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CURSO DE PÁRA-QUEDISMO DAS FORÇAS ESPECIAIS ANGOLANAS

O pára-quedismo nas Forças Armadas Angolanas ultrapassou uma nova fase com a formação em Cabo Ledo de quadros e praças das suas Forças Especiais, dotando a Brigada de Forças Especiais de capacidade autónoma para lançar em pára-quedas várias centenas de militares.

N.º 1 Pronto! Patrulha de salto da Brigada de Forças Especiais, dentro de um MI 17 da Força Aérea Nacional. [1]

N.º 1 Pronto! Patrulha de salto da Brigada de Forças Especiais, dentro de um MI 17 do Regimento Aéreo de Helicópteros da Força Aérea Nacional.

No primeiro semestre de 2014 as Forças Especiais Angolanas adquiriram pára-quedas e material necessário à prática desta actividade, formaram dobradores, pára-quedistas, operadores de zonas de lançamento, largadores e instrutores de pára-quedismo, de tal modo que neste momento estão autónomos para formação, treino e operações fazendo uso de pára-quedas de abertura automática. Foi um processo que durou meses, dividido em várias fases, que já permitiu como aqui referimos no artigo sobre o Exercício Vale do Keve 2014 [2], realizar lançamento de pára-quedistas, angolanos e de outros países, em diversos pontos de Angola, fazendo uso de aeronaves de asa rotativa do Regimento Aéreo de Helicópteros da Força Aérea Nacional de Angola.

A história do pára-quedismo militar em Angola desde a independência, passou pelos tempos da Guarda Presidencial e da Força Aérea no período da guerra civil, seguindo-se um relativo interregno nesta actividade, agora levantada em novos moldes nas Forças Especiais. Se antes se usavam os materiais e técnicas “soviéticas”, agora, num curto espaço de tempo, foram formados com material e técnicas “ocidentais”, perto de 400 militares e deu-se um passo decisivo para dotar a brigada de efectiva capacidade de assalto aéreo.

Hoje, através de um pequeno mas esperamos esclarecedor vídeo, mostramos o que foi a primeira fase desta formação decidida ao mais alto nível das Forças Armadas Angolanas, dirigida pela Direcção de Forças Especiais, ministrada por instrutores portugueses de uma firma portuguesa – o Grupo Milícia – actuando no quadro da Escola de Formação de Forças Especiais, acção que garantiu o renascimento, em força, da capacidade em pára-quedismo militar da Brigada de Forças Especiais. Militares comandos, operações especiais, fuzileiros e também já pára-quedistas angolanos ou formados em países estrangeiros, receberam as suas “asas”, depois de realizarem um curso de pára-quedismo com o novo material de abertura automática.

Veja aqui o Curso de Pára-quedismo das Forças Especiais Angolanas [3].