que não há duas iguais. Todas são para ser levadas muito a sério.</p></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><strong>Kosovo 2010</strong><br />
Em 2009 foi atribuída ao 2BParas a missão de aprontamento para a 1ª rotação de 2010 da FND/KFOR. A missão iniciar-se-á em Março de 2010 terminando em Setembro do mesmo ano. Para esta missão, o 2BParas sob o comando do Tenente-Coronel Pára-quedista Nuno Moreira, contempla um efectivo de 294 militares organizados em Comando e Estado-Maior, Secção de Ligação e Destacamento de Operações Especiais 15, Companhia de Comando e Apoio - com as valências de Reconhecimento, Transmissões, Engenharia, Apoio Sanitário, Manutenção, Reabastecimento e Serviços - e as Companhias de Pára-quedistas 21 e 22. Além de <em>agumentees</em> para funções de estado-maior e áreas técnicas do apoio de serviços, o 2BParas recebe de reforço o Destacamento de Operações Especiais n.º 15 do Centro de Tropas de Operações Especiais e um Pelotão do Regimento de Guarnição n.º1 da Zona Militar dos Açores que se constitui no Pelotão de Reconhecimento/2BParas. O 2BParas irá substituir o 1ºBatalhão de Infantaria Mecanizado da Brigada Mecanizada constituindo-se no KFOR <em>Tactical Reserve Manouver Battalion</em>. Ficará baseado nos arredores de Pristina, actuando como força de reserva de primeira intervenção da KFOR em todo o território do Kosovo, podendo ainda, se necessário, ser empregue na Bósnia-Herzegovina.</span></p>
<p style="text-align: justify;">
<div id="attachment_1995" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/8-a-ri10-664.jpg" rel="lightbox[1987]"><img class="size-full wp-image-1995 " title="8-a-ri10-664" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/8-a-ri10-664.jpg" alt="Uma nova fase na vida de muitos está a começar. Mesmo correndo bem, como se espera e deseja, será marcante na sua vida e das suas familias." width="614" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">Uma nova fase na vida de muitos está a começar. Mesmo correndo bem, como se espera e deseja, será marcante nos militares e nas suas famílias.</p></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><strong>OMLT - Kabul Capital Division</strong><br />
Esta terceira <em> Operational Mentor and Liasion Team</em> (OMLT) de Divisão que Portugal envia para o Afeganistão, é comandada pelo Coronel de Infantaria &#8220;CMD&#8221; António Moura Pinto e rumará ao Afeganistão para cumprir uma missão de mentorização de forças do <em>Afghan National Army</em> no âmbito da ISAF.<br />
Aprontada pela Brigada de Reacção Rápida esta OMLT integra militares de várias das suas unidades e substituirá em Abril a actual força que está em Cabul, também da brigada.<br />
A tarefa essencial desta OMLT é a de preparar a &#8220;Kabul Capital Division&#8221; do Exército Nacional Afegão (KCD ANA 111 DIV) para o seu emprego operacional mas também garantir o apoio necessário ao Comando e Controlo das duas subunidades em operações, o planeamento para o emprego das mesmas e assegurar a ligação com a ISAF e demais entidades intervenientes.<br />
A OMLT KCD está instalada na área Sul do Aeroporto Internacional de Kabul (KAIA) e desloca-se diariamente para as instalações da KCD com o apoio de elementos da &#8220;Force Protection&#8221; das Forças Nacionais Destacadas portuguesas. </span></p>
<p style="text-align: center;">
<div id="attachment_1996" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/9a-ri10-736.jpg" rel="lightbox[1987]"><img class="size-full wp-image-1996 " title="9a-ri10-736" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/9a-ri10-736.jpg" alt="As tradições são para se manterem! No final da cerimónia o Comandante das Forças Terrestres é &quot;auxiliado&quot; pelos comandantes das forças expedicinárias a partir o bolo. " width="614" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">As tradições são para se manterem! No final da cerimónia o Comandante das Forças Terrestres é &quot;auxiliado&quot; pelos comandantes das forças expedicionárias a partir o bolo. </p></div>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/1a-ri10-371-copy.jpg" rel="lightbox[1987]"><img class="aligncenter size-full wp-image-2044" title="1a-ri10-371-copy" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/03/1a-ri10-371-copy.jpg" alt="1a-ri10-371-copy" width="614" height="411" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><strong>Boa Missão para o 2º Batalhão de Infantaria Pára-quedista e para a 3ª <em>Operational Mentor and Liasion Team </em>de Divisão e bom regresso!</strong><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;">
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>KOSOVO: AS OPERAÇÕES DE CERCO E BUSCA</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Mar 2010 10:58:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Machado</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[04 . PORTUGAL EM GUERRA - SÉCULO XXI]]></category>

		<category><![CDATA[EM DESTAQUE]]></category>

		<category><![CDATA[Agrupamento Delta]]></category>

		<category><![CDATA[Brigada Mecanizada]]></category>

		<category><![CDATA[Cavalaria]]></category>

		<category><![CDATA[Cerco e busca]]></category>

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		<category><![CDATA[Operações]]></category>

