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COMBATES NAVAIS

“Combates Navais, Heróis do Mar, Contra os Canhões LUTAR…LUTAR”, é um álbum de banda desenhada, sentida homenagem aos militares da Marinha Portuguesa que combateram na Índia Portuguesa em 1961 e em especial aos que combateram e morreram na Lancha “Vega” e no Aviso de 1,ª Classe “Afonso de Albuquerque”. Foi a 18 de Dezembro, cumprem-se agora 54 anos.

1 Combates Navais [1]

Trata-se de uma BD da autoria de A. Vassalo (texto e desenhos), publicada pela Comissão Cultural da Marinha, que relata os acontecimentos desse dia em que as Forças Armadas da União Indiana, atacaram o Estado Português da Índia, por terra, mar e ar.

O autor abre a história de modo muito curioso, no ano 2000, colocando a tripulação de um Patrulha da Marinha de Guerra da União Indiana, frente à Fortaleza de Diu, a homenagear os marinheiros portugueses mortos no combate aero-naval de 1961, sob os olhares incrédulos de um grupo de turistas. Explica o acontecido, além de resumir a presença portuguesa naquelas paragens desde o século XV, o comandante do navio de passageiros, afinal, um filho de mãe goesa e pai português. É um inicio inesperado, original, do qual se entra nas primeiras horas da manhã do dia 18 de Dezembro de 1961, em Diu. A invasão começara.

Primeiro os acontecimentos que envolveram a Lancha de Fiscalização “Vega” sob o comando do 2.º Tenente Jorge Manuel Catalão de Oliveira e Carmo, que viria a morrer às primeiras horas da manhã no decurso do desigual combate com os “Canberra” da Força Aérea inimiga. A unidade naval portuguesa deu luta, alguns aviões foram atingidos, mas Oliveira e Carmo os marinheiros Ferreira e Jardino morreram, e outros dois ficaram gravemente feridos.

Os combates continuaram, as unidades navais inimigas bombardearam posições portuguesas em terra, e no mar.

O “Afonso de Albuquerque”, na baía de Mormugão, sob o comando do Capitão-de-Mar e Guerra António da Cunha Aragão, está cercado por 3 fragatas da União Indiana que a meio desse dia 18 de Dezembro, lhe ordenam que se renda. A resposta portuguesa foi abrir fogo e iniciou um combate com fim anunciado. A Marinha Portuguesa perdeu aqui o telegrafista Rosário Piedade, o comandante gravemente ferido e uma dezena de feridos ligeiros.

No dia seguinte, 19 de Dezembro de 1961, pelas 14H00, o governador do Estado Português da Índia, apresenta a rendição. Os militares portugueses iriam enfrentar o cativeiro e a presença de Portugal na Índia, encerrava um ciclo de 5 séculos.

A obra, de claro pendor patriótico mas referindo os factos históricos objectivamente, tem também detalhes das unidades navais em presença, as nacionais e as da União Indiana.

A obra é em formato A4, desenhos a preto e branco (apenas a capa a cores), 24 páginas.

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Quer ler no Operacional sobre outra obra de A. Vassalo? Clique em : OPERAÇÃO “GATA BRAVA” [8]