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		<title>OS MILITARES NO MOMENTO ACTUAL</title>
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		<pubDate>Tue, 21 May 2013 18:17:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Machado</dc:creator>
				<category><![CDATA[02. OPINIÃO]]></category>
		<category><![CDATA[Miguel Silva Machado]]></category>

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		<description><![CDATA[Lembrando que quem tem armas é a instituição e não as associações e que os prejuízos efectivos para o País decorrem das medidas erradas de sucessivos governos e de acções reivindicativas em sectores que nunca os militares, lamento contrariar essas vozes autorizadas, mas fazer um golpe de Estado é coisa tecnicamente fácil e exequível. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Acossados pelo descontentamento na rua, alguns comentadores políticos têm elaborado sobre a posição dos militares no momento actual. De um modo geral, desagradam-lhes as posições das associações do sector &#8211; que vão passando aos olhos de muitos por representantes de todos os militares e como rosto do corporativismo militar, mesmo que algumas das suas afirmações sejam da mais elementar justiça &#8211; consideram-nas uma pressão inadmissível por parte de quem tem armas e são unânimes em considerar impossível um golpe de estado.<span id="more-6024"></span></span></p>
<div id="attachment_6025" class="wp-caption aligncenter" style="width: 618px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/Os-militares-momento-actual.jpg" rel="lightbox[6024]"><img class=" wp-image-6025 " title="Os militares no momento actual" alt="Os militares momento actual" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/Os-militares-momento-actual.jpg" width="608" height="406" /></a><p class="wp-caption-text">É muito mais simples mas perigoso: podemos chegar ao dia em que o povo prescinde da alternância democrática e procura na rua saídas para a situação.</p></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Lembrando que quem tem armas é a instituição e não as associações e que os prejuízos efectivos para o País decorrem das medidas erradas de sucessivos governos e de acções reivindicativas em sectores que nunca os militares, lamento contrariar essas vozes autorizadas, mas fazer um golpe de Estado é coisa tecnicamente fácil e exequível. Qualquer &#8220;exército&#8221; (Marinha, Exército e Força Aérea) em qualquer parte do mundo o pode fazer, talvez com excepção de algumas ditaduras que dispõem de fortes aparelhos repressivos não-militares.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Aqui a questão não é a capacidade militar para tomar o poder, essa existe hoje maior até do que em 1974. Temos quadros e soldados bem formados, treinados, rotinados nas operações em ambiente urbano, coisa que não acontecia no tempo da guerra em África. Não se iludam: para ocupar uma dúzia de edifícios, proteger da ira popular um punhado de governantes e políticos e deslocá-los por via aérea para um dos arquipélagos, o aparelho militar português chega e sobra. Acresce que hoje não há polícia política nem milícia armada para defesa do Governo. Não é preciso ser um génio da estratégia para perceber que as três brigadas do Exército, ou nem tanto, ocupavam o poder em poucas horas, tanto mais que o estado de espírito das forças de segurança seria nessa altura semelhante ao da generalidade da população e dos militares. Bem sei que isto vai chocar uns e fazer rir outros, mas é a realidade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">O click para um golpe não seria a insatisfação de alguns militares como em 1974 &#8211; essa fase já foi ultrapassada sem drama nem tanques na rua, o mal-estar nos quartéis é o mesmo que se verifica em outro qualquer lugar do País. Só que hoje os militares, democratas que são na sua esmagadora maioria &#8211; o que não acontecia em 1974 ou em 1926 -, continuam a fazer o seu trabalho como qualquer outro cidadão e a seguir a hierarquia. Nem podia ser de outra forma. Embora com mais obrigações, vivem as mesmas dificuldades que a generalidade dos seus compatriotas. Também não há a probabilidade de haver por aí algum candidato fardado a ditador &#8211; os militares nunca o seguiriam. Nem sequer será uma questão da importância dos militares na vida pública, ou a falta dela; como qualquer outro cidadão, querem apenas ter uma vida minimamente digna, o que para os postos mais baixos e médios começa a ser um quebra-cabeças.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">É muito mais simples mas perigoso: podemos chegar ao dia em que o povo prescinde da alternância democrática e procura na rua saídas para a situação. Todos concordamos que a solução deverá aparecer no quadro político vigente, e não penso que esteja perto, mas para onde se poderia a população virar se a situação social descambar?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">O factor decisivo seria assim, a dois tempos e com igual importância, a vontade popular e a dos militares. Se na primeira vertente as coisas podem evoluir com uma rapidez imprevisível ou, pelo contrário, normalizar, a segunda depende desta evolução e da liderança militar.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Decisivo, no passo seguinte, poderia ser a unidade dos militares, se bem que em 1974, mesmo com muitas divergências e com a maioria a combater na África, o golpe deu-se.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">E o dia seguinte?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Este é o problema maior destas soluções radicais, como o é das soluções miraculosas para a crise. Mas, em boa verdade, se a situação social se degradasse a ponto de um golpe ver a luz do dia, não me parece que esta incerteza o travasse.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Miguel Silva Machado</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Este artigo foi originalmente publicado no <a onclick="window.open('http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=2865677&amp;seccao=Convidados','','');return false;" href="http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=2865677&amp;seccao=Convidados">Diário de Noticias em 05NOV2012</a></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"> </span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>A GRANDE GUERRA NOS AÇORES</title>
		<link>http://www.operacional.pt/a-grande-guerra-nos-acores/</link>
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		<pubDate>Mon, 20 May 2013 16:47:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Machado</dc:creator>
				<category><![CDATA[05. PORTUGAL EM GUERRA - SÉCULO XX]]></category>
		<category><![CDATA[1.ª Guerra Mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Grande Guerra]]></category>
		<category><![CDATA[Sérgio Alberto Fontes Rezendes]]></category>
		<category><![CDATA[Universidade dos Açores]]></category>

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		<description><![CDATA[A GRANDE GUERRA NOS AÇORES, MEMÓRIA HISTÓRICA E PATRIMÓNIO, do nosso colaborador Sérgio Alberto Fontes Rezendes, é a edição digital da sua Dissertação apresentada à Universidade dos Açores para a obtenção do grau de mestre em Património, Museologia e Desenvolvimento.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">A GRANDE GUERRA NOS AÇORES, MEMÓRIA HISTÓRICA E PATRIMÓNIO, do nosso colaborador <strong>Sérgio Alberto Fontes Rezendes</strong>, é a edição digital da sua Dissertação apresentada à Universidade dos Açores para a obtenção do grau de mestre em Património, Museologia e Desenvolvimento.<span id="more-6015"></span></span></p>
<div id="attachment_6016" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/1.-arquivo-Fotográfico-Afonso-Chaves-.jpg"><img class=" wp-image-6016 " alt="Submarinos da US Navy em Ponta Delgada a 14FEV1918 (Foto Arquivo Fotográfico Afonso Chaves)" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/1.-arquivo-Fotográfico-Afonso-Chaves-.jpg" width="614" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">Submarinos da US Navy em Ponta Delgada a 14FEV1918 (Foto Arquivo Fotográfico Afonso Chaves)</p></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><strong>Sérgio Rezendes</strong> que no &#8220;Operacional&#8221; já publicou artigos sobre a sua temática de paixão, o “Açores Militar&#8221;, disponibiliza-nos através da Universidade dos Açores, a possibilidade de ler mais um dos seus estudos, desta vez nada mais nada menos que 450 páginas sobre A Grande Guerra nos Açores. Aqui deixamos, com as devidas autorizações, o índice da obra e uns excertos (seleccionados por nós) da apresentação que Sérgio Rezendes nos faz. Muito obrigado!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">«<em>…A construção da identidade, independentemente de ser uma sociedade, um grupo ou um indivíduo, alimenta-se de uma profunda relação entre a memória, ou seja a evocação do passado, o presente e o propósito delineado para o futuro (…)</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: medium;">Em Portugal, o “culto” pela memória da Grande Guerra suscitaria especial atenção à máquina propagandística da I Republica, através das inúmeras conferências e publicações da autoria de sobreviventes (e não só), mas em especial pela memória evocativa consubstanciada nos padrões da Grande Guerra e pelo culto dos Mortos, de que subsistem ainda as cerimónias evocativas do dia do Armistício. O culto aos heróis, de que o do soldado Milhões (Aníbal Augusto Milhais) será o melhor exemplo, e o aparecimento de organizações específicas, tendo como génese a guerra de 1914-1918, como a Liga dos Combatentes, serão também responsáveis, ainda hoje em dia, pela memória de todos os mortos em combate. Episódios especiais, mas com grande responsabilidade na perpetuação deste “mito”, foram surgindo esporadicamente com o passar dos anos, com especial destaque para o ano de 1921, ano designado por Ernesto Castro Leal como “a apoteose nacional das ritualizações cívicas republicanas aos mortos da Grande Guerra, em especial com as celebrações públicas ao Soldado Desconhecido”.</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: medium;">(…) O uso do termo Grande Guerra no presente estudo, em detrimento de I Guerra Mundial, para além de respeitar a terminologia usada na época, procura destacar uma memória bem vincada, por exemplo, nos inúmeros padrões da Grande Guerra espalhados desde o norte de França até zonas recônditas no antigo Ultramar português. Desenvolvidos entre 1921 e 1936 por intermédio da Comissão dos Padrões da Grande Guerra e fomentados por subscrição nacional (de que o de Ponta Delgada não seria excepção), teve o seu primeiro exemplar em Lacouture, tornando-se um autêntico símbolo do conflito em inúmeras vilas e cidades. Anualmente, estes padrões foram (e ainda são) autênticos “altares cívicos para uma liturgia de recordações ao heroísmo militar português, principalmente todos os anos, no dia 11 de Novembro”9. Estes monumentos são uma parte da rede montada para a sua memória, complementada com baixos-relevos, pequenos obeliscos, padrões com várias estátuas, lápides com listas de mortos, não só em paços de concelho como em unidades militares.</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: medium;">(…) Poder-se há mesmo responsabilizar o Exército pela conservação dessa memória (e nomenclatura), uma vez que as unidades/orgãos são promotoras de memórias colectivas que não deixam desaparecer, fomentando a sua continuidade, desenvolvendo cerimónias, assim como investigações (em que o termo “Grande Guerra” é uma constante), passando esse conceito ao publico em geral por intermédio os seus museus, arquivos e bibliotecas, como sobejamente se constata no caso da “Sala da Grande Guerra” do Museu Militar (de Lisboa).</span></em></p>
<div id="attachment_6017" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/2.-Canhão-US-em-Ponta-Delgada-1918-MMA-.jpg"><img class=" wp-image-6017 " alt="Boca de fogo americana de 7 polegadas, instalada em Ponta Delgada em 1918 (Foto Museu Militar dos Açores)" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/2.-Canhão-US-em-Ponta-Delgada-1918-MMA-.jpg" width="614" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">Boca de fogo americana de 7 polegadas, instalada em Ponta Delgada em 1918 (Foto Museu Militar dos Açores)</p></div>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: medium;">(…) A transmissão do que foi a Grande Guerra a jovens estudantes açorianos sempre levantou a problemática pessoal de enquadrar as suas ilhas dentro dos acontecimentos quer da Grande Guerra como da de 1939 a 1945. As respostas, apesar de em moldes gerais serem conclusivas, deixam de parte a essência autóctone do que efectivamente sucedeu, ilha por ilha, quer ao nível das repercussões nas populações, quer dos corpos militares que as tinham jurado proteger. Torna-se assim objectivo deste trabalho perceber de que forma a situação bélica evoluiu no arquipélago; o esforço de guerra realizado (que inevitavelmente acaba por atingir a questões como a das subsistências e do comércio regional), assim como da problemática social, reflexo da entrada de Portugal na guerra e consequentes mudanças sociais e económicas. A constatação de importantes episódios bélicos em águas açorianas e a conjugação de quatro factores – a guerra, a fome, a peste e a instabilidade politica – que suportados pelas autoridades locais, em duas esferas distintas, civil e militar, foram também</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: medium;">aspectos fundamentais para a elaboração do presente trabalho. A análise das relações entre as duas esferas de poder local, a civil (materializada em última instância nos Governadores Civis) e a militar (assente no Comando Militar dos Açores e respectivos comandos de ilha), posteriormente retidas numa única entidade, o Alto Comissário da República nos Açores, em 1918, e o seu desenvolvimento ao longo do período em analise, ou seja de meados do 1914 a finais de 1919, permitirá entender o esforço realizado para conter a conjugação crítica de factores negativos. De facto, na fase final do conflito mundial a gripe pneumónica vitimaria, no espaço de poucos meses entre 20 a 40 milhões de pessoas por todo o mundo, sendo “disseminada essencialmente através das comunicações marítimas”, assumindo o “transporte de soldados um papel fundamental na propagação”13, juntando-se assim à fome, à guerra e à instabilidade política reinante na capital portuguesa, mas com inevitáveis reflexos locais.</span></em></p>
<div id="attachment_6018" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/3.-Pombo-EPTm.jpg" rel="lightbox[6015]"><img class=" wp-image-6018 " alt="Uma das poucas medidas práticas para o estabelecimento de uma base aero-naval portuguesa nos Açores no final da Grande Guerra, foi a instalação de um pombal militar, único meio existente que os pioneiros da aviação disponham para comunicarem com terra (Documento Escola Prática de Transmissões)" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/3.-Pombo-EPTm.jpg" width="614" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">Uma das poucas medidas práticas para o estabelecimento de uma base aero-naval portuguesa nos Açores no final da Grande Guerra, foi a instalação de um pombal militar, único meio existente que os pioneiros da aviação disponham para comunicarem com terra (Documento Escola Prática de Transmissões)</p></div>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: medium;">(…) O presente estudo encontra-se estruturado em cinco grandes capítulos principais: os Açores no inicio da Grande Guerra, Portugal na Grande Guerra: a intervenção nos Açores, as relações de poder, tempos de crise e imóveis, memória e património da Grande Guerra. A progressão da abordagem das questões militares para as civis segue um princípio transmitido em plena II Guerra Mundial a um Governador Civil de Ponta Delgada pelo Ministro do Interior de António de Oliveira Salazar: sem defesa, não há alimentação.</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: medium;">(…) Acontecimentos bélicos como o bombardeamento de Ponta Delgada a 4 de Julho de 1917, ou mesmo o combate naval entre o Augusto de Castilho e uma unidade naval alemã em 1918, fariam prever situações aguerridas nos mares açorianos, situações que por sua vez levariam à implantação de uma base aéro-naval americana em solo nacional, mais especificamente em Ponta Delgada. Sabendo-se que o Estado português havia criado uma figura, mal conhecida, para ombrear com o almirante americano, o</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: medium;">Alto-Comissário da República para os Açores, urgia entender a forma como todas as autoridades nacionais e estrangeiras (nomeadamente inglesas) se relacionaram com vista à defesa de objectivos comuns, agravados por sua vez pela passagem periódica de moléstias como foi o caso da conhecida gripe espanhola. Da investigação produziu-se conhecimento e a partir da presente pesquisa foi ainda possível detectar um vasto número de testemunhos da Grande Guerra. A opção de elaborar um inventário sobre imóveis utilizados, acaba por ser uma tentativa de produzir a memória desses dias, já quase centenários, e neste caso, completamente esquecidos, em detrimento do património móvel, relativamente bem conhecido.</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><em>O assunto não ficará, no entanto, aqui esgotado. Nem foi essa a intenção. Pelo contrário. Espera-se que, a partir deste estudo, seja possível destacar a importância dos Açores durante a Grande Guerra, derivando-se para novos aprofundamentos nas diferentes áreas abordadas. O objectivo deste trabalho será, pois, contribuir para a compreensão das repercussões da Grande Guerra nos Açores, nomeadamente ao nível socioeconómico, mas também quanto às dificuldades que as próprias instituições militares enfrentaram ao mais diverso nível. As questões ligadas ao património edificado relacionado com a Grande Guerra que ainda subsiste ou já desaparecido estiveram no âmbito das nossas preocupações, pelo que se apresenta um inventário do ainda existente ou do já desaparecido, organizado com base numa ficha de recolha de dados elaborada para o efeito e recorrendo a fontes escritas e iconográficas (…)</em>»</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Sendo o objectivo de Sérgio Rezendes colocar os Açores no mapa da participação portuguesa na Grande Guerra, certamente que este trabalho é um enorme contributo para alcançar esse desiderato.</span></p>
<div id="attachment_6020" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/5.-Dispositivo-defesa-Angra.jpg" rel="lightbox[6015]"><img class=" wp-image-6020 " alt="Dispositivo de Defesa de Angra do Heroísmo." src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/5.-Dispositivo-defesa-Angra.jpg" width="614" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">Dispositivo de Defesa de Angra do Heroísmo.</p></div>
<div id="attachment_6021" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/6.-Angra-do-Heroísmo-copy.jpg"><img class=" wp-image-6021  " alt="Angra do Heroísmo e o Monte Brasil, onde se encontra hoje o Regimento de Guarnição n.º 1." src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/6.-Angra-do-Heroísmo-copy.jpg" width="614" height="251" /></a><p class="wp-caption-text">Angra do Heroísmo e com a Fortaleza de S. João Baptista e o Monte Brasil, onde se encontra hoje o Regimento de Guarnição n.º 1 e esteve no decurso da Grande Guerra, o Regimento de Infantaria n.º 25.</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><em><span style="font-size: medium;">ÍNDICE GERAL</span></em></p>
<p><em><span style="font-size: medium;">Reconhecimento</span></em></p>
<p><em><span style="font-size: medium;">Abreviaturas</span></em></p>
<p><em><span style="font-size: medium;">I &#8211; INTRODUÇÃO</span></em></p>
<p><em><span style="font-size: medium;">II &#8211; OS AÇORES NO INÍCIO DA GRANDE GUERRA</span></em></p>
<p><em><span style="font-size: medium;">1. A situação da defesa militar nas ilhas</span></em></p>
<p><em><span style="font-size: medium;">1.1. Os Açores, de excêntricos relativamente aos impérios ultramarinos</span></em></p>
<p><em><span style="font-size: medium;">a fulcrais na defesa dos interesses dos beligerantes</span></em></p>
<p><em><span style="font-size: medium;">1.2. Uma visão geral</span></em></p>
<p><em><span style="font-size: medium;">1.3. A beligerância: dois casos em concreto</span></em></p>
<p><em><span style="font-size: medium;">1.3.1. A defesa da ilha Terceira</span></em></p>
<p><em><span style="font-size: medium;">1.3.2. A situação em S. Miguel</span></em></p>
<p><em><span style="font-size: medium;">A acção dos três comandos militares nos Açores</span></em></p>
<p><em><span style="font-size: medium;">2.1. Comando Militar de Angra do Heroísmo</span></em></p>
<p><em><span style="font-size: medium;">2.2. Comando Militar de Ponta Delgada</span></em></p>
<p><em><span style="font-size: medium;">2.3. Comando Militar da Horta</span></em></p>
<p><em><span style="font-size: medium;">3. As questões de ordem pública e a problemática da “formiga branca”</span></em></p>
<p><em><span style="font-size: medium;">III – PORTUGAL NA GRANDE GUERRA: A INTERVENÇÃO</span></em></p>
<p><em><span style="font-size: medium;">NOS AÇORES</span></em></p>
<p><em><span style="font-size: medium;">1. O aprisionamento das embarcações alemãs e a concentração de prisioneiros de guerra</span></em></p>
<p><em><span style="font-size: medium;">1.1. O Depósito de Concentrados Alemães</span></em></p>
<p><em><span style="font-size: medium;">2. Medidas de prevenção militar</span></em></p>
<p><em><span style="font-size: medium;">2.1. O estado de sítio na ilha Terceira</span></em></p>
<p><em><span style="font-size: medium;">2.2. A actividade submarina.</span></em></p>
<p><em><span style="font-size: medium;">2.3. A aeronáutica.</span></em></p>
<p><em><span style="font-size: medium;">2.4. A expansão da rede de comunicações</span></em></p>
<p><em><span style="font-size: medium;">2.4.1. A telegrafia sem fios (TSF)</span></em></p>
<p><em><span style="font-size: medium;">2.4.2. O cabo telegráfico submarino</span></em></p>
<p><em><span style="font-size: medium;">2.4.3. Outros sistemas de comunicações</span></em></p>
<p><em><span style="font-size: medium;">2.5. Da mobilização ao fim do conflito: a movimentação de tropas</span></em></p>
<p><em><span style="font-size: medium;">3. Episódios de Guerra 1</span></em></p>
<p><em><span style="font-size: medium;">IV – AS RELAÇÕES DE PODER</span></em></p>
<p><em><span style="font-size: medium;">1. As relações entre as chefias militares e as autoridades civis: consensos e divergências</span></em></p>
<p><em><span style="font-size: medium;">2. O sidonismo e a criação do cargo de Alto-Comissário da República nos Açores</span></em></p>
<p><em><span style="font-size: medium;">3. As atribuições do Alto-comissário</span></em></p>
<p><em><span style="font-size: medium;">4. O Comando da Defesa Marítima dos Açores</span></em></p>
<p><em><span style="font-size: medium;">5. A Base Naval Norte-Americana: o papel do Almirante Dunn</span></em></p>
<p><em><span style="font-size: medium;">5.1. O contexto militar</span></em></p>
<p><em><span style="font-size: medium;">5.2. O enquadramento local</span></em></p>
<p><em><span style="font-size: medium;">6. A censura</span></em></p>
<p><em><span style="font-size: medium;">V – TEMPOS DE CRISE</span></em></p>
<p><em><span style="font-size: medium;">1. Da peste à epidemia “que zomba da medicina”</span></em></p>
<p><em><span style="font-size: medium;">1.1. A inexistência de um dispositivo sanitário eficaz:</span></em></p>
<p><em><span style="font-size: medium;">a proliferação da peste</span></em></p>
<p><em><span style="font-size: medium;">1.2. O surto de gripe espanhola</span></em></p>
<p><em><span style="font-size: medium;">2. A crise das subsistências</span></em></p>
<p><em><span style="font-size: medium;">2.1. A problemática do abastecimento de cereais</span></em></p>
<p><em><span style="font-size: medium;">2.1.1. O caso do milho</span></em></p>