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		<description><![CDATA[O artigo aqui apresentado decorre da experiência do Comando de um Esquadrão de Reconhecimento no Teatro de Operações do Kosovo, entre Agosto de 2000 a Abril de 2001. Além do interesse histórico que tem, muitos dos ensinamentos obtidos são intemporais e têm aplicação nos dias de hoje.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: medium;">Com este artigo que hoje publicamos, mais um vindo de quem tem experiência nas missões expedicionárias que o Exército Português cumpre, o &#8220;<strong>Operacional</strong>&#8221; recebe um novo colaborador: <strong>Miguel Freire</strong>, 41 anos de idade, 24 de serviço, Tenente-Coronel de Cavalaria. Da sua carreira militar, na qual naturalmente tem servido em diversas funções e locais,  destacamos apenas duas. As de Comandante do Esquadrão de Reconhecimento da então Brigada Mecanizada Independente, que cumpriu uma missão no Kosovo de Ago2000 a Mai2001, e a de Military Assistant do COMISAF Spokesperson e Staff Officer Plans do Information Coordination Branch no QG da ISAF, em Cabul (Afeganistão) de Fev-Jul2008. Presentemente é o Oficial de Operações da Brigada Mecanizada em Santa Margarida. </span><span style="font-size: medium;">O &#8220;<strong>Operacional</strong>&#8221; sente-se muito honrado com a esta colaboração, juntando-se assim a outras revistas dedicadas a temas de defesa e militares nas quais a qualidade dos artigos e o entusiasmo pelo debate sobre matérias militares de <strong>Miguel Freire</strong> são bem conhecidos. Actual Director da Revista da Cavalaria e co-autor do livro &#8220;Estratégia Lusitana&#8221; é natural de Aveiro, casado e pai de três filhos. <span id="more-1888"></span></span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em></em></p>
<div id="attachment_1933" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><em><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/kosovo-klina_001-copy.jpg" rel="lightbox[1888]"><img class="size-full wp-image-1933 " title="kosovo-klina_001-copy" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/kosovo-klina_001-copy.jpg" alt="A M11, aqui na versão com torre 12.7mm, foi (e continua a ser) intensamente usada no teatro de operações do Kosovo pelas forças portuguesas " width="614" height="411" /></a></em><p class="wp-caption-text">A M11, aqui na versão com torre 12.7mm, foi (e continua a ser) intensamente usada no teatro de operações do Kosovo pelas forças portuguesas </p></div>
<p><em></em><strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: medium;">TÉCNICAS E PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS NO KOSOVO: AS OPERAÇÕES DE CERCO E BUSCA</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><strong>Introdução</strong><br />
O artigo aqui apresentado foi inicialmente publicado no &#8220;Jornal do Exército &#8220;Nº 501, de Novembro de 2001 e constituiu um de quatro artigos decorrentes da experiência do Comando de um Esquadrão de Reconhecimento, no caso em apreço o ERec/Agrupamento Delta/Brigada Mecanizada/Kosovo Force, no Teatro de Operações do Kosovo, entre Agosto de 2000 a Abril de 2001 (1). O artigo tem quase cerca de uma década, mas mesmo assim, julga-se que poderá continuar a ter algum interesse pois reflecte um procedimento técnico e táctico de um tipo de tarefa muito comum em Teatros de Operações de Estabilização onde a população, mesmo aparentemente cooperante com as forças militares estrangeiras, procura sempre subverter a ordem que se tenta (r)estabelecer, principalmente pelo uso e porte de armas, que acabam por estar associadas a actividades ilícitas como seja o crime violento, extorsão, tráfico de armas, etc.<br />
O Exército Português começou a participar com unidades militares em operações de estabilização em meados da década de noventa no continente africano, mas foi com a participação na Bósnia, a partir de 1996, que o fez com unidades de combate.<br />
Pessoalmente, sempre fui muito crítico aos quadros (oficiais e sargentos) destas primeira unidades que ao regressarem se limitavam a &#8220;conversas de messe&#8221; sobre o que se fazia e como se faziam as tarefas naqueles teatros de operações. Entristecia-me, com respeito pelas poucas excepções, que nunca houvesse uma postura de partilha profissional em relação a procedimentos técnicos e tácticos com vista a aprender e melhorar esses procedimentos, bem como divulgá-los junto de outras unidades do Exército. Em todas as unidades projectadas tudo parecia correr bem e o que, eventualmente, corria mal era para se &#8220;esconder&#8221;, mesmo antes de se analisar. Infelizmente ainda não evoluímos muito e continuamos mais ou menos na mesma. Na altura escrevi os quatros artigos para tranquilizar a minha consciência e não me sentir mais um que vinha &#8220;cheio de experiência&#8221; e nada partilhava. Os artigos acabaram por ser publicados poucos meses depois de ter regressado e enquanto frequentava, com os outros capitães oriundos do meu curso da Academia Militar, o Curso de Promoção a Oficial Superior, no então Instituto de Altos Estudos Militares. Num curso de quase uma centena de capitães, em que metade tinha comandado unidades de escalão companhia ou desempenhado funções de estado-maior em teatros de operações tão diferentes como a Bósnia, o Kosovo e Timor, os artigos não despertaram qualquer comentário nem fomentaram qualquer discussão em torno de eventuais semelhanças ou diferenças de procedimentos praticados noutros Teatros de Operações. Já no fim do curso, e por iniciativa própria de alguns capitães, ensaiámos umas reuniões entre os capitães onde partilhávamos experiências. Mas a iniciativa também não foi muito produtiva. Um exército que não olha de frente e de forma transparente aos erros cometidos e que se esconde atrás da preocupação de não ferir susceptibilidades ou não pôr em causa terceiros é um exército sem vontade de aprender verdadeiramente. O mesmo se passa com as boas práticas! Sem partilha de boas práticas não há evolução.<br />
A vontade de voltar a publicar um destes artigos, escrevendo-lhe esta nota introdutória, advém do enorme potencial que o <em>Operacional</em> tem como ferramenta informal para, num universo verdadeiramente de armas combinadas, conjunto, combinado e inter-agências, partilhar &#8220;saber de experiência feita&#8221;. No fundo, contribuir para, entre profissionais de armas, ficarmo-nos a conhecer melhor, para melhor servir. Voltar a publicar este artigo aqui no <em>Operacional </em>é, também, um tributo à equipa do <em>Operacional</em> que nos tem proporcionado este site de extrema qualidade gráfica e de conteúdos.</span></p>
<p style="text-align: center;">
<div id="attachment_1934" class="wp-caption aligncenter" style="width: 421px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/kosovo-klina_002-copy.jpg" rel="lightbox[1888]"><img class="size-full wp-image-1934 " title="kosovo-klina_002-copy" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/kosovo-klina_002-copy.jpg" alt="&quot;Porta-de-Armas2 do quartel português de Klina, onde se encontrava a força portuguesa entre 1999 e 2001 " width="411" height="614" /></a><p class="wp-caption-text">&quot;Porta-de-Armas&quot; do quartel português de Klina, onde se encontrava a força portuguesa entre 1999 e 2001 </p></div>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: medium;">Operações de Cerco e Busca</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">As operações de cerco e busca constituíam um dos pontos altos do dia-a-dia das subunidades, pois quebravam a monotonia e, dada a sua natureza, assemelhavam-se às &#8220;operações militares&#8221; a que estamos habituados. Constituía uma das poucas ocasiões em que o Esquadrão operava como um todo, puro ou como subagrupamento, e que também os pelotões, operavam como um todo.<br />
Da doutrina existente aplicável a estas operações usámos como referências principais as seguintes:<br />
- <em>O Exército Português na guerra subversiva. Volume II Operações contra bandos armados e guerrilhas. 1963.</em><br />
- <em>Army Field Manual Volume V - Operations Other Than War - Counter Insurgency Operations. (Exército Britânico);</em><br />
<em>Part 3 - The Tactics of Counter Insurgency Operations;<br />
Part 4 - The Techniques and Procedures of Counter Insurgency Operations (1995).</em><br />
- <em>NATO Peace Support Operations. Tactics, Techniques and Procedures. MAS Study Number 2496 (Abril 2000)</em>. </span></p>
<p style="text-align: justify;">
<div id="attachment_1946" class="wp-caption aligncenter" style="width: 290px"><img class="size-medium wp-image-1946 " title="kosovo-2001-bmn-oeste" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/kosovo-2001-bmn-oeste-280x276.jpg" alt="O &quot;Delta&quot; operou integado numa brigada multinacional" width="280" height="276" /><p class="wp-caption-text">O &quot;Delta&quot; operou integado numa brigada multinacional</p></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><strong>Enquadramento</strong><br />
Embora tranquila, a situação no Kosovo em 2000-2001 estava longe de pacificada e resolvida. A guerra tinha sido há pouco mais de um ano e o uso de armas para autodefesa, assaltos, acções de intimidação ou para simples comemoração de actividades sociais, como casamentos, ou simplesmente a comemoração do fim de uma doença, fazia com que existissem muitas armas em todo o Kosovo. A Área de Responsabilidade do Agrupamento DELTA não era excepção. As operações de cerco e busca podiam ser planeadas ou inopinadas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><strong>Operações inopinadas</strong><br />
As operações inopinadas eram dum modo geral realizadas por uma força de escalão igual ou inferior a pelotão e resultavam da observação dum comportamento suspeito ou duma informação veiculada por uma fonte credível. Qualquer patrulha ou elemento do comando do esquadrão ou do agrupamento que observasse um comportamento estranho informava, e o comando do agrupamento, depois de confrontar a informação recebida com a que disponha de outras fontes relativa a esse local ou indivíduo, autorizava ou não, a realização da operação. O comandante de patrulha, na ausência de ligação rádio com o escalão superior podia também avançar para a operação. Por exemplo, era um procedimento rotineiro avançar para uma operação de cerco e busca sempre que era apreendido, num check-point, uma arma ou munições a alguma pessoa que vivesse dentro da nossa Área de Responsabilidade, independentemente da hora. Nas operações inopinadas e para manter o ímpeto e a surpresa, a força era constituída por patrulhas que já estavam no exterior em missão, reforçadas ou não, por uma patrulha que estivesse no aquartelamento a descansar. Por esta razão as operações inopinadas eram, muitas vezes, conduzidas por uma força mista de patrulhas de diversos pelotões. Se a descoberta do indício fosse exterior a uma patrulha do esquadrão, a força era constituída pelas patrulhas no exterior e mais próximas do local. O comandante desta força, o mais antigo dos comandantes de patrulha, recebia via rádio a ordem que tinha obrigatoriamente a seguinte informação:<br />
-	localização da casa suspeita<br />
-	indicio que deu origem à operação<br />
-	constituição e localização das patrulhas que iriam participar na operação.<br />
O Comandante da patrulha por via rádio, ou em local combinado antes do objectivo, dava as ordens necessárias. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><strong>Operações planeadas</strong><br />
As operações planeadas obedeciam sempre a uma Ordem de Operações do Agrupamento. Para evitar fugas de informação (o que era uma realidade) as ordens eram dadas por volta das 21h30 da noite que antecedia a operação. Isto restringia muito o tempo de planeamento e as ordens eram dadas aos pelotões por volta da meia-noite o que fazia com que o comandante de pelotão transmitisse a ordem por volta da 01h30m. Para alterar esta situação o comando do esquadrão, e só ele, passou a receber a ordem durante a manhã e assim a ordem era transmitida aos pelotões por volta das 22h30 (mantendo-se a preocupação de evitar a fuga de informação) para que o comandante de pelotão pudesse dar a ordem mais cedo aos seus homens.<br />
Sempre que havia tempo a ordem de operações do esquadrão era escrita, acompanhada dum croqui da área objectivo e entregue aos comandantes de pelotão. Sempre que possível e, sem dar azo a comportamentos suspeitos, tentava conciliar-se os  patrulhamentos para que se pudesse dar uma ultima vista de olhos na área do objectivo. Sempre que havia tempo o Posto de Comando (PC) elaborava um croqui gigante da área do objectivo fazendo uso de fotografias digitais e das informações transmitidas pelo Sargento de Informações do Agrupamento (fotografia 1). </span></p>
<div id="attachment_1935" class="wp-caption aligncenter" style="width: 458px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/fotografia-1.jpg" rel="lightbox[1888]"><img class="size-full wp-image-1935" title="fotografia-1" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/fotografia-1.jpg" alt="fotografia-1" width="448" height="336" /></a><p class="wp-caption-text">Fotografia 1</p></div>
<div id="attachment_1936" class="wp-caption aligncenter" style="width: 549px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/figura-1.jpg" rel="lightbox[1888]"><img class="size-full wp-image-1936" title="figura-1" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/figura-1.jpg" alt="figura-1" width="539" height="257" /></a><p class="wp-caption-text">Figura 1</p></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><strong>Comando</strong><br />
Nas primeiras operações era constituído um PC em viatura táctica ligeira ou Viatura Blindada Posto de Comando guarnecido por condutor, Oficial  Adjunto, Sargento de Operações e Sargento de Transmissões. O PC tinha por objectivo manter o escalão informado do evoluir da situação, coordenar as operações da unidade de cerco exterior bem como das unidades de cerco e busca. Constatámos ao longo das primeiras  operações que a existência do PC não se justificava. O escalão superior (o comando do Agrupamento) encontrava-se sempre no objectivo com as unidades, por isso era desnecessário a ligação rádio a esse. O trabalho da unidade de cerco exterior bem como as de cerco e busca não exigiam também essa monitorização. Para além dos recursos humanos empenhados no PC serem necessários para reforçar as outras equipas, pois com o evoluir do tempo os objectivos passaram a ser maiores. O Comando e Controlo da operação limitava-se ao Comandante de Esquadrão que, equipado com um P/PRC-501, se mantinha em ligação com os comandantes dos pelotões empenhados, também eles equipados com o mesmo meio rádio. A ligação ao escalão superior era feito pessoalmente &#8220;in loco&#8221; ou usando a viatura táctica ligeira como relé.<br />
Estas operações eram o lado &#8220;cruel&#8221; da KFor (embora compreendido pela maior parte da população). Com o objectivo de manter as populações do nosso lado e não permitir interpretações erradas, havia a preocupação de atenuar este cariz daí que era empenhada uma célula do Comando do esquadrão (geralmente o Sargento Adjunto do Comando do esquadrão ou o Sargento Auxiliar) que distribuía alguma ajuda humanitária, essencialmente às crianças que eram quem acusava mais &#8220;traumatismos&#8221;. Inicialmente este procedimento era feito com o próprio pessoal do cerco e busca, mas concluímos que isso desviava a atenção de quem tinha tarefas de segurança.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><strong>Unidade de cerco exterior</strong><br />
Tratava-se duma força de escalão igual ou inferior a pelotão, cuja dimensão dependia muito do numero de itinerários de acesso ao objectivo. A tarefa era controlar estes acessos com a finalidade de impedir entradas e saídas de pessoas e viaturas da área do objectivo, ou, à ordem, &#8220;checar&#8221; todas as viaturas e pessoas que pretendessem sair da área do objectivo. A localização do cerco exterior dependia obviamente do terreno mas podemos arriscar um valor de 500 a 800 metros (ou menos) para a distância do cerco exterior. O cerco exterior era montado praticamente em simultâneo com o entrar das unidades de cerco e busca. As viaturas deste pelotão posicionavam-se primeiro nos itinerários ou flancos do objectivo que não eram utilizados como &#8220;porta&#8221; de entrada pelas unidades de cerco e busca, e nos itinerários de entrada eram a cauda da coluna que fechava a &#8220;porta&#8221; (fotografia 2). A unidade de cerco era constituída &#8220;por escala&#8221; entre os pelotões pois tentou dividir-se equitativamente a experiência e, esta missão, era aquela que dado o seu aspecto aparentemente  secundário era menos preferida entre a tropa. No entanto reconhecemos que a unidade indicada para o cerco exterior seria o Pelotão de Morteiros, equipado com viaturas do tipo Chaimite, viaturas mais pesadas, menos ágeis e mais ruidosas, e os Pelotões de Reconhecimento, equipados com Viatura Blindada Ligeira M11, vocacionados para o cerco e busca, já que estas viaturas provaram ser bastantes ágeis nos itinerários de acesso e dentro das áreas urbanas do tipo &#8220;condomínio fechado&#8221; tão típico nesta região. Para além disto, as viaturas M11 são extremamente silenciosas, uma qualidade invejável quando se entra às 05h45m da manhã. Quando o numero de casas assim o exigia, todos os pelotões eram empenhados como unidades de cerco e busca e a unidade de cerco exterior era constituída à base da Secção de Comando e da Secção de Manutenção.<br />
