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EM BRAGA COM OS DRAGÕES D’ENTRE DOURO E MINHO

O Operacional esteve em Braga, no Regimento de Cavalaria 6 da Brigada de Intervenção do Exército Português, para fazer um ponto de situação do “Programa Pandur”, tomar contacto com o nascimento do novo Grupo de Reconhecimento, e assistir à recepção na cidade das duas forças expedicionárias que dali partiram para missões na Lituânia e no Kosovo.

No Regimento de Cavalaria 6, em Braga, a Brigada de Intervenção passará a ter um Grupo de Reconhecimento (extintos o Grupo de Autometralhadoras e o Esquadrão de Reconhecimento). É uma nova etapa no momento em que parte substancial destas duas sub-unidades regressaram de missões na Lituânia e no Kosovo. [1]

Missão cumprida, nova missão! No Regimento de Cavalaria 6, em Braga, a Brigada de Intervenção passará a ter um Grupo de Reconhecimento (extintos o Grupo de Autometralhadoras e o Esquadrão de Reconhecimento). É uma nova etapa no momento em que parte substancial destas duas sub-unidades regressaram de missões no exterior do território nacional.

O ponto de situação do Programa de Aquisição de Viaturas Blindadas de Rodas 8X8, vulgo “Programa Pandur” (depois da escolha do tipo de viatura e da sua aquisição), foi realizado no RC 6 porque é a única unidade que dispõe (em Outubro de 2015) de exemplares de todas as versões desta viatura blindada que até ao momento foram entregues ao Exército.

Durante vários meses neste ano de 2015, em simultâneo, duas forças expedicionárias do Regimento de Cavalaria 6 estiveram em operações fora do território nacional. Situação inédita para uma unidade regimental, mas à qual os “Dragões D’Entre Douro e Minho” corresponderam com o profissionalismo de sempre, representando as Forças Armadas Portuguesas nas operações da NATO na Lituânia e no Kosovo ao melhor nível. Genericamente, sem entrar em grandes detalhes – isso fica para artigos exclusivos sobre essas missões – falamos sobre o que foi a missão na Lituânia, primeira participação do Exército Português nas “Medidas de Afirmação” da NATO nestes tempos que por vezes nos parecem o regresso à “Guerra Fria”; sobre a missão no Kosovo, no qual o Exército empenha a cada seis meses nova unidade, numa sensível região da Europa onde ajuda a manter uma paz estável…mas frágil.

Apresentamos o Grupo de Reconhecimento da Brigada de Intervenção, que por estes dias está a dar os primeiros passos no RC 6.

Mostramos a cerimónia pública no coração da cidade de Braga, na qual as duas unidades expedicionárias, no passado dia 10 de Outubro, procederam à entrega dos seus Estandartes Nacionais à Brigada de Intervenção, em cujo Quartel-General a partir de agora ficarão à sua guarda. Se os militares que chegam merecem, e bem, o destaque que umas vezes mais, outras menos, sempre vão tendo, queremos deixar uma nota que achamos de elementar justiça. Os regimentos que mobilizam as unidades expedicionárias do Exército estão naturalmente inseridos na cadeia de comando. O trabalho de preparação das forças para empenhamento internacional, não é um acto localizado mas percorre pouco menos que toda a estrutura do ramo terrestre envolvendo uma miríade de órgãos e unidades, quase e sempre com algumas peripécias e atritos é certo, mas a “máquina” vai funcionando, as unidades partem. O modo como uma missão decorre é assim muito fruto do profissionalismo e da generosidade daqueles que partem e a cumprem, mas sem dúvida também desses muitos anónimos que ficam e trabalharam em seu proveito. Todos são credores da nossa atenção e interesse, mesmo que a face visível seja naturalmente aquela que aqui iremos mostrar.

O Regimento de cavalaria 6 tem uma longa história e está aquartelado em Braga desde 1979, ano em que foi transferido do Poro para esta cidade. [2]

O Regimento de Cavalaria 6 tem uma longa história desde a criação em Chaves no ano de 1709 do Regimento de “Dragões de Trás-os-Montes”, e está aquartelado em Braga desde 1979, ano em que foi transferido do Porto para esta cidade, usando a actual designação desde 1991.