<p><em><span style="font-size: medium;">2.1.2. O trigo</span></em></p>
<p><em><span style="font-size: medium;">2.2. A complexa questão dos transportes</span></em></p>
<p><em><span style="font-size: medium;">2.2.1. A escassez dos bens de primeira necessidade e a inflação</span></em></p>
<p><em><span style="font-size: medium;">2.2.2. As dificuldades na exportação</span></em></p>
<p><em><span style="font-size: medium;">3. Os interesses em jogo: em busca do “justo equilíbrio”</span></em></p>
<p><em><span style="font-size: medium;">VI &#8211; IMÓVEIS, MEMÓRIAS E PATRIMÓNIO DA GRANDE GUERRA NOS AÇORES</span></em></p>
<p><em><span style="font-size: medium;">VII &#8211; CONSIDERAÇÕES FINAIS</span></em></p>
<p><em><span style="font-size: medium;">VIII – FONTES</span></em></p>
<p><span style="font-size: medium;">Descarregue aqui o documento completo: <a onclick="window.open('http://hdl.handle.net/10400.3/1969','','');return false;" href="http://hdl.handle.net/10400.3/1969">A GRANDE GUERRA NOS AÇORES, MEMÓRIA HISTÓRICA E PATRIMÓNIO</a>.</span></p>
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<p><span style="font-size: medium;"><a onclick="window.open('http://www.operacional.pt/os-canhoes-da-castanheira-em-ponta-delgada%E2%80%A6/','','');return false;" href="http://www.operacional.pt/os-canhoes-da-castanheira-em-ponta-delgada%E2%80%A6/">OS CANHÕES DA CASTANHEIRA EM PONTA DELGADA…</a></span></p>
<p><span style="font-size: medium;"><a onclick="window.open('http://www.operacional.pt/o-motociclo-militar/','','');return false;" href="http://www.operacional.pt/o-motociclo-militar/">O MOTOCICLO MILITAR</a></span></p>
<p><span style="font-size: medium;"><a onclick="window.open('http://www.operacional.pt/em-memoria-de-um-as-da-aviacao-nos-acores/','','');return false;" href="http://www.operacional.pt/em-memoria-de-um-as-da-aviacao-nos-acores/">EM MEMÓRIA DE UM ÁS DA AVIAÇÃO NOS AÇORES</a></span></p>
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		<title>JOSÉ GUILHERME MANSILHA (1935-2013)</title>
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		<pubDate>Sun, 19 May 2013 14:47:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Machado</dc:creator>
				<category><![CDATA[PRIMEIRA PÁGINA]]></category>
		<category><![CDATA[JOSÉ GUILHERME MANSILHA (1935-2013)]]></category>

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		<description><![CDATA[Faleceu no passado dia 17 de Maio o Coronel Pára-quedista José Guilherme Rosa Rodrigues Mansilha. Do muito que a sua vida tem para recordar, permitimo-nos aqui, lembrar a sua colaboração com o “Operacional”.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Faleceu no passado dia 17 de Maio o Coronel Pára-quedista José Guilherme Rosa Rodrigues Mansilha. Do muito que a sua vida tem para recordar, permitimo-nos aqui lembrar algumas passagens e a sua colaboração com o “Operacional”. Até sempre meu Coronel!<span id="more-5981"></span></span></p>
<div id="attachment_5982" class="wp-caption aligncenter" style="width: 480px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/Coronel-José-Guilherme-Mansilha-copy.jpg"><img class=" wp-image-5982 " alt="Coronel Pára-quedista José Guilherme Mansilha (1935-2013)." src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/Coronel-José-Guilherme-Mansilha-copy.jpg" width="470" height="314" /></a><p class="wp-caption-text">Major Pára-quedista José Guilherme Mansilha em 1971, Sintra, como chefe da equipa portuguesa no 5.º campeonato de pára-quedismo do CISM (Conselho Internacional do Desporto Militar).</p></div>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: medium;">«O Pai partiu hoje, em Paz, tranquilo, junto a nós, em casa e na companhia de um amigo de toda a vida, Coronel Calheiros… … Conforme sua vontade o corpo estava já doado à faculdade medicina, não haverá assim nem velório, nem funeral».</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Assim escreveu a filha de José Guilherme Mansilha dando conhecimento da morte do pai. Terminava um período longo e doloroso em que o coronel José Mansilha com um notável estado de espírito, sempre informando os amigos da sua situação clínica com detalhes por vezes angustiantes mas também polvilhados de esperança e de muita determinação, encarou a doença e lutou até ao fim. Quem o conhecia bem dizia que nunca poderia ter sido de outro modo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Não tenho competência para escrever em detalhe sobre o muito que José Mansilha envergando a boina verde fez de arma na mão, cumprindo o seu dever como português e como militar. Não sou seu contemporâneo mas fruto da colaboração que prestou ao “Operacional” acabei por saber, na primeira pessoa e por amigos, alguma coisa do seu percurso militar. A sua carreira pautou-se sempre por critérios de seriedade, frontalidade e também, pelo modo como falava de algumas passagens mais marcantes, de entusiasmo e determinação. Na guerra onde esteve entre os primeiros pára-quedistas a combater Angola, olhos nos olhos com o inimigo de então em condições indescritíveis; no desenvolvimento do pára-quedismo desportivo no meio militar mas também na sociedade civil, actividade pela qual tinha um afecto singular; no chamado “PREC” onde enfrentou as vicissitudes da turbulência politica que afectou as Forças Armadas e a sociedade portuguesa, tendo estado envolvido em situações de grande melindre; e mais tarde na reconstrução das tropas pára-quedistas, onde deu o seu contributo e se afastou quando achou que tinha cumprido a sua missão.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Já tarde conheci o Coronel Mansilha pessoalmente mas tive o privilégio de com ele trocar muita correspondência fruto do seu entusiasmo pela colaboração que amavelmente quis prestar ao &#8220;Operacional&#8221; publicando aqui as suas memórias dos primórdios do pára-quedismo desportivo, quer no antigo Regimento de Caçadores Pára-quedistas, em Tancos, que nos Batalhões de Caçadores Pára-quedistas em Angola e Moçambique, quer ainda em competições internacionais, na Europa, África e Brasil, nas quais foi um competidor destacado, o melhor em muitas ocasiões. Apesar disso sempre realçava o trabalho de outros, dos seus contemporâneos no pára-quedismo desportivo militar e civil e tinha sempre grande cuidado em “não deixar ninguém fora da fotografia”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Em tudo o que escreveu, uma preocupação estava sempre presente e sempre me repetia, “<em>…não acha que isto pode parecer que me estou a por em bicos de pés? Se achar não publique, altera-se, peço-lhe! A minha intenção não é dizer bem de mim, é contar o que se passou e eu também lá estava…</em>”. Eu sempre repetia que, “<em>…ao contrário meu coronel, o facto de falar na primeira pessoa é uma garantia de verdade, sabe que assim foi porque foi consigo que se passou…</em>”. Tinha muita preocupação com o rigor do que escrevia, só me enviava os textos quando os confirmava junto de amigos que com ele tinham vivido as situações.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Sinceramente me emociono quando penso na confiança depositada e na satisfação com que me abordava depois dos artigos publicados.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Conhecedor da riqueza humana e operacional da sua vida militar tentei que escrevesse as suas memórias da guerra para publicar aqui no &#8220;Operacional&#8221;. Não lhe agradava a ideia e chegou mesmo a dizer que tinha uma memória muito selectiva, que já tinha escrito algumas coisas em tempos e que não lhe interessava recordar, tanto mais que a fazê-lo teria que contradizer alguns autores. Ainda assim estava a fazê-lo, estive a ver esse trabalho na sua residência em Oeiras no início de Abril último e, no meio de grandes incómodos e sacrifícios a que a doença o obrigava, cumpria as suas inevitáveis revisões. Preocupado como sempre com a verdade nua e crua dos factos pelos quais tinha passado. Do pouco que acabamos por falar da guerra, sobretudo os episódios de 1961 em Angola, foi de facto uma autêntica epopeia aquela em que José Mansilha participou, com os pára-quedistas, pilotos, outros militares, policias, colonos e muitos habitantes locais. Uma epopeia que não pode ser esquecida.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Independentemente da empatia pessoal que criei com o Coronel José Mansilha, até por questões que não têm a ver com o &#8220;Operacional&#8221; ou os pára-quedistas, mais do que um colaborador, sabemos que perdemos um Amigo.</span></p>
<div id="attachment_5984" class="wp-caption aligncenter" style="width: 384px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/José-Guilherme-Mansilha-civil-copy.jpg"><img class=" wp-image-5984  " alt="O &quot;Operacional&quot; perdeu mais do que um colaborador, um Amigo. José Guilherme Mansilha." src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/José-Guilherme-Mansilha-civil-copy.jpg" width="374" height="560" /></a><p class="wp-caption-text">José Guilherme Rosa Rodrigues Mansilha (1935-2013).</p></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Aqui fica a pequena síntese biográfica que publicamos na sua primeira colaboração com o “Operacional” e o link para os respectivos artigos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: medium;"><strong>José Mansilha</strong>, coronel pára-quedista na situação de reforma, teve uma carreira cheia quer como combatente em África onde foi comandante de pelotão, companhia e batalhão, quer como entusiasta da queda livre ou ligado à instrução e a funções de estado-maior.</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: medium;">Depois de terminar a Academia Militar (Arma de Infantaria) ofereceu-se para as Tropas Pára-quedistas em 1959 como alferes, tendo frequentado o 8.º curso de para-quedismo militar ministrado em Portugal, no então Batalhão de Caçadores Pára-quedistas. Embarcou para Angola em 16 de Março de 1961, no comando do primeiro Grupo de Combate que saiu de Portugal após o início da guerra Ultramarina. Iniciou assim a sua vida “nómada” entre a Metrópole e África: Angola, 1961/63 e 1965/67; Moçambique na Beira; 1968/1970 e Nacala, 1972/74, onde se encontrava em 25 de Abril de 1974. No Corpo de Tropas Pára-quedistas (CTP) da Força Aérea foi segundo comandante e comandante da Base Operacional de Tropas Pára-quedistas N.º 1 e Chefe de Estado-Maior do CTP. Passou à situação de Reserva em 1982.</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: medium;">No âmbito da queda-livre, fez o curso de Instrutor e Monitor Pára-quedista em 1964 no Regimento de Caçadores Pára-quedistas dedicando-se depois à prática desta actividade que tem uma vertente militar mas também civil. Tomou parte, como chefe da equipa, em três campeonatos do Conselho Internacional do Desporto Militar (CISM), no Brasil, Alemanha e Portugal e dois torneios na Bélgica. Acompanhou, como chefe de Delegação, a equipa portuguesa a um CISM em Espanha e a dois torneios na Bélgica. No Ultramar dedicou-se à instrução de pára-quedistas civis em especial em Luanda, onde foi director do 1.º curso civil de queda livre em Portugal (1966), mas também na Beira em Moçambique.</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: medium;">Depois de reformado dedicou-se durante dois anos à aprendizagem e ensino de fabrico de tapetes de Arraiolos. Tendo tirado o Curso de Formação de Formadores no Instituto de Emprego e Formação Profissional, foi Director de Instrução de uma empresa de segurança privada durante 14 anos.</span></em></p>
<p><span style="font-size: medium;"><a onclick="window.open(' PRIMEIROS PASSOS DA QUEDA LIVRE DESPORTIVA EM PORTUGAL','','');return false;" href=" PRIMEIROS PASSOS DA QUEDA LIVRE DESPORTIVA EM PORTUGAL">PRIMEIROS PASSOS DA QUEDA LIVRE DESPORTIVA EM PORTUGAL</a></span></p>
<p><span style="font-size: medium;"><a onclick="window.open('http://www.operacional.pt/estagios-de-queda-livre-em-portugal/','','');return false;" href="http://www.operacional.pt/estagios-de-queda-livre-em-portugal/">ESTÁGIOS DE QUEDA LIVRE EM PORTUGAL</a></span></p>
<p><span style="font-size: medium;"><a onclick="window.open('http://www.operacional.pt/ii-cism-%E2%80%93-brasil-1965/','','');return false;" href="http://www.operacional.pt/ii-cism-%E2%80%93-brasil-1965/">II CISM – BRASIL 1965</a></span></p>
<p><span style="font-size: medium;"><a onclick="window.open('http://www.operacional.pt/pioneiros-do-para-quedismo-civil-portugues/','','');return false;" href="http://www.operacional.pt/pioneiros-do-para-quedismo-civil-portugues/">PIONEIROS DO PÁRA-QUEDISMO CIVIL PORTUGUÊS</a></span></p>
<p><span style="font-size: medium;"><a onclick="window.open('http://www.operacional.pt/demonstracoes-torneios-e-campeonatos-civis-de-para-quedismo/','','');return false;" href="http://www.operacional.pt/demonstracoes-torneios-e-campeonatos-civis-de-para-quedismo/">DEMONSTRAÇÕES, TORNEIOS E CAMPEONATOS CIVIS DE PÁRA-QUEDISMO</a></span></p>
<p><span style="font-size: medium;"><a onclick="window.open('http://www.operacional.pt/clube-%E2%80%9Ca-la-minute-flamingos%E2%80%9D/','','');return false;" href="http://www.operacional.pt/clube-%E2%80%9Ca-la-minute-flamingos%E2%80%9D/">CLUBE “A LA MINUTE-FLAMINGOS”</a></span></p>
<p><span style="font-size: medium;"><a onclick="window.open('http://www.operacional.pt/historia-e-tecnicas-do-para-quedismo/','','');return false;" href="http://www.operacional.pt/historia-e-tecnicas-do-para-quedismo/">HISTÓRIA E TÉCNICAS DO PÁRA-QUEDISMO</a></span></p>
<p><span style="font-size: medium;"><a onclick="window.open('http://www.operacional.pt/saltos-a-favor-do-vento-ultimas-competicoes/','','');return false;" href="http://www.operacional.pt/saltos-a-favor-do-vento-ultimas-competicoes/">SALTOS A FAVOR DO VENTO. ÚLTIMAS COMPETIÇÕES.</a></span></p>
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		<title>TIRO COM MÍSSIL “MILAN”</title>
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		<pubDate>Thu, 16 May 2013 09:24:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Machado</dc:creator>
				<category><![CDATA[03. REPORTAGEM]]></category>
		<category><![CDATA[07. TECNOLOGIA]]></category>
		<category><![CDATA[EM DESTAQUE]]></category>
		<category><![CDATA[Alcochete]]></category>
		<category><![CDATA[António Milheiro]]></category>
		<category><![CDATA[BRIPARAS]]></category>
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		<category><![CDATA[CTP]]></category>
		<category><![CDATA[EPI]]></category>
		<category><![CDATA[Milan]]></category>
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		<description><![CDATA[Realizou-se no dia 01 de Março de 2013 mais uma sessão de tiro real “Milan” no Campo de Tiro em Alcochete no âmbito do Curso de Instrutor deste Sistema Lança Míssil (SLM) ministrado na Escola Prática de Infantaria (EPI). Oportunidade para mostrar aos leitores não só esta actividade como para falar um pouco desta arma em Portugal.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Realizou-se no dia 01 de Março de 2013 mais uma sessão de tiro real “Milan” no Campo de Tiro, em Alcochete, no âmbito do Curso de Instrutor deste Sistema Lança Míssil (SLM) ministrado na Escola Prática de Infantaria (EPI), oportunidade para mostrar aos leitores não só esta actividade como para falar um pouco desta arma em Portugal.<span id="more-5953"></span></span></p>
<div id="attachment_5954" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/1-Tiro-Milan-EPI-.jpg" rel="lightbox[5953]"><img class=" wp-image-5954 " alt="Fogo! O míssil &quot;Milan&quot; deixa o contentor do sistema e pode atingir um alvo a 2.000m de distância." src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/1-Tiro-Milan-EPI-.jpg" width="614" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">Fogo! O míssil &#8220;Milan&#8221; deixa o contentor do sistema e pode atingir um alvo a 2.000m de distância.</p></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Presente na ocasião o sargento-chefe pára-quedista <strong>António Milheiro</strong>, a quem devemos esta foto-reportagem da sessão de tiro e a quem damos as boas-vindas ao Operacional. Com 51 anos de idade e 31 de serviço, <strong>António Milheiro</strong> passou a maior parte da sua carreira ligado à área operacional tendo servido na Companhia de Morteiros Pesados, Companhia Anti-Carro e Grupo Operacional Aeroterrestre da Brigada de Pára-quedistas Ligeira do Corpo de Tropas Pára-quedistas da Força Aérea e depois, já no Exército, no Batalhão Operacional Aeroterrestre da Escola de Tropas Pára-quedistas. Possui diversos cursos na área aeroterrestre, nomeadamente Curso de Instrutor de Pará-quedismo, Curso de Precursores, Curso de Saltador Operacional a Grande Altitude; na área das armas de apoio, Curso de Instrutor de Armas de Apoio, Curso de Instrutores de Armas Anticarro; na área das forças especiais, Curso de Reconhecimento, Curso de Instrutor Comando, Curso de Forças Especiais, Curso de Instrutor de Sobrevivência, Fuga e Evasão. Actualmente está colocado no Campo de Tiro da Força Aérea onde desempenha as funções de observador de tiro.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: medium;">Campo de Tiro – Alcochete.</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Foi o culminar de três semanas deste curso ministrado em <a onclick="window.open('http://www.operacional.pt/mafra-combate-em-areas-edificadas-no-caminho-da-excelencia/','','');return false;" href="http://www.operacional.pt/mafra-combate-em-areas-edificadas-no-caminho-da-excelencia/">Mafra na EPI</a>, com o disparo de quatro mísseis e entrega dos respectivos diplomas de curso e insígnias. O curso visa atribuir as competências necessárias ao desempenho das funções de formador de Sistema Míssil &#8220;Milan&#8221; no Exército Português.</span></p>
<div id="attachment_5955" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/2-Tiro-Milan-EPI-.jpg" rel="lightbox[5953]"><img class=" wp-image-5955 " alt="O posto de tiro está pronto a receber o contentor com o míssil. Trata-se de uma sessão de tiro ainda incluída no Curso de Instrutor Sistema Lança Míssil MILAN da EPI, assim se justifica a presença de instrutores." src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/2-Tiro-Milan-EPI-.jpg" width="614" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">O posto de tiro está pronto a receber o contentor com o míssil. Trata-se de uma sessão de tiro ainda incluída no Curso de Instrutor Sistema Lança Míssil &#8220;Milan&#8221; da EPI, assim se justifica a presença de instrutores bem identificados.</p></div>
<div id="attachment_5956" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/3-Tiro-Milan-EPI-.jpg" rel="lightbox[5953]"><img class=" wp-image-5956 " alt="O municiador transporta o contentor tubular com o míssil real." src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/3-Tiro-Milan-EPI-.jpg" width="614" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">O municiador transporta o contentor tubular com o míssil real.</p></div>
<div id="attachment_5957" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/4-Tiro-Milan-EPI-.jpg" rel="lightbox[5953]"><img class=" wp-image-5957 " alt="Encaixa-o no posto de tiro." src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/4-Tiro-Milan-EPI-.jpg" width="614" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">Encaixa-o no posto de tiro.</p></div>
<div id="attachment_5958" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/5-Tiro-Milan-EPI-.jpg" rel="lightbox[5953]"><img class=" wp-image-5958 " alt="O apontador procura o alvo..." src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/5-Tiro-Milan-EPI-.jpg" width="614" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">O apontador procura o alvo&#8230;</p></div>
<div id="attachment_5959" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/6-Tiro-Milan-EPI-.jpg" rel="lightbox[5953]"><img class=" wp-image-5959 " alt="E já disparou! A película que protege a  parte da frente do contentor já abriu.." src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/6-Tiro-Milan-EPI-.jpg" width="614" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">&#8230;encontra-o e já disparou! A película que protege a parte da frente do contentor abriu..</p></div>
<div id="attachment_5960" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/7-Tiro-Milan-EPI-.jpg" rel="lightbox[5953]"><img class=" wp-image-5960 " alt="...saindo de seguida o míssil..." src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/7-Tiro-Milan-EPI-.jpg" width="614" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">&#8230;saindo de seguida o míssil enquanto o apontador fixa o alvo no seu visor&#8230;</p></div>
<div id="attachment_5961" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/8-Tiro-Milan-EPI-.jpg" rel="lightbox[5953]"><img class=" wp-image-5961 " alt="...o contentor é projectado para a retaguarda..." src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/8-Tiro-Milan-EPI-.jpg" width="614" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">&#8230;o contentor é projectado para a retaguarda&#8230;</p></div>
<div id="attachment_5962" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/9-Tiro-Milan-EPI-.jpg" rel="lightbox[5953]"><img class=" wp-image-5962 " alt="...o o missil segue o seu caminho (filo-guiado, vê-se bem) até o apontador conseguir o seu impacto com o alvo. Só aí pode deixar a posição ou voltar a carregar municiar." src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/9-Tiro-Milan-EPI-.jpg" width="614" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">&#8230;o o míssil segue o seu caminho (filo-guiado, vê-se bem) até o apontador conseguir o seu impacto com o alvo. Só aí pode deixar a posição ou voltar a carregar municiar.</p></div>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: medium;">O &#8220;Milan&#8221;</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">O nome porque é conhecido advém da sigla francesa de “<em>Missile d’Infanterie Léger Antichar NATO</em>” (Míssil de Infantaria, Ligeiro, Anti-carro NATO), é um sistema anti-carro para médio alcance (2000m), resultante de uma cooperação Franco-Alemã, desenvolvido inicialmente pela empresa francesa Aerospatiale-Matra e a alemã DaimlerChrysler Aerospace, que mais tarde formaram a Euromissile. O projecto iniciou-se em 1962 e o &#8220;Milan&#8221; entrou ao serviço dez anos depois no exército francês, tendo depois sido um enorme sucesso de exportações. Está em uso em 41 países e foram muitos conflitos nestas últimas 4 décadas onde foi empregue. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">O míssil é “filo-guiado” electronicamente por raios infra-vermelhos, quer dizer que ao ser disparado fica ligado ao posto de tiro por um fio que se vai desenrolando e é através desse fio que as “ordens” do apontador o guiam até ao alvo. O militar que o opera tem que manter a mira fixa no alvo até ao impacto. O posto de tiro pode ser equipado com dois tipos de miras térmicas (sobretudo para tiro nocturno), a MIRA e a MILIS III, ambas estudadas neste curso da EPI.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">O &#8220;Milan&#8221; aqui fotografado trata-se em boa verdade do &#8220;Milan 2&#8243;, arma (posto de tiro e munição) que já foi substituído em vários países pelo &#8220;Milan 3&#8243;. Este tem várias inovações nomeadamente o facto de não ser filo-guiado, mas sim do tipo &#8220;fire and forget&#8221;, ou seja o apontador identifica o alvo, dispara, e pode abandonar o local. A limitação deste nosso &#8220;Milan&#8221; é que as munições não podem ser utilizadas no &#8220;Milan 3&#8243;, mas as desta versão podem ainda ser utilizadas nos postos de tiro mais antigos.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">O &#8220;Milan&#8221; caracteriza-se pela sua grande facilidade de transporte, rápida entrada em posição, de pontaria fácil graças ao sistema de infravermelhos e elevada capacidade de neutralização de blindados (isto aqui dependendo naturalmente da munição empregue) e abrigos fortificados. Configurado para equipar pequenas unidades de infantaria, pode ser utilizado no terreno ou montado em veículos tácticos e lançado em pára-quedas nos seus próprios contentores, o que também em Portugal se fez e faz.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Hoje a versão mais recente deste míssil o, &#8220;Milan ER&#8221; (alcance até aos 3.000m) continua a ser produzido pela MBDA, firma resultante da junção dos principais produtores de mísseis de França, Reino Unido, Itália e Alemanha. Em Portugal nada se sabe sobre a substituição dos &#8220;Milan&#8221; e não é provável que esse processo avance nos tempos mais próximos.<br />