Quando a área de Objectivo era demasiado extensa ou as áreas objectivo de pelotão eram relativamente longe uma das outras (mais do que 200mts), os pelotões que constituíam as unidades de Cerco e Busca podiam receber também a tarefa de vigiar parte exterior do seu objectivo de forma a completar o cerco (e vigilância) em 360º à volta da área do objectivo do esquadrão.</span></p>
<div id="attachment_1937" class="wp-caption aligncenter" style="width: 458px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/fotografia-2.jpg" rel="lightbox[1888]"><img class="size-full wp-image-1937 " title="fotografia-2" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/fotografia-2.jpg" alt="fotografia-2" width="448" height="336" /></a><p class="wp-caption-text">Fotografia 2</p></div>
<p style="text-align: justify;">
<div id="attachment_1938" class="wp-caption aligncenter" style="width: 458px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/fotografia-2a.jpg" rel="lightbox[1888]"><img class="size-full wp-image-1938 " title="fotografia-2a" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/fotografia-2a.jpg" alt="Fotografia 2a" width="448" height="336" /></a><p class="wp-caption-text">Fotografia 2a</p></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><strong>Unidades de Cerco e Busca</strong><br />
Tratava-se duma ou mais forças de escalão igual ou inferior a pelotão, cuja dimensão dependia do número de casas a revistar dentro do objectivo. Por norma uma casa (térrea ou até três pisos) era atribuída a uma patrulha (2 viaturas a 6 ou 8 homens) (fotografia 2a). Um pelotão tinha meios para revistar, em segurança, um objectivo com três casas e área circundante. Tal como foi dito anteriormente os Pelotões de Reconhecimento seriam, pelos meios que possuíam, os mais vocacionados para esta missão, no entanto, todos os pelotões o desempenharam convenientemente. Uma lição aprendida foi que, quanto aos meios orgânicos, levava-se só o estritamente necessário. Assim passaram a ver-se os pelotões-tarefa, ou seja, as viaturas blindadas reduzidas ao mínimo para o cerco interior (2 a 3 viaturas) e o resto dos militares em viaturas administrativas do tipo &#8220;Iveco 40.10&#8243; ou toyota ¼ ton. Quando o Esquadrão recebia um Pelotão de Atiradores Mecanizado da Companhia de Atiradores havia a preocupação de deixar as Viaturas Blindadas de Transporte de Pessoal M113 no estacionamento e levar o pelotão só em Viaturas tácticas IVECO 40.10 e Toyotas. Houve mesmo algumas operações em que se optou pelo transporte dum pelotão quase completo em viaturas do tipo IVECO 90.17. Os pelotões de Atiradores Mecanizados, quando atribuídos ao Esquadrão de Reconhecimento, eram empenhados na missão de cerco e busca.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><strong>Reserva</strong><br />
Tratava-se duma força de escalão igual ou inferior a secção (duas viaturas). As suas tarefas eram, à ordem reforçar qualquer ponto do cerco exterior, reforçar uma unidade de cerco e busca cujo objectivo afinal tinha mais casas que o reconhecido. Algumas vezes foi também usado para esclarecer situações no exterior da própria área do objectivo (como foi o caso de disparos ouvidos fora da área do objectivo enquanto decorria uma operação). Por vezes quando os objectivos eram grandes e os meios humanos escaciavam a reserva era limitada a uma viatura do tipo M11 com três homens (fotografia 3).</span></p>
<p style="text-align: justify;">
<div id="attachment_1939" class="wp-caption aligncenter" style="width: 458px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/fotografia-3.jpg" rel="lightbox[1888]"><img class="size-full wp-image-1939 " title="fotografia-3" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/fotografia-3.jpg" alt="Fotografia 3" width="448" height="336" /></a><p class="wp-caption-text">Fotografia 3</p></div>
<div id="attachment_1940" class="wp-caption aligncenter" style="width: 458px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/fotografia-4.jpg" rel="lightbox[1888]"><img class="size-full wp-image-1940 " title="fotografia-4" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/fotografia-4.jpg" alt="Fotografia 4" width="448" height="336" /></a><p class="wp-caption-text">Fotografia 4</p></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><strong>Equipa EOD</strong><br />
O Esquadrão quando realizava operações de cerco e busca recebia a equipa EOD do Exército Italiano atribuída ao Agrupamento Delta. A equipa era constituída por dois sargento italianos e uma praça portuguesa. Deslocavam-se numa viatura táctica ¼ ton Toyota. No Esquadrão de Reconhecimento a equipa EOD era empregue pela seguinte ordem de prioridades:<br />
-	Se havia informação da existência de antigas posições de combate do Exército Jugoslávo ou do próprio UÇK, a equipa concentrava-se nessa área com vista a detectar eventuais UXOs ou material de guerra abandonado (exemplo granadas de mão) (fotografia 4);<br />
-	No caso da inexistência de posições sérvias ou do UÇK, a equipa EOD era empregue também na tarefa de procura de armamento ou material ilegal prioritariamente em casas destruídas e não habitadas (a experiência provou que era um esconderijo excelente). Dada a sensibilidade e formação técnica deste pessoal, este procedimento mostrou-se uma mais valia. Inclusivamente, numa operação e com pessoal EOD da equipa do TACP Português (pertencente à Força Aérea portuguesa), foi encontrada, por estes, na área circundante duma casa, uma AK-47 enterrada bem mantida e municiada, para além dum cunhete de munições num outro local afastado da arma cerca de 100 metros.<br />
Na prática, a equipa EOD trabalhava numa base de &#8220;free-lancer&#8221; na procura de material ilegal, mas à ordem revertia para tarefas específicas. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><strong>Secção Sanitária</strong><br />
A acompanhar o esquadrão seguia sempre uma ambulância com um sargento enfermeiro e um condutor-socorrista. Geralmente ficava junto à reserva e no interior da área objectivo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><strong>Grau de risco</strong><br />
As populações aceitavam bem este tipo de operações. Embora cooperantes, esforçavam-se obviamente em ocultar e enganar deliberadamente a KFOR, havendo também muitas ocasiões em que armas eram entregues de livre e expontânea vontade logo após a pergunta se existiam ou não armas. Das muitas operações de cerco e busca realizadas, foram poucas as situações que envolveram &#8220;risco&#8221; elevado.  Numa operação houve um jovem que &#8220;mal&#8221; acordado, não acatou prontamente as nossas ordens, desafiando-nos deliberadamente. Com o uso proporcional da força física a situação foi rapidamente resolvida. Numa outra ocasião, numa operação a uma casa (duma família com dirigentes políticos de Klina e da estrutura máxima do TMK (2)) um indivíduo do TMK, armado, furou o cerco exterior sem que houvesse tempo de ser impedido. E como se tratava duma só casa entrou imediatamente na zona da casa. Com alguma relutância entregou a arma e o respectivo cartão para identificação. Quando os proprietários das casas tinham armas legais na sua posse (armas de caça ou defesa pessoal) estas ficavam na nossa posse enquanto decorria a operação. </span></p>
<p style="text-align: justify;">
<div id="attachment_1941" class="wp-caption aligncenter" style="width: 458px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/fotografia-5.jpg" rel="lightbox[1888]"><img class="size-full wp-image-1941 " title="fotografia-5" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/fotografia-5.jpg" alt="Fotografia 5" width="448" height="336" /></a><p class="wp-caption-text">Fotografia 5</p></div>
<div id="attachment_1942" class="wp-caption aligncenter" style="width: 458px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/fotografia-6.jpg" rel="lightbox[1888]"><img class="size-full wp-image-1942 " title="fotografia-6" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/fotografia-6.jpg" alt="Fotografia 6" width="448" height="336" /></a><p class="wp-caption-text">Fotografia 6</p></div>
<div id="attachment_1943" class="wp-caption aligncenter" style="width: 458px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/fotografia-7.jpg" rel="lightbox[1888]"><img class="size-full wp-image-1943 " title="fotografia-7" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/fotografia-7.jpg" alt="Fotografia 7" width="448" height="336" /></a><p class="wp-caption-text">Fotografia 7</p></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><strong>Lições aprendidas </strong><br />
1) Verificou-se que armas de pequeno porte como pistolas e/ou revólveres são escondidas por mulheres novas ou de idade avançada. Na fotografia 5 pode observar-se um militar a &#8220;negociar&#8221; a entrega da arma que se encontrava escondida entre as pernas da senhora de idade.<br />
2) Existência nas paredes de buracos com dimensões correctas para guardar armamento ocultados por tapetes ou quadros (fotografia 6), ou inclusivamente, rebocado parecendo uma parede normal (fotografia 7).<br />
3) As casas parcial ou totalmente destruídas e desabitadas constituíam excelentes locais para guardar material de guerra.  A população do KOSOVO aprendeu que a KFOR revistava, de forma aleatória, as casas habitadas. Armamento e munições destinadas à defesa imediata das casas ou mesmo com destino ao tráfico eram escondidas em locais insuspeitos como casas destruídas e desabitadas.<br />
4) A organização da unidade para abordagem do objectivo era feita em coluna de forma que a unidade pudesse irradiar e cada equipa ocupar o seu lugar de acordo com a missão. Quando o acesso a um ponto do cerco exterior só era possível através do objectivo, a viatura da unidade de cerco exterior responsável por esse ponto, posicionava-se dentro da coluna, de forma que quando irradiasse garantia a ocupação do ponto em simultâneo com a abordagem do objectivo. Com este procedimento evitava-se movimentos e por consequência ruído no objectivo antes da sua abordagem (figuras 2a e 2b).</span></p>
<p style="text-align: justify;">
<div id="attachment_1944" class="wp-caption aligncenter" style="width: 586px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/figura-2_a.jpg" rel="lightbox[1888]"><img class="size-full wp-image-1944 " title="figura-2_a" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/figura-2_a.jpg" alt="Figura 2a" width="576" height="432" /></a><p class="wp-caption-text">Figura 2a</p></div>
<div id="attachment_1945" class="wp-caption aligncenter" style="width: 538px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/figura-2b.jpg" rel="lightbox[1888]"><img class="size-full wp-image-1945 " title="figura-2b" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/figura-2b.jpg" alt="Figura 2b" width="528" height="324" /></a><p class="wp-caption-text">Figura 2b</p></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">5) Quando o esquadrão conduzia operações de cerco e busca em conjunto com outras forças, como foi o caso da Guardia Civil  Espanhola ou dos Carabineri italianos, por uma questão de comando e controlo, não havia misturas de nacionalidades abaixo do escalão pelotão. Assim, cada força ocupava-se do seu próprio objectivo. Por exemplo, o esquadrão garantia o cerco exterior e um pelotão para cerco e busca dum objectivo, enquanto a outra força (espanhola ou italiana) tinha outro objectivo - que podia ser uma casa dentro do objectivo do nosso pelotão, ou um outro conjunto de casas à parte.<br />
6) O numero elevado de armas que o Agrupamento DELTA apreendeu foi por diversas vezes reconhecido pelo Comando da Brigada Multinacional - Oeste. Quando comparado com outras unidades da Brigada com efectivos muito mais generosos que os nossos, podíamos ser levados a pensar possuirmos um nível de planeamento e de execução técnica superior aos nossos camaradas Italianos e Espanhóis. Sem querer menosprezar a capacidade de planeamento do nosso Agrupamento (que materializou excepcionalmente a intenção do Comandante) e a capacidade de execução dos baixos escalões, considera se que o sucesso residiu não nestes dois pilares mas sim na iniciativa do Agrupamento transportada para os baixos escalões. Do relacionamento que tivemos com forças Espanholas, Italianas e Francesas constatámos que os baixos escalões são tecnicamente tão (ou mais) competentes que nós, e que o nível de informação disponível e a capacidade de planeamento das outras Task Force eram iguais aos nossos. A diferença principal residia no processo de tomada de decisão (ou melhor, no processo de autorização). Enquanto no nosso caso essa decisão (autorização) podia estar - na ausência de ligação rádio - no próprio Sargento Comandante de Patrulha, no caso dos outros países estava dependente duma estrutura pesadíssima que envolvia sempre a estrutura dos Carabineri, para os Italianos, a Guardia Civil, para os Espanhóis e a Gendarmerie, para os Franceses.<br />
Existem dois casos excepcionais que materializaram esta nossa postura. Uma patrulha num patrulhamento nocturno de rotina numa povoação no limite da nossa Área de Responsabilidade e sem ligação rádio com o Posto de Comando, após ter ouvido uma rajada, desenvolveu de forma a esclarecer a situação que lhe permitiu identificar uma casa suspeita, que acabou por revistar e onde apreendeu, entre outro equipamento, uma AK-47 e duas granadas de mão. Numa outra ocasião, num patrulhamento nocturno duma pequena povoação, uma patrulha informou o Posto de Comando da existência de actividades estranhas não identificadas numa casa, as quais iria averiguar. Passaram cerca de 45 minutos até que o Comandante da Patrulha informou a detenção de dois indivíduos armados com uma caçadeira e uma AK-47, pedindo autorização para avançar para mais duas casas suspeitas. O Comandante da Patrulha, para manter o ímpeto e a surpresa, optou por levar até ao fim o esclarecimento da situação sem o interromper para informar o Posto de Comando. Não houve problema, o Comandante da Patrulha sabia bem a intenção do seu Comandante de Agrupamento nestas situações.</span></p>
<p style="text-align: center;">
<div id="attachment_1947" class="wp-caption aligncenter" style="width: 312px"><img class="size-full wp-image-1947 " title="delta-badge" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/delta-badge.jpg" alt="Símbolo do Agrupamento DELTA/BMI/KFOR, &quot;...a espada antiga, simboliza a capacidade do emprego da força e simultaneamente da justeza e a imparcialidade na conduta...&quot;" width="302" height="336" /><p class="wp-caption-text">Símbolo do Agrupamento DELTA/BMI/KFOR, &quot;...a espada antiga, simboliza a capacidade do emprego da força e simultaneamente da justeza e a imparcialidade na conduta...&quot;</p></div>
<p style="text-align: justify;">(1)- &#8220;Técnicas e Procedimentos Operacionais no Kosovo (I)&#8221;, Jornal do Exército, n.499, Agosto-Setembro de 2001, pg 18-23.<br />
- &#8220;Técnicas e Procedimentos Operacionais no Kosovo (II)&#8221;, Jornal do Exército, n.500, Outubro de 2001, pg 14-20.<br />
- &#8220;Técnicas e Procedimentos Operacionais no Kosovo (III)&#8221;, Jornal do Exército, n.501, Novembro de 2001, pg 52-58.<br />
- &#8220;Técnicas e Procedimentos Operacionais no Kosovo (IV)&#8221;, Jornal do Exército, n.503, Janeiro de 2002, pg 18-23.</p>
<p style="text-align: justify;">(2) Corpo de Protecção Civil do Kosovo constituído por ex-guerrilheiros do UÇK.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Leia aqui mais artigos sobre o Kosovo:</span></p>
<p><a href="http://www.operacional.pt/kosovo-a-ultima-missao-da-chaimite/" target="_blank"><span style="font-size: medium;">KOSOVO: A ÚLTIMA MISSÃO DA CHAIMITE</span></a></p>
<p><span style="font-size: medium;"><a href="http://www.operacional.pt/o-exercito-portugues-nos-caminhos-da-paz-1989-2005/" target="_blank">O EXÉRCITO PORTUGUÊS NOS CAMINHOS DA PAZ 1989-2005</a></span></p>
<p><span style="font-size: medium;"><a href="http://www.operacional.pt/agrupamento-mike/">AGRUPAMENTO MIKE</a></span></p>
<p><span style="font-size: medium;"><a href="http://www.operacional.pt/kosovo-batalhao-portugues-na-kfor-tv/" target="_blank">KOSOVO: BATALHÃO PORTUGUÊS NA KFOR TV</a></span></p>
<p><span style="font-size: medium;"><a href="http://www.operacional.pt/legislacao-sobre-missoes-de-paz/">LEGISLAÇÃO SOBRE MISSÕES DE PAZ</a></span></p>
<p><span style="font-size: medium;"><a href="http://www.operacional.pt/missoes-exteriores-em-destaque/">MISSÕES EXTERIORES EM DESTAQUE</a><br />
</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.operacional.pt/kosovo-as-operacoes-de-cerco-e-busca/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>NO FORTE DO BOM SUCESSO</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Feb 2010 02:02:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Machado</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[01. NOTÍCIAS]]></category>