Não esquecer aqueles que caíram no cumprimento do dever faz parte da cultura militar. O Patriotismo ensina-se e pratica-se! [3]

Não esquecer aqueles que caíram no cumprimento do dever faz parte da cultura militar. O Patriotismo ensina-se e pratica-se! Num dos dias da nossa visita, o RC 6 recebia mais um encontro de combatentes do Ultramar de uma das unidades expedicionárias que, há mais de 40 anos, ali havia sido constituída e de Braga tinha rumado a terras de África.

Pandur II 8X8 no RC 6/BrigInt e no Exército

O RC 6 é a única unidade que dispõe neste momento de todas as versões da Pandur que já foram entregues ao Exército. Uma nota prévia sobre as designações das diferentes tipologias Pandur II no Exército. O ramo usa quer as designações traduzidas para português quer em língua inglesa, sendo no entanto mais vulgar nas Forças Nacionais Destacadas (FND) estas últimas, não só porque a língua oficial das missões costuma ser o inglês como para facilitar a militares estrangeiros identificar “sobre o que se está a falar”. Para evitar confusões/duplicações, vamos seguir o mesmo procedimento, sabendo que em Portugal todas são conhecidas por VBR (veículo blindado de rodas) PANDUR II 8X8, seguindo-se a designação da sua tipologia.

CPV – Command Post Vehicle (Posto de Comando)

ICV 12,7mm – Infantry Carrier Vehicle (Transporte de Pessoal)

ICV RWS 12,7mm – Infantry Carrier Vehicle Remote Weapon System (Transporte de Pessoal, Arma de Controlo Remoto)

IFV 30mm – Infantry Fighting Vehicle (Combate de infantaria)

RECV – Reconnaissance Vehicle (Reconhecimento)

MEV – Medical Evacuation Vehicle (Ambulância)

RV – Recovery Vehicle (Recuperação/Oficina)

Estas são as versões que de facto, em Outubro de 2015, estão ao serviço no Exército Português. Se tudo correr como previsto, serão ainda entregues ATGMV – Anti-Tank Guided Missile Vehicle (Anti-carro) e CV – Communication Vehicle (Comunicações). Não serão garantidamente fabricadas para Portugal e tanto quanto se saiba, para mais nenhum cliente, as: ESV – Engineer Squad Vehicle (Engenharia) e MCV – Mortar Carrier Vehicle (Porta-Morteiro 120mm). Diz-nos o Major-General Aguiar Santos, comandante da Brigada de Intervenção «…Está em execução o projecto de aquisição de Viaturas Tácticas Ligeiras Blindadas 4X4 (VTLB 4×4), para a edificação prioritária da “Capacidade de Forças Ligeiras do Exército” (Brigada de Reacção Rápida) mas que pretende igualmente, contribuir para a edificação da “Capacidade de Forças Médias do Exército” (Brigada de Intervenção), através da aquisição de nove VTLB 4×4 Anticarro. Temos esperança que no futuro as 4×4 possam também vir a colmatar a falta das Mortar Carrier Vehicle…»

Em Outubro de 2015 o RC 6 é a única unidade do Exército que dispõe de todas as versões da Pandur II entregue ao Exército Português. [4]

Em Outubro de 2015 o RC 6 é a única unidade que dispõe de todas as versões da Pandur II entregues ao Exército Português. Aqui estão elas!

A Pandur II ICV é uma das versões apenas existentes em Braga. [5]

A Pandur II ICV RWS é uma das versões apenas existente em Braga.

A Pandur II Rec foi muito usada na Lituânia e com grande sucesso. Voltaremos ao assunto! [6]

A Pandur II RecV foi muito usada na Lituânia e com grande sucesso. Voltaremos ao assunto!