</span></p>
<div id="attachment_5963" class="wp-caption aligncenter" style="width: 440px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/16-Flamula-CACar-.jpg" rel="lightbox[5953]"><img class=" wp-image-5963  " alt="A fLãmula da primeira unidade em Portugal a usar o Sistema Lança Missil Milan" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/16-Flamula-CACar-.jpg" width="430" height="287" /></a><p class="wp-caption-text">A flamula da primeira unidade em Portugal a usar o Sistema Lança Míssil &#8220;Milan&#8221;</p></div>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: medium;">Um pouco de história do &#8220;Milan&#8221; em Portugal</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: medium;">Companhia Anti-Carro do Corpo de Tropas Pára-quedistas</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Em Portugal o sistema &#8220;Milan&#8221; entrou ao serviço em 1982 tendo em vista equipar uma das sub-unidades da Brigada de Pára-quedistas Ligeira (BRIPARAS) do Corpo de Tropas Pára-quedistas (CTP) da Força Aérea, a Companhia Anti-Carro (CACar), sediada na Base Operacional de Tropas Pára-quedistas Nº 1, em Monsanto / Lisboa. Esta companhia independente, uma das três da BRIPARAS (as outras eram a Companhia de Morteiros Pesados e a Companhia de Comunicações), foi oficialmente criada em 2 de Junho de 1982, e por esta altura recebeu os primeiros 4 postos de tiro, um simulador e um aparelho de testes para manutenção de 2.º escalão.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Em termos de pessoal, três “pioneiros”, os Capitães Melo de Carvalho e Morais Caldas e o Primeiro-Sargento João Frade, todos pára-quedistas, frequentaram em França (na Aerospaciale) a formação teórica – e simulador de tiro – no início deste ano de 1982 e logo no dia 26 de Fevereiro do mesmo ano, no Campo Militar de Santa Margarida, estes militares efectuam três disparos reais de mísseis, os primeiros em Portugal, ainda incluído no curso.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">A CACar cresceu e em poucos anos já dispunha de 18 postos de tiro, 6 para cada pelotão. Embora pudesse actuar de modo autónomo a companhia era muitas vezes empregue em exercícios empenhando cada um destes pelotões em apoio de cada um dos 3 Batalhões de Pára-quedistas da BRIPARAS. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Desde cedo a CACar levou a cabo a observação do que era a doutrina e a prática nesta área em países amigos, nomeadamente na República Federal da Alemanha, Bélgica e Espanha (**) e iniciou a participação em exercícios em Portugal como o &#8220;Chaparral&#8221; em Santa Margarida ou o &#8220;Júpiter&#8221; em Sines / Odemira, ambos ainda em 1982 ou os &#8220;Marofa&#8221;, &#8220;Vouga&#8221;, &#8220;Coa&#8221;, em anos seguintes, e assim continuou seguindo um ciclo anual de treino operacional, entre outros, com exercícios de nível companhia (série &#8220;Lince&#8221;) e de brigada (série &#8220;Júpiter&#8221; e depois &#8220;Orion&#8221;). Em simultâneo participava nas então cooperações internacionais do CTP, integrando pelotões seus nas companhias dos batalhões de pára-quedistas que se deslocavam a Itália, Espanha, Alemanha e Bélgica. Além da intensa actividade de treino operacional a companhia não escapava às missões típicas das unidades pára-quedistas em Lisboa, como as protocolares e de segurança. Em 1988 um marco histórico em Portugal nesta área anti-carro, pela primeira vez são efectuados dois disparos simultâneos na modalidade de tiro cruzado (os postos de tiro, um em UMM e outro no solo) em pontos que obrigaram as trajectórias dos mísseis a cruzarem-se) contra alvos situados a cerca de 1.200m e&#8230;com sucesso. Em 1989 a CACar integrou o Batalhão de Intervenção Rápida da BOTP 1, o qual apesar de ainda ter feito vários exercícios tácticos, sempre com inicio por salto em pára-quedas, acabou por ter uma vida curta fruto da reorganização territorial do CTP de 1991. Quadros da companhia participaram em várias edições do exercício multinacional de Patrulhas de Reconhecimento de Longo Raio de Acção, na Alemanha e Bélgica, o &#8220;Schinderhannes&#8221;, vencido pelos pára-quedistas portugueses em 3 edições (1988, 1989 e 1990).<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Com a reorganização do CTP nos anos 90 e o encerramento da sua “casa-mãe”, a Base Operacional de Tropas Pára-quedistas N.º1 em Monsanto/Lisboa, a CACar rumou a S. Jacinto/Aveiro em Abril de 1991, ficando aquartelada na Base Operacional de Tropas Pára-quedistas N.º 2. Em 1993 fruto das alterações no tempo de serviço militar a CACar inicia um novo ciclo integrando apenas militares profissionais e contratados garantindo uma permanência temporal na companhia o mais alargada possível dada a sua especialização.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Em 1994 dá-se a transferência para o Exército e a CACar mantêm-se na Brigada Aerotransportada Independente (BAI) na mesma unidade, designada Área Militar de S. Jacinto e hoje Regimento de Infantaria n.º 10. A CACar ali permaneceu e manteve a sua actividade de instrução e de treino operacional (com participação em exercícios dos vários escalões e mesmo NATO como o &#8220;Strong Resolve 98&#8243;), continuou cooperações internacionais, (por exemplo na Alemanha, exercícios série &#8220;Oldenbourg&#8221;), embora estas tenham decrescido neste período. É nesta época que se recebem as miras térmicas e se intensifica a instrução vocacionada para as missões de paz o que também inclui naturalmente a CACar. É o período em que a participação nas missões expedicionárias ocupa parte importante do efectivo, seja a ministrar instrução aos que partem seja a empenhar efectivos no estrangeiro. Em breve o &#8220;Milan&#8221; iria passar para os batalhões de infantaria pára-quedista, no entanto a CACar ainda integrou uma Força Tarefa «Grifo», criada em 2002, constituída como força inicial de projecção da BAI.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Ao longo dos anos a companhia usou primeiro os &#8220;Willys CJ3&#8243; (do Pelotão Anti-Carro da Companhia de Comando e Serviços do Batalhão de Pára-quedistas n.º 11, que os usava com canhão S/R 10,6); depois os UMM Cournil, UMM Alter e finalmente os Toyota Land Cruiser. Ao longo dos anos houve tentativas para dotar a companhia de outras viaturas como as pequenas &#8220;mulas mecânicas&#8221; ou as &#8220;Panhard M11&#8243;, mas nunca se concretizou. As FAV das Tropas Pára-quedistas chegaram a ser equipadas com este sistema &#8220;Milan&#8221; para uso em missões especiais. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Com a emergência das missões de paz em 1996 e a atribuição de sistemas &#8220;Milan&#8221; e pessoal da companhia aos batalhões de infantaria pára-quedista, começou a ser previsível uma outra modalidade de emprego destas armas, o que de facto veio a acontecer em 2004 no âmbito da então chamada &#8220;Transformação do Exército&#8221; que ditou o fim da companhia. A</span><span style="font-size: medium;"> sua memória histórica é mais uma das que povoaram S. Jacinto desde 1918 e é relembrada no <a onclick="window.open('http://www.operacional.pt/espaco-memoria-em-sao-jacinto/','','');return false;" href="http://www.operacional.pt/espaco-memoria-em-sao-jacinto/">Espaço Memória da unidade</a>.</span></p>
<div id="attachment_5964" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/17-1982-dia-1-Disparo-Milan-.jpg" rel="lightbox[5953]"><img class=" wp-image-5964 " alt="Em 26 de Fevereiro de 1982 o Pelotão Anti-Carro da BOTP 1 posa para a posteridade com um posto de tiro e o contentor do primeiro míssil disparo em Portugal. Na época foi um marco assinalável, tratava-se de uma arma moderna." src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/17-1982-dia-1-Disparo-Milan-.jpg" width="614" height="409" /></a><p class="wp-caption-text">Em 26 de Fevereiro de 1982 o Pelotão Anti-Carro da BOTP 1 posa para a posteridade com um posto de tiro e o contentor do primeiro míssil disparado em Portugal. Na época foi um marco assinalável, tratava-se de uma arma moderna e significava mais um passo na modernização das tropas pára-quedistas.</p></div>
<div id="attachment_5965" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/18-UMM-Contentores-.jpg" rel="lightbox[5953]"><img class=" wp-image-5965  " alt="Os UMM Cournil da CACar no &quot;Júpiter 85&quot;. Por esta época ainda não tinham sido instaladas as torres de suporte para disparar o &quot;Milan&quot; nas viaturas. Assim armas e munições eram transportadas nos seus contentores..." src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/18-UMM-Contentores-.jpg" width="614" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">Os UMM Cournil da CACar no &#8220;Júpiter 85&#8243;. Por esta altura ainda não tinham sido instaladas as torres de suporte para disparar o &#8220;Milan&#8221; nas viaturas. Assim armas e munições eram transportadas nos seus contentores tácticos&#8230;</p></div>
<div id="attachment_5966" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/20-Milan-exercicio-.jpg" rel="lightbox[5953]"><img class=" wp-image-5966 " alt="...e para não danificar as armas, foram construídas réplicas dos postos de tiro para exercício...  " src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/20-Milan-exercicio-.jpg" width="614" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">&#8230;e para não danificar as armas, foram construídas réplicas dos postos de tiro para exercício.</p></div>
<div id="attachment_5967" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/19-Júpiter-85-disparo-.jpg"><img class=" wp-image-5967  " alt="Por esta época fazia-se tiro real em qualquer descampado do país! Aqui no &quot;Júpiter 85&quot;, imediatamente antes de um disparo real." src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/19-Júpiter-85-disparo-.jpg" width="614" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">Por esta época fazia-se tiro real em &#8220;qualquer descampado&#8221; do país (o mesmo acontecia para tiro de morteiros médios e pesados e mesmo de aeronaves). Aqui no &#8220;Júpiter 84&#8243;, em Mogadouro, imediatamente antes de um disparo real. Neste exercício, pela primeira vez, a CACar efectuou o lançamento em pára-quedas das suas cargas (sistemas de armas e munições).</p></div>
<div id="attachment_5968" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/22-UMM-Milan-S-Jacinto.jpg" rel="lightbox[5953]"><img class=" wp-image-5968 " alt="A viatura UMM Cournil foi a primeira equipada com a &quot;torre Milan&quot;." src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/22-UMM-Milan-S-Jacinto.jpg" width="614" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">A viatura UMM Cournil foi a primeira equipada com a &#8220;torre Milan&#8221;.</p></div>
<div id="attachment_5969" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/21-UMM-Aljustrel-1989-.jpg" rel="lightbox[5953]"><img class=" wp-image-5969 " alt="UMM Cournil num exercício em Aljustrel no ano de 1989. Quando em deslocações &quot;administrativas&quot; as armas eram retiradas da torre, e se o tempo estava mau...não era muito cómodo." src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/21-UMM-Aljustrel-1989-.jpg" width="614" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">UMM Cournil num exercício em Aljustrel no ano de 1989. Quando em deslocações &#8220;administrativas&#8221; as armas eram retiradas da torre, e se o tempo estava mau&#8230;não era muito cómodo.</p></div>
<div id="attachment_5970" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/23-Simulador-a-.jpg" rel="lightbox[5953]"><img class=" wp-image-5970 " alt="Sala do simulador em S. Jacinto. Notem-se os dois postos de tiro, um para tiro na viatura e outro no solo." src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/23-Simulador-a-.jpg" width="614" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">Sala do simulador em S. Jacinto, pouco depois da transferência da CACar de Lisboa. Notem-se os dois postos de tiro, para viatura e no solo.</p></div>
<div id="attachment_5971" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/24-Tiro-simulado-Milheiro-.jpg" rel="lightbox[5953]"><img class=" wp-image-5971 " alt="Não era obrigatório mas prática corrente fazer disparos com simulador no terreno, e logo depois tiro real." src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/24-Tiro-simulado-Milheiro-.jpg" width="614" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">Não era obrigatório mas prática relativamente corrente fazer vários disparos com simulador no terreno, e logo depois tiro real.</p></div>
<div id="attachment_5972" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/25-Júpiter-92-Portalegre-1-.jpg"><img class=" wp-image-5972 " alt="Nem sempre a CACAr actuava &quot;montada&quot;. Aqui no &quot;Júpiter 92&quot;, depois de um salto táctico, seguia-se a &quot;tradicional&quot; marcha de muitos quilómetros." src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/25-Júpiter-92-Portalegre-1-.jpg" width="614" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">Nem sempre a CACar actuava &#8220;montada&#8221;. Aqui no &#8220;Júpiter 92&#8243;, marcha de muitos quilómetros.</p></div>
<div id="attachment_5973" class="wp-caption aligncenter" style="width: 420px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/26-Memorial-CACar-.jpg" rel="lightbox[5953]"><img class=" wp-image-5973 " alt="Memorial da Companhia Anti-carro em S. Jacinto, junto ao último edifício que a albergou. " src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/26-Memorial-CACar-.jpg" width="410" height="614" /></a><p class="wp-caption-text">Memorial da Companhia Anti-carro em S. Jacinto, junto ao último edifício que a albergou.</p></div>
<div id="attachment_5974" class="wp-caption aligncenter" style="width: 730px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/27-Reunião-30-anos-CACar-.jpg"><img class=" wp-image-5974   " alt="A Companhia, muito especializada e com quadros que lá permaneceram muitos anos, criou um espírito particular. Aqui a reunião do 30.º seu 30 aniversário." src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/27-Reunião-30-anos-CACar-.jpg" width="720" height="195" /></a><p class="wp-caption-text">A Companhia, muito especializada e com quadros que lá permaneceram muitos anos, criou um espírito particular. Aqui a reunião do seu  30.º aniversário realizada em S. Jacinto em 2012.</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: medium;">O &#8220;Milan&#8221; no Exército Português e no  Corpo de Fuzileiros da Marinha Portuguesa<br />
</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">O Exército Português também adoptou o &#8220;Milan&#8221; a partir de meados dos anos 80 para o destinar às unidades que não pertenciam à Brigada Mista Independente (depois Brigada Mecanizada Independente e hoje Brigada Mecanizada, grande unidade que usa o sistema americano TOW). Ainda assim, forças expedicionárias desta brigada &#8211; e das outras &#8211; usaram-no e usam nas missões como Forças Nacionais Destacadas, uma vez que é este o sistema míssil anti-carro que Portugal usou na Bósnia, Kosovo e Afeganistão (aqui também usou o TOW).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">O Corpo de Fuzileiros adquiriu este sistema de armas em 1996 o qual está ao serviço no Pelotão Anti-Carro da Companhia de Apoio de Fogos, e fez tiro real pela primeira vez em 1999 no Campo Militar de Santa Margarida.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Os &#8220;Milan&#8221; no Exército foram distribuídos maioritariamente aos Regimentos de Infantaria e de Cavalaria da Brigada Ligeira de Intervenção, hoje Brigada de Intervenção. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">A partir de 2004 (com a extinção da CACar), os Batalhões de Infantaria Pára-quedista da Brigada de Reacção Rápida também o receberam e usam-no nos seus Pelotões Anti-Carro da Companhia de Comando e Apoio e nas Secções Anti-Carro das Companhias de Pára-quedistas. Se a isto juntarmos canhões s/r &#8220;Carl Gustav&#8221; </span><span style="font-size: medium;"> (por sinal também introduzidos nos pára-quedistas em 1982), </span><span style="font-size: medium;">para as curtas distâncias, note-se que estes batalhões têm uma forte componente anti-carro.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">O Esquadrão de Reconhecimento da Brigada de Reacção Rápida (BrigRR) também o tem distribuído.<br />
</span></p>
<div id="attachment_5975" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/10-1996-2BIAT-Sarajevo-.jpg" rel="lightbox[5953]"><img class=" wp-image-5975 " alt="Em Fevereiro de 1996 os UMM Alter Milan, do 2.ºBIAT (armas e pessoal foram fornecidos pela CACar), já faziam escoltas a colunas humanitárias entre Sarajevo e Gorazde." src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/10-1996-2BIAT-Sarajevo-.jpg" width="614" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">Em Fevereiro de 1996 os UMM Alter Milan, do 2.ºBIAT (armas e pessoal foram fornecidos pela CACar), já faziam escoltas a colunas humanitárias entre Sarajevo e Gorazde.</p></div>
<div id="attachment_5976" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/12-2002-2-BIMec-.jpg" rel="lightbox[5953]"><img class=" wp-image-5976 " alt="Milan com cãmara térmica MIRA do 2.ºBIMec em exercicio de defesa do quartel português do Visoko (Bósnia) em 2002. " src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/12-2002-2-BIMec-.jpg" width="614" height="387" /></a><p class="wp-caption-text">&#8220;Milan&#8221; com câmara térmica MIRA do 2.ºBIMec em exercício de defesa do quartel português do Visoko (Bósnia) em 2002.</p></div>
<div id="attachment_5977" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/11-2002-FZ-Pinheiro-da-Cruz-.jpg" rel="lightbox[5953]"><img class=" wp-image-5977 " alt="Fuzileiros no decurso de um exercício em pinheiro da Cruz em 2002. Note-se a escolha do campo de tiro (o corta fogo/estrada), para o míssil poder ser empregue" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/11-2002-FZ-Pinheiro-da-Cruz-.jpg" width="614" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">Fuzileiros no decurso de um exercício em Pinheiro da Cruz em 2002. Note-se a escolha do campo de tiro (o corta fogo/estrada), para o míssil poder ser empregue.</p></div>
<div id="attachment_5978" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/13-2007-1BIPara-Kosovo.jpg" rel="lightbox[5953]"><img class=" wp-image-5978 " alt="Panhard M11 do 1.º BIPara equipada com o &quot;Milan&quot; no Kosovo em 2007." src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/13-2007-1BIPara-Kosovo.jpg" width="614" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">Panhard M11 do 1.º BIPara equipada com o &#8220;Milan&#8221; no Kosovo em 2007.</p></div>
<div id="attachment_5979" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/14-2009-Apolo-24JUN09.jpg" rel="lightbox[5953]"><img class=" wp-image-5979 " alt="Contentores com sistemas &quot;Milan&quot; prontos para ser lançados em pára-quedas no decurso do exercício &quot;Apolo&quot; da BrigRR em 2009. " src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/14-2009-Apolo-24JUN09.jpg" width="614" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">Contentores com sistemas &#8220;Milan&#8221; prontos para ser lançados em pára-quedas a partir de aeronaves C-130, no decurso do exercício &#8220;Apolo&#8221; da BrigRR em 2009.</p></div>
<div id="attachment_5980" class="wp-caption aligncenter" style="width: 586px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/15-2009-Toyota-.jpg" rel="lightbox[5953]"><img class=" wp-image-5980 " alt="Hoje em dia parte dos &quot;Milan&quot; estão instalados em viaturas Toyota &quot;Land Cruiser&quot;, estes, fotografados em 2009 pertenciam ao 2BIPara." src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/15-2009-Toyota-.jpg" width="576" height="386" /></a><p class="wp-caption-text">Hoje em dia parte dos &#8220;Milan&#8221; estão instalados em viaturas Toyota &#8220;Land Cruiser&#8221;, estes, fotografados em 2009 pertenciam ao 2BIPara que à data integrava a Força de Reacção Imediata do EMGFA.</p></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">(**) Várias brigadas pára-quedistas na Europa tinham sub-unidades especializadas na luta anti-carro, então uma enorme ameaça num conflito com o Pacto de Varsóvia. O uso pelos pára-quedistas do Reino Unido dos &#8220;Milan&#8221; no conflito das Falkland (contra posições fixas e não viaturas) também foi alvo de estudo e interesse pela nossa CACar, e introduzida na formação ministrada.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>DISTINTIVOS ESPECIAIS DE PARAQUEDISTA</title>
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		<pubDate>Mon, 13 May 2013 20:25:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Antonio Carmo</dc:creator>
				<category><![CDATA[10. DISTINTIVOS, INSÍGNIAS E CONDECORAÇÕES]]></category>
		<category><![CDATA[paraquedista; distintivo; prata; ouro; platina; escola; BCP; RCP; BETP; ETP; Força Aérea; Exército]]></category>

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		<description><![CDATA[Neste breve apontamento procurarei apresentar os significados que envolvem a atribuição dos DISTINTIVOS ESPECIAIS DE PARAQUEDISTA no que se refere às suas “cores” e outras caraterísticas.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium; font-family: arial,helvetica,sans-serif;"><i>«…<strong>o distintivo é o meio mais rápido de comunicação e identificação</strong>.</i>»</span></p>
<p style="text-align: justify;" align="center"><span style="font-size: medium; font-family: arial,helvetica,sans-serif;">                                                                                           <span style="font-size: small;"> (S.L. Carvalho, 1996)</span></span></p>
<p style="text-align: justify;" align="center"><span style="font-size: medium; font-family: arial,helvetica,sans-serif;"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium; font-family: arial,helvetica,sans-serif;">É unânime a ideia entre os especialistas em simbologia ( a mais universal e fascinante linguagem sintética ) de que os distintivos têm uma importância capital nas organizações militares (e não só), pois uma das suas finalidades básicas é a de «…<strong><i>identificar e distinguir o utilizador</i></strong>».</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium; font-family: arial,helvetica,sans-serif;">O distintivo de paraquedista (popularmente conhecido como brevê paraquedista) é um símbolo e/ou um distintivo com elevado significado e prestígio, padecendo de uma mística muito própria,  comum a todas as unidades militares capazes de fazerem uso da “terceira dimensão”: o envolvimento vertical.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium; font-family: arial,helvetica,sans-serif;">Neste breve apontamento procurarei apresentar os significados que envolvem a atribuição dos DISTINTIVOS ESPECIAIS DE PARAQUEDISTA no que se refere às suas “cores” e outras caraterísticas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: medium; font-family: arial,helvetica,sans-serif;">INTRODUÇÃO</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium; font-family: arial,helvetica,sans-serif;">Começo por destacar, em jeito de introdução que no panorama militar internacional todos os distintivos de qualificação paraquedista apresentam dois elementos unificadores:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium; font-family: arial,helvetica,sans-serif;"> -<b> a calote do paraquedas</b>;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium; font-family: arial,helvetica,sans-serif;"> - <b>as asas e/ou asa</b> (na posição de voo e/ou na posição de poisar).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium; font-family: arial,helvetica,sans-serif;">A feitura do distintivo português, destinado a identificar e simbolizar a especialidade em paraquedismo militar, baseou-se, também e ainda, nos seguintes fatores:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium; font-family: arial,helvetica,sans-serif;">- <b>universalidade das afinidades plásticas para visualmente se poderem associar</b>;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium; font-family: arial,helvetica,sans-serif;">- <b>realce da sua função distintiva / identificadora</b>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium; font-family: arial,helvetica,sans-serif;">Sempre com base nestes dois fatores, os primeiros países a introduzir oficialmente o uso do distintivo da especialidade paraquedista nos uniformes militares foram:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium; font-family: arial,helvetica,sans-serif;">1932 – <b>URSS</b>;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium; font-family: arial,helvetica,sans-serif;">1936 – <b>FRANÇA</b> e <b>ALEMANHA</b>.</span></p>
