- - http://www.operacional.pt -

DISTINTIVO DE QUALIFICAÇÃO «INSTRUTOR DE QUEDA-LIVRE OPERACIONAL»

CONSIDERAÇÕES GERAIS

Como o próprio nome indica, os distintivos devem ter uma função distintiva, identificadora e diferenciadora. Porém, eles devem apresentar, dentro de cada “família” determinadas analogias plásticas ou parentesco, para que, visualmente, se possam associar.

No presente exemplo pretendeu-se, conforme opinião dos seus “criativos”(1), valorizar e distinguir um dos cursos de qualificação ligados à instrução aeroterrestre – INSTRUTOR DE QUEDA-LIVRE OPERACIONAL –  vertente singular e exclusiva dos «soldados da terceira dimensão» e da sua única entidade formadora: a ESCOLA DE TROPAS PÁRA-QUEDISTAS.

A ESCOLA DE TROPAS PÁRA-QUEDISTAS é a única entidade militar formadora na área aeroterrestre. [1]

A ESCOLA DE TROPAS PÁRA-QUEDISTAS é a única entidade militar formadora na área aeroterrestre.

Apesar da simbologia aeroterrestre apresentar alguns exemplos “internacionais”, como é o caso do distintivo de PRECURSOR AEROTERRESTRE, as Tropas Pára-quedistas Portuguesas têm suportado, sempre, os seus distintivos aeroterrestres em representações alegóricas ou simbólicas e convencionais, procurando, embora mantendo a diversidade individual, projectar uma certa homogeneidade de conjunto, característica fundamental nas unidades pára-quedistas e, consequentemente nas organizações castrenses.

Acresce que para o cumprimento absoluto destes pressupostos, e apesar de alguma “internacionalização” destes distintivos, as NORMAS GERAIS DA EMBLEMÁTICA MILITAR, elaboradas pelo Gabinete de Heráldica do Exército, têm sido respeitadas, procurando-se adaptar e atingir as características nelas estipuladas nos modelos em uso oficial ou oficioso, a saber: SIMPLES; SÓBRIO; SINTÉTICO; SIMBÓLICO; CARACTERÍSTICO; UNIVERSAL e ESTÁVEL.

Ser «Instrutor de Queda-Livre Operacional» é atingir o último grau evolutivo no domínio das técnicas aeroterrestres. [2]

Ser «Instrutor de Queda-Livre Operacional» é atingir o último grau evolutivo no domínio das técnicas aeroterrestres.

O distintivo de qualificação aeroterrestre «INSTRUTOR DE QUEDA-LIVRE OPERACIONAL», aprovado oficialmente pelo Despacho Nº166/CEME/11, é um exemplo que registamos para orgulho das TROPAS PÁRA-QUEDISTAS e do EXÉRCITO.

Versão metálica do distintivo de qualificação «INSTRUTOR DE QUEDA-LIVRE OPERACIONAL». (Col. Sucena do Carmo) [3]

Versão metálica do distintivo de qualificação «INSTRUTOR DE QUEDA-LIVRE OPERACIONAL». (Col. Sucena do Carmo)

SIMBOLOGIA HERÁLDICA DO DISTINTIVO DE QUALIFICAÇÃO «INSTRUTOR DE QUEDA-LIVRE OPERACIONAL»

Descrição:

– Uma calote de um pára-quedas tipo “ASA” de abertura manual, aberta; ao centro, entre os cordões de suspensão uma espada antiga em pala com meio-voo, à sinistra, sustida por dois ramos de louros à sinistra e à destra; sobreposto na espada, um capacete com máscara de oxigénio, tudo de prata.

Simbologia e alusão das peças:

– a CALOTE de um pára-quedas tipo “ASA”, aberta, é o símbolo falante das Tropas Pára-quedistas e identifica o domínio da técnica do salto em “Queda-Livre”;

– A ESPADA antiga simboliza o carácter de forças de incursão e o seu elevado estado de prontidão operacional;

– O CAPACETE com MÁSCARA DE OXIGÉNIO faz alusão ao operador/saltador a “Grande Altitude” e à capacidade de actuação em pequenos grupos, infiltrados por aeronaves de longo alcance, através de saltos realizados a altitudes fisiológicas e não fisiológicas;

– OS RAMOS DE LOUROS, por serem dois, representam respectivamente, a vitória e o triunfo de quem atingiu o último grau evolutivo no domínio e no ensino das técnicas aeroterrestres.

– O MEIO-VOO representa a mobilidade estratégica das forças aeroterrestres.

Os esmaltes significam:

– A PRATA, humildade e integridade.