Ponto da situação do "Programa Pandur". A vermelho, as viaturas que foram canceladas. Esta decisão politica obrigou a manter ao serviço viaturas Chaimite, com capacidades muito longe do desejável. O Exército procura alternativas com base noutras capacidade prevista na LPM. [7]

Ponto da situação do “Programa Pandur”. A vermelho, as viaturas que foram canceladas. Esta decisão politica obrigou a manter ao serviço viaturas Chaimite, cumprindo mas com capacidades muito longe do desejável. O Exército procura alternativas com base noutra “Capacidade” prevista na LPM. Recorda-se que o contrato previa a aquisição de 240 Pandur II para o Exército e 20 para a Marinha/Fuzileiros, ficando o ramo terrestre com menos 58 e os Fuzileiros sem conseguir recuperar a capacidade blindada.

Neste momento na BrigInt decorrem os estudos tendentes a definir em que condições será possível com estas viaturas blindadas ligeiras 4X4, dotar as suas sub-unidade de infantaria e cavalaria com uma viatura porta-morteiro. Com o “Programa Pandur” reduzido abruptamente devido a vicissitudes várias, parte das quais certamente nunca serão perfeitamente esclarecidas e estranhas às Forças Armadas, continua difícil para o Exército – e a missão na Lituânia e o Trident Juncture aí estão para o provar! – deixar de usar as veteranas V-150 e as V-200 Porta-Morteiro 81mm. Esta última, na versão que foi modernizada nos anos 80 do século XX, servem no Exército em missões de instrução e treino em Portugal e operacionais na Bósnia-Herzegovina, Kosovo e agora Lituânia.

O RC 6 recebe uns milhares de jovens por ano para o ia da Defesa Nacional e...a Pandur II cumpre o seu papel de "informação sobre os sistemas de armas do Exército". [8]

O RC 6 recebe uns milhares de jovens por ano para o Dia da Defesa Nacional e…a Pandur II cumpre o seu papel de “informação sobre os sistemas de armas do Exército”.

Recce Coy/PRT Army 2015 e Grupo de Autometralhadoras / KFOR

Para as missões no exterior do território nacional foram constituídas estas duas forças que receberam designações de acordo com o empenhamento que iam ter: Recce Coy/PRT Army 2015 (Companhia de Reconhecimento / Exército Português 2015)(*) e Grupo de Autometralhadoras / KFOR (Kosovo Force). Nestas duas forças que a BrigInt e o seu RC 6 prepararam, houve diferenças assinaláveis. Embora o Operacional vá dedicar um artigo a cada uma das unidades empenhadas, alguma coisa de genérico e mesmo comparativo sobre ambas iremos desde já referir, notando que não há aqui qualquer juízo valorativo em relação às unidades ou ao seu pessoal – todas as missões são muito importantes e os portugueses podem ter orgulho nos seus militares, é aliás para isso que existem, para cumprir – sendo no entanto evidente que a missão na Lituânia, por ser inédita, teve características que iremos realçar.

A missão na Lituânia teve um tempo de preparação muito curto e a força, embora de menor dimensão que a destinada aos Balcãs, envolveu uma complexidade maior no respeitante ao número, tipos e versões de viaturas a empenhar, muitas blindadas. Sendo uma missão com “princípio, meio e fim” – no Kosovo a cada 6 meses roda a unidade empenhada, mas muitos meios e instalações são os mesmos – também a projecção e a retracção do contingente se revestiu de maior complexidade. Por outro lado o “tempo político” entre a decisão de empenhar uma força e a data da partida, como é sabido nos dias de hoje, está cada vez mais reduzido. O poder político (e não só em Portugal) tende a “tomar a decisão de manhã, informar as forças à hora do almoço e anunciar ao país às 20H00 que vamos enviar militares para…!” Estamos a exagerar, é certo, mas neste caso da Companhia de Reconhecimento/Lituânia, não fora esta força (na sua quase totalidade) ter sido durante 2014 uma NATO Response Force, com o grau de prontidão que isso acarretou, e teria sido muito complicado senão impossível corresponder aos prazos estabelecidos. É assim uma evidência que o Exército tem que manter em permanência um razoável volume de forças com elevado grau de prontidão e não só aquelas que por inerência das suas características e missões a isso estão obrigadas. Muita gente sabe bem o que isso significa, mas convém que quem de direito perceba que isto inclui haver equipamento, armamento, munições, viaturas, treino, e mais uma série de aspectos. Prontidão não é apenas haver soldados prontos para saírem de casa minutos depois de os chamarem!

