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EU ESTIVE LÁ! MEDALHA CELEBRATIVA DAS MISSÕES NA BÓSNIA

Já está disponível ao público em geral a medalha que celebra a participação de Portugal nas diferentes missões que tiveram lugar na Bósnia e Herzegovina. O escultor José Macedo concebeu e fundiu esta peça que agora apresentamos, a qual, em contacto como o autor, pode ser obtida. Veja ainda como se fez esta medalha. 

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Mais de 10.000 portugueses a maioria militares do Exército, mas também da Marinha e da Força Aérea, polícias da PSP, militares da GNR, diplomatas, elementos dos serviços de informações e outros servidores públicos, mas também jornalistas e civis ao serviço de agências internacionais, todos no âmbito deste empenhamento de Portugal, contribuíram nos esforços da comunidade internacional para acabar com uma terrível guerra civil, e depois estabilizar a situação.

Foi a pensar nesse esforço colectivo, alicerçado naturalmente numa retaguarda em Portugal, quer nos competentes departamentos das instituições envolvidas, quer muito também nas Famílias de cada um, que o escultor José Macedo concebeu e fundiu, a medalha celebrativa. Falou com quem lá esteve, viu fotos e vídeos, e a obra nasceu!

Descrição

O anverso apresenta duas superfícies esféricas, uma côncava, convexa a outra, diferenciadas por relevo. Na convexa, mais elevada, inscreve-se uma cena representativa de paisagem; em primeiro plano e em alto-relevo uma viatura blindada Chaimite com três militares e armamento, e tendo por fundo em baixo relevo o edifício da Biblioteca de Sarajevo, um dos locais mais representativos deste país e pelo qual passaram a generalidade dos portugueses ali em missão.

Na convexa, num plano inferior e descentrado, inscreve-se EU ESTIVE LÁ! com terminações em forma de Folhas de Louro, igualmente em relevo. No canto esquerdo do mesmo plano fica a inscrição da data 1996, início da participação portuguesa na missão da NATO, aquela que em concreto deu grande relevância à participação de Portugal neste esforço colectivo e, no canto direito, 2016, ano que assinala o lançamento oficial da medalha.

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O reverso constitui-se por duas superfícies esféricas convexas, diferenciadas por planos distintos. A saber: uma interior, sobre a qual se caracteriza em baixo relevo o território da Bósnia, a Flôr de Liz, e a Estrela, símbolos que caracterizaram as duas bandeiras nacionais da Bósnia durante os anos da missão, e em baixo relevo; outra exterior, onde se inscrevem em relevo e de forma concêntrica principais localizações dos militares portugueses durante a missão terrestre – 1996/2012, aquelas por onde passaram maior número de militares.

O bordo lateral da medalha, de 3/4mm, reserva-se para eventuais inscrições posteriores, e gravadas a pantógrafo, por exemplo as datas de missão de um determinado participante.

Acabamento em tons ligeiramente diferentes do habitual para aludir ao artesanato local, em cobre, que tantos e tantos portugueses hoje têm em suas casas.

20 anos na Bósnia

A participação nos esforços de paz da comunidade internacional naquele país iniciou-se para os militares portugueses em geral e do Exército em particular, em 1992 e só terminou em 2012. Se operações como a IFOR da NATO tiveram grande acompanhamento mediático e não passaram despercebidas ao todo nacional, já muitas das outras, antes e depois desta, foram cumpridas com igual denodo e profissionalismo, permanecendo praticamente anónimas.

É também de referir, agora já em relação à ex-Jugoslávia, e por vezes operando na Bósnia e Herzegovina, a participação de militares portugueses na European Community Monitoring Mission a partir de 1992, depois de 2000 designada European Union Monitoring Mission e cuja presença se manteve até 2002. Militares portugueses foram também Observadores Militares ao serviço da United Nations Protection Force (UNPROFOR – 1992-1995) e nesse âmbito prestaram serviço na Bósnia e Herzegovina, todos, não raras vezes, passando durante a guerra civil por situações muito difíceis e arriscadas.

A 12 de Janeiro de 2012, pelas 11H30 locais, encerrou-se a presença do Exército e assim das Forças Armadas Portuguesa na Bósnia e Herzegovina, com uma cerimónia de arrear da Bandeira Nacional frente ao edifício de comando da European Union Force Althea EUFOR (2004 – continua em acção) em Ilidza/Sarajevo, estando presentes, a representante diplomática de Portugal na Bósnia, e os três últimos militares portugueses que ali serviram. A missão Althea continua na Bósnia e Herzegonia com militares de 20 países.

Contacto de José Macedo, escultor: ojosemacedo@gmail.com

Como se fez esta medalha?

O processo que levou ao produto final agora disponibilizado foi complexo, longo e muito trabalhoso. Foram horas, dias, meses de trabalho, exigente do ponto de vista artístico mas também técnico, tudo pela mão de José Macedo, que apenas na parte do “enchimento” teve a colaboração de Pedro Castanheira. Aqui fica uma síntese visual, que não é exaustiva, das principais fases porque passou a medalha desde as primeiras conversas e rascunhos sobre o tema, até à medalha pronta!

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O trabalho começou com a concepção da medalha, a execução de um desenho, baseando-se em conversas com militares que serviram na Bósnia e em fotos da época.

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A execução do Reverso em gesso.

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O Reverso em gesso terminado.

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A execução do Anverso em gesso.

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Anverso e Reverso em gesso.

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Execução dos modelos em cera de fundição

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Execução dos modelos refractários

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Moldes refractários

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Pedro Castanheira (à esquerda) e José Macedo, equipados para levar a cabo a fundição das primeiras medalhas!

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Fundição e enchimento de cavidades

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Cortes, limpezas, rectificações e patines.

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O produto final.

José Macedo, fotografado na sua Fundição em Setúbal, fica associado à missão na Bósnia com este trabalho que a pretende recordar por muitos e bons anos!

Contacto de José Macedo, escultor: ojosemacedo@gmail.com