		<category><![CDATA[Afeganistão]]></category>

		<category><![CDATA[FORTE DO BOM SUCESSO]]></category>

		<category><![CDATA[Guerra do Ultramar]]></category>

		<category><![CDATA[Liga dos Combatentes]]></category>

		<category><![CDATA[Museu]]></category>

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		<description><![CDATA[Aproveitando uma visita à exposição de fotografia "Dois olhares sobre o Afeganistão" que está patente no Forte do Bom Sucesso em Lisboa, aqui deixamos algumas sugestões para uma futura visita.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Aproveitando uma visita à exposição de fotografia &#8220;<strong>Dois olhares sobre o Afeganistão</strong>&#8221; que está patente no Forte do Bom Sucesso em Lisboa, aqui deixamos algumas sugestões para uma futura visita.<span id="more-1970"></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Quem se interessa por temática militar tem ali vários pontos de interesse, sugerimos aqui alguns mas não esgotamos o assunto. Até porque o Museu da Liga dos Combatentes que ali está instalado, encontra-se a receber melhoramentos e desde já fica a promessa de uma nova visita para dar conta das novidades.</span></p>
<p style="text-align: justify;">
<div id="attachment_1971" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/1-dsc_0293-copy.jpg" rel="lightbox[1970]"><img class="size-full wp-image-1971 " title="1-dsc_0293-copy" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/1-dsc_0293-copy.jpg" alt="O Forte do Bom Sucesso em Belém (Lisboa) está entregue à Liga dos Combatentes" width="614" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">O Forte do Bom Sucesso em Belém (Lisboa) está entregue à Liga dos Combatentes</p></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><strong>Dois olhares sobre o Afeganistão</strong><br />
Esta exposição fotográfica de Ângelo Lucas e Roger Leymoyne está patente ao público até ao final do mês de Fevereiro e inclui um conjunto de 30 imagens seleccionadas por estes dois fotojornalistas. Estes olhares de um português e um canadiano sobre a realidade que percepcionaram em visitas que fizeram, separados e em datas muito variadas (entre 1996 e 2009), dão sobretudo uma imagem do povo afegão  - &#8220;<em>&#8230;A maior parte das minhas fotografias não são do conflito, mas das suas vitimas&#8230;</em>&#8220;, diz <strong>Roger Lemoyne</strong> -  e, só marginalmente, de alguma presença militar. De grande qualidade estética, estas fotografias são, no dizer de <strong>Ângelo Lucas</strong> &#8220;.<em>.. algumas peças do puzzle, aquelas que mais nos enchem a alma e persistem na memória.</em>&#8221;<br />
Sendo interessante este conjunto de imagens, mesmo merecendo ser olhadas com calma e pensadas, não preenchem muito tempo. Assim sendo não podemos deixar de alertar para alguns outros elementos de interesse ali dsponiveis.</span></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/2-dsc_2486-copy.jpg" rel="lightbox[1970]"><img class="aligncenter size-full wp-image-1972" title="2-dsc_2486-copy" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/2-dsc_2486-copy.jpg" alt="2-dsc_2486-copy" width="614" height="411" /></a></span></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/3-dsc_2490-copy.jpg" rel="lightbox[1970]"><img class="aligncenter size-full wp-image-1973" title="3-dsc_2490-copy" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/3-dsc_2490-copy.jpg" alt="3-dsc_2490-copy" width="614" height="411" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/4-dsc_2496-copy.jpg" rel="lightbox[1970]"><img class="aligncenter size-full wp-image-1974" title="4-dsc_2496-copy" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/4-dsc_2496-copy.jpg" alt="4-dsc_2496-copy" width="614" height="411" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/5-dsc_2482-copy.jpg" rel="lightbox[1970]"><img class="aligncenter size-full wp-image-1975" title="5-dsc_2482-copy" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/5-dsc_2482-copy.jpg" alt="5-dsc_2482-copy" width="614" height="411" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><strong>Artilharia de Costa</strong><br />
Desde logo para os aficionados da artilharia de costa uma vez que aqui está o único local em Portugal Continental onde se pode ter livremente acesso, físico, a uma bateria de costa. É verdade, enquanto o Museu da Artilharia de Costa previsto para a antiga bateria da Parede não &#8220;arranca&#8221;, aqui os visitantes podem ver, em detalhe, duas torres com peças geminadas de  5,6cm/48 (estas peças por vezes aprecem referenciadas com 5,7cm). Destinadas ao antigo &#8220;Comando da Defeza Marítima de Lisboa&#8221;, foram instaladas em 1950 e deveriam bater pelo fogo as eventuais &#8220;vedetas rápidas&#8221; que se aproximassem da capital. Esta era a última linha de defesa do Porto de Lisboa, esperando-se que os navios inimigos começassem a ser batidos primeiro pelas peças de 23,4cm, depois pelas de 15,2 cm e se conseguissem passar, então o Bom Sucesso&#8221; entraria em acção.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: medium;"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/6-dsc_2518-copy.jpg" rel="lightbox[1970]"><img class="aligncenter size-full wp-image-1976" title="6-dsc_2518-copy" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/6-dsc_2518-copy.jpg" alt="6-dsc_2518-copy" width="614" height="411" /></a></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: medium;"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/7-dsc_2516-copy.jpg" rel="lightbox[1970]"><img class="aligncenter size-full wp-image-1977" title="7-dsc_2516-copy" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/7-dsc_2516-copy.jpg" alt="7-dsc_2516-copy" width="614" height="411" /></a></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: medium;"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/8-dsc_2556-copy.jpg" rel="lightbox[1970]"><img class="aligncenter size-full wp-image-1978" title="8-dsc_2556-copy" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/8-dsc_2556-copy.jpg" alt="8-dsc_2556-copy" width="614" height="411" /></a></span></p>
<p style="text-align: justify;">
<div id="attachment_1979" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/9-dsc_2528-copy.jpg" rel="lightbox[1970]"><img class="size-full wp-image-1979 " title="9-dsc_2528-copy" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/9-dsc_2528-copy.jpg" alt="Peças de" width="614" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">Peças de salva (8cm M/74-932) para cumprimento da Ordenança Naval</p></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><strong>Guerra do Ultramar</strong><br />
O Forte apresenta ainda muitas armas pesadas que foram usadas na Guerra do Ultramar e mesmo um Carro de Combate. Trata-se de um M5A1, idêntico aos 3 que rumaram a Angola em 1967 e serviram em Nambuangongo, extraordinária epopeia, bem portuguesa, descrita em detalhe no livro &#8220;Elefante DunDum&#8221; do falecido João Mendes Paulo. Material da Marinha como um bote zerbo e metralhadoras Oerlinkon 20mm  e da Força Aérea como o &#8220;nariz e cokpit&#8221; de um Fiat G-91 também ali podem ser vistos. Alguma material capturado pelas forças portuguesas em África marca ainda presença.</span><br />
<span style="font-size: medium;">Guerras e períodos anteriores também ali têm elementos museológicos, sobretudo artilharia.</span></p>
<p style="text-align: justify;">
<div id="attachment_1980" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/11-dsc_2573-copy.jpg" rel="lightbox[1970]"><img class="size-full wp-image-1980 " title="11-dsc_2573-copy" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/11-dsc_2573-copy.jpg" alt="Metralhadora pesada capturada na antiga Guiné Portuguesa" width="614" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">Metralhadora pesada capturada na antiga Guiné Portuguesa ao PAIGC. As paredes interiores do forte são testemunho das suas várias utilizações ao longo dos anos.  </p></div>
<div id="attachment_1981" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/12-dsc_2499-copy.jpg" rel="lightbox[1970]"><img class="size-full wp-image-1981 " title="12-dsc_2499-copy" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/12-dsc_2499-copy.jpg" alt="Os M5A1 chegaram a Portugal em 1956 e em 1967 três deles rumaram a Angola" width="614" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">Os M5A1 chegaram a Portugal em 1956 e em 1967 três deles rumaram a Angola</p></div>
<div id="attachment_1982" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/13-dsc_2576-copy.jpg" rel="lightbox[1970]"><img class="size-full wp-image-1982 " title="13-dsc_2576-copy" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/13-dsc_2576-copy.jpg" alt="A quadrapula 12,7mm usadas para fogo anti-aéreo ou terrestre tinham um enorme poder de fogo" width="614" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">A quádrupla 12,7mm usada para fogo anti-aéreo ou terrestre tinha um enorme poder de fogo</p></div>
<div id="attachment_1983" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/14-dsc_2563-copy.jpg" rel="lightbox[1970]"><img class="size-full wp-image-1983 " title="14-dsc_2563-copy" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/14-dsc_2563-copy.jpg" alt="Metralhadoras 20mm e &quot;zebro&quot; da Marinha também se podem ver no Bom Sucesso" width="614" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">Metralhadoras 20mm e &quot;zebro&quot; da Marinha também se podem ver no Bom Sucesso</p></div>
<div id="attachment_1984" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/15-dsc_2507-copy.jpg" rel="lightbox[1970]"><img class="size-full wp-image-1984 " title="15-dsc_2507-copy" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/15-dsc_2507-copy.jpg" alt="O cokpit do Fiat G-91, avião a jacto que serviu nos três teatros de operações de África" width="614" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">O cokpit do Fiat G-91, avião a jacto que serviu nos três teatros de operações de África</p></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><strong>Aos Combatentes do Ultramar</strong><br />
O Forte envolve, como a maioria dos leitores bem saberá, o Monumento aos Combatentes do Ultramar e nas suas paredes viradas para terra, a lista nominal dos portugueses que morreram nesse conflito. Para este efeito foi considerado ter esta guerra em defesa do então Ultramar começado em 1958 no Estado Português da Índia. Também já lembrados em moldes semelhantes, <a href="http://www.operacional.pt/militares-portugueses-mortos-em-missoes-de-paz-e-humanitarias-desde-1992/" target="_blank">os mortos nos conflitos da actualidade, os das Operações de Paz e Humanitárias.</a></span></p>
<p style="text-align: center;">
<div id="attachment_1985" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/17-dsc_2624-copy.jpg" rel="lightbox[1970]"><img class="size-full wp-image-1985 " title="17-dsc_2624-copy" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/17-dsc_2624-copy.jpg" alt="Portugal não esquece aqueles que caíram no campo de batalha pela sua Pátria" width="614" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">Portugal não esquece aqueles que caíram no campo de batalha pela sua Pátria</p></div>
<div id="attachment_1986" class="wp-caption aligncenter" style="width: 421px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/18-dsc_2607-copy.jpg" rel="lightbox[1970]"><img class="size-full wp-image-1986 " title="18-dsc_2607-copy" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/18-dsc_2607-copy.jpg" alt="O Monumento que tanta polémica deu para ser eregido, é hoje, e ainda bem, o local por execelência escolhido para inúmeras homenagens nacionais aos combatentes portugueses das várias guerras onde Portugal esteve e está empenhado." width="411" height="614" /></a><p class="wp-caption-text">O Monumento que tanta polémica deu para ser erigido, é hoje, e ainda bem, o local por excelência escolhido para inúmeras homenagens nacionais aos combatentes portugueses das várias guerras onde Portugal esteve e está empenhado.</p></div>
<p><span style="font-size: medium;">Sobre esta temática leia também:</span></p>
<p><a href="http://www.operacional.pt/comemoracoes-do-91%C2%BA-aniversario-do-armisticio-e-86%C2%BA-aniversario-da-liga-dos-combatentes/" target="_blank"><span style="font-size: medium;">COMEMORAÇÕES DO 91º ANIVERSÁRIO DO ARMISTÍCIO E 86º ANIVERSÁRIO DA LIGA DOS COMBATENTES</span></a></p>
<p><span style="font-size: medium;"><a href="http://www.operacional.pt/o-regresso-dos-herois/" target="_blank">O REGRESSO DOS HERÓIS</a></span></p>
<p><span style="font-size: medium;"><a href="http://www.operacional.pt/militares-portugueses-mortos-em-missoes-de-paz-e-humanitarias-desde-1992/" target="_blank">MILITARES PORTUGUESES MORTOS EM MISSÕES DE PAZ</a><br />
</span></p>
<p><a href="http://www.operacional.pt/91%C2%BA-aniversario-da-batalha-de-la-lys/" target="_blank"><span style="font-size: medium;">91º ANIVERSÁRIO DA BATALHA DE LA LYS</span></a></p>
<p><span style="font-size: medium;"><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;">
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.operacional.pt/no-forte-do-bom-sucesso/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>A NOVA ORGÂNICA DA GNR</title>
		<link>http://www.operacional.pt/a-nova-organica-da-gnr/</link>
		<comments>http://www.operacional.pt/a-nova-organica-da-gnr/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 22 Feb 2010 09:38:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Machado</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[EM DESTAQUE]]></category>