<div id="attachment_5941" class="wp-caption aligncenter" style="width: 328px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/breveparaportugal.jpg" rel="lightbox[5940]"><img class=" wp-image-5941  " alt="Distintivo de qualificação paraquedista português (versão em metal)" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/breveparaportugal.jpg" width="318" height="155" /></a><p class="wp-caption-text">Distintivo de qualificação paraquedista português (versão em metal)</p></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium; font-family: arial,helvetica,sans-serif;"><b>BREVE MOLDURA HISTÓRICA</b></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium; font-family: arial,helvetica,sans-serif;"><b></b>Em 1966, por força do Decreto nº47.229 de 30 de setembro, o distintivo de qualificação paraquedista ganha o desenho e a forma que mantém até aos nossos dias, com a seguinte descrição e dimensões:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium; font-family: arial,helvetica,sans-serif;"> <i>«…a) Escudo nacional sobre esfera armilar de 1cm de diâmetro, envolvido por duas pernadas de louro e ladeado por duas asas abertas, <span style="text-decoration: underline;">na</span> <span style="text-decoration: underline;">posição de pousar</span>, tudo em material dourado, sobrepondo-se a um pára-quedas aberto, prateado; 6,5 cm de envergadura e 2,5 cm de altura.</i></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium; font-family: arial,helvetica,sans-serif;"><i>b) Usa-se colocado no <b>lado direito do peito</b>, 1 cm acima da costura da portinhola do bolso e centrado com o eixo desse bolso, quando exista, ou em lugar correspondente. Fixa-se por alfinete de segurança, que enfia em três pontes uniformemente distanciadas.»</i></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium; font-family: arial,helvetica,sans-serif;">Em relação aos anteriores distintivos de qualificação paraquedista militares que vigoraram até 1966, a principal diferença introduzida no seu desenho heráldico foi a substituição das asas em “posição de voo” pelas asas em “posição de poisar”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium; font-family: arial,helvetica,sans-serif;">A sua localização nos uniformes – <i>lado direito do peito</i> – manteve-se, porém, em 1981 passou a ser usado no <i>«…lado esquerdo do peito, acima da costura da portinhola do bolso, centrado com o eixo desse bolso</i>.»</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium; font-family: arial,helvetica,sans-serif;">Esta regulamentação vigorou até à transferência das TROPAS PARAQUEDISTAS da Força Aérea para a tutela do Exército (1994).</span></p>
<div id="attachment_5946" class="wp-caption aligncenter" style="width: 625px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/mateus-29-SET-04-207.jpg" rel="lightbox[5940]"><img class=" wp-image-5946  " alt="Os distintivos especiais de paraquedista são atribuídos, normalmente, nas cerimónias do Dia da Unidade. A foto ilustra a imposição do distintivo de qualificação paraquedista em ouro (500 saltos) ao 1SAR/PARAQ HERMES MATEUS." src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/mateus-29-SET-04-207.jpg" width="615" height="389" /></a><p class="wp-caption-text">Os distintivos especiais de paraquedista são atribuídos, normalmente, nas cerimónias do Dia da Unidade. A foto ilustra a imposição do distintivo de qualificação paraquedista em ouro (500 saltos) ao 1SAR/PARAQ HERMES MATEUS.</p></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium; font-family: arial,helvetica,sans-serif;"><b>O DISTINTIVO DE PARAQUEDISTA NO EXÉRCITO </b></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium; font-family: arial,helvetica,sans-serif;">Com a transferência para o EXÉRCITO, em 1 de janeiro de 1994, as TROPAS PARAQUEDISTAS foram confrontadas com a seguinte situação no que se refere aos uniformes e distintivos:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium; font-family: arial,helvetica,sans-serif;">– Desde 1948 que o EXÉRCITO não dispunha de um Regulamento de Uniformes, atualizado, e oficialmente aprovado;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium; font-family: arial,helvetica,sans-serif;">Perante este cenário, em 28 de abril de 1994, por Despacho do General CEME, é aprovado, a título provisório, um REGULAMENTO DE UNIFORMES DO EXÉRCITO (RUE). Este novo e provisório RUE incorporou, entre outros, o distintivo de paraquedista com a nova designação de  “<b>AeroTransportado</b>” e, descrito da seguinte forma:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium; font-family: arial,helvetica,sans-serif;"><i>«…Destinado a todos os militares com esta qualificação (aerotransportado); é usado no lado esquerdo do peito, acima do bolso superior do dólman do uniforme nº1, do dólman do uniforme nº2 e dos dolmens dos uniformes nº3 e nº4, quando em serviço;…»</i></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium; font-family: arial,helvetica,sans-serif;">A composição plástica deste distintivo, “herdado” do RUFA (Portaria nº 922/91 de 04SET), bem como a sua localização nos uniformes, foi mantida sem qualquer tipo de alterações.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium; font-family: arial,helvetica,sans-serif;">Em 2011, volvidos 53 anos, o Exército publica um novo <a onclick="window.open('http://www.operacional.pt/regulamento-de-uniformes-do-exercito-%E2%80%93-2011/','','');return false;" href="http://www.operacional.pt/regulamento-de-uniformes-do-exercito-%E2%80%93-2011/">REGULAMENTO DE UNIFORMES DOS MILITARES DO EXÉRCITO (RUE)</a> através da Portaria nº254 de 30 de junho.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium; font-family: arial,helvetica,sans-serif;">Neste RUE, o art.º126 estipula que «…<b><i>Os distintivos de cursos, qualificações e funções, assim como as condições de usos e a sua localização nos uniformes, são aprovados por Despacho do CEME</i></b>.»</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium; font-family: arial,helvetica,sans-serif;">Publicado o novo RUE, o primeiro do século XXI, o General CEME exara o Despacho nº 166 de 20 de outubro de 2011 &#8211; «DISTINTIVOS DE CURSOS, QUALIFICAÇÕES E FUNÇÕES», com a finalidade de <b><i>«…regulamentar o uso de distintivos de Cursos, Qualificações e Funções, assim como as condições de uso e a sua localização nos Uniform</i>es</b>.», documento que inclui, entre outros, o distintivo de qualificação paraquedista.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium; font-family: arial,helvetica,sans-serif;">Em reforço do Despacho nº166 de 20OUT11, foi publicado na Ordem do Exército nº11/30NOV12, o Despacho s/nº de 15OUT12 do CEME que estipula e (re)aprova as dimensões (usadas desde a sua primeira aprovação em 1966) do distintivo de qualificação paraquedista.</span></p>
<div id="attachment_5942" class="wp-caption aligncenter" style="width: 348px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/PRATA-DSC_0228.jpg" rel="lightbox[5940]"><img class=" wp-image-5942   " alt="Distintivo de qualificação paraquedista: PRATA (250 saltos)" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/PRATA-DSC_0228.jpg" width="338" height="164" /></a><p class="wp-caption-text">Distintivo de qualificação paraquedista: PRATA (250 saltos)</p></div>
<div id="attachment_5943" class="wp-caption aligncenter" style="width: 330px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/OURO-_-DSC_0226.jpg" rel="lightbox[5940]"><img class=" wp-image-5943   " alt="Distintivo de qualificação paraquedista: OURO (500 saltos)" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/OURO-_-DSC_0226.jpg" width="320" height="152" /></a><p class="wp-caption-text">Distintivo de qualificação paraquedista: OURO (500 saltos)</p></div>
<div id="attachment_5945" class="wp-caption aligncenter" style="width: 304px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/PLATINA-_-DSC_0024.jpg" rel="lightbox[5940]"><img class=" wp-image-5945   " alt="Distintivo de qualificação paraquedista: PLATINA (1000 saltos)" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/PLATINA-_-DSC_0024.jpg" width="294" height="143" /></a><p class="wp-caption-text">Distintivo de qualificação paraquedista: PLATINA (1000 saltos)</p></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium; font-family: arial,helvetica,sans-serif;"><b>DISTINTIVOS ESPECIAIS DE PARAQUEDISTA: FINALIDADE E PRINCIPAIS CARATERÍSTICAS</b></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium; font-family: arial,helvetica,sans-serif;">Ainda durante o consulado do CORPO DE TROPAS PARAQUEDISTAS (CTP) da Força Aérea Portuguesa e, mantendo-se posteriormente no COMANDO DAS TROPAS AEROTRANSPORTADAS / BRIGADA AEROTRANSPORTADA INDEPENDENTE (CTAT/BAI) e BRIGADA DE REAÇÃO RÁPIDA (BRR) do Exército Português, com a finalidade de <b><i>«…fomentar a prática do salto em paraquedas, mas também para recompensar aqueles que mais se lhe dedicam…»</i></b>, uma Norma de Execução Permanente (NEP 05.04.03 – ATRIBUIÇÃO DE DISTINTIVOS ESPECIAIS) estabeleceu para este distintivo de especialidade as versões em <b>prata</b>, <b>ouro</b> e <b>platina</b>, para distinguir todos aqueles que conseguissem a marca de <b>500</b>, <b>1000</b> e <b>2000</b> saltos, respetivamente.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium; font-family: arial,helvetica,sans-serif;">A Norma de Execução Permanente (NEP 05.04.03 – ATRIBUIÇÃO DE DISTINTIVOS ESPECIAIS) foi alterada em 2002 (12JUL), estabelecendo o número de <b>250</b>, <b>500</b> e <b>1000</b> saltos para os distintivos em <b>prata</b>, <b>ouro</b> e <b>platina</b>, respetivamente.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium; font-family: arial,helvetica,sans-serif;">Uma vez instituídos e atribuídos aos militares que os perfizessem em registo na sua <b>Caderneta Individual de Saltos</b>, podem ser usados nos seus diversos uniformes.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium; font-family: arial,helvetica,sans-serif;">Importa ainda relevar, conforme suporte documental já citado, que estes distintivos especiais de paraquedistas tiveram “marcas mínimas” a atingir em diferentes épocas. Assim, em resumo:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium; font-family: arial,helvetica,sans-serif;">- Desde a sua criação até 2002: <strong>prata/500</strong> saltos; <strong>ouro/1000</strong> saltos; <strong>platina/2000</strong> saltos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium; font-family: arial,helvetica,sans-serif;">- Desde 2002 até aos nossos dias: <strong>prata/250</strong> saltos; <strong>ouro/500</strong> saltos; <strong>platina/1000</strong> saltos.</span></p>
<div id="attachment_5947" class="wp-caption aligncenter" style="width: 471px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/161-BOP2-Dezembro-1992-Dia-de-Unidade.Brevt-Platina-Brig-F.Pinto-Cópia.jpg"><img class=" wp-image-5947 " alt="1992: imposição do distintivo de qualificação paraquedista em platina (2000 saltos) ao SMOR/PARAQ SERRANO ROSA. " src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/161-BOP2-Dezembro-1992-Dia-de-Unidade.Brevt-Platina-Brig-F.Pinto-Cópia.jpg" width="461" height="469" /></a><p class="wp-caption-text">1992: imposição do distintivo de qualificação paraquedista em platina (2000 saltos) ao SMOR/PARAQ SERRANO ROSA.</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_5948" class="wp-caption aligncenter" style="width: 418px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/Dia-da-BRR-28SET10-514.jpg" rel="lightbox[5940]"><img class="wp-image-5948 " alt="SAJ/PARAQ MOREIRA DA SILVA: distintivo de qualificação paraquedista em platina (2000 saltos)" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/Dia-da-BRR-28SET10-514.jpg" width="408" height="614" /></a><p class="wp-caption-text">SAJ/PARAQ MOREIRA DA SILVA: distintivo de qualificação paraquedista em platina (2000 saltos)</p></div>
<div id="attachment_5949" class="wp-caption aligncenter" style="width: 419px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/072-Dia-CTAT-BAI-2003-ACosta.jpg" rel="lightbox[5940]"><img class=" wp-image-5949 " alt="COR/PARAQ AGOSTINHO COSTA: distintivo de qualificação paraquedista em ouro (500 saltos)." src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/072-Dia-CTAT-BAI-2003-ACosta.jpg" width="409" height="614" /></a><p class="wp-caption-text">COR/PARAQ AGOSTINHO COSTA: distintivo de qualificação paraquedista em ouro (500 saltos).</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_5950" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/DIA-de-UNIDADE-244.jpg" rel="lightbox[5940]"><img class=" wp-image-5950 " alt="COR/TIR/PARAQ CARLOS PERESTRELO: distintivo de qualificação paraquedista em ouro (500 saltos)." src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/DIA-de-UNIDADE-244.jpg" width="614" height="456" /></a><p class="wp-caption-text">COR/TIR/PARAQ CARLOS PERESTRELO: distintivo de qualificação paraquedista em ouro (500 saltos).</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_5951" class="wp-caption aligncenter" style="width: 418px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/Dia-da-Ca...jpg" rel="lightbox[5940]"><img class=" wp-image-5951 " alt="SMOR/PARAQ PINTO: distintivo de qualificação paraquedista em prata (250 saltos)." src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/Dia-da-Ca...jpg" width="408" height="614" /></a><p class="wp-caption-text">SMOR/PARAQ PINTO: distintivo de qualificação paraquedista em prata (250 saltos).</p></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium; font-family: arial,helvetica,sans-serif;"><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium; font-family: arial,helvetica,sans-serif;"><b>CARATERÍSTICAS TÉCNICAS</b></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium; font-family: arial,helvetica,sans-serif;">Os distintivos especiais de paraquedista, de acordo com a NEP em vigor, têm «…<i>o formato e o tamanho</i>…» igual ao distintivo de paraquedista em vigor, «…<i>tendo, no entanto, <strong>um banho do metal que o carateriza</strong></i>.»</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium; font-family: arial,helvetica,sans-serif;">Os distintivos atribuídos e impostos em cerimónia militar «…<i>são numerados e da sua atribuição será passado um certificado assinado</i>…».</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium; font-family: arial,helvetica,sans-serif;">Como curiosidade histórica na atribuição destes distintivos, refiro que ao longo dos anos foram atribuídos distintivos (muito poucos) confecionados nos metais referidos (metais preciosos), exceção para os de ouro (foram fabricados em prata com banho de ouro) devido ao seu elevado preço unitário. Esta prática foi muito irregular devido aos custos envolvidos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium; font-family: arial,helvetica,sans-serif;">Para os colecionadores, aqui fica uma informação muito útil para que não sejam enganados e as suas coleções particulares não disponham de peças falsificadas: todos os distintivos especiais de paraquedista confecionados em metais preciosos (prata, ouro e platina) e numerados têm apostos, no seu reverso, e conforme estabelece o Regulamento das Contrastarias, o correspondente punção de fabrico ou equivalente e punção de toque.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium; font-family: arial,helvetica,sans-serif;">Este serviço é executado na Imprensa Nacional – Casa da Moeda (INCM).</span></p>
<div id="attachment_5952" class="wp-caption aligncenter" style="width: 378px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/IMG_2238.jpg" rel="lightbox[5940]"><img class=" wp-image-5952  " alt="Distintivo de qualificação paraquedista confecionado em metal precioso (platina) e onde se pode visualizar a punção de fabrico e de toque apostos na INCM, conforme o Regulamento das Contrastarias." src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/IMG_2238.jpg" width="368" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">Distintivo de qualificação paraquedista confecionado em metal precioso (platina) e onde se pode visualizar a punção de fabrico e de toque apostos na INCM, conforme o Regulamento das Contrastarias.</p></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium; font-family: arial,helvetica,sans-serif;"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium; font-family: arial,helvetica,sans-serif;"><b>SUPORTE DOCUMENTAL / FONTES</b>:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium; font-family: arial,helvetica,sans-serif;">- Decretos, Decretos-Lei, Portarias, Despachos e NEP citados no texto;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium; font-family: arial,helvetica,sans-serif;">- Revista “MAIS ALTO” e “BOINA VERDE” (vários números);</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium; font-family: arial,helvetica,sans-serif;">- Decreto-Lei nº391/79 de 20SET;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium; font-family: arial,helvetica,sans-serif;">- Decreto-Lei nº384/89 de 8NOV;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium; font-family: arial,helvetica,sans-serif;">- Decreto-lei nº57/98 de 16MAR</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium; font-family: arial,helvetica,sans-serif;">- CARMO, António E. S., «DISTINTIVOS DE QUALIFICAÇÃO PARAQUEDISTA DAS FORÇAS ARMADAS PORTUGUESAS 1956-2008», ED. do Autor, 2008, ISBN 978-989-20-1065-6;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium; font-family: arial,helvetica,sans-serif;">- Comunicação do SCH/PARAQ(R) António E. S. Carmo &#8211; II CONGRESSO DE HERÁLDICA MILITAR, subordinada ao tema «O PRINCIPAL DISTINTIVO DAS TROPAS PARAQUEDISTAS: TRADIÇÃO, SIMBOLISMO E </span><span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: medium;">MEMÓRIAS», Museu Militar – Lisboa, 11DEZ12;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: medium;">- Como curiosidade informo que existem alguns (poucos) exemplos de distintivos de qualificação paraquedista que não dispõem no seu desenho heráldico do elemento falante: a calote do paraquedas. Nestes exemplos destaco os de países como: Alemanha (1936-1945); Alemanha (1957-1966); Japão (1942-1945); Paquistão (SSG); Suécia (atual); Polónia (Exército) e Reino da Suazilândia (atual).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium; font-family: arial,helvetica,sans-serif;">- As fotos que ilustram este apontamento têm como objetivo primeiro permitir identificar os diversos distintivos especiais de paraquedista nos uniformes e transmitir alguma da sua história aos leitores e colecionadores de insignias militares. Em relação aos militares das fotos, todos eles no presente momento já ultrapassaram o número de saltos que as fotos ilustram e as legendas indicam.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium; font-family: arial,helvetica,sans-serif;">- Todos os distintivos especiais de paraquedista que ilustram este texto são da coleção privada de António E. S. Carmo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium; font-family: arial,helvetica,sans-serif;"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Clique para ler no Operacional artigo sobre <a onclick="window.open('http://www.operacional.pt/o-primeiro-distintivo-de-qualificacao-para-quedista-militar-portugues/','','');return false;" href="http://www.operacional.pt/o-primeiro-distintivo-de-qualificacao-para-quedista-militar-portugues/">O PRIMEIRO DISTINTIVO DE QUALIFICAÇÃO PÁRA-QUEDISTA MILITAR PORTUGUÊS</a>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium; font-family: arial,helvetica,sans-serif;"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium; font-family: arial,helvetica,sans-serif;"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium; font-family: arial,helvetica,sans-serif;"> </span></p>
<p style="text-align: justify;" align="center"><span style="font-size: medium; font-family: arial,helvetica,sans-serif;"><b></b><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;" align="center"><span style="font-size: medium; font-family: arial,helvetica,sans-serif;"> </span></p>
</div>
<p style="text-align: justify;" align="center"><span style="font-size: medium; font-family: arial,helvetica,sans-serif;"> </span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>NO AFEGANISTÃO POR PORTUGAL</title>
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		<pubDate>Sun, 12 May 2013 08:44:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Machado</dc:creator>
				<category><![CDATA[02. OPINIÃO]]></category>
		<category><![CDATA[Afeganistão]]></category>
		<category><![CDATA[FND]]></category>
		<category><![CDATA[Informação Pública]]></category>

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		<description><![CDATA[Regressam hoje a Portugal militares que estiveram a cumprir uma missão de 6 meses no Afeganistão. Certamente terão à chegada muitos familiares, chefes militares e, talvez, representantes do poder político. Receberão abraços emocionados e os tradicionais agradecimentos. Com sorte algum canal de televisão fará um apontamento de reportagem e no dia seguinte uma ou outra foto será publicada num jornal diário.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Regressam hoje a Portugal militares que estiveram a cumprir uma missão de 6 meses no Afeganistão. Certamente terão à chegada muitos familiares, chefes militares e, talvez, representantes do poder político. Receberão abraços emocionados e os tradicionais agradecimentos. Com sorte algum canal de televisão fará um apontamento de reportagem e no dia seguinte uma ou outra foto será publicada num jornal diário.<span id="more-5936"></span></span></p>