Na Lituânia o Exército Português empenhou uma Companhia de Reconhecimento, com 140 militares e 42 viaturas, das quais 23 Pandur II e 3 Chaimite. [9]

Na Lituânia o Exército Português empenhou uma Companhia de Reconhecimento, com 140 militares e 42 viaturas, das quais 23 Pandur II e 3 Chaimite.

No Kosovo o Grupo de Autometralhadoras empenhou 177 militares e 104 viaturas, das quais 6 Pandur II e 18 Panhard M11. [10]

No Kosovo o Grupo de Autometralhadoras empenhou 177 militares e 104 viaturas, das quais 6 Pandur II e 18 Panhard M11.

Grupo de Reconhecimento

Em Braga as VBR Pandur II estavam à data da preparação das missões expedicionárias atribuídas aos dois encargos operacionais do regimento, o Grupo de Autometralhadoras (GAM) e o Esquadrão de Reconhecimento (ERec). As recentes alterações legislativas na estrutura orgânica da BrigInt e com ela no RC 6, levaram à extinção das duas forças e à criação do Grupo de Reconhecimento / BrigInt.

O Grupo de Reconhecimento da BrigInt já tem atribuídas 44 viaturas blindadas Pandur II e 11 V-150. O seu efectivo rondará os 400 militares. [11]

O Grupo de Reconhecimento da BrigInt já tem atribuídas 44 viaturas blindadas Pandur II e 11 V-150. O seu efectivo rondará os 400 militares.

O dispositivo de forças do Exército, aprovado pelo poder político no final do ano passado, tem vindo a ser materializado e chegou a vez do Grupo de Reconhecimento (GRec). Pretende-se uma unidade robusta, assim “determinam” os ensinamentos que muitos países aliados têm vindo a recolher nos conflitos da actualidade e que por cá também são observados com atenção. Mesmo que a doutrina de emprego de uma unidade deste escalão no âmbito de uma brigada ainda não esteja consolidado (cá como no estrangeiro), o GRec inicia agora o seu caminho para atingir, em Julho próximo no exercício Orion, a FOC (Full Operational Capability). O tempo é escasso mas o ponto de partida não é exactamente do zero! Com pessoal muito experimentado – embora parte dos não-profissionais empenhados na Lituânia e Kosovo, como constatamos, estejam a terminar os seus contratos, o que para certas especialidades e sabendo das dificuldades em pessoal que o Exército atravessa, não será fácil de gerir – e parte substancial das viaturas blindadas já entregues, segundo a nova organização, haverá contudo algumas lacunas que se esperam temporárias. A questão das Pandur Anti-Carro, ainda não está totalmente clara, tanto mais que o Exército não as recebeu até agora; definido está por outro lado – infelizmente dizemos nós – que as veteranas V-150 vão integrar o quadro orgânico de material, não estando prevista a aquisição das Pandur II 8X8 com canhão de 105mm. Ainda assim espera-se ser possível fazer uma “extensão da vida útil” às V-150.

Este GRec está organizado em Comando, Estado-Maior, Esquadrão de Comando e Serviços e 2 Esquadrões de Reconhecimento, 1 Esquadrão de Autometralhadoras e 1 Esquadrão de Apoio de Combate, sendo que 3 dos 14 pelotões e 3 das 9 secções do quadro orgânico do GRec não serão activados. No total, nesta fase, o GRec deverá dispor de pouco menos de 400 militares.

A cerimónia militar na Praça do Município em Braga, foi "desenhada" de modo a contar um pouco a história das unidades expedicionárias que partiram do Regimento para os teatros de operações da Bósnia, Kosovo, Timor, Afeganistão e Lituânia. [12]

A cerimónia militar na Praça do Município em Braga, foi “desenhada” de modo a contar um pouco a história das unidades expedicionárias que partiram do Regimento para os teatros de operações da Bósnia, Kosovo, Timor, Afeganistão e Lituânia.