		<category><![CDATA[GNR]]></category>

		<category><![CDATA[Guarda Nacional Republicana]]></category>

		<category><![CDATA[Nova Orgânica]]></category>

		<category><![CDATA[organização]]></category>

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		<description><![CDATA[A nova estrutura orgânica da Guarda Nacional Republicana, implementada a partir do início de 2009, decorre da aprovação da lei nº 63/2007, de 6 de Novembro e da subsequente legislação regulamentar.
Sobre a lei em si mesma, apenas referir que foi o culminar de um conturbado processo legislativo que entre outros aspectos, contou com um veto presidencial.
A estas premissas há a acrescer a pouca atenção dada pelo legislador ao facto da GNR ser um Corpo Militar, o que não foi minimamente tido em consideração, com os consequentes desajustamentos derivados de tal opção.
Foi neste pano de fundo que se implementou a nova estrutura orgânica da Guarda.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><em>Quem escreve hoje no Operacional sem &#8220;papas na língua&#8221; sobre a recente reorganização pela qual a GNR está a passar é um profundo conhecedor desta força militar. <strong>Carlos Manuel Gervásio Branco</strong>, coronel de Infantaria da GNR, 54 anos de idade, iniciou a sua carreira militar em 1976 e é actualmente Juiz Militar nas Varas Criminais de Lisboa.<br />
Prestou serviço em várias unidades do Exército e da GNR, nomeadamente: na Academia Militar e no antigo Instituto de Altos Estudos Militares, onde exerceu funções docentes; comandante dos Grupos Territoriais da GNR de Portalegre e de Faro; director de instrução da Escola Prática da Guarda. <strong>Carlos Branco</strong> é natural de Elvas, casado, licenciado em Direito pela FDL e pós-graduado em Estudos da Paz e da Guerra pela UAL.<br />
Colaborador regular de várias publicações militares, como a revista &#8220;Pela Lei e Pela Grei&#8221; ou a &#8220;Revista Militar&#8221;, é autor dos livros &#8220;Desafios à Segurança e Defesa e os Corpos Militares de  Polícia&#8221;, e &#8220;Organização das Forças e Serviços de Segurança&#8221;, espaços onde a problemática da natureza da &#8220;Guarda&#8221;, a sua organização ao longo da história e as comparações com forças congéneres são uma constante. Bem-vindo ao Operacional <strong>Coronel Carlos Branco</strong>!</em><span id="more-1948"></span></span></p>
<p style="text-align: center;">
<div id="attachment_1969" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/gnr-estandartes-copy-a.jpg" rel="lightbox[1948]"><img class="size-full wp-image-1969 " title="gnr-estandartes-copy-a" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/gnr-estandartes-copy-a.jpg" alt="A Guarda Nacional Reúblicana está a passar pela maior reorganização da sua história" width="614" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">A Guarda Nacional Republicana está a passar por um controverso processo de reorganização</p></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><strong>A NOVA ORGÂNICA DA GUARDA NACIONAL REPUBLICANA</strong><br />
<strong></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><strong>Advertência</strong><br />
O texto que se segue tem por base o artigo publicado na Revista &#8220;Pela Lei e Pela Grei&#8221; com o mesmo título, entretanto revisto e resumido para publicação online.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><strong>Introdução</strong><br />
A nova estrutura orgânica da Guarda Nacional Republicana, implementada a partir do início de 2009, decorre da aprovação da lei nº 63/2007, de 6 de Novembro e da subsequente legislação regulamentar.<br />
Sobre a lei em si mesma, apenas referir que foi o culminar de um conturbado processo legislativo que entre outros aspectos, contou com um veto presidencial.<br />
A estas premissas há a acrescer a pouca atenção dada pelo legislador ao facto da GNR ser um Corpo Militar, o que não foi minimamente tido em consideração, com os consequentes desajustamentos derivados de tal opção.<br />
Foi neste pano de fundo que se implementou a nova estrutura orgânica da Guarda.<br />
Na fase de concretização foi necessário recorrer a um redobrado e imaginativo esforço de, por um lado, tornar exequível e funcional uma estrutura cujo processo geracional foi no mínimo conturbado, e por outro, compatibilizar no respeito pela lei, a nova orgânica com os princípios enformadores da organização militar.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: medium;"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/1-gnr-estrutura-geral.jpg" rel="lightbox[1948]"><img class="aligncenter size-full wp-image-1949" title="1-gnr-estrutura-geral" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/1-gnr-estrutura-geral.jpg" alt="1-gnr-estrutura-geral" width="515" height="356" /></a><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><strong>O Comando</strong><br />
O Comando da Guarda passou a ser constituído pelo comandante-geral e 2º comandante-geral, agora ambos tenentes-generais e pelos Órgãos Superiores de Comando e Direcção (OSCD) que são os três comandos funcionais. Estes, no âmbito da autoridade técnica, são responsáveis e detém as competências para administrar os assuntos das respectivas áreas, relativamente a todas as unidades, estabelecimentos e órgãos, dentro dos conceitos e normas gerais definidas pelo comandante-geral.<br />
O Comando Operacional (CO), o Comando da Administração dos Recursos Internos (CARI) (pessoal, logística e finanças), e o Comando da Doutrina e Formação (CDF), vieram substituir o estado-maior coordenador e o estado-maior técnico da anterior estrutura (1), articulando-se em direcções de serviços, divisões e repartições.<br />
Assim, as seis repartições do estado-maior coordenador e as doze chefias de serviço, do estado-maior técnico, deram lugar a doze direcções de serviço e a quarenta divisões ou equivalente (2) .<br />
O CO é comandado por um TGeneral, o CARI e o CDF, por MGenerais, numa distribuição que a lei não explícita, nem fundamenta.<br />
As direcções, as divisões e as repartições, são dirigidas e chefiadas respectivamente, por coronéis, tenentes-coronéis e majores, com a ressalva para as divisões de carácter técnico que poderão também ser chefiadas por coronéis.</span></p>
<p style="text-align: justify;">
<div id="attachment_1967" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/largo-do-carmo.jpg" rel="lightbox[1948]"><img class="size-full wp-image-1967 " title="largo-do-carmo" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/largo-do-carmo.jpg" alt="O Comando-Geral da GNR permanece no Largo do Carmo no centro de Lisboa " width="614" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">O Comando-Geral da GNR permanece no Largo do Carmo no centro de Lisboa </p></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><strong>Inspecção, órgãos de conselho e de apoio</strong><br />
Na directa dependência do comandante-geral, mantêm-se a Inspecção da Guarda que deixa de se designar por inspecção-geral, agora dirigida também por um tenente-general; o Conselho Superior da Guarda (CSG) que mereceu uma alteração substancial no seu funcionamento, passando a reunir em composição restrita, apenas com o comandante e o segundo comandantes-gerais, o inspector da Guarda, os comandantes funcionais e o comandante da Escola da Guarda, ou em composição alargada, numa configuração semelhante à anterior, mas com a particularidade de sempre que o assunto a tratar verse promoções, só poderem participar na discussão e votação, o pessoal de graduação igual ou superior à do posto para o qual a promoção se deve efectuar.<br />
Esta é sem dúvida, a reparação de um grave erro cometido em 2000, consequência de um despacho do MAI (3) que permitia que inferiores hierárquicos interviessem nos processos de promoção dos superiores.<br />
Como órgão ex-nuovo, foi criado o Conselho de Ética, Deontologia e Disciplina (CEDD), órgão de consulta do comandante-geral em matéria de justiça e disciplina, constituído por membros por inerência e por membros eleitos, estes últimos, 3 oficiais, 3 sargentos e 5 guardas.<br />
Aqui, ao contrário do disposto para Conselho Superior da Guarda e não obstante nesta sede, se tratarem assuntos relativos à ética militar, nada foi prescrito no sentido de impedir que inferiores hierárquicos discutam a aplicação de sanções a superiores, numa completa subversão dos princípios da disciplina e da hierarquia.<br />
Na dependência directa do comandante-geral e para além do seu gabinete pessoal, passaram a estar a Direcção de Justiça e Disciplina (DJD); a Divisão de Planeamento Estratégico e Relações Internacionais (DPERI) e a Divisão de Comunicação e Relações Públicas (DCRP).<br />
Como novidade que sob o ponto de vista da organização militar, se pode considerar extravagante, foi criada a Secretaria-Geral da Guarda (SGG) que pelas atribuições e competências que lhe foram adstritas, será tratada mais à frente no capítulo dedicado aos apoios. Dada a incongruência da designação desta &#8220;Secretaria-Geral&#8221; e face às funções atribuídas ao respectivo chefe que como referimos anteriormente, é o comandante do Comando-Geral, afigura-se mais digno e militarmente mais adequado, passar a designá-lo apenas, por comandante do Comando-Geral.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: medium;"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/2-gnr-orgaos-dependentes-cmd-geral.jpg" rel="lightbox[1948]"><img class="aligncenter size-full wp-image-1950" title="2-gnr-orgaos-dependentes-cmd-geral" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/2-gnr-orgaos-dependentes-cmd-geral.jpg" alt="2-gnr-orgaos-dependentes-cmd-geral" width="515" height="347" /></a><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><strong>O Sistema de Forças</strong><br />
De uma estrutura assente em seis Brigadas e dois Regimentos, o novo Sistema de Forças complexizou-se numa proliferação de unidades com designações pouco consentâneas com a organização militar, de natureza e escalões diferenciados, cujo racional não é fácil compreender.<br />
Assim, as unidades de reserva, os Regimentos de Infantaria e de Cavalaria, deram origem a duas grandes unidades de escalão brigada, a Unidade de Intervenção (UI) e a Unidade de Segurança e Honras de Estado (USHE), perdendo-se à letra da lei à polivalência de ambas.<br />
A UI é uma unidade de escalão brigada, especialmente vocacionada para as missões de manutenção e restabelecimento da ordem pública, resolução e gestão de incidentes críticos, intervenção táctica em situações de violência concertada e de elevada perigosidade, complexidade e risco, segurança de instalações sensíveis e de grandes eventos, inactivação de explosivos, protecção e socorro e aprontamento e projecção de forças para missões internacionais.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;">
<div id="attachment_1957" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/coe-irak-2-copy.jpg" rel="lightbox[1948]"><img class="size-full wp-image-1957 " title="coe-irak-2-copy" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/coe-irak-2-copy.jpg" alt="O esforço português no conflito do Iraque teve como principal actor no terreno a Guarda Nacional Republicana" width="614" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">O esforço português no conflito do Iraque teve como principal actor no terreno a Guarda Nacional Republicana</p></div>
<div id="attachment_1958" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/gnr-timor-copy.jpg" rel="lightbox[1948]"><img class="size-full wp-image-1958 " title="gnr-timor-copy" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/gnr-timor-copy.jpg" alt="Sucessivos contingentes da GNR tem desempenhado um papel de enorme relevo na estabilização da situação de segurança em Timor-Leste" width="614" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">Sucessivos contingentes da GNR tem desempenhado um papel de enorme relevo na estabilização da situação de segurança em Timor-Leste</p></div>
<div id="attachment_1959" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/uint-1-copy.jpg" rel="lightbox[1948]"><img class="size-full wp-image-1959 " title="uint-1-copy" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/uint-1-copy.jpg" alt="Além das missões internacionais as Operações Especiais da GNR têm executado muitas missões em Portugal na área de intervenção da Guarda" width="614" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">Além das missões internacionais as Operações Especiais da GNR têm executado muitas missões em Portugal, na área de intervenção da Guarda</p></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">A esta unidade cabe-lhe também, proceder à remonta de canídeos e a inspecção técnica e uniformização de procedimentos ao nível da valência cinotécnica.<br />
A UI é herdeira e depositária das tradições e do espólio histórico e documental do Regimento de Infantaria, do qual mantém o Estandarte Nacional, a simbologia e o dia festivo.<br />
</span></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/3-gnr-un-intervencao.jpg" rel="lightbox[1948]"><img class="aligncenter size-full wp-image-1951" title="3-gnr-un-intervencao" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/3-gnr-un-intervencao.jpg" alt="3-gnr-un-intervencao" width="519" height="287" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">A USHE é uma unidade de representação, de escalão brigada, responsável pela protecção e segurança às instalações dos órgãos de soberania e de outras entidades que lhe sejam confiadas e pela prestação de honras de Estado.<br />
Esta unidade mantém em prontidão um esquadrão a cavalo, para reforço da UI em acções de manutenção e restabelecimento da ordem pública.<br />
Cabe-lhe ainda, a responsabilidade de garantir a remonta, o desbaste e o ensino de solípedes, a inspecção técnica e a uniformização de procedimentos de unidades a cavalo e da equitação e de assegurar a instrução específica de cavalaria.</span></p>
<p style="text-align: justify;">
<div id="attachment_1960" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/ushe-belem-1-copy.jpg" rel="lightbox[1948]"><img class="size-full wp-image-1960 " title="ushe-belem-1-copy" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/ushe-belem-1-copy.jpg" alt="A cavalaria da GNR assegura missões de grande visibilidade pública em actos ligados às Honras de Estado mas também mantém a capacidade manutenção de ordem pública" width="614" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">A cavalaria da GNR assegura missões de grande visibilidade pública em actos ligados às Honras de Estado mas também mantém a capacidade manutenção de ordem pública</p></div>
<div id="attachment_1961" class="wp-caption aligncenter" style="width: 421px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/ushe-belem-2-copy.jpg" rel="lightbox[1948]"><img class="size-full wp-image-1961 " title="ushe-belem-2-copy" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/ushe-belem-2-copy.jpg" alt="As mulheres integram hoje muitas das unidades da Guarda" width="411" height="614" /></a><p class="wp-caption-text">As mulheres integram hoje muitas das unidades da Guarda</p></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">A USHE é herdeira e depositária das tradições e do espólio histórico e documental do Regimento de Cavalaria, do qual mantém o Estandarte Nacional, a simbologia e o dia festivo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/4-gnr-un-seg-hestado.jpg" rel="lightbox[1948]"><img class="aligncenter size-full wp-image-1952" title="4-gnr-un-seg-hestado" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/4-gnr-un-seg-hestado.jpg" alt="4-gnr-un-seg-hestado" width="527" height="270" /></a><br />
A Brigada Fiscal (BF), enquanto unidade especial responsável pela missão da Guarda no âmbito da prevenção, descoberta e repressão das infracções fiscais, deu lugar a duas novas unidades, a Unidade de Controlo Costeiro (UCC), de escalão brigada, com a responsabilidade pelo cumprimento da missão da Guarda em toda a extensão da costa e no mar territorial, com competências específicas de vigilância, patrulhamento e intercepção terrestre ou marítima em toda a costa e mar territorial do continente e das Regiões Autónomas, competindo-lhe gerir o Sistema Integrado de Vigilância, Comando e Controlo (SIVICC); e a Unidade de Acção Fiscal (UAF), de escalão regimento, com competência específica de investigação, para o cumprimento da missão tributária, fiscal e aduaneira cometida à Guarda.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;">
<div id="attachment_1962" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/lancha-vigilancia-intervencao.jpg" rel="lightbox[1948]"><img class="size-full wp-image-1962 " title="lancha-vigilancia-intervencao" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/lancha-vigilancia-intervencao.jpg" alt="As lanchas de vigilância e intervenção da Brigada Fiscal estão agora na Unidade de Controlo Costeiro" width="614" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">As lanchas de vigilância e intervenção da Brigada Fiscal estão agora na Unidade de Controlo Costeiro</p></div>
<p><span style="font-size: medium;">A UAF é herdeira e depositária das tradições e do espólio histórico e documental da Brigada Fiscal, do qual mantém o Estandarte Nacional, a simbologia e o dia festivo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/5-gnr-un-c-costeiro.jpg" rel="lightbox[1948]"><img class="aligncenter size-full wp-image-1953" title="5-gnr-un-c-costeiro" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/5-gnr-un-c-costeiro.jpg" alt="5-gnr-un-c-costeiro" width="479" height="304" /></a></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/6-gnr-un-a-fiscal.jpg" rel="lightbox[1948]"><img class="aligncenter size-full wp-image-1954" title="6-gnr-un-a-fiscal" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/6-gnr-un-a-fiscal.jpg" alt="6-gnr-un-a-fiscal" width="470" height="286" /></a><br />
O A Brigada de Trânsito (BT), deu origem à Unidade Nacional de Trânsito (UNT) e aos Destacamentos de Trânsito dos Comandos Territoriais. A UNT não é mais do que o Grupo de Acção de Conjunto (GAC) da extinta BT, agora articulado num comando e estado-maior e em dois destacamentos de acção de conjunto (DAC), um em Lisboa e outro no Porto, tendo o restante efectivo ao nível dos destacamentos, mantido-se inalterado em todo o dispositivo, apenas com a diferença que foi integrado nas unidades territoriais, onde estava sedeado e às quais agora passa a pertencer integralmente, conseguindo-se desta forma, a unidade de comando, o fim da sobreposição de dispositivos e da duplicação de comandos da Guarda numa mesma área, sem ferir o princípio da especialização.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;">
<div id="attachment_1964" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/unt-1-copy.jpg" rel="lightbox[1948]"><img class="size-full wp-image-1964 " title="unt-1-copy" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/unt-1-copy.jpg" alt="Dos muitos problemas que a nova organização veio levantar o que teve maior expressão pública foi a extinção da Brigada de Trânsito" width="614" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">Dos muitos problemas que a nova organização veio levantar o que teve maior expressão pública foi a extinção da Brigada de Trânsito</p></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Quando se justifique, a UNT pode realizar, directa e excepcionalmente, acções especiais de fiscalização em qualquer parte do território nacional abrangida pela competência territorial da Guarda Nacional Republicana, sem prejuízo das competências das respectivas unidades territoriais.<br />
Assim na prática, a UNT poderá considerar-se uma unidade de reserva do CO em condições de desenvolver acções especiais de fiscalização rodoviária ou outras, em qualquer ponto do território, em complemento ou reforço das unidades territoriais, relembre-se que estas possuem os destacamentos de trânsito, e não como tem sido propalado com intenções pouco claras, de que seria a unidade equivalente ou substituta da extinta BT.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/7-gnr-un-n-transito.jpg" rel="lightbox[1948]"><img class="aligncenter size-full wp-image-1955" title="7-gnr-un-n-transito" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/7-gnr-un-n-transito.jpg" alt="7-gnr-un-n-transito" width="455" height="274" /></a><br />
As quatro Brigadas Territoriais (BTer) que agregavam 4 a 5 Grupos Territoriais numa determinada área regional, foram extintas, perdendo-se um importante escalão de comando, coordenação e controlo e de apoio administrativo-logístico das unidades subordinadas, com as consequentes dificuldades de comando e controlo que agora passam a existir relativamente a dezoito Comandos Territoriais no continente e dois nas Regiões Autónomas.<br />
O Comando Territorial simultaneamente definido como comando e como unidade, é responsável pelo cumprimento da missão da Guarda na área de responsabilidade que lhe for atribuída, na dependência directa do comandante-geral.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/8-gnr-cmd-teritorial.jpg" rel="lightbox[1948]"><img class="aligncenter size-full wp-image-1956" title="8-gnr-cmd-teritorial" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/8-gnr-cmd-teritorial.jpg" alt="8-gnr-cmd-teritorial" width="484" height="310" /></a><br />
Nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, os Comandos Territoriais têm sede em Ponta Delgada e no Funchal e, sem prejuízo de outras missões que lhes sejam especialmente cometidas, prosseguem, na respectiva área de responsabilidade, as atribuições da Guarda no âmbito da vigilância da costa e do mar territorial e da prevenção e investigação de infracções tributárias e aduaneiras, dependendo funcionalmente da Unidade de Controlo Costeiro e da Unidade de Acção Fiscal, relativamente às respectivas áreas de competência.<br />
Estes últimos, dada a complexidade das suas dependências, não se enquadram minimamente nos princípios de simplicidade e clareza como devem ser definidas a hierarquia e a cadeia de comando numa organização militar.<br />
Em regra o CTer tem quatro a seis DTer e um ou dois DTrans.<br />
Para minimizar os problemas decorrentes da extinção das Brigadas Territoriais, foram tomadas ao nível da regulamentação, duas medidas. Uma no âmbito operacional e outra de natureza logística.<br />
Assim, no Porto e em Évora, poderão vir a ser criados Subagrupamentos de Intervenção, constituídos por dois pelotões a cavalo e um pelotão de infantaria, como forças de reserva do CO em condições de intervir em reforço do dispositivo territorial.<br />
Estas subunidades, sendo orgânicas da UI, estarão destacadas e serão apoiadas pelos CTer onde estejam sedeadas, intervindo à ordem do CO.<br />
Ao nível logístico, foram criadas no Porto, Coimbra e Évora, Centros de Apoio de Área (CAA) dependentes do CARI, com a missão de prestar apoio no âmbito das juntas de saúde, manutenção 3º escalão, da assistência religiosa, da moral e bem estar e desenvolver actividades no âmbito social, às unidades e forças de mais de uma unidade sedeadas na área.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><strong>O Estabelecimento de Ensino</strong><br />
A Escola da Guarda é uma unidade (estabelecimento) na directa dependência do comandante-geral, especialmente vocacionada para a formação moral, cultural, física, militar e técnico-profissional dos militares da Guarda e ainda para a actualização, especialização e valorização dos seus conhecimentos. A EG colabora na formação de elementos de outras entidades, nacionais e estrangeiras.Na sua dependência funcionam os centros de formação de Portalegre e da Figueira da Foz. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><strong>Apoios</strong><br />
Ao nível dos apoios, a nova lei orgânica inexplicavelmente apenas prevê uma Secretaria-Geral como órgão de apoio que entre outras funções típicas de uma secretaria, detém competências de apoio de serviços, controlo de instalações e de materiais, enquadramento do pessoal do Comando-Geral e ainda, de apoio a outras unidades da Guarda.<br />
Perante esta dificuldade objectiva, a par do facto das unidades sedeadas em Lisboa, não disporem nos termos da lei, de subunidades de apoio de serviços, foi necessário ao nível da regulamentação interna, ultrapassar estes desajustamentos e prover os necessários apoios logísticos ao Sistema de Forças.<br />
Assim, em sede de regulamentação, foram mantidos, o Centro Clínico na dependência do CARI e a Enfermaria Veterinária, agora com a designação de Centro de Medicina Veterinária, respectivamente para prestação dos cuidados de saúde aos militares e respectivas famílias e aos solípedes e canídeos da Guarda. Foi criada a Unidade de Apoio Geral (UAG), como unidade de apoio logístico, para integrar os actuais Serviço de Intendência e Agrupamento de Apoio de Serviços, ao que se acrescentou um Centro de Reabastecimento. Aquela unidade articula-se num comando e secção de comando, em secção de justiça e recursos humanos e secção de recursos logísticos e financeiros. As suas subunidades são a Companhia de Transportes, a Companhia de Manutenção, a Companhia de Intendência e um Centro de Reabastecimento.<br />
</span></p>
<p style="text-align: center;">
<div id="attachment_1965" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/dsc_0163-copy.jpg" rel="lightbox[1948]"><img class="size-full wp-image-1965 " title="dsc_0163-copy" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/dsc_0163-copy.jpg" alt="Nos últimos anos algumas sub-unidades da GNR têm sido dotados de meios modernos para fazer face a uma grande gama de missões" width="614" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">Nos últimos anos algumas sub-unidades da GNR têm sido dotados de meios modernos para fazer face a uma grande gama de missões</p></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Por último, a já referida Unidade de Apoio de Serviços (UAS), dependente, por força da lei, da Secretaria-Geral da Guarda, é uma unidade de escalão batalhão, articulada em comando, secções de justiça, de recursos humanos, de recursos logísticos e de recursos financeiros, com a missão de apoio e sustentação do CGeral (Carmo), do CARI (Barbadinhos) e das restantes unidades de Lisboa, através de subunidades de apoio de serviços de constituição modular, a destacar e atribuir àquelas unidades.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><strong>Conclusões</strong><br />
Em síntese, pode afirmar-se que a legislação que reestruturou a Guarda se enquadra perfeitamente no estilo de técnica legislativa a que o Presidente da Republica aludiu recentemente, o que só por si é suficiente para explicar as dificuldades colocadas a qualquer intérprete. A este facto acresce ainda, a situação de esta ser a maior reforma da organização da Guarda ao longo da sua história.<br />
A nível da estrutura interna das unidades pode verificar-se como o legislador não teve a mínima consideração pela organização militar, o que constitui um sério constrangimento ao funcionamento da Guarda.<br />
Assim, as unidades ditas especializadas, articulam-se em destacamentos (companhias), o que significa que no caso da UCC, um oficial general comanda directamente comandantes de companhia e nos casos da UAF e da UNT, o mesmo sucede, mas desta feita sendo o comandante coronel.<br />
Do mesmo problema padecem os CTer. Falta pois o escalão batalhão, o que para uma visão pouco esclarecida acerca de enquadramento, hierarquia e relações de comando, poderá parecer uma questão menor, mas nem por isso deixa na realidade, de ser um constrangimento à acção de comando e à eficácia da força.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;">
<div id="attachment_1968" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/sentinela-lcarmo.jpg" rel="lightbox[1948]"><img class="size-full wp-image-1968 " title="sentinela-lcarmo" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/sentinela-lcarmo.jpg" alt="Algumas das novas designações das unidades parecem querer adulterar a natureza militar da GNR" width="614" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">Algumas das novas designações das unidades parecem querer adulterar a natureza militar da GNR</p></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Um outro elemento dificultador para uma fácil percepção de nova estrutura, foi a utilização de termos e conceitos não conformes com a doutrina militar, o que obrigou a que na regulamentação interna se tivessem que explicitar alguns, instalando-se no entanto a confusão relativamente a muitos outros.<br />
Um terceiro elemento da maior relevância que importa destacar, é o facto da nova orgânica ter suprimido um importante e indispensável escalão - a brigada territorial, cujo papel se repartia, não só em termos operacionais, no âmbito do comando e controlo das unidades subordinadas, mas também no apoio logístico às mesmas, para além da representação da Guarda numa determinada região, por sinal quase coincidente com as NUTS-II (4).<br />
A sua extinção, provocou naturais dificuldades em todos os aspectos citados, para além de que a subsequente proliferação de unidades a nível distrital, poderá ameaçar a coesão interna e a estrutura hierarquizada da Guarda, factores que numa próxima revisão da LO, deveriam ser considerados e corrigidos.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: medium;"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/logo-gnr.jpg" rel="lightbox[1948]"><img class="aligncenter size-full wp-image-1966" title="logo-gnr" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/logo-gnr.jpg" alt="logo-gnr" width="166" height="230" /></a><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">(1) -DL. 231/93, de 26JUN.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">(2) - Lei 4/2004, de 15JAN.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">(3) - Despacho nº 3/2000, de 20OUT.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">(4) Sub-regiões em que se divide o território (Norte, Centro, Lisboa, Alentejo e Algarve).<br />
</span></p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>NOVAS CAPACIDADES NOS LANCEIROS</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Feb 2010 18:55:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Machado</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[EM DESTAQUE]]></category>