<div id="attachment_5937" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/HMMWV-Afg.jpg" rel="lightbox[5936]"><img class=" wp-image-5937 " alt="Mais um Contingente Nacional no Afeganistão terminou a sua missão. Em Portugal alguém sabe o que esteve lá a fazer?" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/HMMWV-Afg.jpg" width="614" height="409" /></a><p class="wp-caption-text">Mais um Contingente Nacional no Afeganistão terminou a sua missão. Em Portugal alguém sabe o que esteve lá a fazer?</p></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Estiveram no Afeganistão a fazer exactamente o quê? Alguém sabe? Sabemos que lá estão em nome de Portugal por decisão de sucessivos governos legítimos, com a concordância do Conselho Superior de Defesa Nacional. Agora, em concreto, o que fizeram? Quantos representantes do povo português – deputados à Assembleia da República – os visitaram para ver com os seus próprios olhos o que ali se passa? Zero. Quantos governantes lá foram nos últimos seis meses? Zero. Quantos jornalistas acompanharam os militares no terreno? Zero.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">200 portugueses no pior cenário de guerra dos nossos dias, onde este ano já morreram 56 militares da coligação a que pertencemos – <a onclick="window.open('http://www.operacional.pt/militares-portugueses-mortos-em-missoes-de-paz-e-humanitarias-desde-1992/','','');return false;" href="http://www.operacional.pt/militares-portugueses-mortos-em-missoes-de-paz-e-humanitarias-desde-1992/">Portugal já lá perdeu dois militares</a> e vários feridos em anos anteriores –, e o que sabemos do seu trabalho é pouco mais que nada. Dizem-me alguns no meio militar que não é relevante a divulgação do trabalho feito, basta cumprir bem, receber as recompensas castrenses e o pagamento devido, e o assunto está encerrado. Os louvores e as medalhas atribuídas são aliás publicadas em Diário da República, meses depois, e aí sim se descrevem factos das missões – mas quem lê o Diário da República? E estes relatos oficiais, muito adjectivados, sobre uma minoria de militares que se distinguiram aos olhos dos seus chefes, dão a noção do que os restantes ali fizeram?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Há quem acredite piamente que este apagamento das missões militares é propositado, tratar-se-á de uma política deliberada para tornar mais fácil a aceitação pela opinião pública das decisões sobre as Forças Armadas em geral e os militares em particular: “<em>se nada fazem de relevo, para quê sequer a sua existência?</em>”, seria o fim último deste procedimento. Não partilho esta opinião, recuso-me a acreditar nisto, mas custa-me a aceitar que os próprios militares teimem em não tomar nas suas mãos a divulgação da sua acção. Procedimento aliás normalíssimo em todos os países ocidentais. Os motivos reais transcendem-me mas inclino-me por um lado para dogmas do passado que continuam enraizados em diferentes patamares de decisão que não só nos mais elevados como por vezes se julga, e por outro, para a preocupação em que a opinião pública não saiba as limitações com que as forças portuguesas se vão confrontado em algumas destas missões. Sem jornalistas no terreno, a pressão pública para resolver lacunas que se prolongam anos seguidos é nula.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Os militares no terreno cumprem como podem, passam umas vergonhas, mas no fim, o esforço, a dedicação, a sorte e o brio profissional acabam por superar a maioria dos problemas. Não todos infelizmente, mas esses por lá ficam enterrados para sempre e na memória de quem os passou. Mas afinal de contas quem se preocupa com isso? Outros já lá estão, tudo decorre com normalidade.</span></p>
<p style="text-align: justify;">Sobre esta problemática da comunicação leia também no Operacional:</p>
<p style="text-align: justify;"><a onclick="window.open('http://www.operacional.pt/a-perdida-influencia-dos-militares/','','');return false;" href="http://www.operacional.pt/a-perdida-influencia-dos-militares/">A (PERDIDA) INFLUÊNCIA DOS MILITARES</a></p>
<p style="text-align: justify;"><a onclick="window.open('http://www.operacional.pt/as-forcas-nacionais-destacadas-precisam-de-visitas/','','');return false;" href="http://www.operacional.pt/as-forcas-nacionais-destacadas-precisam-de-visitas/">AS FORÇAS NACIONAIS DESTACADAS PRECISAM DE VISITAS?</a></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"> </span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>SEGUREX 2013</title>
		<link>http://www.operacional.pt/segurex-2013/</link>
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		<pubDate>Sat, 11 May 2013 08:36:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Machado</dc:creator>
				<category><![CDATA[EM DESTAQUE]]></category>
		<category><![CDATA[AR1 Blue Ray]]></category>
		<category><![CDATA[Defesa e Segurança]]></category>
		<category><![CDATA[FIL]]></category>
		<category><![CDATA[Introbot]]></category>
		<category><![CDATA[Introsys]]></category>
		<category><![CDATA[LR1 Spybot]]></category>
		<category><![CDATA[Segurex 2013]]></category>
		<category><![CDATA[Tekever]]></category>
		<category><![CDATA[VR1 Colibri]]></category>

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		<description><![CDATA[Estivemos mais uma vez de visita à «SEGUREX, Salão Internacional de Protecção e Segurança» que se realiza em Lisboa a cada dois anos. Justifica-se uma visita, há sempre uma ou outra novidade, mas continuam praticamente ausentes, ou muito discretos, os grandes fornecedores das Forças de Segurança e da Defesa Nacional.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Estivemos mais uma vez de visita à «SEGUREX, Salão Internacional de Protecção e Segurança» que se realiza em Lisboa a cada dois anos. Justifica-se uma visita, há sempre uma ou outra novidade, mas continuam praticamente ausentes, ou muito discretos, os grandes fornecedores das Forças de Segurança e da Defesa Nacional.<span id="more-5905"></span></span></p>
<div id="attachment_5906" class="wp-caption aligncenter" style="width: 420px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/4A.-Segurex-13.jpg" rel="lightbox[5905]"><img class=" wp-image-5906 " title="Tekever FIL Blue Ray, Colibri e Spybot" alt="4A. Segurex 13" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/4A.-Segurex-13.jpg" width="410" height="614" /></a><p class="wp-caption-text">O espaço da Tekever, inserido na área da PSP com a qual está a desenvolver e validar operacionalmente vários dos seus produtos. À direita na imagem o AR 1 Blue Ray e no chão, entre as duas pessoas, o LR 1 Spybot.</p></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Sinal dos tempos, a componente comercial dedicada a equipamentos para forças militares e de segurança está representada com pouquíssimas empresas do ramo e não fora a participação institucional, sobretudo das Forças de Segurança mas também, menos, das Forças Armadas, e o certame nesta vertente, julgamos que não teria sequer justificação para se realizar. Para o público em geral terá interesse uma vez que pode tomar contacto com equipamentos das forças de segurança e das forças armadas que nem sempre estão acessíveis e há ali realmente uma ou outra novidade – mesmo que este ano também os organismos dependentes do Ministério da administração Interna e do Ministério da Defesa Nacional não estejam “em força” –. Para os profissionais, havendo menos novidades, sempre há uma ou outra na área nas tecnologias ligadas aos sistemas autónomos que podem interessar.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">A grande lacuna quanto a nós verifica-se na área das empresas que em Portugal vendem material para as Forças de Segurança e Forças Armadas, as quais (segundo o anuário estatístico de defesa nacional de 2010, o último disponível) são uma centena, e ali estavam nem 10% deste número. Bem sabemos que as compras do Estado no último par de anos têm sido residuais e muitas empresas nacionais deixaram de ter capacidade para investir nesta área, ou, o que talvez ainda seja pior, mesmo tendo essa capacidade não o fazem porque não esperam vender nada nos próximos tempos! Não havendo grandes concursos de aquisição de armamentos e equipamentos em curso, uns foram cancelados outros adiados para melhor oportunidade, estão criadas as condições para as grandes empresas internacionais se desinteressarem deste nosso mercado, preferindo investir neste tipo de certames um pouco por todo o mundo, onde eles proliferam e realmente há negócio. Com uma ou outra excepção, as empresas estrangeiras fornecedoras de grandes equipamentos militares estão ausentes.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Ainda na área empresarial não deixa de ser estranho que o maior conglomerado nacional de empresas de defesa, a EMPORDEF, que até tem uma carteira de clientes razoável em algumas áreas (nomeadamente em Portugal mas também no estrangeiro), esteja representada por…uma mesa e uns folhetos!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Nota positiva para as empresas nacionais na área dos sistemas autónomos que continuam a lutar para impor os seus produtos, em Portugal e no estrangeiro. Uma singularidade bem portuguesa neste campo, o Estado apoia o desenvolvimento de sistemas que não têm como objectivo a criação de um produto nacional e a sua produção, mas apenas a investigação. Resultado, em Portugal as Forças Armadas e as Forças de Segurança não têm sistemas deste tipo para emprego operacional nas suas missões quer em território nacional quer nas missões internacionais. Na feira foi divulgado por uma das empresas (a TEKEVER) que está a trabalhar com a Policia de Segurança Pública (Unidade Especial de Policia) para validar operacionalmente alguns dos seus produtos, nomeadamente o «AR 1 &#8211; Blue Ray» (sistema autónomo aéreo) e o «LR 1 &#8211; Spybot» (sistema autónomo terrestre). Outra empresa a INTROSYS apresentou um produto, o «INTROBOT», que embora tenha clara aplicação para fins militares (vigilância, carga, e outras), está a ser direccionado para o mercado civil. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">No espaço da Marinha / Mergulhadores estava exposto um «SEACOM 3» &#8211; designado ali como  detector de objectos afundados &#8211; </span><span style="font-size: medium;">desenvolvido pela Marinha e pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), financiado pelo Ministério da Defesa Nacional (MDN). Este ano o projecto <a onclick="window.open('http://www.operacional.pt/%E2%80%9Cpitvant%E2%80%9D-primeiro-passo-para-um-uav-portugues/','','');return false;" href="http://www.operacional.pt/%E2%80%9Cpitvant%E2%80%9D-primeiro-passo-para-um-uav-portugues/">PITVAN (Projecto de Investigação e Tecnologia em Veículos Aéreos Não Tripulados)</a>, da Força Aérea e FEUP, também pago pelo MDN, estava ausente.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Seja como for, na área em que nos movemos, defesa e segurança, vale a pena uma visita e a nossa reportagem fotográfica tenta ilustrar isso.</span></p>
<div id="attachment_5907" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/2.-Segurex-13.jpg" rel="lightbox[5905]"><img class=" wp-image-5907 " alt="Aspecto geral do certame com o espaço da Thales, uma das poucas firmas internacionais da área da defesa que esteve presente." src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/2.-Segurex-13.jpg" width="614" height="408" /></a><p class="wp-caption-text">Aspecto geral do certame com o espaço da Thales, uma das poucas firmas internacionais da área da defesa que esteve presente.</p></div>
<div id="attachment_5908" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/4.Segurex-13.jpg" rel="lightbox[5905]"><img class=" wp-image-5908  " title="INTROBOT da Introsys" alt="O interessante INTROBOT que pode transportar  350kg de carga útil, tem câmara de vigilância 360.º, 4 horas de autonomia e está a ser proposto para vigilância de áreas industriais..." src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/4.Segurex-13.jpg" width="614" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">O interessante INTROBOT que pode transportar 350kg de carga útil, tem câmara de vigilância 360.º, 4 horas de autonomia e está a ser proposto para vigilância de áreas industriais&#8230;</p></div>
<div id="attachment_5909" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/3.-DSC_1013.jpg" rel="lightbox[5905]"><img class=" wp-image-5909  " title="Magno Guedes INTROSYS" alt="Magno Guedes apresenta algumas da capacidades do equipamento, nomeadamente a possibilidade de se definir um trajecto através do google maps. Os seus sensores têm também, por exemplo, capacidade de reconhecimento facial de várias pessoas em simultâneo, e seguir caminhos detectados de modo autónomo." src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/3.-DSC_1013.jpg" width="614" height="408" /></a><p class="wp-caption-text">Magno Guedes apresenta algumas da capacidades do equipamento, nomeadamente a possibilidade de se definir um trajecto através do google maps. Os seus sensores têm também, por exemplo, capacidade de reconhecimento facial de várias pessoas em simultâneo, e de permitir ao «Introbot» seguir caminhos detectados de modo autónomo.</p></div>
<div id="attachment_5910" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/4B-Segurex-13.jpg" rel="lightbox[5905]"><img class=" wp-image-5910 " alt="O AR 1 Blue Ray é um sistema autónomo aéreo que pode cumprir várias missões de interesse policial, nomeadamente vigilância, monitorização e reconhecimento. Pode operar de dia e de noite e alcança cerca de 20 km. É no fundo a versão policial do AR-4 Light Ray." src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/4B-Segurex-13.jpg" width="614" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">O AR 1 Blue Ray (envergadura 1,80m) é um sistema autónomo aéreo que pode cumprir várias missões de interesse policial, nomeadamente vigilância, monitorização e reconhecimento. Pode operar de dia e de noite e alcança cerca de 20 km. É no fundo a versão policial do <a onclick="window.open('http://www.operacional.pt/ar4-o-mini-uav-portugues-a-conquista-do-mundo/','','');return false;" href="http://www.operacional.pt/ar4-o-mini-uav-portugues-a-conquista-do-mundo/">AR-4 Light Ray</a>, concebido para missões militares.</p></div>
<div id="attachment_5911" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/5.Segurex-13.jpg" rel="lightbox[5905]"><img class=" wp-image-5911 " title="LR 1 Spybot" alt="O LR 1 Spybot é um mini sistema terrestre não tripulado para missões de reconhecimento que oferece imagens em tempo real de espaços interiores e exteriores. tem um alcance de 100m em espaços interiores e 250m em exteriores. Ideal para ambientes urbanos hostis, assaltos, operações de resgate, etc." src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/5.Segurex-13.jpg" width="614" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">O LR 1 Spybot (largura de 28,5 cm) é um mini sistema terrestre não tripulado para missões de reconhecimento que oferece imagens em tempo real de espaços interiores e exteriores. tem um alcance de 100m em espaços interiores e 250m em exteriores. Ideal para ambientes urbanos hostis, assaltos, operações de resgate, etc.</p></div>
<div id="attachment_5912" class="wp-caption aligncenter" style="width: 420px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/6.Segurex-13.jpg" rel="lightbox[5905]"><img class=" wp-image-5912" title="SEACOM 3" alt="6.Segurex 13" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/6.Segurex-13.jpg" width="410" height="614" /></a><p class="wp-caption-text">Em primeiro plano, no solo, o SEACOM 3, detector de objectos afundados, capaz de atingir 50 m de profundidade. Tem uma autonomia de 18 horas e navega por GPS. O mergulhador tem o equipamento LAR VII COMBI, que opera em circuito fechado e semi-fechado.</p></div>
<div id="attachment_5914" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/7.Segurex-13.jpg" rel="lightbox[5905]"><img class=" wp-image-5914 " alt="Uma das duas viaturas &quot;Streit&quot; da Unidade Especial de Policia. Note-se que já foram adaptadas protecções de rede em diversos locais da viatura." src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/7.Segurex-13.jpg" width="614" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">Uma das duas viaturas &#8220;Streit&#8221; da Unidade Especial de Policia. Note-se que já foram adaptadas protecções de rede em diversos locais da viatura.</p></div>
<div id="attachment_5915" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/8.Segurex-13.jpg" rel="lightbox[5905]"><img class=" wp-image-5915 " alt="Um dos novos radares que as forças de segurança já utilizam para detectar viaturas em excesso de velocidade. Conseguem seguir uma viatura, podem ser ligados a semáforos para &quot;disparar&quot; sobre quem não respeite a sinalização, identificar duas viaturas em paralelo e indicar a que segue em velocidade autorizada e...a que não vai. " src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/8.Segurex-13.jpg" width="614" height="408" /></a><p class="wp-caption-text">Um dos novos radares que as forças de segurança já utilizam para detectar viaturas em excesso de velocidade. Conseguem, entre outras coisas, seguir uma viatura, podem ser ligados a semáforos para &#8220;disparar&#8221; sobre quem não respeite a sinalização, identificar duas viaturas em paralelo e indicar a que segue em velocidade autorizada e a que não vai.</p></div>
<div id="attachment_5916" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/9.Segurex-13.jpg" rel="lightbox[5905]"><img class=" wp-image-5916 " alt="Hoje em dia, quer a PSP, na foto, quer a GNR. dispõem de equipamento que em tempos estava reservado à Policia Judiciária, o que decorre naturalmente das alterações legislativas e das competências que forma atribuídas a estas forças de segurança." src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/9.Segurex-13.jpg" width="614" height="408" /></a><p class="wp-caption-text">Hoje em dia quer a PSP quer a GNR dispõem deste tipo de equipamento que em tempos estava reservado à Policia Judiciária, o que decorre naturalmente das alterações legislativas e das competências que foram atribuídas a estas forças de segurança.</p></div>
<div id="attachment_5917" class="wp-caption aligncenter" style="width: 420px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/10.Segurex-13.jpg" rel="lightbox[5905]"><img class=" wp-image-5917 " alt="O Centro de Inactivação de Explosivos e Segurança em Subsolo, integra a Unidade Especial de Policia da PSP. Aqui está uma actividade que não é para todos!" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/10.Segurex-13.jpg" width="410" height="614" /></a><p class="wp-caption-text">O Centro de Inactivação de Explosivos e Segurança em Subsolo, integra a Unidade Especial de Policia da PSP. Aqui está uma actividade que não é para todos!</p></div>
<div id="attachment_5918" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/11.Segurex-13.jpg" rel="lightbox[5905]"><img class=" wp-image-5918 " alt="No interior da Carreira de Tiro Móvel da PSP. Os visitantes com uso e porte de arma podiam fazer tiro com pistola 6,35mm. Estas viaturas destinam-se a percorrer o país e permitir o treino de tiro aos profissionais da PSP." src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/11.Segurex-13.jpg" width="614" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">No interior da Carreira de Tiro Móvel da PSP. Os visitantes com uso e porte de arma podiam fazer tiro com pistola 6,35mm. Estas viaturas destinam-se a percorrer o país e permitir o treino de tiro aos elementos da PSP.</p></div>
<div id="attachment_5919" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/12.-Segurex-13.jpg" rel="lightbox[5905]"><img class=" wp-image-5919 " alt="A GNR acaba de receber estas viaturas Toyota que estão pintadas com cor base de cinzento, um novo &quot;layout&quot; e símbolo.Este (em destaque) foi criado legalmente em 2009 - como Distintivo Profissional da GNR - regulado agora em 3 de Maio (Portaria n.º 172-A/2013), e também incluído no novo Regulamento de Uniformes ( Portaria n.º 169/2013), aqui como &quot;Distintivo da GNR&quot;." src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/12.-Segurex-13.jpg" width="614" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">A GNR acaba de receber estas viaturas Toyota que estão pintadas com cor base de cinzento, um novo &#8220;layout&#8221; e símbolo. Este (em destaque) foi criado legalmente em 2009 &#8211; como &#8220;Distintivo Profissional da GNR&#8221; &#8211; regulado agora em 3 de Maio (Portaria n.º 172-A/2013), e também incluído no novo Regulamento de Uniformes ( Portaria n.º 169/2013), aqui como &#8220;Distintivo da GNR&#8221;. Este distintivo está a substituir em muitos suportes o até aqui usado &#8220;Brasão de Armas da GNR&#8221;.</p></div>
<div id="attachment_5920" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/13.-Financiamento-Europeu-Segurex-13.jpg" rel="lightbox[5905]"><img class=" wp-image-5920 " alt="Muitos dos meios das nossas forças de segurança têm sido adquiridos com apoios comunitários. Note-se, sobre a legenda da foto anterior, o &quot;Brasão de Armas da GNR&quot;, aqui numa moto-quatro da Unidade de Controlo Costeiro." src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/13.-Financiamento-Europeu-Segurex-13.jpg" width="614" height="242" /></a><p class="wp-caption-text">Muitos dos meios das nossas forças de segurança têm sido adquiridos com apoios comunitários. Note-se, sobre a legenda da foto anterior, no canto inferior direito, o &#8220;Brasão de Armas da GNR&#8221;, aqui numa moto-quatro da Unidade de Controlo Costeiro.</p></div>
<div id="attachment_5921" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/14.-Segurex-13.jpg" rel="lightbox[5905]"><img class=" wp-image-5921 " alt="A câmara térmica OPAL-P usada pela Unidade de Controlo Costeiro da GNR na vigilância da costa. Fabricadas em Israel, permitem a visão nocturna e funcionam com infra-vermelhos." src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/14.-Segurex-13.jpg" width="614" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">A câmara térmica OPAL-P usada pela Unidade de Controlo Costeiro da GNR na vigilância da costa. Fabricadas em Israel, permitem a visão nocturna e funcionam com infra-vermelhos.</p></div>
<div id="attachment_5922" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/15.-Segurex-13.jpg" rel="lightbox[5905]"><img class=" wp-image-5922 " alt="Interior de uma das 8 viaturas Iveco adaptadas pela Indra (Espanha) para o &quot;Sistema Integrado de Vigilância, Comando e Controlo da Costa Portuguesa&quot;. Quando estiver operacional - o que tarda - os militares que vão operara estes monitores das estações móveis (que complementam 20 estações fixas),tornarão mais difícil a vida de quem se dedica ao crime nas costas do continente português." src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/15.-Segurex-13.jpg" width="614" height="408" /></a><p class="wp-caption-text">Interior de uma das 8 viaturas Iveco adaptadas pela Indra (Espanha) para o &#8220;Sistema Integrado de Vigilância, Comando e Controlo da Costa Portuguesa&#8221;. Quando estiver operacional &#8211; o que tarda &#8211; os militares da Unidade de Controlo Costeiro que vão operar estes monitores das estações móveis (que complementam 20 estações fixas),tornarão mais difícil a vida de quem se dedica ao crime nas costas do continente português.</p></div>
<div id="attachment_5923" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/16.Segurex-13.jpg" rel="lightbox[5905]"><img class=" wp-image-5923 " alt="Viatura de comando e controlo do Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro (GIPS), da Unidade de Intervenção da GNR." src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/16.Segurex-13.jpg" width="614" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">Viatura de comando e controlo do Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro (GIPS), da Unidade de Intervenção da GNR.</p></div>
<div id="attachment_5924" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/17.-Segurex-13.jpg" rel="lightbox[5905]"><img class=" wp-image-5924 " alt="O &quot;detector de vida&quot; (tradução livre) da Delsar em uso no GIPS / GNR, é na realidade um aparelho extremamente sensível que permite detectar os mais pequenos movimentos/ruídos, por exemplo, no caso de haver pessoas subterradas" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/17.-Segurex-13.jpg" width="614" height="408" /></a><p class="wp-caption-text">O &#8220;detector de vida&#8221; (tradução livre) Delsar (Con-Space / Canadá) em uso no GIPS/GNR, é na realidade um aparelho extremamente sensível que permite detectar os mais pequenos movimentos/ruídos, por exemplo, no caso de haver pessoas subterradas.</p></div>
<div id="attachment_5925" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/18.Segurex-13.jpg" rel="lightbox[5905]"><img class=" wp-image-5925 " alt="O clássico radar para detectar veículos em excesso de velocidade." src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/18.Segurex-13.jpg" width="614" height="408" /></a><p class="wp-caption-text">O clássico radar para detectar veículos em excesso de velocidade.</p></div>