Os Estandartes Nacionais das duas Forças Nacionais Destacadas, durante o treino para a sua derradeira cerimónia militar. [13]

Os Estandartes Nacionais das duas Forças Nacionais Destacadas, durante o treino para a sua derradeira cerimónia militar no âmbito das missões de 2015.

Foi uma cerimónia em que as Forças em Parada, além do Hino Nacional, cantaram a plenos pulmões o Hino da Cavalaria! [14]

Foi uma cerimónia em que as Forças em Parada (aqui no treino) além do Hino Nacional, cantaram a plenos pulmões o Hino do RC 6!

A Special Operations Task Unit da Brigada de Reacção Rápida que operou no Kosovo integrado no GAM. [15]

A Special Operations Task Unit – SOTU –  da Brigada de Reacção Rápida que operou no Kosovo integrado no GAM.

A Recce Coy (em primeiro plano) estava armadfa com a G-3 A4 (coronha retráctil), o GAM com a G-3 A3 e o SOTU com a G-36. [16]

A Recce Coy (em primeiro plano) estava armada com a G-3 A4 (coronha retráctil), o GAM com a G-3 A3 e o SOTU com a G-36.

No final do treino o comandante do RC 6, Coronel Cavalaria Rui Ferreira (ao centro) era um homem satisfeito! Duas missões fora do território nacional para forças da sua unidade, ao mesmo tempo, correram bem, faltava agora, uma cerimónia ao mesmo nível. À esquerda o Major Cavalaria Cabral, comandante da REcce Coy e à direita o Tenente-Coronel Ferreira Cavalaria Ferreira comandante do GAM. [17]

No final do treino o comandante do RC 6, o Coronel Cavalaria Rui Ferreira (ao centro) era um homem satisfeito! Duas missões fora do território nacional para forças da sua unidade, ao mesmo tempo, correram bem, faltava agora, uma cerimónia ao mesmo nível. À esquerda o Major Cavalaria Pedro Cabral, comandante da Recce Coy e à direita o Tenente-Coronel Cavalaria Jorge Ferreira comandante do GAM.

Braga, Praça do Município, 10 de Outubro de 2015

A cerimónia militar de entrega dos Estandartes Nacionais do GAM/KFOR e da Recce Coy/PRT Army 2015, foi presidida pelo Comandante das Forças Terrestres do Exército Português, Tenente-General António Xavier Lobato de Faria Menezes, envolveu várias entidades civis, militares, policiais, judiciais e académicas, da cidade e da região. As duas forças expedicionárias, outros militares do RC 6 – que organizou a cerimónia de modo pouco habitual mas interessante, entrando as forças envolvidas no local depois da entidades já estarem posicionadas e não o contrário – que participaram numa homenagem a todas as Forças nacionais Destacadas do seu regimento desde 1998, estiveram envolvidos por uma moldura humana significativa…debaixo de chuva quase constante.

Comandou as Forças em Parada o Tenente-Coronel Ferreira, comandante do GAM/KFOR e agora 2Cmdt do RC 6. [18]

Comandou as Forças em Parada o Tenente-Coronel Jorge Ferreira, comandante do GAM/KFOR e agora 2Cmdt do RC 6. Apesar da chuva a moldura humana manteve inalterável durante toda a cerimónia.

O Estandarte Heráldico do GAM entra na parada passando pelos guiões representativos das anteriores FND do RC 6. [19]

O Guião Heráldico do GAM entra na parada passando pelos guiões representativos das anteriores FND do RC 6.

Bandeira usada pela Recce Coy, toma o seu lugar na parada. A urgência da missão nem deu tempo para criar uma simbologia heráldica adequada e a força optou por usar este derivado do que usaram como NATO Response Force em 2014. [20]

Bandeira usada pela Recce Coy, toma o seu lugar na parada. A urgência da missão nem deu tempo para criar uma heráldica adequada como é uso nas FND e a força optou por esta simbologia derivada da que usaram como NATO Response Force em 2014.