		<category><![CDATA[177º Aniversário Regimento de Cavalaria n.º 7]]></category>

		<category><![CDATA[Capacidades]]></category>

		<category><![CDATA[Lanceiros]]></category>

		<category><![CDATA[Policia do Exército]]></category>

		<category><![CDATA[Policia Militar]]></category>

		<category><![CDATA[RC 7]]></category>

		<category><![CDATA[Regimento de Lanceiros n.º 2]]></category>

		<category><![CDATA[RL 2]]></category>

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		<description><![CDATA[Na semana em que o Regimento de Lanceiros N.º 2 assinalou 177 anos de vida o "Operacional" foi ver as suas novas capacidades e equipamentos. Fiéis às suas origens britânicas, bem ilustradas na divisa - Morte ou Glória - os Lanceiros de hoje cultivam tradições que fortalecem um vincado espírito de corpo e apresentam um produto operacional moderno. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Na semana em que o Regimento de Lanceiros N.º 2 assinalou 177 anos de vida o &#8220;Operacional&#8221; foi ver as suas novas capacidades e equipamentos. Fiéis às suas origens britânicas, bem ilustradas na divisa - <em>Morte ou Glória</em> - os Lanceiros de hoje cultivam tradições que fortalecem um vincado espírito de corpo e apresentam um produto operacional moderno. <span id="more-1911"></span></span></p>
<p style="text-align: justify;">
<div id="attachment_1912" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/1-lanceiros-copy.jpg" rel="lightbox[1911]"><img class="size-full wp-image-1912 " title="1-lanceiros-copy" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/1-lanceiros-copy.jpg" alt="1.	A Policia do Exército dispõe hoje de capacidades adequadas às necessidades do Exército, das Forças Armadas e de Portugal" width="614" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">A Polícia do Exército dispõe de capacidades adequadas às necessidades do Exército, das Forças Armadas e de Portugal</p></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Para quem nos lê e pertence à &#8220;geração do serviço militar obrigatório&#8221; é bem possível que fique admirado com as capacidades actuais da Polícia do Exército. Muito mais do que as tradicionais rondas nos terminais ferroviários a velar pelo atavio de milhares de militares a caminho de casa ou no regresso ao quartel. Sempre fizeram mais do que isso, mas era essa a imagem tradicional de qualquer força de polícia militar, de qualquer ramo em qualquer país. Já para os mais jovens, que na última década conviveram com as missões no exterior do território nacional, a &#8220;geração das missões de paz&#8221; (mesmo que por vezes a palavra paz não seja a que melhor define a missão!), a ideia será diferente. Muitos até terão passado pelo RL 2 para receber formação, nomeadamente em &#8220;controlo de tumultos&#8221;, capacidade que após muitas reticências o Exército começou a ministrar. Na realidade em 2001 a unidade portuguesa na Bósnia viu-se confrontada com distúrbios civis, e não estava equipada nem treinada para lhes fazer frente, sem ser&#8230;a tiro.</span></p>
<p style="text-align: justify;">
<div id="attachment_1913" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/2-lanceiros-copy.jpg" rel="lightbox[1911]"><img class="size-full wp-image-1913 " title="2-lanceiros-copy" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/2-lanceiros-copy.jpg" alt="A Secção de Protecção Pessoal está equipada com novos Land-Rover Defender 110 4x4" width="614" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">A Secção de Protecção Pessoal está equipada com novos Land-Rover Defender 110 4x4</p></div>
<div id="attachment_1914" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/3-lanceiros-copy.jpg" rel="lightbox[1911]"><img class="size-full wp-image-1914 " title="3-lanceiros-copy" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/3-lanceiros-copy.jpg" alt="As novas Mitsubishi 4x4 L200 equipam a Esquadra de Busca e Detecção de Droga" width="614" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">As novas Mitsubishi 4x4 L200 equipam a Esquadra de Busca e Detecção de Droga</p></div>
<div id="attachment_1915" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/4-lanceiros-copy.jpg" rel="lightbox[1911]"><img class="size-full wp-image-1915 " title="4-lanceiros-copy" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/4-lanceiros-copy.jpg" alt="Uma Secção de Controlo de Tumultos, com equipamento semelhante ao que actualmente se usa nas missões exteriores" width="614" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">Uma Secção de Controlo de Tumultos, com equipamento semelhante ao que actualmente se usa nas missões exteriores</p></div>
<div id="attachment_1916" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/5-lanceiros-copy.jpg" rel="lightbox[1911]"><img class="size-full wp-image-1916 " title="5-lanceiros-copy" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/5-lanceiros-copy.jpg" alt="As BMW RT 80 deixaram o serviço activo no passado dia 5 de Fevereiro com dignidade e simbolismo, encerrando os seus 15 anos de trabalho no RL 2 com um interessante “carrocel moto”" width="614" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">As BMW RT 80 deixaram o serviço activo no passado dia 5 de Fevereiro com dignidade e simbolismo, encerrando os seus 15 anos de trabalho no RL 2 com um interessante “carrocel moto”</p></div>
<div id="attachment_1917" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/6lanceiros-copy.jpg" rel="lightbox[1911]"><img class="size-full wp-image-1917 " title="6lanceiros-copy" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/6lanceiros-copy.jpg" alt="Inicio de mais um ciclo para os Batedores Moto da Policia do Exército: montar nas Yamaha TDM 900. A moto é uma ferramenta de trabalho imprescindível em muitas das missões do Regimento" width="614" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">Inicio de mais um ciclo para os Batedores Moto da Polícia do Exército: montar nas Yamaha TDM 900. A moto é uma ferramenta de trabalho imprescindível em muitas das missões do Regimento</p></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><strong>Capacidades actuais</strong><br />
Como veremos estas capacidades, muito úteis para as unidades empenhadas em missões exteriores - designação que aqui no &#8220;Operacional&#8221; gostamos mais de utilizar do que &#8220;de paz&#8221; - poderão e deverão também ser utilizadas em território nacional, quando e se a situação o exigir. Ali na Calçada da Ajuda em Lisboa está, para quem desconhece o que o Exército pode fazer em termos de segurança interna, parte dessas possibilidades. Quer efectiva quer potencial pela formação que pode dar.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><strong>Módulo de Segurança do Elemento de Defesa NBQ</strong>. Representa uma parte do esforço que o Exército desenvolveu com o levantamento do Elemento de Defesa Biológico e Químico através da preparação e aprontamento do seu Módulo de Segurança. Este módulo, possui a formação Biológica e Química adequada, e está vocacionado para a segurança de área e das equipas de reconhecimento.<br />
<strong>Secções/Esquadras de Controlo de Tumultos</strong>. Esta capacidade destina-se a auxiliar as autoridades civis e militares na repressão e controlo de tumultos, no decurso de operações no âmbito da Manutenção da Ordem Pública.<br />
<strong>Secção de Protecção Pessoal.</strong> É uma força permanentemente pronta para ser empenhada em Forças Nacionais Destacadas (FND) e em operações decorrentes dos processos das <em>NATO Response Force </em>(NRF) e dos <em>Battlegroup</em> da UE. Tem vindo a desenvolver missões no território nacional, dentro e fora de instalações militares, tal como se encontra consignado no Artigo 6º do Código de Justiça Militar.<br />
<strong>Batedores em moto</strong>. Empregues pela PE há vários anos, representam uma mais-valia considerável para a mobilidade de colunas militares, especialmente quando estas têm de operar em centros urbanos e no controlo de tráfego. A flexibilidade da moto e a elevada experiência dos militares que as operam representam uma capacidade que, para além da sua eficiência, permite uma elevada economia de meios e pessoal. As novas motos YAMAHA TDM 900 que equipam as Secções Moto dos Esquadrões PE, entram ao serviço desde hoje em substituição das BMW RT 80.<br />
<strong>Equipas Cinotécnicas</strong>. O produto operacional específico deste tipo de valência constitui factor multiplicador de eficácia das Forças de Controlo de Tumultos ou em missões de patrulhamento e segurança. Garante ainda a protecção imediata directa de tropas, instalações e equipamentos devido à sua grande capacidade de alerta oportuno. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Como é regra nos exércitos modernos estas capacidades têm uma estrutura modular o que lhes permite emprego nas mais diversas situações e &#8220;volume&#8221;. Ou seja as equipas/secções (ou mesmo por vezes 1 ou 2 oficiais ou sargentos) podem ser utilizados em tarefas concretas ou ministrar formação, em território nacional ou nos países com os quais Portugal tem acordos de cooperação técnico-militar, sem obrigar ao deslocamento de toda a sub-unidade. No caso português em que as missões exteriores são cada vez mais cumpridas por forças de dimensão relativamente reduzidas, esta é uma característica muito adequada aos tempos que correm.</span></p>
<p style="text-align: justify;">
<div id="attachment_1918" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/7-lanceiros-copy.jpg" rel="lightbox[1911]"><img class="size-full wp-image-1918 " title="7-lanceiros-copy" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/7-lanceiros-copy.jpg" alt="O Grupo de Polícia do Exército do RL 2, principal razão de ser do Regimento, cumpre anualmente uma gama muito diversificada de missões…" width="614" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">O Grupo de Polícia do Exército do RL 2, principal razão de ser do Regimento, cumpre anualmente uma gama muito diversificada de missões…</p></div>
<div id="attachment_1919" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/8-lanceiros-copy.jpg" rel="lightbox[1911]"><img class="size-full wp-image-1919 " title="8-lanceiros-copy" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/8-lanceiros-copy.jpg" alt="…que em 2009 quase atingiu as 1.000, das honoríficas às de segurança, muitas em proveito de entidades exteriores ao Exército" width="614" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">…que em 2009 quase atingiu as 1.000, das honoríficas às de segurança, muitas em proveito de entidades exteriores ao Exército</p></div>
<div id="attachment_1920" class="wp-caption aligncenter" style="width: 421px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/9-lanceiros-copy.jpg" rel="lightbox[1911]"><img class="size-full wp-image-1920 " title="9-lanceiros-copy" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/9-lanceiros-copy.jpg" alt="A espada continua presente no cerimonial da Cavalaria do Exército Português" width="411" height="614" /></a><p class="wp-caption-text">A espada continua presente no cerimonial da Cavalaria do Exército Português</p></div>
<div id="attachment_1921" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/10-lanceiros-copy.jpg" rel="lightbox[1911]"><img class="size-full wp-image-1921 " title="10-lanceiros-copy" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/10-lanceiros-copy.jpg" alt="O Cabo-Adjunto Mourão, 9 anos de serviço militar, transporta o “Código de Honra dos Lanceiros”  que será lido perante as forças em parada, nas vésperas da  sua passagem à disponibilidade" width="614" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">O Cabo-Adjunto Mourão, 9 anos de serviço militar, transporta o “Código de Honra dos Lanceiros”  que será lido perante as forças em parada nas vésperas da  sua passagem à disponibilidade</p></div>
<div id="attachment_1922" class="wp-caption aligncenter" style="width: 421px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/11-lanceiros-copy.jpg" rel="lightbox[1911]"><img class="size-full wp-image-1922 " title="11-lanceiros-copy" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/11-lanceiros-copy.jpg" alt="Os Lanceiros mantêm o uso da Lança de séculos que lhes dá o nome mas também já integram mulheres nas suas fileiras" width="411" height="614" /></a><p class="wp-caption-text">Os Lanceiros mantêm o uso da Lança de séculos que lhes dá o nome mas também já integram mulheres nas suas fileiras</p></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><strong>Polícia do Exército</strong><br />
O RL 2 assume-se como a &#8220;casa-mãe&#8221; da Polícia do Exército sendo nele formado todo o pessoal destinado às diferentes unidades desta especialidade, que se encontram nas Zonas Militares dos Açores e da Madeira e nas Brigadas de Intervenção, Mecanizada e de Reacção Rápida. O Regimento é também, ao nível do Exército, Centro de Formação Nacional para o Controlo de Tumultos, Protecção Pessoal e Cinotécnia, tendo neste último caso uma &#8220;parceria&#8221; com a Escola de Tropas Pára-quedistas.<br />
De acordo com a missão actual da Polícia do Exército e os quadros orgânicos de pessoal e material (do RL 2) definidos em Julho de 2009, esta unidade deve aprontar 2 Esquadrões de Polícia do Exército que constituem o Grupo PE. O Regimento dispõe ainda de um Esquadrão de Comando e Serviços e um Estado-Maior. Para dar uma ideia do tipo de trabalho executado pelo Regimento damos a palavra ao comandante da unidade, Coronel Cavalaria Rui Cruz Silva, <em>&#8220;&#8230;rondas e segurança de instalações militares; guardas extraordinárias; buscas cinotécnicas; escoltas a pessoal, altas entidades, presos e detidos, material e cargas especiais como armamento, munições, viaturas blindadas, sistemas de armas de artilharia e equipamentos pesados de engenharia; guardas de honra e alas de cortesia a altas entidades nacionais e estrangeiras e múltiplos serviços de carácter honorífico e fúnebre; missões de controlo de acessos, tráfego e parqueamento; levantamento de acidentes envolvendo viaturas militares&#8230;&#8221;</em>.<br />
Além destas missões habituais que são a &#8220;rotina&#8221; (por vezes tudo menos isso como se compreenderá!) do RL 2, outras solicitações surgem. Segundo Cruz Silva, no último ano, <em>&#8220;&#8230;ministrámos internamente o 1º curso de protecção pessoal; o 2º curso cinotécnico; o 5º curso de controlo de tumultos - cm a presença de 2 militares da República de S. Tomé e Príncipe; 2 estágios de protecção pessoal e 2 de controlo de tumultos para o pessoal destinado ao Afeganistão </em>(comandos)<em> e Kosovo </em>(pára-quedistas)<em>; ministramos em Cabo Verde o 1º curso de controlo de tumultos para as suas Forças Armadas e em Moçambique o 2º curso de formação especial de Policia Militar para as suas Forças Armadas e de Defesa.&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: justify;">
<div id="attachment_1923" class="wp-caption aligncenter" style="width: 421px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/12-lanceiros-copy.jpg" rel="lightbox[1911]"><img class="size-full wp-image-1923 " title="12-lanceiros-copy" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/12-lanceiros-copy.jpg" alt="A nível do equipamento e armamento individual, com algumas excepções pontuais, a PE dispõe dos mesmos artigos que ainda são orgânicos no Exército" width="411" height="614" /></a><p class="wp-caption-text">A nível do equipamento e armamento individual, com algumas excepções pontuais, a PE dispõe dos mesmos artigos que ainda são orgânicos no Exército</p></div>
<div id="attachment_1924" class="wp-caption aligncenter" style="width: 421px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/13-lanceiros-copy.jpg" rel="lightbox[1911]"><img class="size-full wp-image-1924 " title="13-lanceiros-copy" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/13-lanceiros-copy.jpg" alt="Uma das excepções, a pistola “Pietro Berreta”" width="411" height="614" /></a><p class="wp-caption-text">Uma das excepções, a pistola “Pietro Berreta”</p></div>
<div id="attachment_1925" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/14-lanceiros-copy.jpg" rel="lightbox[1911]"><img class="size-full wp-image-1925 " title="14-lanceiros-copy" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/14-lanceiros-copy.jpg" alt="A Secção de Protecção Pessoal demonstra na parada do RL 2, transformada em local com ameaça muito provável, uma acção de extracção debaixo de fogo de uma alta entidade" width="614" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">A Secção de Protecção Pessoal demonstra na parada do RL 2, transformada em local com ameaça muito provável, uma acção de extracção debaixo de fogo de uma alta entidade</p></div>
<div id="attachment_1926" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/15lanceiros-copy.jpg" rel="lightbox[1911]"><img class="size-full wp-image-1926 " title="15lanceiros-copy" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/15lanceiros-copy.jpg" alt="As equipas cinófilas são uma mais-valia importante nas acções de controlo de tumultos " width="614" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">As equipas cinófilas são uma mais-valia importante nas acções de controlo de tumultos </p></div>
<div id="attachment_1927" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/16-lanceiros-copy.jpg" rel="lightbox[1911]"><img class="size-full wp-image-1927 " title="16-lanceiros-copy" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/16-lanceiros-copy.jpg" alt="Foi perante a necessidade surgida no teatro de operações da Bósnia que o Exército se equipou e treinou para o controlo de tumultos, primeiro com o apoio da GNR e agora com responsabilização do RL 2 " width="614" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">Foi perante a necessidade surgida no teatro de operações da Bósnia que o Exército se equipou e treinou para o controlo de tumultos, primeiro com o apoio da GNR e agora com responsabilização do RL 2 </p></div>
<div id="attachment_1928" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/17-lanceiros-copy.jpg" rel="lightbox[1911]"><img class="size-full wp-image-1928 " title="17-lanceiros-copy" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/17-lanceiros-copy.jpg" alt="A manutenção de ordem pública é hoje uma capacidade de muitas unidades do Exército Português e o RL tem contribuído também para a sua difusão em alguns PALOP" width="614" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">A manutenção de ordem pública é hoje uma capacidade de muitas unidades do Exército Português e o RL tem contribuído também para a sua difusão em alguns PALOP</p></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><strong>Olhando para o futuro</strong><br />
A Calçada da Ajuda em Lisboa, uma das antigas &#8220;ruas militares&#8221; da capital, vai em breve perder mais um quartel, o Regimento de Lanceiros N.º 2. As alienações de prédios militares superiormente estudadas assim o definiram e a unidade já prepara a transferência para a Amadora. Em breve mais um espaço de grandes dimensões ficará disponível em Lisboa para outras finalidades consideradas úteis ao país e/ou ao erário público. Estas mudanças nunca são fáceis mas são uma constante na vida dos militares e têm que ser levadas a cabo. Caberá aos Lanceiros fazê-lo nos próximos tempos e manter a unidade a funcionar.<br />
Os tempos que correm são de paz interna com alguma insegurança, mas em vários locais do globo onde o poder político português entende que temos interesses, permanecem activas grandes convulsões. As capacidades da Polícia do Exército, tanto as novas como as tradicionais, estão adequadas à actualidade e quadros dos Lanceiros tem servido em missões exteriores do Iraque ao Afeganistão, dos Balcãs a África e Timor-Leste. Sabem o que fazer e como fazer.<br />
Na Guerra Civil como na 1ª Guerra Mundial ou no último capítulo do ciclo colonial, português com lança e espada ou arma automática, a cavalo como a pé, com viaturas tácticas ou mesmo blindadas, designados lanceiros ou polícia militar, a história dos Lanceiros fala por si (ver abaixo). Como muitas outras unidades, teve os seus pontos altos e baixos, as suas glórias e frustrações, mas o emprego diversificado ao longo dos anos prova que tem sabido evoluir e adaptar-se às necessidades do Exército das Forças Armadas e de Portugal. </span></p>
<p style="text-align: center;">
<div id="attachment_1929" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/18-lanceiros-copy.jpg" rel="lightbox[1911]"><img class="size-full wp-image-1929 " title="18-lanceiros-copy" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/18-lanceiros-copy.jpg" alt="O Land Rover série III usado pela Policia Militar em 1970 foi durante 3 meses recuperado por 6 militares e 1 civil da Secção de Manutenção e “oferecido” ao Regimento. É mais um “pequeno nada” que fortalece o espírito de corpo e ajuda a superar muitas impossibilidades. " width="614" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">O Land Rover série III usado pela Polícia Militar em 1970 foi durante 3 meses recuperado por 6 militares e 1 civil da Secção de Manutenção e “oferecido” ao Regimento. É mais um “pequeno nada” que fortalece um espírito de corpo que ajuda a superar muitas impossibilidades. </p></div>
<div id="attachment_1930" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/19-lanceiros-copy.jpg" rel="lightbox[1911]"><img class="size-full wp-image-1930 " title="19-lanceiros-copy" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/19-lanceiros-copy.jpg" alt="A parada Marechal Oscar Carmona com a Ponte sobre o Tejo em fundo, uma visão que os Lanceiros vão deixar de contemplar. O RL2 vai deixar este local e ser transferido para a Amadora" width="614" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">A parada Marechal Óscar Carmona com a Ponte sobre o Tejo em fundo, uma visão que os Lanceiros vão deixar de contemplar. O RL2 vai deixar este local e ser transferido para a Amadora</p></div>
<div id="attachment_1931" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/20lanceiros-copy.jpg" rel="lightbox[1911]"><img class="size-full wp-image-1931 " title="20lanceiros-copy" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/20lanceiros-copy.jpg" alt="Honrar quem deu a vida pela Pátria não pode ser só palavras. O Monumento aos Mortos em Campanha do Regimento de Cavalaria 7 que permanecia no Corpo de Intervenção / Unidade Especial de Policia da PSP (cujo quartel na Calçada da Ajuda também vai ser alienado) foi transferido para o RL 2, mantendo-se sob jurisdição militar. " width="614" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">Honrar quem deu a vida pela Pátria não pode ser só palavras. O Monumento aos Mortos em Campanha do Regimento de Cavalaria 7 que permanecia no Corpo de Intervenção / Unidade Especial de Polícia da PSP (cujo quartel na Calçada da Ajuda também vai ser alienado) foi transferido para o RL 2, mantendo-se sob jurisdição militar. </p></div>
<p style="text-align: justify;"><strong>Resenha Histórica do Regimento de Lanceiros N.º 2</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-size: small;">É com o eclodir da Guerra Civil no século XIX, que aparecem os Lanceiros em Portugal, através da criação do Regimento de Lanceiros da Rainha - Ordem do Dia de 07 de Fevereiro de 1833, no QG Imperial do Porto.<br />
De início, esta Unidade foi essencialmente constituída por estrangeiros, sobretudo Ingleses, a soldo do Exército Liberal. Durante a Guerra Civil, o Regimento revelou uma conduta brilhante, participando nos combates de Valongo, Campanhã, São Mamede, Contomil, Leiria, Rilvas, São Brás, Ponte Pedrinha e Ribeira de Arade e nas Batalhas de Pernes, Almoster - onde a sua famosa carga decidiu o desenlace da batalha - e Asseiceira, merecendo vários elogios, de que se destacam os proferidos pelos Duques de Saldanha e da Terceira.<br />
Após a vitória do Exército Liberal e com a reorganização do Exército de 1834, o Regimento viu a sua designação ser alterada para Regimento de Cavalaria N.º 2, embora tenha continuado a usar a lança como arma. Instalou-se definitivamente em Lisboa no Quartel onde ainda hoje se encontra e que até então fora ocupado pelo Regimento de Cavalaria N.º 2 Miguelista, extinto pela mesma reorganização.<br />
Em Dezembro de 1835, com o objectivo de ajudar a causa liberal espanhola, dois Esquadrões do Regimento são integrados na Divisão Auxiliar a Espanha comandados pelo distinto e futuro Comandante do Regimento, D. Carlos de Mascarenhas, tendo brilhado mais uma vez nas operações de Val de La Casa, Arlabam, Peña Cerrada (Salvatierra), Zembrana, Concha e principalmente Armiñon.<br />
Em 27 de Setembro de 1884, o Regimento foi extinto. - OE N.º 16 de Setembro de 1884. A 01 de Outubro de 1884, sendo recriado o Regimento de Cavalaria fazendo uso do mesmo N.º 2, armas e instalações - OE N.º 17 de 01 Outubro 1884.<br />
Em 1888, D. Luís I ordenou que o Regimento passasse a designar-se por Regimento de Cavalaria N.º 2 do Príncipe D. Carlos, numa homenagem ao príncipe herdeiro, facto este que, com a subida daquele ao trono, levou a que dois anos mais tarde se alterasse de novo a designação para Regimento de Cavalaria N.º 2 - Lanceiros D&#8217;EL Rei.<br />
O despertar colonial nos finais do século XIX e as ameaças às nossas colónias, obrigaram ao envio de forças do Regimento em expedições à Índia em 1896 e a Moçambique em 1901.<br />
Com a implantação da República em 1910, apesar de ser então considerado o Regimento mais aristocrático do país e, de durante a Revolução se ter batido ao lado das forças Monárquicas, a Unidade não foi extinta, tendo apenas voltado à designação de Regimento de Cavalaria N.º 2 com a reforma do Exército de 1911.<br />
O eclodir da I Guerra Mundial e a posterior entrada de Portugal no conflito, mobilizou um grupo de Esquadrões deste Regimento que viriam a integrar o Corpo Expedicionário enviado à Flandres. O Ministro da Guerra louvou a força &#8221; pela forma correcta e reveladora do notável zelo com que se apresentaram&#8221;. A imposição das circunstâncias do Teatro de Operações, obrigou à renúncia do tradicional emprego como subunidades montadas, o que não impediu que na guerra de trincheiras os homens deste Regimento brilhassem uma vez mais.<br />
Durante a década de quarenta, com a dotação de novos equipamentos motorizados, o Regimento evolui no sentido de se constituir como Unidade Blindada de Reconhecimento, equipando-se inicialmente com a Auto-Metralhadora Humber e já na década de cinquenta, com Carros de Combate ligeiros M5 &#8220;Stuart&#8221;.<br />
Em 1948 o Regimento readquire o direito de ter na sua denominação oficial a menção da sua arma tradicional, passando a intitular-se Regimento de Lanceiros N.º 2.<br />
Em 1953 foi criada a Polícia Militar tendo sido atribuída a sua missão ao Regimento cumulativamente com as tradicionais da Arma. Iniciou-se por essa altura a constituição de uma Companhia de Polícia Militar(a), serviço que se estende até aos nossos dias e que, gradualmente foi vinculando o Regimento à específica missão da Polícia Militar. Neste âmbito, durante as campanhas do Ultramar de 1961 a 1975, 67 Companhias de Polícia Militar a 54 Pelotões, num total de cerca de oito mil homens foram mobilizados para as diferentes Províncias Ultramarinas, muito contribuindo para os êxitos alcançados pelo Exército Português, prestando inegáveis e prestigiosos serviços que honraram as tradições do Regimento. Disso são testemunho os seus mortos e feridos em Campanha, as referências elogiosas, os vários louvores e a condecoração da CPM8247 com a Medalha de Ouro de Serviços Distintos com Palma.<br />
Na sequência da revolução do 25 de Abril de 1974, o Regimento vive uma fase de instabilidade a que, tal como em outras ocasiões anteriores, não será alheia a sua localização geográfica, próximo dos centros de poder. A sua designação inclusivamente, volta a ser alterada em 01 de Abril de 1975 para Regimento de Polícia Militar.<br />
O regresso à estabilidade a partir de 25 de Novembro de 1975, permitem que a 09 de Fevereiro de 1976 a especialidade de Polícia Militar se passe a designar por Polícia do Exército, com a consequente alteração do nome do Regimento (Despacho 49/REO do CEME) para Regimento de Lanceiros de Lisboa, tomando o nome da cidade onde está aquartelado há século e meio.<br />
Finalmente, na reorganização do Exército de 1993, a sua designação regressa à forma numérica tradicional, voltando a ser o Regimento de Lanceiros N.º 2.<br />
1833 - Regimento de Lanceiros da Rainha<br />
1834 - Regimento de Cavalaria N.º 2<br />
1844 - Regimento de Cavalaria N.º 2, Lanceiros da Rainha<br />
1884 - Regimento de Cavalaria N.º 2<br />
1888 - Regimento Nº2 de Cavalaria do Príncipe D. Carlos<br />
1890 - Regimento de Cavalaria N.º 2, Lanceiros D&#8217;el-Rei<br />
1910 - Regimento de Cavalaria N.º 2<br />
1948 - Regimento de Lanceiros N.º 2<br />
1975 - Regimento de Policia Militar<br />
1976 - Regimento de Lanceiros de Lisboa<br />
1993 - Regimento de Lanceiros N.º 2</span></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-size: small;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1932" title="azulejo" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/azulejo.jpg" alt="azulejo" width="271" height="317" /><br />
</span></span></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Sobre esta temática leia mais no &#8220;Operacional&#8221;, clicando em:</span></p>
<h2><a href="http://www.operacional.pt/as-forcas-armadas-e-a-seguranca-interna/" target="_blank"><span style="font-size: small;">AS FORÇAS ARMADAS E A SEGURANÇA INTERNA</span></a></h2>
<h2><a href="http://www.operacional.pt/cabo-verde-a-policia-militar/" target="_blank"><span style="font-size: small;">CABO VERDE: A POLICIA MILITAR</span></a></h2>
<h2><a href="http://www.operacional.pt/regimento-de-lanceiros/" target="_blank"><span style="font-size: small;">REGIMENTO DE LANCEIROS</span></a></h2>
<h2><a href="http://www.operacional.pt/lanceiro-%E2%80%93-cadernos-militares-1/" target="_blank"><span style="font-size: small;">LANCEIRO – CADERNOS MILITARES 1</span></a></h2>
<h2><a href="http://www.operacional.pt/revista-da-cavalaria/" target="_blank"><span style="font-size: small;">REVISTA DA CAVALARIA</span></a></h2>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-size: small;"><br />
</span></span></p>
<p style="text-align: justify;">
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.operacional.pt/novas-capacidades-nos-lanceiros/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>AFEGANISTÃO: O QUE ESTÃO LÁ A FAZER?</title>
		<link>http://www.operacional.pt/afeganistao-o-que-estao-la-a-fazer/</link>
		<comments>http://www.operacional.pt/afeganistao-o-que-estao-la-a-fazer/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 12 Feb 2010 08:08:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Machado</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[02. OPINIÃO]]></category>