<div id="attachment_5926" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/19.Segurex-13.jpg" rel="lightbox[5905]"><img class=" wp-image-5926 " alt="O Grupo de Intervenção de Operações Especiais da Unidade de Intervenção apresentou uma grande panóplia de armamento moderno (das HK G-36 às Accuracy 12,7mm e 7,62mm, passando pelo Lança Granadas Automático HK40mm), viaturas, e..uma nova boina, mais uma na GNR. Além da boina &quot;verde -escuro&quot; recentemente aprovada para a generalidade do efectivo da GNR, há ainda, pelo menos: GIOE (verde em cima e preta, em baixo); GIPS (castanha clara); Unidade de Intervenção (preta em cima e verde em baixo); Grupo de Intervenção Cinotécnico (azul)." src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/19.Segurex-13.jpg" width="614" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">O Grupo de Intervenção de Operações Especiais da Unidade de Intervenção da GNR apresentou uma grande panóplia de armamento moderno (das HK G-36 às Accuracy 12,7mm e 7,62mm, passando pelo Lança Granadas Automático HK40mm), viaturas blindadas, e&#8230;uma nova boina, preta e verde (mais uma tonalidade desta cor, a terceira, nas boinas da GNR). No fundo a Guarda está a seguir as pisadas da PSP que também adoptou várias boinas para unidades especializadas. A GNR terá em breve uma boina para &#8220;todos&#8221; (e mais 4 boinas pelo menos para unidades especializadas), a PSP manteve para a generalidade dos seus elementos outras coberturas de cabeça, restringindo as boinas a um efectivo relativamente reduzido.</p></div>
<div id="attachment_5927" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/20.Segurex-13.jpg" rel="lightbox[5905]"><img class=" wp-image-5927 " alt="Uma viatura &quot;rara&quot;, a Pandur II 8x8 Reconhecimento, dotada de equipamentos de VCB (Vigilância do Campo de Batalha). São apenas 4 das 240 destinadas ao Exército, e estão no Esquadrão de Reconhecimento da Brigada de Intervenção, que está aquartelado em Braga no Regimento de Cavalaria 6. Principais equipamentos, o radar BOR-A550 (na imagem à esquerda) e o Sistema de Reconhecimento, com câmaras térmica, diurna e telémetro laser." src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/20.Segurex-13.jpg" width="614" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">Uma viatura &#8220;rara&#8221;, a Pandur II 8&#215;8 Reconhecimento, dotada de equipamentos de VCB (Vigilância do Campo de Batalha). São apenas 4 das <a onclick="window.open('http://www.operacional.pt/vbr-8x8-tp-pandur-ii-127/','','');return false;" href="http://www.operacional.pt/vbr-8x8-tp-pandur-ii-127/">240 destinadas ao Exército</a>, e estão no Esquadrão de Reconhecimento da Brigada de Intervenção, aquartelado em Braga no Regimento de Cavalaria 6. Principais equipamentos, o radar BOR-A550 (na imagem à esquerda) e o Sistema de Reconhecimento, com câmaras térmica, diurna e telémetro laser.</p></div>
<div id="attachment_5928" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/21.Segurex-13.jpg" rel="lightbox[5905]"><img class=" wp-image-5928 " alt="Os dois monitores da esquerda integram o sistema de observação (fabrico israelita) e o da direita o radar (alemão). O radar tem um alcance de 40 km; o sistema de observação detecta, reconhece e identifica alvos e dá as distâncias a que se encontram. Os computadores tácticos destes sistemas permitem variadas opções tácticas com as informações recolhidas. " src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/21.Segurex-13.jpg" width="614" height="408" /></a><p class="wp-caption-text">Os dois monitores da esquerda integram o sistema de observação (fabrico israelita) e o da direita o radar (alemão). O radar tem um alcance de 40 km; o sistema de observação detecta, reconhece e identifica alvos e dá as distâncias a que se encontram. Os computadores tácticos destes sistemas permitem variadas opções tácticas com as informações recolhidas.</p></div>
<div id="attachment_5929" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/22.Segurex-13.jpg" rel="lightbox[5905]"><img class=" wp-image-5929 " alt="O espaço do Instituto Geográfico do Exército era este ano de um a simplicidade extrema." src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/22.Segurex-13.jpg" width="614" height="408" /></a><p class="wp-caption-text">O espaço do Instituto Geográfico do Exército era este ano de uma simplicidade extrema.</p></div>
<div id="attachment_5930" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/23.Segurex-13.jpg" rel="lightbox[5905]"><img class=" wp-image-5930 " alt="Os &quot;Comandos&quot; apresentaram a sua viatura Land Rover Defender 130, e algum (pouco) armamento individual e colectivo em uso no Exército Português." src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/23.Segurex-13.jpg" width="614" height="408" /></a><p class="wp-caption-text">Os &#8220;Comandos&#8221; apresentaram a sua viatura Land Rover Defender 130, e algum (pouco) armamento individual e colectivo em uso no Exército Português. A viatura está armada com 1 Browning 12.7mm e 4 HK MG 4 5.56mm.</p></div>
<div id="attachment_5931" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/24.Segurex-13.jpg" rel="lightbox[5905]"><img class=" wp-image-5931 " alt="Aquela mesa com um pano verde era o espaço da EMPORDEF, Empresa Portuguesa de Defesa..." src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/24.Segurex-13.jpg" width="614" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">Aquela mesa com um pano verde, 2 cadeiras e dois painéis, era o espaço da EMPORDEF, Empresa Portuguesa de Defesa, inserida na área da Marinha.</p></div>
<div id="attachment_5932" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/25.Segurex-13.jpg" rel="lightbox[5905]"><img class=" wp-image-5932 " alt="A Força Aérea esteve representada pelos Operadores de Assistência e Socorro (OPSAS) e..." src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/25.Segurex-13.jpg" width="614" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">A Força Aérea esteve representada pelos Operadores de Assistência e Socorro (OPSAS) e&#8230;</p></div>
<div id="attachment_5933" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/26.Segurex-13.jpg" rel="lightbox[5905]"><img class=" wp-image-5933 " alt="Um dos HMMWV 1165A1/B3 das comunicações tácticas da Força Aérea que serviu no Afeganistão." src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/05/26.Segurex-13.jpg" width="614" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">Um dos HMMWV 1165A1/B3 das comunicações tácticas da Força Aérea que serviu no Afeganistão.</p></div>
<p style="text-align: justify;">  <span style="font-size: medium;">Quer ver as anteriores edições da Segurex? </span><span style="font-size: medium;">Clique em:</span></p>
<p><a onclick="window.open('http://www.operacional.pt/foto-reportagem-%C2%ABsegurex-09%C2%BB/','','');return false;" href="http://www.operacional.pt/foto-reportagem-%C2%ABsegurex-09%C2%BB/">FOTO REPORTAGEM «SEGUREX 09»</a></p>
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<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Quer ver o AR1 Blue Ray em acção? Clique<a onclick="window.open('http://autonomous.tekever.com/ar1/index.html','','');return false;" href="http://autonomous.tekever.com/ar1/index.html"> aqui!</a><br />
</span></p>
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		</item>
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		<title>MARINHA DA REPÚBLICA POPULAR DA CHINA EM PORTUGAL</title>
		<link>http://www.operacional.pt/marinha-da-republica-popular-da-china-em-portugal/</link>
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		<pubDate>Wed, 01 May 2013 09:01:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Machado</dc:creator>
				<category><![CDATA[03. REPORTAGEM]]></category>
		<category><![CDATA[EM DESTAQUE]]></category>
		<category><![CDATA[Huangshan”]]></category>
		<category><![CDATA[PLA Navy]]></category>
		<category><![CDATA[Republica Popular da China]]></category>
		<category><![CDATA[“Hengyang”]]></category>
		<category><![CDATA[“Qinghaihu”]]></category>

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		<description><![CDATA[Lisboa recebeu no passado mês de Abril uma visita pouco frequente, duas fragatas lança-mísseis e um navio reabastecedor das Forças Armadas da República Popular da China (RPC). Mário Diniz foi a bordo e mostra-nos o que viu! A visita de cortesia inseriu-se num périplo que esta “13.ª Flotilha” efectuou a diversos países depois de ter terminado uma missão de luta anti-pirataria no Índico. Malta (Valletta), Argélia (Argel), Marrocos (Casablanca), Portugal (Lisboa) e França (Toulon), foram os países escolhidos para esta verdadeira operação de relações públicas da Marinha Chinesa.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Lisboa recebeu no passado mês de Abril uma visita pouco frequente, duas fragatas lança-mísseis e um navio reabastecedor das Forças Armadas da República Popular da China (RPC). <b>Mário Diniz</b> foi a bordo e mostra-nos o que viu!<span id="more-5879"></span></span></p>
<div id="attachment_5880" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/2-DSC_0059-Mário-Diniz.jpg"><img class=" wp-image-5880 " title="A fragata lança-mísseis &quot;Hengyang&quot;." alt="A fragata lança-mísseis &quot;Hengyang&quot;." src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/2-DSC_0059-Mário-Diniz.jpg" width="614" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">A fragata lança-mísseis &#8220;Hengyang&#8221;.</p></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><b>Escala em Lisboa</b></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Na realidade, segundo foi noticiado, esta é apenas a segunda vez que navios da Marinha do Exército Popular de Libertação da RPC, escalam Lisboa, a anterior foi em 2002. A visita de cortesia inseriu-se num périplo que esta “13.ª Flotilha”(*) efectuou a diversos países depois de ter terminado uma missão de luta anti-pirataria no Índico. Tendo largado do porto militar de Zhanjiang, no Sul da RPC (província de Guangdong) a 9 de Novembro de 2012, a Flotilha, composta pelas fragatas “Huangshan” e “Hengyang” e o reabastecedor “Qinghaihu”, actuou no Índico tendo realizado 161 missões de escolta a navios comerciais chineses e estrangeiros. Em 13 de Março a 14.ª Flotilha rendeu a 13.ª nas águas do Golfo de Adém, fizeram cinco dias de actividade conjunta, tendo depois a 13.ª rumado a ocidente fazendo escalas – semelhantes à de Lisboa – em Malta (Valletta), Argélia (Argel) e Marrocos (Casablanca). Terminada a visita ao nosso país e antes de regressar à RPC ainda escalaram Toulon em França.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Chegados a 15 de Abril de 2013 ao cais de Santa Apolónia, assistiu-se ao mesmo figurino das escalas anteriores pelo Mediterrâneo. Em todos os portos, civis chineses residentes nas cidades visitadas receberam em festa os navios; cinco dias de duração, alguns deles com visitas autorizadas a bordo; contactos de alto nível com as Marinhas e entidades ligadas à Defesa Nacional de cada país. Uma operação de relações públicas bem montada quer no terreno colhendo a atenção dos órgãos de comunicação social locais quer “world wide” através de reportagens fotográficas que foram sendo publicadas no site do Ministério da Defesa da RPC.</span></p>
<div id="attachment_5881" class="wp-caption aligncenter" style="width: 421px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/24-Chineses-em-Lisboa.jpg" rel="lightbox[5879]"><img class=" wp-image-5881 " alt="Manifestações de alegria por parte dos civis chineses residentes acolheram a 13.ª Esquadra em Valletta, Argel, Casablança, Lisboa e Toulon (Fotos do site do Ministério da Defesa da República Popular da China)" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/24-Chineses-em-Lisboa.jpg" width="411" height="614" /></a><p class="wp-caption-text">Manifestações de alegria por parte dos civis chineses residentes acolheram a 13.ª Flotilha em Valletta, Argel, Casablança, Lisboa e Toulon (Fotos do site do Ministério da Defesa da República Popular da China).</p></div>
<div id="attachment_5882" class="wp-caption aligncenter" style="width: 421px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/25-CEMA-.jpg" rel="lightbox[5879]"><img class=" wp-image-5882 " alt="Fotos publicadas no site do Ministério da Defesa da República Popular da China. Nas legendas referem o nome do comandante da 13.ª Esquadra e &quot;uma alta patente da Marinha Portuguesa oferecendo uma recordação&quot;. Na imagem em baixo, o comandante chinês &quot;oferece uma prenda a um representante do governo português&quot;." src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/25-CEMA-.jpg" width="411" height="614" /></a><p class="wp-caption-text">Fotos publicadas no site do Ministério da Defesa da República Popular da China. Nas legendas referem o nome do comandante da 13.ª Flotilha (Contra-Almirante Li Xiaoyan) e &#8220;uma alta patente da Marinha Portuguesa oferecendo uma recordação&#8221;. Na imagem em baixo, o comandante chinês &#8220;oferece uma prenda a um representante do governo português&#8221;.</p></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><b>Mário Diniz</b> visitou a 13.ª Flotilha, fez as fotografias que apresentamos (<b>Ernâni Balsa</b> cedeu-nos uma que mostra os navios ancorados no Tejo) e transmitiu-nos as suas impressões: muita simpatia, navios novos, material claramente a lembrar aquilo que está ao serviço em muitos outros países.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><b>A Marinha do Exército de Libertação Nacional</b></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">De acordo com o último “Livro Branco da Defesa Nacional” da RPC, publicado por coincidência este mês de Abril de 2013, com a designação, em inglês, de “<i>The Diversified Employment of China&#8217;s Armed Forces</i>”, a Marinha dispõe de 235.000 efectivos e é composta por 3 Esquadras, Beihai, Donghai e Nanhai, cujos quartéis-generais estão localizados, respectivamente em Qingdao (Província de Shandong) Ningbo (Província de Zhejiang ) e Zhanjiang (Província de Guangdong).  Cada uma destas Esquadras tem aviação, navios e fuzileiros navais.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Segundo este mesmo documento, as Forças Armadas da República Popular da China são compostas pelo Exército Popular de Libertação (EPL), a Força Armada de Policia Popular e a Milícia. O EPL inclui, Exército com 850.000 efectivos, Força Aérea com 398.000, a Marinha e há ainda uma “Segunda Força de Artilharia” – misseis convencionais e nucleares.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">A Marinha evoluiu de uma quase “Guarda Costeira” nos seus primórdios no início dos anos 50 do século XX para se tornar na última década uma força oceânica com poder considerável que já inclui um porta-aviões – o &#8220;Liaoning&#8221; (ex-&#8221;Riga&#8221; e ex-&#8221;Varyag&#8221;, que foi vendido pela Ucrânia e teve uma passagem por Macau onde seria supostamente transformado em casino!) que opera desde Setembro de 2012, mas não está ainda completamente operacional – que tudo indica será o primeiro de vários.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Esta Marinha da RPC &#8211; no seu 64.º aniversário &#8211; está atenta à reorientação que os EUA têm em curso no seu dispositivo militar (sobretudo aeronaval) em direcção ao Pacífico, às disputas com o Japão sobretudo por causa de questões territoriais em diversas ilhas que ambos os países reclamam e, como sempre, na luta contra os “separatistas” de Taiwan, a República da China, herdeiros dos nacionalistas que perderam a guerra civil no continente contra os comunistas em 1949.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">O aumento da participação das Forças Armadas Chinesas em geral e da Marinha em particular em missões internacionais tem sido uma constante. Um dos capítulos deste “Livro Branco” é mesmo dedicado à Salvaguarda da Estabilidade Regional e da Paz Mundial, onde se incluem as missões da ONU, as de ajuda humanitária e a segurança das linhas de comunicação marítimas, para além dos exercícios internacionais que a RPC efectua com cada vez mais parceiros.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Esta evolução é suportada pelo crescente poderio económico da RPC, a qual é hoje o segundo maior comprador de armamento do mundo e o terceiro maior exportador. Segundo o &#8220;Stockholm International Peace Research Institute” as suas despesas militares cresceram 172% entre 2003 e 2012!</span></p>
<div id="attachment_5883" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/3-DSC_0135-Mário-Diniz.jpg"><img class=" wp-image-5883 " alt="Tudo bem organizado seguindo aliás um modelo comum a  muitas marinhas que nos visitam." src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/3-DSC_0135-Mário-Diniz.jpg" width="614" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">Tudo bem organizado seguindo aliás um modelo comum a muitas marinhas que nos visitam.</p></div>
<div id="attachment_5884" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/23-Posters-China-Mário-Diniz.jpg"><img class=" wp-image-5884 " alt="Estes painéis eram claramente dirigidos aos nacionais chineses que os visitavam e eram muitos. " src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/23-Posters-China-Mário-Diniz.jpg" width="614" height="184" /></a><p class="wp-caption-text">Estes painéis eram claramente dirigidos aos nacionais chineses que os visitavam e eram muitos.</p></div>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/4-DSC_0119-Mário-Diniz.jpg"><img class="wp-image-5885 aligncenter" alt="4 DSC_0119  Mário Diniz" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/4-DSC_0119-Mário-Diniz.jpg" width="614" height="442" /></a></p>
<p><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/5-DSC_0032-Mário-Diniz.jpg"><img class="wp-image-5886 aligncenter" alt="5 DSC_0032  Mário Diniz" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/5-DSC_0032-Mário-Diniz.jpg" width="614" height="412" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/6-DSC_0046-Mário-Diniz.jpg"><img class=" wp-image-5887 aligncenter" alt="6 DSC_0046  Mário Diniz" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/6-DSC_0046-Mário-Diniz.jpg" width="614" height="418" /></a></p>
<p><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/7-DSC_0020-Mário-Diniz.jpg"><img class="wp-image-5888 aligncenter" alt="7 DSC_0020  Mário Diniz" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/7-DSC_0020-Mário-Diniz.jpg" width="412" height="614" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/8-DSC_0047-Mário-Diniz.jpg"><img class=" wp-image-5889 aligncenter" alt="8 DSC_0047  Mário Diniz" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/8-DSC_0047-Mário-Diniz.jpg" width="614" height="411" /></a></p>
<p><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/9-DSC_0016-Mário-Diniz.jpg"><img class="wp-image-5890 aligncenter" alt="9 DSC_0016  Mário Diniz" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/9-DSC_0016-Mário-Diniz.jpg" width="440" height="614" /></a></p>
<p><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/10-DSC_0012-Mário-Diniz.jpg"><img class="wp-image-5891 aligncenter" alt="10 DSC_0012  Mário Diniz" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/10-DSC_0012-Mário-Diniz.jpg" width="614" height="411" /></a></p>
<p><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/12-DSC_0125-Mário-Diniz.jpg"><img class="wp-image-5892 aligncenter" alt="12 DSC_0125  Mário Diniz" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/12-DSC_0125-Mário-Diniz.jpg" width="614" height="409" /></a></p>
<p><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/13-DSC_0162-Mário-Diniz.jpg"><img class="wp-image-5893 aligncenter" alt="13 DSC_0162  Mário Diniz" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/13-DSC_0162-Mário-Diniz.jpg" width="614" height="411" /></a></p>
<p><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/15-DSC_0078-Mário-Diniz.jpg"><img class="wp-image-5894 aligncenter" alt="15 DSC_0078  Mário Diniz" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/15-DSC_0078-Mário-Diniz.jpg" width="614" height="411" /></a></p>
<p><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/16-DSC_0086-Mário-Diniz.jpg"><img class="wp-image-5895 aligncenter" alt="16 DSC_0086  Mário Diniz" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/16-DSC_0086-Mário-Diniz.jpg" width="614" height="410" /></a></p>
<p><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/18-DSC_0184-Mário-Diniz.jpg"><img class="wp-image-5896 aligncenter" alt="18 DSC_0184  Mário Diniz" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/18-DSC_0184-Mário-Diniz.jpg" width="614" height="410" /></a></p>
<p><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/19-DSC_0228-Mário-Diniz.jpg"><img class="wp-image-5897 aligncenter" alt="19 DSC_0228  Mário Diniz" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/19-DSC_0228-Mário-Diniz.jpg" width="614" height="411" /></a></p>
<p><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/20-DSC_0259-Mário-Diniz.jpg"><img class="wp-image-5898 aligncenter" alt="20 DSC_0259  Mário Diniz" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/20-DSC_0259-Mário-Diniz.jpg" width="614" height="411" /></a></p>
<p><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/21-DSC_0271-Mário-Diniz.jpg"><img class="wp-image-5899 aligncenter" alt="21 DSC_0271  Mário Diniz" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/21-DSC_0271-Mário-Diniz.jpg" width="614" height="411" /></a></p>
<p><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/22-DSC_0295-Mário-Diniz.jpg"><img class="wp-image-5900 aligncenter" alt="22 DSC_0295  Mário Diniz" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/22-DSC_0295-Mário-Diniz.jpg" width="614" height="411" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><b>Os navios</b></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">As duas fragatas lança-mísseis que visitaram Lisboa eram iguais. São do Tipo 054A designadas pela NATO de Jiangkai-II Class, e entraram ao serviço em 2008. Destinadas primariamente à defesa aérea mas com capacidade para missões anti-navio e outras (como as que acabaram de efectuar no Índico). Deslocamento máximo de 4.053 toneladas (contra 3.320ton. para as <a href="http://www.operacional.pt/visita-ao-nrp-bartolomeu-dias/">&#8220;Bartolomeu Dias&#8221; da Marinha Portuguesa</a>, a título de comparação)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">O reabastecedor &#8220;Qingaihu&#8221;, é o ex-&#8221;Vladimir Peregudov&#8221; que começou a ser construído na antiga União Soviética e depois foi comprado inacabado pela RPC à Ucrânia. Finalizado na RPC entrou ao serviço já depois do ano 2000 e de ter mudado várias vezes de nome. Desloca 37.000 toneladas (o <a href="http://www.operacional.pt/o-%E2%80%9Cberrio%E2%80%9D-um-navio-singular-i/">&#8220;Bérrio&#8221; da Marinha Portuguesa</a> desloca 11.522ton.).</span></p>
<div id="attachment_5901" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/26-Fragata-Chinesa-E.-Balsa.jpg" rel="lightbox[5879]"><img class=" wp-image-5901 " alt="A 13.ª Flotilha, depois de largar Lisboa, rumou a Toulon onde foi, novamente, recebida por civis chineses e pelas autoridades militares locais." src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/26-Fragata-Chinesa-E.-Balsa.jpg" width="614" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">A 13.ª Flotilha, depois de largar Lisboa, rumou a Toulon onde foi, novamente, recebida por civis chineses e pelas autoridades militares locais.</p></div>
<p style="text-align: justify;">(*) Por cá na comunicação social usou-se a designação &#8220;Esquadra&#8221; em vez de &#8220;Flotilha&#8221;. Optamos por esta última por nos parecer mais correcta dado o número de navios e para não se confundir com as 3 Esquadras em que a Marinha Chinesa está organizada.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">(Os dados sobre os navios chineses recolhidos do site <a href="http://www.sinodefence.com/">http://www.sinodefence.com</a>, onde se pode encontrar informação com algum detalhe sobre os armamentos instalados nos navios)</span></p>
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		<title>«ZEUS 13»: TESTE À CAPACIDADE DE INTERVENÇÃO IMEDIATA</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Apr 2013 15:58:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Machado</dc:creator>
				<category><![CDATA[03. REPORTAGEM]]></category>