Sinal dos tempos, nem na tribuna de honra, algumas altas individualidades resistiram a captar para memória futura esta significativa ocasião. [21]

Sinal dos tempos, nem na tribuna de honra algumas altas individualidades resistiram a captar para memória futura esta significativa ocasião.

O GAM/KFOR [22]

O GAM/KFOR, aqui sob o comando do seu 2.º comandante, Major Cavalaria Fernando Cunha. Esta força recebeu além da SOTU da BrigRR uma Secção de Reconhecimento da Zona Militar da Madeira.

A Recce Coy PRT Army 2015 [23]

A Recce Coy PRT Army 2015 sob o comando do Major de Cavalaria Pedro Cabral.

Vista geral da Praça do Municipio [24]

Vista geral da Praça do Município, a cidade de Braga continua a acarinhar o seu Regimento.

O Tenente-general Faria de Menezes, no seu discurso às forças em parada, salientou aspectos que aqui reproduzimos, são pedagógicos!

O Comandante das Forças Terrestres presidiu à cerimónia. [25]

O Comandante das Forças Terrestres presidiu à cerimónia.

«…Portugal é uma Nação inserida no contexto Europeu, detentora de um passado histórico, de uma identidade e coesão bem vincadas ao longo de quase nove séculos de história.

Afirmamo-nos como um Estado credível e fiável no seio das alianças e organizações de segurança e defesa, das quais somos membros de pleno direito e por isso devemos ser relevantes no plano estratégico, contribuindo conjuntamente com os nossos aliados no esforço coletivo para a segurança e paz.

Neste contexto, as Forças Armadas têm contribuído para a afirmação do nosso país no mundo, com a projeção de unidades treinadas e certificadas para diversos teatros de operações como a Bósnia Herzegovina, Timor Leste, Afeganistão, Kosovo e no caso presente para a Lituânia, constituindo-se o Exército, mais do que nunca, como Instituição estruturante da identidade nacional e pilar indispensável do Estado, merecedor da confiança que o País nele deposita e onde a Nação se revê com elevado sentido patriótico.

(…)

Uma muito especial saudação para todos vós, homens e mulheres, que servindo nestas duas Forças, também serviram Portugal, com rara dedicação, invulgar lealdade e excecional sentido do dever.

Estou aqui para relevar de forma pública que o Estandarte Nacional confiado à vossa guarda, recolhe com orgulho e distinção perante o desempenho digno dos seus Soldados. Afirmo, sem tibiezas, que estas unidades fizeram bem as coisas certas.

Esse vosso comportamento associado à consideração pelos costumes locais foram, seguramente, um fator decisivo na minimização dos riscos que qualquer das missões em si certamente conteve. O intenso período de treino operacional realizado, a formação recebida em diversas Unidades do Exército, as ações e as lições aprendidas de missões anteriores, foram um bom garante deste excelente desempenho.

Testemunho igualmente que os Soldados foram bem cuidados.

Foram e regressaram pelo seu pé e em boa ordem, 290 homens e 27 mulheres, num total de 317 militares das terras fortes do nosso Portugal, diferentes nas competências e nas unidades de origem mas coesos como Força.

(…)

O vosso desempenho é a nossa merecida recompensa…»

Seguiu-se o momento alto do evento, a entrega dos Estandartes Nacionais do GAM Kosovo e Recce/Coy  ao Major-General Aguiar Santos, comandante da Brigada de Intervenção, grande unidade que agora, depois da missão cumprida, terá a responsabilidade de os guardar e preservar. De acordo com os regulamentos nacionais as unidades de escalão inferior a Brigada não têm Estandarte Nacional atribuído quando operam nessa dependência, apenas lhe sendo entregue – como foi o caso – quando operam no estrangeiro. Percebe-se, estando num país estrangeiro, quase e sempre operando no âmbito de forças multinacionais, não faz sentido não serem portadores do principal símbolo de Portugal. Assim, recebem o Estandarte Nacional em cerimónia que acaba por marcar simbolicamente o inicio de uma missão e, regressados, procedem à sua entrega à grande unidade da qual dependem, marcando o fim dessa Força Nacional Destacada.