ALGUMAS REGRAS DE ATRIBUIÇÃO DO DISTINTIVO DE QUALIFICAÇÃO:  «INSTRUTOR DE QUEDA-LIVRE OPERACIONAL»

Pré-requisitos e objectivos:

O candidato antes de iniciar a frequência do Curso INSTRUTOR DE QUEDA-LIVRE OPERACIONAL, já deve estar habilitado com os cursos de Queda-Livre Operacional e de Chefe de Salto de Abertura Manual.

Após a conclusão, o curso habilita oficiais e sargentos a desempenhar funções de INSTRUTOR no ensino de técnicas e procedimentos em “queda-livre” na:

– Execução de saltos, com emprego de equipamentos de oxigénio, equipamento individual de combate, pára-quedas tipo “asa”, seguindo ou não cargas de acompanhamento, integrado num grupo;

– Execução de saltos a muito grande altitude de perfil HAHO (abertura a grande altitude) e HALO (abertura a baixa altitude);

– Ministrar cursos de Queda-Livre;

– Ministrar cursos de Queda-Livre Operacional;

– Ministrar cursos de Chefe de Salto de Abertura Manual;

– Ministrar cursos de formadores de Queda-Livre Operacional.

Nos elevados índices de segurança aeroterrestre, o INSTRUTOR desempenha papel fundamental e singular. [4]

Nos elevados índices de segurança aeroterrestre, o INSTRUTOR desempenha papel fundamental e singular.

ALGUNS DADOS TÉCNICOS NA CONFECÇÃO/FABRICO DO DISTINTIVO:

Cores: totalmente em prata velha e/ou fosca;

Dimensões: altura –  5,5 cm  X  largura – 3,7 cm; diâmetro da máscara de oxigénio: 1,6cm

Desenho gráfico do distintivo de qualificação «INSTRUTOR DE QUEDA-LIVRE OPERACIONAL» com as dimensões oficiais. (Foto de Sucena do Carmo) [5]

Desenho gráfico do distintivo de qualificação «INSTRUTOR DE QUEDA-LIVRE OPERACIONAL» com as dimensões oficiais. (Foto de Sucena do Carmo)

Versão metálica (uniforme de cerimónia e/ou nº1): o distintivo foi produzido a partir de uma liga de cobre (latão ou bronze) com acabamento por “banho de prata velha oxidada” com reverso-liso; é fixado nos uniformes com dois fechos tipo “prego”, do tipo norte-americano, dispostos longitudinalmente no reverso para contrariar o seu desalinho nos uniformes. A estampagem em reverso-liso permitirá a gravação (facultativa) do número do distintivo.

Versão em pano / baixa visibilidade (uniforme camuflado e serviço interno): o distintivo pode ser produzido a negro, bordado, sob fundo verde oliva e/ou camuflado ou em material vulcanizado nas mesmas cores, confeccionado em cloreto de polivinil (PVC) pelo processo de modelagem a quente sobre um retângulo imitando tecido de padronagem camuflada ou verde oliva e/ou ainda em metal de cor totalmente escura (preta) sem brilho.

Para finalizar e como curiosidade não menos importante para os militares e coleccionadores, é de realçar que a ordem evolutiva nos distintivos de qualificação aeroterrestre é propositada e regulada, permitindo, somente, que o militar habilitado nesta área use o distintivo de maior grau técnico, impedindo assim a exibição nos uniformes regulamentares de distintivos da mesma área, mas de menor grau técnico, simultaneamente.

NOTAS:

(1) A autoria dos esboços e desenhos dos distintivos aeroterrestres devem-se aos seguintes militares: SAJ/PARAQ PEDRO MATOS (desenhos/concepção/composição); 1SAR/PARAQ PADILHA FERNANDES (desenho/Corel Draw); SAJ/PARAQ HERMES MATEUS e, outros instrutores da QLA (Queda-Livre Assistida) também deram o seu contributo em alguns pormenores e no seu aperfeiçoamento. Os textos heráldicos foram elaborados pelo SCH/PARAQ ANTÓNIO E. S. CARMO.

SUPORTE DOCUMENTAL

– CARMO, António E.S., «DISTINTIVOS E INSÍGNIAS DAS TROPAS PÁRA-QUEDISTAS PORTUGUESAS», Edição do Autor (em preparação);

– Despacho Nº166/CEME/11;

– Arquivo particular de Miguel Machado & António Carmo;

– Testemunhos recolhidos pelo autor junto de militares da Companhia de Precursores da Escola de Tropas Pára-quedistas.