		<category><![CDATA[EM DESTAQUE]]></category>
		<category><![CDATA[1BIPara]]></category>
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		<category><![CDATA[ZEUS 13]]></category>

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		<description><![CDATA[A reforma que em breve vai atingir as Forças Armadas Portuguesas, com as suas linhas gerais e mesmo algumas alterações de detalhe já divulgadas no documento «Defesa 2020», refere-se a uma prioridade para a Força de Reacção Imediata (FRI). Alfredo Serrano Rosa e Pedro Miguel Matos foram ver em Tancos, Silveira, Chança e Ponte de Sôr, um exercício sectorial de parte da componente terrestre e aérea desta força. O "Operacional" agradece esta reportagem sobre o «ZEUS 13» que teve a particularidade de incluir um pequeno destacamento de pára-quedistas franceses.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">A reforma que em breve vai atingir as Forças Armadas Portuguesas, com as suas linhas gerais e mesmo algumas alterações de detalhe já divulgadas no documento <a href="http://www.operacional.pt/resolucao-do-conselho-de-ministros-defesa-2020/">«Defesa 2020»</a>, refere-se a uma prioridade para a Força de Reacção Imediata (FRI). <strong>Alfredo Serrano Rosa</strong> e <strong>Pedro Miguel Matos</strong> foram ver em Tancos, Silveira, Chança e Ponte de Sôr, um exercício sectorial de parte da componente terrestre e aérea desta força. O &#8220;Operacional&#8221; agradece esta reportagem sobre o «Zeus 13» que teve a particularidade de incluir um pequeno destacamento de pára-quedistas franceses.<span id="more-5848"></span></span></p>
<div id="attachment_5852" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/1-ZEUS-2013-16ABRL13-229-copy.jpg" rel="lightbox[5848]"><img class=" wp-image-5852 " alt="O 1.º Batalhão de Infantaria Pára-quedista, reforçado, actuando como Componente Terrestre da Força de Reacção Imediata do EMGFA, efectua um salto táctico na zona da Silveira." src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/1-ZEUS-2013-16ABRL13-229-copy.jpg" width="614" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">O 1.º Batalhão de Infantaria Pára-quedista, reforçado com uma secção do 3.º Regimento de Pára-quedistas da Infantaria de Marinha (do Exército Francês), actuando como Componente Terrestre da Força de Reacção Imediata do EMGFA, efectua um salto táctico na ZL da Silveira.</p></div>
<p style="text-align: justify;"> <span style="font-size: medium;">O «Zeus 13» levado a cabo pelo 1.º Batalhão de Infantaria Pára-quedista (1BIPara) da Brigada de Reacção Rápida do Exército, foi um exercício em que se testou a capacidade de reacção do batalhão e de componentes que lhe são exteriores, para efectuar uma operação de evacuação de “não-combatentes” (civis nacionais e estrangeiros) de um suposto país onde se encontravam ameaçados.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">A <a href="http://www.operacional.pt/a-crise-na-guine-e-a-capacidade-militar-nacional/">FRI é uma força do Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA)</a>, composta por pessoal e meios da Marinha, Exército e Força Aérea, vocacionada para intervenções deste tipo, a qual tem unidades atribuídas mas cuja composição pode ser alterada consoante a missão concreta. Tradicionalmente realiza um exercício anual de grande dimensão &#8211; o “Lusíada” que em 2012 foi cancelado com a justificação que a missão realizada pela FRI na Guiné-Bissau, operação “Manatim”(*), havia gasto muitos recursos &#8211; e as forças que estão atribuídas realizam exercícios sectoriais de acordo com o planeamento dos ramos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Para este exercício «Zeus» – assim se garante em caso de emprego real, a competência das forças para efectuar uma operação com elevada probabilidade de sucesso – o 1BIPara foi reforçado com elementos de outras unidades do Exército, com valências como a inactivação de engenhos explosivos, o abastecimento aéreo (preparação de cargas), transmissões, integrou uma pequena força – secção – do 3.º Regimento de Pára-quedistas da Infantaria de Marinha do Exército Francês (**), a seu pedido. Foi apoiado em diversas acções por meios aéreos da Força Aérea, para transporte táctico com aeronaves C-130 e C-295M e ataque ao solo com aeronaves F-16, para o que receberam ainda um controlador aéreo avançado da Força Aérea. Recorda-se a propósito que estes controladores aéreos avançados <a href="http://www.operacional.pt/controladores-aereos-avancados-em-combate/">integraram durante várias missões o contingente português destacado no Afeganistão</a>, cabendo-lhes no decurso das operações coordenar o apoio aéreo multinacional às nossas forças.</span></p>
<div id="attachment_5853" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/2-ZEUS-2013-16ABRL13-032-copy.jpg" rel="lightbox[5848]"><img class=" wp-image-5853 " alt="Antes do embarque todos os pára-quedistas, independentemente do posto e função, assistem ao briefing de segurança. Um salto em pára-quedas, mesmo em treino, é sempre bem real." src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/2-ZEUS-2013-16ABRL13-032-copy.jpg" width="614" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">Antes do embarque todos os pára-quedistas, independentemente do posto e função, assistem ao briefing de segurança. Um salto em pára-quedas, mesmo em treino, é sempre bem real.</p></div>
<div id="attachment_5854" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/3-ZEUS-2013-16ABRL13-067-copy.jpg" rel="lightbox[5848]"><img class=" wp-image-5854 " alt="Dois C-130 da Esquadra 501, um deles o &quot;16806&quot;, que ostenta a pintura comemorativa das 70.501 horas de vôo, efectuaram o lançamento da força." src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/3-ZEUS-2013-16ABRL13-067-copy.jpg" width="614" height="407" /></a><p class="wp-caption-text">Dois C-130 da Esquadra 501, um deles o &#8220;16806&#8243;, que ostenta a pintura comemorativa das 70.501 horas de vôo, efectuaram o lançamento da força.</p></div>
<div id="attachment_5855" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/4-ZEUS-2013-16ABRL13-128-copy.jpg" rel="lightbox[5848]"><img class=" wp-image-5855 " alt="Loadmaster da 501. Estes militares da Força Aérea Portuguesa têm uma enorme experiência em missões internacionais, sejam elas de carácter estritamente operacional (como no Afeganistão, Guiné-Bissau e Chade ou Republica Centro Africana) seja em missões humanitárias (como na Madeira, Líbia ou Egipto, entre muitas outras), ou de sustentação das Forças Nacionais Destacadas como na Bósnia, Kosovo, Timor-Leste, Afeganistão ou Iraque" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/4-ZEUS-2013-16ABRL13-128-copy.jpg" width="614" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">Loadmaster da 501. Estes militares da Força Aérea Portuguesa têm uma enorme experiência em missões internacionais, sejam elas de carácter estritamente operacional, como no Afeganistão, Guiné-Bissau e Chade ou República Centro Africana, seja em missões humanitárias, como na Madeira, Líbia ou Egipto, entre muitas outras, ou de sustentação das Forças Nacionais Destacadas como na Bósnia, Kosovo, Timor-Leste, Afeganistão, Líbano ou Iraque.</p></div>
<div id="attachment_5856" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/5-ZEUS-2013-16ABRL13-255-copy.jpg" rel="lightbox[5848]"><img class=" wp-image-5856 " alt="A Zona de Saltos da Silveira tem espaço para estes lançamentos &quot;em massa&quot; com várias aeronaves em simultâneo, evitando passagens sucessivas." src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/5-ZEUS-2013-16ABRL13-255-copy.jpg" width="614" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">A Zona de Saltos da Silveira tem espaço para estes lançamentos &#8220;em massa&#8221; com várias aeronaves em simultâneo, evitando passagens sucessivas.</p></div>
<div id="attachment_5857" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/6-ZEUS-2013-16ABRL13-290-copy.jpg" rel="lightbox[5848]"><img class=" wp-image-5857 " alt="Problema na abertura do pára-quedas dorsal (note-se o enorme enrolamento nas tiras e cordões que ligam o pára-quedista à calote principal), levaram à abertura do reserva. O militar já tem a carga pendurada, prepara a aterragem." src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/6-ZEUS-2013-16ABRL13-290-copy.jpg" width="614" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">Problema na abertura do pára-quedas dorsal (note-se o enorme enrolamento nas tiras e cordões que ligam o pára-quedista à calote principal), levaram à abertura do reserva. O militar já tem a carga suspensa e prepara o contacto com o solo.</p></div>
<div id="attachment_5858" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/7-ZEUS-2013-16ABRL13-303-copy.jpg" rel="lightbox[5848]"><img class=" wp-image-5858 " alt="Após a aterragem da força, momento critico da operação, segue-se a reorganização que coloca a unidade organizada para cumprir a missão." src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/7-ZEUS-2013-16ABRL13-303-copy.jpg" width="614" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">Após a aterragem da força, momento critico da operação, segue-se a reorganização que coloca a unidade organizada para cumprir a missão&#8230;</p></div>
<div id="attachment_5859" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/8-ZEUS-2013-16ABRL13-326-copy.jpg" rel="lightbox[5848]"><img class=" wp-image-5859 " alt="Após a aterragem, o militar efectua a dobragem sumária do seu pára-quedas..." src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/8-ZEUS-2013-16ABRL13-326-copy.jpg" width="614" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">&#8230;o militar efectua a dobragem sumária do seu pára-quedas&#8230;</p></div>
<div id="attachment_5860" class="wp-caption aligncenter" style="width: 420px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/9-ZEUS-2013-16ABRL13-337-copy.jpg" rel="lightbox[5848]"><img class=" wp-image-5860 " alt="...e inicia o deslocamento para o ponto de reunião para deixar a carga. Estas missões começam sempre com várias horas de grande  desgaste psicológico e físico, desde a placa de embarque até largar o conjunto do pára-quedas no ponto de reunião. Depois...até dá gosto cumprir a missão por pior que ela seja!" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/9-ZEUS-2013-16ABRL13-337-copy.jpg" width="410" height="614" /></a><p class="wp-caption-text">&#8230;e inicia o deslocamento para o ponto de reunião onde deixa a carga adicional. Estas missões começam sempre com várias horas de grande desgaste psicológico e físico, desde a placa de embarque até largar o conjunto do pára-quedas &#8211; principal e reserva &#8211; no ponto de reunião. Depois&#8230;até dá gosto cumprir a missão por pior que ela seja!</p></div>
<div id="attachment_5861" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/10-ZEUS-DSC_0030a-copy.jpg" rel="lightbox[5848]"><img class=" wp-image-5861 " alt="Já no segundo dia da operação, em Chança, prepara-se a recepção de rações de combate para militares e civis lançadas por C-295M..." src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/10-ZEUS-DSC_0030a-copy.jpg" width="614" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">Já no segundo dia da operação, em Chança, prepara-se a recepção de rações de combate para militares e civis lançadas por C-295M&#8230;</p></div>
<div id="attachment_5862" class="wp-caption aligncenter" style="width: 419px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/11-ZEUS-DSC_0064-Prec-copy.jpg" rel="lightbox[5848]"><img class=" wp-image-5862 " alt="A coordenação com os meios aéreos é uma das competências que têm que ser mantida e desenvolvida quer em termos técnicos quer humanos. O lançamento de cargas por exemplo, tem ganho uma relevância acrescida nos últimos tempos quer no Afeganistão quer no Mali. " src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/11-ZEUS-DSC_0064-Prec-copy.jpg" width="409" height="614" /></a><p class="wp-caption-text">A coordenação com os meios aéreos é uma das competências que tem que ser mantida e desenvolvida quer em termos técnicos quer humanos.</p></div>
<div id="attachment_5863" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/12-ZEUS-DSC_0045-1-cargas-copy.jpg" rel="lightbox[5848]"><img class=" wp-image-5863 " alt="O lançamento de cargas por exemplo, tem ganho uma relevância acrescida nos últimos tempos quer no Afeganistão quer no Mali, chegando-se ao ponto de já haver empresas privadas que o fazem em proveito das forças militares." src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/12-ZEUS-DSC_0045-1-cargas-copy.jpg" width="614" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">O lançamento de cargas por exemplo, tem ganho uma relevância acrescida nos últimos tempos quer no Afeganistão quer no Mali, chegando-se ao ponto de já haver empresas privadas que o fazem em proveito das forças militares.</p></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Em linhas muito gerais, durante os 3 dias que durou o «Zeus 13», testou-se o plano de alerta do 1.ºBIPara para quando a FRI é activada (o que acontece mais vezes do que muita gente julga!), a capacidade para rapidamente transportar os seus materiais orgânicos para a operação em causa – recorda-se foi uma NEO, operação de evacuação de “não-combatentes”, para a qual não está previsto armamento pesado – a partir do seu quartel em Tomar (o Regimento de Infantaria n.º 15) até à Base de Partida “Coronel Pára-quedista Luís de Noronha Krug” (a antiga Esquadra 502 da Base Aérea n.º 3 ), no Aeródromo Militar de Tancos. Aqui aterraram as aeronaves de transporte aéreo táctico vindas da Base Aérea n.º 6 (Montijo), para apoiar o batalhão e reforços, constituindo a Componente Terrestre da Força de Reacção Imediata. Optou-se pelo lançamento em pára-quedas como modo mais rápido de chegar junto ao núcleo de civis ameaçados, e o batalhão efectuou um salto táctico, armado e equipado para combate, na Zona de Salto da Silveira. A força reorganizou após o salto, e marchou em direcção a um objectivo intermédio que foi conquistado, e seguiu-se a recolha dos civis na região de Chança &#8211; aqui foram reabastecidos por lançamento de cargas a partir de C-295M &#8211; a partir de onde se iniciou um deslocamento em direcção a Ponte de Sôr. A infra-estrutura aeronáutica desta localidade foi capturada através de aterragem de assalto em C-295M. Aqui onde na realidade se encontra a “base aérea” da Empresa de Meios Aéreos do Ministério da Administração Interna), o 1.º BIPara instalou o seu posto de comando e um “centro de controlo de evacuados”, destinado a receber os civis e fazer a sua identificação e triagem antes do regresso à Pátria. Pelo meio as forças do 1.ºBIPara sofreram emboscadas, aquilo que hoje nos modernos teatros de operações de designa por “ataque complexo”, o que obrigou à intervenção dos especialistas em inactivação de engenhos explosivos, socorristas, e a testar a reacção não só dos militares que caíram na emboscada como os enviados para os socorrer. Isto integrando a secção do 3RPIMa que usou armamento cedido pelo 1BIPara. Algumas das operações terrestres, nomeadamente colunas auto e outras, contaram com diversas modalidades de apoio aéreo providenciado pelos F-16 de Monte Real, algumas das quais bem conhecidas quer dos nossos militares quer dos franceses, gente com muitas missões internacionais já cumpridas.</span></p>
<div id="attachment_5864" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/13-ZEUS-DSC_0048-Assalto-copy.jpg" rel="lightbox[5848]"><img class=" wp-image-5864 " alt="Aterragem na pista de Ponte de Sôr e desembarque de uma força de assalto..." src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/13-ZEUS-DSC_0048-Assalto-copy.jpg" width="614" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">Aterragem na pista de Ponte de Sôr e desembarque de uma força de assalto&#8230;</p></div>
<div id="attachment_5865" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/14-ZEUS-DSC_0070-copy.jpg" rel="lightbox[5848]"><img class=" wp-image-5865 " alt="...a coordenação da acção é feita nos baixos escalões..." src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/14-ZEUS-DSC_0070-copy.jpg" width="614" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">&#8230;a coordenação da acção no terreno é fundamental e feita nos baixos escalões&#8230;</p></div>
<div id="attachment_5866" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/15-ZEUS-DSC_0072-copy.jpg" rel="lightbox[5848]"><img class=" wp-image-5866 " alt="...para ocupar a infra-estrutura aeroportuária, indispensável ao sucesso da missão de evacuação. " src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/15-ZEUS-DSC_0072-copy.jpg" width="614" height="407" /></a><p class="wp-caption-text">&#8230;para ocupar a infra-estrutura aeroportuária, indispensável ao sucesso da missão de evacuação.</p></div>
<div id="attachment_5867" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/17-ZEUS-DSC_0244a-copy.jpg" rel="lightbox[5848]"><img class=" wp-image-5867 " alt="Aqui se instala o Posto de Comando da força e um Centro de Controlo de Evacuados, onde várias entidades fazem a triagem dos civis que sairão da região onde estavam ameaçados." src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/17-ZEUS-DSC_0244a-copy.jpg" width="614" height="407" /></a><p class="wp-caption-text">Aqui se instalou o Posto de Comando da força e um Centro de Controlo de Evacuados, onde várias entidades fazem a triagem dos civis que sairão da região onde estavam ameaçados. Mesmo por pouco tempo há que &#8220;fortificar&#8221; o perímetro, dá trabalho mas pode significar a diferença entre a vida e a morte em caso de ataque.</p></div>
<div id="attachment_5868" class="wp-caption aligncenter" style="width: 420px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/16-ZEUS-DSC_0025-FAC-FAP-copy.jpg" rel="lightbox[5848]"><img class=" wp-image-5868 " alt="Controlador aéreo táctico da Força Aérea, &quot;peça-chave&quot; em muitas missões de apoio aéreo, pelas competências adquiridas e pelos equipamentos usados. " src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/16-ZEUS-DSC_0025-FAC-FAP-copy.jpg" width="410" height="614" /></a><p class="wp-caption-text">Controlador aéreo táctico da Força Aérea, &#8220;peça-chave&#8221; em muitas missões de apoio aéreo, pelas competências adquiridas e pelos equipamentos usados.</p></div>
<div id="attachment_5869" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/18-ZEUS-DSC_0099-copy.jpg" rel="lightbox[5848]"><img class=" wp-image-5869 " alt="Uma outra realidade, quando menos se espera - e neste caso não se esperava mesmo, foi real - aparece a comunicação social. No fundo até calhou bem, testou-se mais uma importante componente destas missões, a informação pública." src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/18-ZEUS-DSC_0099-copy.jpg" width="614" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">Uma outra realidade quando menos se espera &#8211; e neste caso não se esperava mesmo, foi real &#8211; a comunicação social. No fundo até calhou bem, testou-se mais uma importante componente destas missões, a informação pública, aqui em &#8220;no play&#8221;.</p></div>
<div id="attachment_5870" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/19-ZEUS-DSC_0134-copy.jpg" rel="lightbox[5848]"><img class=" wp-image-5870  " alt="Da direita, o comandante do RI 15, Coronel Guerreiro da Silva, o Tenente-Coronel José Neves, comandante do 1.ºBIPara e o Major Fernandes trocam impressões com um dos quadros envolvidos na operação." src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/19-ZEUS-DSC_0134-copy.jpg" width="614" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">Da direita, o comandante do RI 15, Coronel Guerreiro da Silva, o Tenente-Coronel José Neves, comandante do 1.ºBIPara e o Major Fernandes trocam impressões com um dos quadros envolvidos na operação.</p></div>
<div id="attachment_5872" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/21-ZEUS-DSC_0219-copy.jpg" rel="lightbox[5848]"><img class=" wp-image-5872 " alt="Num dos itinerários treinou-se a reacção à emboscada..." src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/21-ZEUS-DSC_0219-copy.jpg" width="614" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">Num dos itinerários, reacção à emboscada, onde, agora como sempre, as armas de apoio têm um papel indispensável&#8230;</p></div>
<div id="attachment_5871" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/20-ZEUS-DSC_0186-copy.jpg" rel="lightbox[5848]"><img class=" wp-image-5871 " alt="...e onde os feridos acontecem e é necessário saber lidar com a situação em condições difíceis" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/20-ZEUS-DSC_0186-copy.jpg" width="614" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">&#8230;e onde os feridos acontecem e é necessário saber lidar com a situação em condições difíceis.</p></div>
<div id="attachment_5873" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/23-ZEUS-DSC_0227-copy.jpg" rel="lightbox[5848]"><img class=" wp-image-5873 " alt="Pára-quedista português (à direita) e francês. A coordenação em operações multinacionais, sobretudo em momentos de crise/tensão, é fundamental e uma língua comum de trabalho é a melhor ferramenta." src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/23-ZEUS-DSC_0227-copy.jpg" width="614" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">Pára-quedista português (à direita) e francês. A coordenação em operações multinacionais, sobretudo em momentos de crise/tensão, é fundamental e uma língua comum de trabalho é a melhor ferramenta.</p></div>
<div id="attachment_5874" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/22-ZEUS-DSC_0195-copy.jpg" rel="lightbox[5848]"><img class=" wp-image-5874 " alt="A técnica individual de combate e o treino de pequenas unidades, muitas vezes sob comando de oficiais subalternos ou sargentos, tem hoje uma importância acrescida e não pode ser descurada." src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/22-ZEUS-DSC_0195-copy.jpg" width="614" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">A técnica individual de combate e o treino de pequenas unidades, muitas vezes sob comando de oficiais subalternos ou sargentos, tem hoje uma importância acrescida e não pode ser descurada.</p></div>
<div id="attachment_5875" class="wp-caption aligncenter" style="width: 619px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/24-ZEUS-Foto-conjunto-copy.jpg" rel="lightbox[5848]"><img class=" wp-image-5875   " alt="Foto de conjunto para mais tarde recordar. Parte significativa do efectivo envolvido no ZEUS 13 posa para a posteridade. Três dias intensos chegaram ao fim." src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/24-ZEUS-Foto-conjunto-copy.jpg" width="609" height="188" /></a><p class="wp-caption-text">Parte significativa do efectivo envolvido no ZEUS 13 posa para a posteridade. Três dias intensos chegaram ao fim, todos estão mais aptos a cumprir uma próxima missão.</p></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Quando as Forças Armadas são chamadas a intervir, pretende-se que respondam de modo rápido – por vezes é mesmo necessário no imediato – e eficiente. E é para isso que servem as Forças Armadas mas só o conseguem se treinarem e estiverem equipadas. Este tipo de exercícios, onde é testada a capacidade de comando e controlo a distâncias razoáveis, envolvendo meios aéreos de vária natureza, executando actividades com um grau de risco que confere realismo acrescido à acção, são a chave para manter operacionais forças nas quais o país possa confiar.</span></p>
<div id="attachment_5876" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/25-Encerramento-ZEUS-13-Brevetamento-copy.jpg" rel="lightbox[5848]"><img class=" wp-image-5876 " alt="A cooperação com o 3.º RPIMa está a chegar ao fim no Regimento de Infantaria n.º 15. Os páras franceses que saltaram em Portugal receberam o &quot;brevet&quot; militar honorifico nacional. Apesar do reduzido efectivo o Adido Militar francês em Lisboa, deslocou-se a Tomar para assistir à cerimónia." src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2013/04/25-Encerramento-ZEUS-13-Brevetamento-copy.jpg" width="614" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">A cooperação com o 3.º RPIMa está a chegar ao fim no Regimento de Infantaria n.º 15. Os páras franceses que saltaram em Portugal receberam o &#8220;brevet&#8221; militar honorifico nacional. Apesar do reduzido efectivo o Adido Militar francês em Lisboa, deslocou-se a Tomar para assistir à cerimónia.</p></div>