Os dois Estandartes Nacionais [26]

Os dois Estandartes Nacionais no momento da sua integração nas Forças em Parada.

O Comandante da BrigInt, Major-General Aguiar Santos recebeu os EN das mãos dos comandantes das FND. [27]

O Comandante da BrigInt, Major-General Aguiar Santos recebeu os EN das mãos dos comandantes das FND e entregou-os para serem guardados no Quartel-General da Brigada.

A Banda Militar do Norte, ao fundo, garantiu mais uma cerimónia militar com o habitual profissionalismo e surpreendeu muitos ao também entoar canto. [28]

A Banda Militar do Porto, ao fundo, sob o comando do Capitão Coelho, garantiu mais uma cerimónia militar com o habitual profissionalismo e surpreendeu muitos ao também entoar canto.

Foi, como se costuma dizer, uma cerimónia abençoada pela valente molha que todos os presentes suportaram. Mais uma! [29]

Foi, como é uso dizer, uma cerimónia abençoada, pela valente molha que todos os presentes suportaram. Mais uma!

Como é tradição a cerimónia foi encerrada pelo desfile das Forças em Parada em continência à Alta Entidade. [30]

Como é tradição a cerimónia foi encerrada pelo desfile das Forças em Parada em continência à Alta Entidade.

Os "Dragões D'Entre Douro e Minho" encerraram neste dia mais duas páginas na sua história recente e novos desafios já aí estão. O primeiro, ter operacional daqui a pouco mais de 6 meses, o novo Grupo de Reconhecimento. [31]

Os “Dragões D’Entre Douro e Minho” encerraram neste dia mais duas páginas na sua história recente e novos desafios já aí estão. O primeiro, ter operacional daqui a pouco mais de 6 meses, o novo Grupo de Reconhecimento.

 (*) Esta designação tem gerado algumas dúvidas por ser norma em Portugal, depois do final da Guerra do Ultramar (na qual foram empregues muitas Companhias de Cavalaria), designar na Arma de Cavalaria este escalão por “Esquadrão”. Acontece que a NATO, em 2013, necessitava de uma “Reconnaissance Company” para as sua “Response Force 2014”. Portugal assumiu esse compromisso e manteve a designação original quando a missão foi atribuída pelo EMGFA (ao Exército, Brigada de Intervenção e RC 6).  A BrigInt e o RC6 tiveram a responsabilidade do aprontamento e manutenção do grau de prontidão desta NRF – Recce Coy – durante os anos 2013 e 2014, respetivamente. Em 2015 a força recebeu a missão de se constituir como FND para a Lituânia. Por uma questão de coerência, manteve-se assim em 2015 a designação Recce Coy apesar do período NRF ter terminado em Dezembro de 2014.

 

O Regimento de Cavalaria n.º 6 aprontou e projectou entre 1998 e 2015 as seguintes Forças, num total de cerca de 13.000 militares:

1998 – 1999: O Esquadrão de Reconhecimento para o TO da Bósnia-Herzegovina.

1999-2000: O Esquadrão de Reconhecimento para o TO do Kosovo.

2001: O Esquadrão de Reconhecimento para o TO de Timor-Leste.

2001 – 2002: O Esquadrão de Reconhecimento para o TO de Timor-Leste.

2003 – 2004: O Esquadrão de Reconhecimento para o TO de Timor-Leste.

2005: O Esquadrão de Reconhecimento para o TO do Kosovo.

2008 – 2009: O Agrupamento MIKE/BrigInt para o TO do Kosovo.

2009: O Esquadrão de Reconhecimento para o TO do Kosovo

2009: O 3º Módulo de Apoio para o TO do Afeganistão.

2009-2010: O 5º Módulo de Apoio para o TO do Afeganistão.

2011 – 2012: Grupo de Autometralhadoras para o TO do Kosovo.

2015: O Grupo de Autometralhadoras para o TO do Kosovo e o Esquadrão de Reconhecimento para o TO da Lituânia