		<category><![CDATA[Afeganistão]]></category>

		<category><![CDATA[Cheiro a Pólvora]]></category>

		<category><![CDATA[Diário de Noticias]]></category>

		<category><![CDATA[Forças Armadas Portuguesas]]></category>

		<category><![CDATA[ISAF]]></category>

		<category><![CDATA[Kandahar]]></category>

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		<description><![CDATA[O "Diário de Noticias" publicou mais uma artigo de opinião sobre a temática da participação portuguesa na missão da NATO no Afeganistão. Ao mesmo tempo um jornalista português encontra-se em Kandahar com os militares dos EUA.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">O &#8220;Diário de Noticias&#8221; publicou mais uma artigo de opinião sobre a temática da participação portuguesa na missão da NATO no Afeganistão. Ao mesmo tempo um jornalista português encontra-se em Kandahar com os militares dos EUA.<span id="more-1909"></span></span></p>
<div id="attachment_1910" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><em><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/foto-afg-copy.jpg" rel="lightbox[1909]"><em><img class="size-full wp-image-1910 " title="foto-afg-copy" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/foto-afg-copy.jpg" alt="É necessário mostrar ao país o que estão os nossos militares a fazer no Afeganistão" width="614" height="411" /></em></a></em><p class="wp-caption-text">É necessário mostrar ao país o que estão os nossos militares a fazer no Afeganistão</p></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">É com agrado que o registamos como demonstração do interesse da imprensa generalista, ou pelo menos parte dela, pelo assunto. Como se diz no artigo, &#8220;.<em>..algo parece ter que mudar, na prática e não apenas no discurso, se queremos que a opinião pública compreenda as missões das Forças Armadas.</em>&#8220;</span><em><br />
</em></p>
<p><span style="font-size: medium;">Leia aqui, <a href="http://dn.sapo.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1490814" target="_blank">Afeganistão: O que estão lá a fazer?</a><br />
</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Leia aqui outra opinião &#8220;do&#8221; Operacional no &#8220;Diário de Noticias&#8221;: <a href="http://dn.sapo.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1446906" target="_blank">Justificação para continuar no Afeganistão? </a></span></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">No momento em que este post é colocado online um jornalista português - Luís Castro - está no Afeganistão e acompanha soldados dos EUA.  Aqui está um conjunto de histórias, contadas com  as &#8220;botas no chão&#8221;, e que vale a pena seguir (clicando) no <a href="http://cheiroapolvora.blogs.sapo.pt/" target="_blank">&#8220;Cheiro a Pólvora&#8221;</a>. Pode ser que os portugueses também venham a ser contemplados&#8230;</span></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>“BARRACUDA” TERMINOU SERVIÇO ACTIVO</title>
		<link>http://www.operacional.pt/%e2%80%9cbarracuda%e2%80%9d-terminou-servico-activo/</link>
		<comments>http://www.operacional.pt/%e2%80%9cbarracuda%e2%80%9d-terminou-servico-activo/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 05 Feb 2010 12:20:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Machado</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[07. TECNOLOGIA]]></category>