<p><span style="font-size: medium;"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;">(*) Operação “Manatim” (15ABR-15MAi2012)– Realizou-se na sequência do Golpe Militar na Guiné-Bissau em 12ABR12 e levou à intervenção da FRI e do Quartel-General de Operações Especiais. No regresso da força, o General Piloto-Aviador Luís Araújo, CEMGFA, fez uma alocução da qual se retiraram estes elementos que permitem ver como foi comandada, como estava constituída a força na sua dependência e os departamentos do EMGFA intervenientes na acção:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;">Comandante Operacional Conjunto, Tenente-General Vaz Antunes (Planeamento e condução da operação), com o seu Estado-Maior chefiado pelo Contra-Almirante Almeida Carvalho;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;">Centro de Situação e Operações Conjunto; Centro de Informações e Segurança Militares; Quartel-General de Operações Especiais; Equipa de Ligação e de Reconhecimento Operacional; Posto de Comunicações Móvel, embarcado em apoio ao Comando e Estado-Maior da FRI;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;">Comandante da FRI – Capitão de Mar-e-Guerra Novo Palma;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;">Fragatas “Vasco da Gama” e “Bartolomeu Dias” e Destacamento de Helicópteros embarcado;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;">Corveta “Baptista de Andrade”;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;">Navio reabastecedor “Bérrio”;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;">Força de Fuzileiros e Equipa de Mergulhadores, embarcadas;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;">Destacamento P3C da Esquadra 601;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;">C-130 da Esquadra 501;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;">Destacamento de Ações Especiais do Corpo de Fuzileiros da Marinha;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;">Destacamento de Operações Especiais do Centro de Tropas de Operações Especiais do Exército;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;">1º Batalhão de Infantaria Pára-quedista da Brigada de Reacção Rápida do Exército.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;">(**) A “Infantaria de Marinha” do Exército Francês por vezes é confundida com “Fuzileiros Navais” ou “Marines”, mas nada tem a ver. Trata-se da designação que em França se atribuiu às unidades “Coloniais”, aquelas que estavam colocadas no antigo ultramar francês, e hoje estão especialmente vocacionadas isso sim para intervenções fora de França. São muitas em várias brigadas e guarnições as unidades da “Infantaria de Marinha&#8221;, algumas das quais&#8230;no antigo Ultramar:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;">Régiment de marche du Tchad de Meyenheim</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;">Régiment d&#8217;infanterie chars de marine de Poitiers</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;">Régiment d&#8217;infanterie de marine du Pacifique-Nouvelle-Calédonie de Nouméa</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;">Régiment d&#8217;infanterie de marine du Pacifique-Polynésie de Papeete</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;">1er régiment d&#8217;artillerie de marine de Châlons-en-Champagne</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;">1er régiment de parachutistes d&#8217;infanterie de marine de Bayonne</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;">1er régiment d&#8217;infanterie de marine d&#8217;Angoulême</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;">11e régiment d&#8217;artillerie de marine de Saint-Aubin-du-Cormier</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;">2e régiment de parachutistes d&#8217;infanterie de marine de Pierrefonds (Réunion)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;">2e régiment d&#8217;infanterie de marine du Mans</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;">21e régiment d&#8217;infanterie de marine de Fréjus</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;">3e régiment d&#8217;artillerie de marine de Canjuers</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><b>3e régiment de parachutistes d&#8217;infanterie de marine de Carcassonne</b></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;">3e régiment d&#8217;infanterie de marine de Vannes</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;">5e régiment interarmes d&#8217;outre-mer de Djibouti</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;">6e bataillon d&#8217;infanterie de marine de Libreville (Gabon)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;">8e régiment de parachutistes d&#8217;infanterie de marine de Castres</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;">9e régiment d&#8217;infanterie de marine de Cayenne (Guyane)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;">33e régiment d&#8217;infanterie de marine de la Martinique</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;">L’école militaire de spécialisation de l&#8217;outre-mer et de l&#8217;étranger de Rueil-Malmaisona.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;">O 3 RPIMa cujos militares estiveram no «ZEUS 13» faz parte da 11.ª Brigada Pára-quedista (é um dos seus 8 regimentos) e tem uma longa e gloriosa história desde que foi criado em 1949 na então Indochina Francesa. Serviu na Argélia (sob as ordens do <a href="http://www.operacional.pt/morreu-o-general-marcel-bigeard/">Coronel Marcel Bigeard</a>), Líbano, Djibouti, Chade, República Centro Africana, Nova Caledónia, Togo, Gabão, Ruanda, Iraque, Turquia, Zaire, Bósnia, Kosovo, Costa do Marfim, Afeganistão e Mali.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;">Segundo o Exército Francês o 3RPIMa dispõe de 1.120 militares (2,1% mulheres) e 34 civis. Tem 4 companhias de combate, 1 de reconhecimento e apoio de combate, 1 de Comando e Logística, 1 de Administração e Manutenção e 1 de Reserva.</span></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>RESOLUÇÃO DO CONSELHO DE MINISTROS, «DEFESA 2020»</title>
		<link>http://www.operacional.pt/resolucao-do-conselho-de-ministros-defesa-2020/</link>
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		<pubDate>Mon, 22 Apr 2013 08:30:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Machado</dc:creator>
				<category><![CDATA[01. NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[Defesa 2020]]></category>
		<category><![CDATA[MDN]]></category>
		<category><![CDATA[Resolução do Conselho de Ministros n.º 26/2013]]></category>

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		<description><![CDATA[Se tudo correr de acordo com o previsto na Resolução do Conselho de Ministros n.º 26/2013 de 11 de Abril, publicada em Diário da República a 19 de Abril, até ao final deste ano de 2013 ficaremos a saber que forças armadas iremos ter nos próximos anos.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Se tudo correr de acordo com o previsto na Resolução do Conselho de Ministros n.º 26/2013 de 11 de Abril, publicada em Diário da República a 19 de Abril, até ao final deste ano ficaremos a saber que forças armadas iremos ter nos próximos anos.<span id="more-5847"></span></span></p>
<div id="attachment_526" class="wp-caption aligncenter" style="width: 286px"><a href="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2009/01/insigniaemgfa.jpg" rel="lightbox[5847]"><img class="size-medium wp-image-526 " alt="" src="http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2009/01/insigniaemgfa-276x280.jpg" width="276" height="280" /></a><p class="wp-caption-text">A «Defesa 2020» aponta claramente para o reforço das capacidades conjuntas e declara prioridade para a Força de Reacção Imediata.</p></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">O documento referido, que <a onclick="window.open('http://www.operacional.pt/docs/Defesa 2020 Resolução Conselho Ministros.pdf','Doc','');return false;" href="http://www.operacional.pt/docs/Defesa 2020 Resolução Conselho Ministros.pdf">aqui pode ser descarregado na íntegra</a>, tem muitas novidades e vem de facto alterar vários aspectos na &#8220;Defesa Nacional e Forças Armadas&#8221;, tendo como é fácil de perceber o objectivo de reduzir os recursos atribuídos à defesa mas também de melhorar a sua utilização. Nada que não tenha sido sempre anunciado nas grandes alterações feitas nesta área depois do final da guerra em África (1961-1975), e que têm ocorrido pelo menos uma vez em cada década ou mesmo menos. Por exemplo as Lei de Defesa Nacional e Lei Orgânica de Bases da Organização das Forças Armadas em vigor são de 2009.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Seja como for, independentemente da argumentação a realidade do país mais do que alterações no quadro internacional – que as houve, sem dúvida – levaram o governo a lançar a «Defesa 2020» e é essa que aqui apresentamos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">É um documento que tem o seu quê de inovador, não tanto no que diz embora tenha várias novidades mas porque muitos dos aspectos divulgados em reformas anteriores eram considerados classificados e não se divulgavam publicamente. Na prática os poucos militares e académicos ligados ao meio que a eles tinham acesso (e um ou outro jornalista que os obtinha pelos seus meios habituais), acabavam sempre por escrever sobre a matéria e alguma coisa transparecia, mas sempre truncado e ao sabor do que cada um destas actores pretendia. Por exemplo o “nível de ambição” (figura criada em Portugal nos documentos de 2004) é agora pela primeira vez divulgado oficialmente. Esta resolução tem também várias orientações concretas que nos permitem desde já ficar com uma noção do que aí vem, embora, naturalmente, muita coisa esteja ainda por definir. Das muitas, apenas uma, a Força de Reacção Imediata – que já existe há anos – segundo este documento deve estar “em elevado estado de prontidão”, isso quer dizer <i>permanentemente constituída</i> ou, como agora, <i>ter forças atribuídas</i> e quando necessário activá-la? Por outras palavras, está-se a dar uma roupagem nova ao que existe ou a criar algo de novo?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">De um modo geral e mesmo não havendo ainda dados concretos sobre capacidades parece-nos que a realidade impõe-se e com menos recursos humanos e materiais o nosso nível de ambição reduziu-se em relação ao que vinha do antecedente. Não deixa de ser no entanto verdade que neste tipo de documentos sempre houve &#8211; não é de agora! &#8211; a tendência para algum &#8220;optimismo&#8221;. Ou seja, parte do que neles é vertido, acabava por não ter expressão real. Será desta que a realidade no terreno vai corresponder ao que se lê nos documentos legais? Veremos.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Há muita matéria para análise e deixamos aqui aquilo que nos pareceu mais interessante, mesmo que, como acima referimos, todo o documento possa ser descarregado nesta página.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"> <strong>Resolução do Conselho de Ministros n.º 26/2013 (excertos)</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">«&#8230;Esta reforma estrutural, designada «Defesa 2020», implementa um modelo que responde ao «<i>desafio da mudança</i>» definido no Programa do Governo. Visa obter ganhos de eficiência, economias de escala e vetores de inovação com efeitos no curto, médio e longo prazo (…)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">O centro de gravidade da «Defesa 2020» passa decisivamente pela definição e implementação de um modelo sustentável para a defesa nacional e para as Forças Armadas, assente numa abordagem de sistema e processos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">A medida central &#8211; <i>racionalizar a despesa militar, nomeadamente através da melhor articulação entre os </i>ramos das Forças Armadas <i>e uma maior eficiência na utilização de recursos -</i>, prevista no Programa do Governo,<i> </i>constitui-se como fundamental e condição indispensável<i> </i>para o sucesso da reforma (…)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">A racionalização da despesa militar é estabelecida em dois conjuntos de medidas, previstas no Programa do Governo, que respondem a este desequilíbrio. O primeiro conjunto exige <i>reorganizar e racionalizar o Ministério</i> <i>da Defesa Nacional e a estrutura superior das Forças</i> <i>Armadas </i>e <i>desativar unidades e sistemas de armas não essenciais. </i>O segundo conjunto de medidas – <i>racionalizar</i> <i>os recursos humanos das Forças Armadas, privilegiando</i> <i>sempre a componente operacional</i>, e ainda, a promoção do <i>reagrupamento geográfico dos órgãos superiores da defesa</i> <i>nacional</i>, <i>pelo aproveitamento racional das instalações</i> <i>existentes e alienação das não necessárias </i>(…)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Este modelo operativo baseia-se numa articulação de processos e divisão de responsabilidades entre, por num lado, o Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (CEMGFA) &#8211; comando e emprego de forças &#8211; e os chefes dos estados-maiores dos ramos &#8211; geração, preparação e sustentação de forças &#8211; e, por outro lado, entre os órgãos e serviços centrais do Ministério da Defesa Nacional &#8211; aquisição, recrutamento e inovação.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><b>Nível de ambição</b></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">(…)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">constituir três conjuntos de forças e meios, com a seguinte ordem de prioridade:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">a. Uma Força de Reação Imediata (FRI) – orientada para missões de evacuação de cidadãos nacionais em áreas de crise ou conflito e de resposta nacional autónoma em situações de emergência complexas. Deve estar constituída em elevada prontidão;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">b. Um conjunto de Forças Permanentes em Ação de Soberania (FPAS) – orientadas para missões, designadamente, de defesa aérea, patrulhamento, vigilância e fiscalização marítima e aérea, e quando determinado, vigilância terrestre, busca e salvamento, defesa Nuclear Biológica Química e Radiológica (NBQR), de interesse público e de resposta a catástrofes, em continuidade no território nacional e nas áreas de jurisdição ou responsabilidade nacional;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">c. Um Conjunto Modular de Forças – orientado para resposta a compromissos internacionais nos quadros da defesa coletiva e da segurança cooperativa (Forças Nacionais Destacadas &#8211; FND), constituídas ou a constituir, para emprego sustentado, por períodos de seis meses, para empenhamento até três operações simultâneas de pequena dimensão ou numa operação de grande dimensão.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">A FRI e as FPAS devem ser estabelecidas com base em requisitos nacionais de capacidade de atuação autónoma. Estas duas forças podem partilhar capacidades e meios em função do alinhamento com os ciclos de preparação, operação e sustentação de cada um dos elementos que as integram.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Neste âmbito, em termos de requisitos de capacidades e meios, definem-se as seguintes orientações:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">a. Armada – capacidade para projetar e sustentar, em simultâneo, duas unidades navais de tipo fragata, para participação nos esforços de segurança e defesa coletiva; dispor de capacidade anfíbia e submarina, navios auxiliares, de patrulha oceânica e de fiscalização costeira e capacidade oceanográfica, de modo a garantir, simultânea e continuadamente, o controlo e vigilância do espaço marítimo sob responsabilidade e jurisdição nacional, as missões de interesse público e as atribuições cometidas à Armada no âmbito do Sistema de Autoridade Marítima.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">b. Exército – Capacidade para projetar e sustentar, em simultâneo, até três unidades de combate (até escalão batalhão), apoio de combate ou apoio de serviços, para participação nos esforços de segurança e defesa coletiva, podendo no máximo comandar uma única operação de escalão brigada em qualquer cenário e grau de intensidade, por tempo limitado. Dispor de capacidade de dissuasão convencional defensiva, a reforçar no quadro das alianças e suficiente para desencorajar e ou conter as agressões, pronta para continuadamente cumprir missões no âmbito da segurança e defesa do território e da população e do apoio militar de emergência.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">c. Força Aérea – capacidade para projetar e sustentar até três destacamentos aéreos de pequena dimensão, para participação nos esforços de segurança e defesa coletiva por períodos de curta duração ou um destacamento aéreo por um período alargado. Garantir, simultânea e continuadamente, a vigilância e controlo do espaço aéreo, incluindo aeronaves de combate vocacionadas para execução de missões de luta aérea e aeronaves para o reconhecimento, fiscalização e intervenção nos espaços de soberania sob responsabilidade e jurisdição nacional, bem como missões de interesse público e a execução das ações cometidas no âmbito do Sistema de Autoridade Aeronáutica.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><b>Fatores de planeamento e orientações</b></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">(…)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">define-se em 1,1% (±0,1) do PIB como o compromisso orçamental estável para a defesa nacional.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Considerando a análise estratégica dos quadros de empenhamento mais prováveis, a «Defesa 2020» adequará tendencialmente o efetivo máximo das Forças Armadas entre 30.000 e 32.000 militares, incluindo os militares na situação de reserva na efetividade de serviço (…)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">(…)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">A racionalização e rentabilização de recursos, mediante o desenvolvimento de capacidades civis e militares integradas, na qual se inclui a criação de uma unidade militar de ajuda de emergência e a valorização do princípio do duplo uso;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">O levantamento da capacidade de ciberdefesa nacional;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">(..) O dispositivo territorial deve ser redimensionado, tendo como objetivo final uma redução efetiva de 30%, ao nível dos comandos, unidades, estabelecimentos e demais órgãos das Forças Armadas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">(…)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Os trabalhos de elaboração dos documentos estruturantes do ciclo de planeamento estratégico (conceito estratégico militar, missões específicas das Forças Armadas, sistema de forças e dispositivo) devem estar terminados até ao final do mês de setembro de 2013 (…)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">(…)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Diretiva Ministerial de Planeamento de Defesa Militar possa ser difundida no final do 2013</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><b>Orientações para a reorganização da macroestrutura da defesa nacional e das Forças Armadas</b></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">(…)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">torna-se inadiável o aprofundamento da reforma das estruturas da defesa nacional e das Forças Armadas..</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">(…)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">As orientações para a reorganização da macroestrutura da defesa nacional e das Forças Armadas constituem-se assim como o segundo pilar na continuação dos trabalhos decorrentes do conceito estratégico de defesa nacional e que conduzem à elaboração de propostas de lei, a apresentar pelo Governo à Assembleia da República, respeitantes, designadamente, à Lei de Defesa Nacional (LDN), à Lei Orgânica de Bases da Organização das Forças Armadas (LOBOFA) e à Lei de Bases da Condição Militar, bem como à revisão do Estatuto dos Militares das Forças Armadas (EMFAR).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: medium;">Orientações específicas</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">(…)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">O CEMGFA tem na sua dependência hierárquica os chefes dos estados-maiores dos ramos para as questões que envolvem a capacidade de resposta das Forças Armadas, designadamente pela prontidão, emprego e sustentação da componente operacional do sistema de forças, constituindo-se para este efeito, o único interlocutor militar do MDN.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">- O efetivo global deve ser redimensionado entre 30.000 e 32.000 militares das Forças Armadas, incluindo os que se encontrem na situação de reserva na efetividade de serviço (redução de 4.000 até 31 de dezembro de 2015 e os restantes distribuídos progressivamente até 31 de dezembro de 2020, sendo que os efetivos dos quadros permanente (QP), regime de contrato (RC) e regime de voluntariado (RV) serão definidos em legislação própria).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Nesse âmbito, importa adequar os conceitos e instrumentos inerentes à situação de reserva, tendo em vista compatibilizar o fluxo normal das carreiras com as necessidades do serviço efetivo, bem como proceder à criação do posto de Comodoro/Brigadeiro-General, a implementar na orgânica das Forças Armadas de forma progressiva.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">(…)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">- Estabelece-se o objetivo de criar, a médio prazo, um Instituto Universitário Militar (…) que integrará os atuais Instituto de Estudos Superiores Militares, Escola Naval, Academia Militar e Academia da Força Aérea (…) A extinção da Escola do Serviço de Saúde Militar, enquanto Estabelecimento de Ensino Superior Militar (…)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">- As unidades de formação, próprias de cada ramo, devem ser, na máxima extensão possível, concentradas numa única instalação militar do respetivo ramo (…)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">- Deve ser estudada a implementação de unidades comuns de apoio a mais do que um ramo, centralizando serviços de âmbito não operacional, integradas no dispositivo que vier a ser aprovado. Neste âmbito, até final de junho de 2013, deve ser estudada a agregação numa estrutura comum, na dependência do Ministro da Defesa Nacional e com estatuto de laboratório de Estado, das capacidades do Instituto Hidrográfico e do Instituto Geográfico do Exército (…)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">- A Direção-Geral de Pessoal e Recrutamento Militar e a Direção-Geral de Armamento e Infraestruturas de Defesa serem concentradas num único serviço (…)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Estudar e propor novas modalidades para o cumprimento dos objectivos fixados para o Dia da Defesa Nacional (…)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">- Os quadros do pessoal civil do conjunto da defesa nacional devem ser redimensionados para cerca de 70% do atual, até final de 2015 (…)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">- O Serviço de Assistência Religiosa das Forças Armadas deve ser reestruturado e constituir-se como um serviço comum da defesa nacional (…)</span></p>
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