		<category><![CDATA[Albacora]]></category>

		<category><![CDATA[Arpão]]></category>

		<category><![CDATA[Barracuda]]></category>

		<category><![CDATA[Cachalote]]></category>

		<category><![CDATA[Daphné]]></category>

		<category><![CDATA[Delfim]]></category>

		<category><![CDATA[esquadrilha submarinos]]></category>

		<category><![CDATA[Ghazi]]></category>

		<category><![CDATA[Marinha]]></category>

		<category><![CDATA[Tridente]]></category>

		<category><![CDATA[U-209/PN]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.operacional.pt/?p=1889</guid>
		<description><![CDATA[No momento em que a Marinha anunciou a ultima missão do NRP "Barracuda", o "Operacional" lembra através da imagem este sistema de armas que cumpriu mais de 40 anos de serviço.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">No momento em que a Marinha anunciou a última missão do NRP &#8220;Barracuda&#8221;, o &#8220;Operacional&#8221; lembra através da imagem não só este sistema de armas que cumpriu mais de 40 anos ao serviço Portugal como  toda a classe &#8220;Albacora&#8221;.<span id="more-1889"></span></span></p>
<p style="text-align: justify;">
<div id="attachment_1890" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/17-sub.jpg" rel="lightbox[1889]"><img class="size-full wp-image-1890 " title="17-sub" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/17-sub.jpg" alt="O NRP &quot;Barracuda&quot; cumpriu mais de 40 anos de serviço na Marinha Portuguesa" width="614" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">O NRP &quot;Barracuda&quot; cumpriu mais de 40 anos de serviço na Marinha Portuguesa</p></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">O &#8220;Barracuda&#8221; pertenceu à chamada 4ª Esquadrilha (ver quadro) e entrou oficialmente ao serviço da Marinha Portuguesa em 9 de Outubro de 1968. Construído em França nos estaleiros &#8220;Dubiegeon-Normandie&#8221; segundo os planos da classe &#8220;Daphné&#8221; daquele país foi o segundo de quatro destes navios adquiridos por Portugal em 1964 e que constituíram a nossa classe &#8220;Albacora&#8221;, nome do primeiro submarino entregue, e que também incluiu o &#8220;Cachalote&#8221; e o &#8220;Delfim&#8221;. O &#8220;Cachalote&#8221; foi vendido ao Paquistão em 1975 passando a navegar com o nome de &#8220;Ghazi&#8221;.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;">
<div id="attachment_1896" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/6sub-copy.jpg" rel="lightbox[1889]"><img class="size-full wp-image-1896 " title="6sub-copy" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/6sub-copy.jpg" alt="O &quot;Ghazy&quot;, antigo NRP &quot;Cachalote&quot;, navegando em 1991 sob bandeira do Paquistão." width="614" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">O &quot;Ghazy&quot;, antigo NRP &quot;Cachalote&quot;, navegando em 1991 sob bandeira do Paquistão.</p></div>
<p><span style="font-size: medium;">Os três submarinos cumpriram durante anos muitas missões quer no espaço marítimo nacional quer no âmbito NATO, em cujos exercícios participaram frequentemente.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Neste artigo o &#8220;Operacional&#8221; apresenta, além de outras imagens dos submarinos da classe &#8220;Albacora&#8221;, um conjunto de fotografias históricas que apresentam o conjunto da classe depois de 1975 a navegar. Da autoria de <strong>Luís Silva </strong>do Ministério da Defesa Nacional foram captadas em 12 de Outubro de 1990 ao largo do cabo Espichel de bordo de um helicóptero AL III da Força Aérea Portuguesa.<br />
</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: medium;"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/1-sub-copy.jpg" rel="lightbox[1889]"><img class="aligncenter size-full wp-image-1891" title="1-sub-copy" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/1-sub-copy.jpg" alt="1-sub-copy" width="614" height="411" /></a></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: medium;"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/2-sub-copy.jpg" rel="lightbox[1889]"><img class="aligncenter size-full wp-image-1892" title="2-sub-copy" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/2-sub-copy.jpg" alt="2-sub-copy" width="614" height="411" /></a></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: medium;"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/3sub-copy.jpg" rel="lightbox[1889]"><img class="aligncenter size-full wp-image-1893" title="3sub-copy" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/3sub-copy.jpg" alt="3sub-copy" width="614" height="411" /></a></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: medium;"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/4-sub-copy.jpg" rel="lightbox[1889]"><img class="aligncenter size-full wp-image-1894" title="4-sub-copy" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/4-sub-copy.jpg" alt="4-sub-copy" width="411" height="614" /></a></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: medium;"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/5sub-copy.jpg" rel="lightbox[1889]"><img class="aligncenter size-full wp-image-1895" title="5sub-copy" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/5sub-copy.jpg" alt="5sub-copy" width="411" height="614" /></a><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"> Segundo a Marinha Portuguesa e em concreto sobre o&#8221;Barracuda&#8221; a sua actividade incluiu a participação nos exercícios «<em>&#8230;.CONTEX, SWORDFISH, TAPON, JMC e colaborações com a organização de treino operacional da Marinha Real Britânica (FOST).<br />
Das diversas missões efectuadas, destaca-se o primeiro afundamento realizado por um submarino português a um navio de superfície, o M/V &#8220;Bandim&#8221;, que ocorreu em 15 de Dezembro de 1982, por este navio na ocasião constituir um perigo para a navegação.<br />
Destacam-se ainda as missões de salvaguarda do espaço marítimo nacional, a participação em exercícios nacionais e NATO; operação &#8220;SHARP-GUARD&#8221;, por ocasião do embargo efectuado pelas forças da NATO aos países da ex-Jugoslávia, em acções de representação nacional, quer ainda em missões especiais enquadradas num novo conceito estratégico.<br />
Destaca-se também a operação &#8220;Endurance&#8221; realizada em 1997, pelo NRP BARRACUDA que permaneceu no mar em exercícios durante 31 dias.&#8221;<br />
Mas a idade não perdoa e o &#8220;Albacora&#8221; foi abatido ao efectivo da Marinha em 2000, o &#8220;Delfim&#8221; em 2005 e agora em 2010 o &#8220;Barracuda&#8221;&#8230;</em>»<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;">
<div id="attachment_1897" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/9-sub.jpg" rel="lightbox[1889]"><img class="size-full wp-image-1897 " title="9-sub" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/9-sub.jpg" alt="A vinda á superficie de um submarino, vindo do &quot;nada&quot; é sempre uma visão espectacular e reveladora de parte das suas capacidades." width="614" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">A vinda à superficie de um submarino, vindo do &quot;nada&quot;, é sempre uma visão espectacular e reveladora de parte das suas capacidades.</p></div>
<div id="attachment_1899" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/8sub.jpg" rel="lightbox[1889]"><img class="size-full wp-image-1899 " title="8sub" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/8sub.jpg" alt="A capacidade de se aproximar discretamente a curtas distâncias da costa, de dia como de noite, confere ontem como hoje, importantes possibilidades operacionais ao submarino." width="614" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">A capacidade de se aproximar discretamente a curtas distâncias da costa, de dia como de noite, confere ontem como hoje, importantes possibilidades operacionais ao submarino.</p></div>
<div id="attachment_1900" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/10sub.jpg" rel="lightbox[1889]"><img class="size-full wp-image-1900 " title="10sub" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/10sub.jpg" alt="A Marinha Portuguesa treinava frequentemente a inserção e/ou extração de forças de operações especiais e de mergulhadores, quer através do uso do helicóptero quer de botes ou mesmo ...&quot;simplesmente&quot; a nadar." width="614" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">A Marinha Portuguesa treinava frequentemente a inserção e/ou extração de forças de operações especiais e de mergulhadores, quer através do uso do helicóptero quer de botes ou mesmo ...&quot;simplesmente&quot; a nadar.</p></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">É de assinalar que tendo em linha de conta o programa de constituição da 5ª Esquadrilha o planeamento inicial da Marinha previa a retirada do serviço activo da totalidade dos &#8220;Albacora&#8221; até 2002! Os sucessivos adiamentos das decisões necessárias à aquisição dos novos submarinos, obrigaram a um esforço adicional em termos de manutenção para prolongar, com segurança, a vida útil ao &#8220;Barracuda&#8221; que assim se tornou ao que parece o submarino militar com mais anos de serviço em todo o mundo.<br />
A nova classe de submarinos da Marinha Portuguesa será constituída por dois navios, &#8220;Tridente&#8221; e &#8220;Arpão&#8221; (tipo U-209/PN) que foram construídos nos estaleiros Howaldtswerke Deutsche Werft (HDW), sendo a primeira vez na nossa história que adquirimos este tipo de equipamento à Alemanha. O primeiro foi lançado à água em 2008 e o segundo em 2009, devendo ser recebidos por Portugal em 2010 e 2011.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">O &#8220;Barracuda&#8221; atracado em Lisboa no 5 de Outubro de 1998<br />
</span></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/11-sub.jpg" rel="lightbox[1889]"><img class="aligncenter size-full wp-image-1901" title="11-sub" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/11-sub.jpg" alt="11-sub" width="614" height="411" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/12-sub.jpg" rel="lightbox[1889]"><img class="aligncenter size-full wp-image-1902" title="12-sub" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/12-sub.jpg" alt="12-sub" width="411" height="614" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/13sub.jpg" rel="lightbox[1889]"><img class="aligncenter size-full wp-image-1903" title="13sub" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/13sub.jpg" alt="13sub" width="411" height="614" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/14-sub.jpg" rel="lightbox[1889]"><img class="aligncenter size-full wp-image-1904" title="14-sub" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/14-sub.jpg" alt="14-sub" width="411" height="614" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/15-sub.jpg" rel="lightbox[1889]"><img class="aligncenter size-full wp-image-1905" title="15-sub" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/15-sub.jpg" alt="15-sub" width="614" height="411" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/16-sub.jpg" rel="lightbox[1889]"><img class="aligncenter size-full wp-image-1906" title="16-sub" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/16-sub.jpg" alt="16-sub" width="411" height="614" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Alguns dos &#8220;Albacora&#8221; ainda têm uma última missão a cumprir. De cidadania mas também turística. À semelhança do que acontece em outros países, há em Portugal o projecto de preservar dois destes navios. Viana do Castelo que já nos proporciona a visita ao &#8220;Gil Eanes&#8221; deverá receber o &#8220;Delfim&#8221; e Cascais tudo indica receberá o &#8220;Albacora&#8221;. Fazemos votos para que estes municípios e a Marinha consigam levar por diante esta iniciativa, sendo assim possível ao cidadão comum um contacto directo com este peculiar tipo de arma, parte da História Militar de Portugal.</span></p>
<p style="text-align: center;">
<div id="attachment_1907" class="wp-caption aligncenter" style="width: 598px"><img class="size-full wp-image-1907  " title="esquadrilhas-sub-copy" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/esquadrilhas-sub-copy.jpg" alt="As primeiras 4 esquadrilhas de submarinos da Marinha Portuguesa. As datas inscritas dizem respeito na primeira coluna ao contrato ou entrega e na seguna à saída de serviço " width="588" height="356" /><p class="wp-caption-text">As primeiras 4 esquadrilhas de submarinos da Marinha Portuguesa. As datas inscritas dizem respeito, na primeira coluna, ao contrato ou entrega e na seguna à saída de serviço </p></div>
<div id="attachment_1908" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/18-copy.jpg" rel="lightbox[1889]"><img class="size-full wp-image-1908 " title="18-copy" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/02/18-copy.jpg" alt="O &quot;Tridente&quot; U-209/PN  inaugura uma nova classe na primeira vez Portugal adquiriu este tipo de navios à Alemanha." width="614" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">O &quot;Tridente&quot; U-209/PN  inaugura uma nova classe na primeira vez Portugal adquiriu este tipo de navios à Alemanha.</p></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Quer ver um submarino (o <em>Espadon</em>) preservado em exposição estática?<a href="http://www.operacional.pt/visita-ao-submarino-%E2%80%9Cespadon%E2%80%9D/"> Carregue aqui.</a><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;">
]]></content:encoded>
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		<title>LISTA DE LEITURA PROFISSIONAL</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Feb 2010 10:56:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Machado</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[08. JÁ LEMOS E...]]></category>

		<category><![CDATA[LISTA LEITURA PROFISSIONAL]]></category>

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		<description><![CDATA[O "Operacional" publica hoje em colaboração com a "Revista da Cavalaria" uma Lista de Leitura Profissional. É uma excelente iniciativa da Associação que edita esta publicação militar não oficial, a qual pelo segundo ano consecutivo é distribuída juntamente com a revista.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">O &#8220;Operacional&#8221; publica hoje, em colaboração com a &#8220;Revista da Cavalaria&#8221;, uma Lista de Leitura Profissional. É uma excelente iniciativa da Associação que edita esta publicação militar não oficial, a qual pelo segundo ano consecutivo é distribuída juntamente com a revista.<span id="more-1882"></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1883" title="rcav-lista-leitura-0910" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2010/01/rcav-lista-leitura-0910.jpg" alt="rcav-lista-leitura-0910" width="357" height="225" /><span style="font-size: medium;">A Direcção da Revista da Cavalaria pretende alcançar maior divulgação do seu trabalho, explica aliás claramente o objectivo desta lista no seu texto introdutório - inserido no pdf. para descarregar - e o &#8220;Operacional&#8221; proporciona assim aos seus leitores mais um alerta para a existência de algumas obras que militares no activo entendem ser de leitura importante, &#8220;ferramentas de trabalho&#8221;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Nesta síntese apresentam-se doze propostas para as áreas da História Militar, Estratégia, Táctica, Contra-Subversão e Liderança Militar, por autores nacionais e estrangeiros.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Boa leitura!</span></p>
<p style="text-align: justify;">
<p><a href="http://www.operacional.pt/docs/RCav.pdf" target="_blank"><strong><em><span style="font-size: medium;">Descarregue aqui a Lista de Leitura Profissional da Revista da Cavalaria 2009 - 2010</span></em></strong></a></p>
<p><span style="font-size: medium;"><br />
</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Quer saber mais sobre a Revista da Cavalaria? <a href="http://www.operacional.pt/revista-da-cavalaria/" target="_blank">Clique aqui!</a></span></p>
<p style="text-align: justify;">
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