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Arquivos de : ‘EM DESTAQUE’

NOVOS CONTINGENTES PARA KOSOVO E AFEGANISTÃO

Por Miguel Machado • 7 Mar, 2010 • Categoria: EM DESTAQUE

A entrega do Estandarte Nacional a uma força expedicionária é sempre um momento marcante. Anuncia que a partida está próxima e que uma nova fase na vida dos militares envolvidos e das suas famílias, está a começar. Na maioria dos casos com reflexos positivos, mas infelizmente, e isso faz parte da condição militar tendo que ser aceite com a naturalidade possível, também acontece o seu contrário e por vezes de forma dramática. (mais…)



KOSOVO: AS OPERAÇÕES DE CERCO E BUSCA

Por Miguel Machado • 1 Mar, 2010 • Categoria: 04 . PORTUGAL EM GUERRA - SÉCULO XXI, EM DESTAQUE

Com este artigo que hoje publicamos, mais um vindo de quem tem experiência nas missões expedicionárias que o Exército Português cumpre, o “Operacional” recebe um novo colaborador: Miguel Freire, 41 anos de idade, 24 de serviço, Tenente-Coronel de Cavalaria. Da sua carreira militar, na qual naturalmente tem servido em diversas funções e locais,  destacamos apenas duas. As de Comandante do Esquadrão de Reconhecimento da então Brigada Mecanizada Independente, que cumpriu uma missão no Kosovo de Ago2000 a Mai2001, e a de Military Assistant do COMISAF Spokesperson e Staff Officer Plans do Information Coordination Branch no QG da ISAF, em Cabul (Afeganistão) de Fev-Jul2008. Presentemente é o Oficial de Operações da Brigada Mecanizada em Santa Margarida. O “Operacional” sente-se muito honrado com a esta colaboração, juntando-se assim a outras revistas dedicadas a temas de defesa e militares nas quais a qualidade dos artigos e o entusiasmo pelo debate sobre matérias militares de Miguel Freire são bem conhecidos. Actual Director da Revista da Cavalaria e co-autor do livro “Estratégia Lusitana” é natural de Aveiro, casado e pai de três filhos. (mais…)



A NOVA ORGÂNICA DA GNR

Por Miguel Machado • 22 Fev, 2010 • Categoria: EM DESTAQUE

Quem escreve hoje no Operacional sem “papas na língua” sobre a recente reorganização pela qual a GNR está a passar é um profundo conhecedor desta força militar. Carlos Manuel Gervásio Branco, coronel de Infantaria da GNR, 54 anos de idade, iniciou a sua carreira militar em 1976 e é actualmente Juiz Militar nas Varas Criminais de Lisboa.
Prestou serviço em várias unidades do Exército e da GNR, nomeadamente: na Academia Militar e no antigo Instituto de Altos Estudos Militares, onde exerceu funções docentes; comandante dos Grupos Territoriais da GNR de Portalegre e de Faro; director de instrução da Escola Prática da Guarda. Carlos Branco é natural de Elvas, casado, licenciado em Direito pela FDL e pós-graduado em Estudos da Paz e da Guerra pela UAL.
Colaborador regular de várias publicações militares, como a revista “Pela Lei e Pela Grei” ou a “Revista Militar”, é autor dos livros “Desafios à Segurança e Defesa e os Corpos Militares de  Polícia”, e “Organização das Forças e Serviços de Segurança”, espaços onde a problemática da natureza da “Guarda”, a sua organização ao longo da história e as comparações com forças congéneres são uma constante. Bem-vindo ao Operacional Coronel Carlos Branco!
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NOVAS CAPACIDADES NOS LANCEIROS

Por Miguel Machado • 14 Fev, 2010 • Categoria: EM DESTAQUE

Na semana em que o Regimento de Lanceiros N.º 2 assinalou 177 anos de vida o “Operacional” foi ver as suas novas capacidades e equipamentos. Fiéis às suas origens britânicas, bem ilustradas na divisa - Morte ou Glória - os Lanceiros de hoje cultivam tradições que fortalecem um vincado espírito de corpo e apresentam um produto operacional moderno. (mais…)



UM DIA NO GRUPO DE CARROS DE COMBATE

Por Miguel Machado • 1 Fev, 2010 • Categoria: EM DESTAQUE

Os “Leopards 2A6″ recentemente adquiridos por Portugal à Holanda estão todos em Santa Margarida. O 2º Esquadrão do Grupo de Carros de Combate da Brigada Mecanizada já treina intensamente com estes carros de combate de última geração. Está em curso a formação de pessoal para o 1º Esquadrão que se espera concluída no final do ano, seguindo-se o Esquadrão de Reconhecimento da Brigada. (mais…)



H&K 417 CALIBRE 7,62×51mm NATO

Por Miguel Machado • 1 Fev, 2010 • Categoria: 07. TECNOLOGIA, EM DESTAQUE

No momento em que os ensinamentos dos conflitos em curso, sobretudo o do Afeganistão, colocaram na “ordem do dia” nos exércitos aliados a questão do melhor calibre para as armas ligeiras utilizadas pelos combatentes que enfrentam a guerrilha, o “Operacional” apresenta um novo colaborador, especialista exactamente em armamento ligeiro. (mais…)



5º REGIMENTO DE FORÇAS ESPECIAIS “JOSEPH GABCIK” DAS FORÇAS ARMADAS ESLOVACAS - (CONCLUSÃO)

Por Antonio Carmo • 26 Dez, 2009 • Categoria: EM DESTAQUE

FORMAÇÃO DO PESSOAL / PÁRA-QUEDISMO MILITAR

Apesar de ser uma unidade com características únicas no seio das Forças Armadas Eslovacas, o Ministério da Defesa não se tem poupado a esforços, dotando-a com armamento e equipamento que a coloca ao nível das melhores do mundo.

Outro aspecto que já se transformou numa tradição, é o carácter voluntário de todos os seus integrantes que se submetem aos testes de selecção durante duas semanas no Campo de Manobras do Exército LEST.

Os testes englobam duras provas físicas, psicológicas, entrevistas, um cross em todo-o-terreno com o equipamento orgânico completo, e ainda testes de tensão, e velocidade de reacção.

Terminado este processo inicial de selecção, os candidatos iniciam um Curso de Preparação Especial com a duração de três meses. Após esta fase, iniciam outra de acordo com a sua subespecialização, ou seja com a missão específica que irão desenvolver quando colocados nos futuros destacamentos.

A última e derradeira fase desta Preparação Especial é denominada «FASE DE UNIÃO» e tem uma duração compreendida entre 1 e 2 anos. Só depois de vencida esta fase, a qualificação do militar é considerada completa, e o mesmo apto a ser membro pleno do 5º REGIMENTO DE FORÇAS ESPECIAIS “JOSEPH GABCIK”.

Distintivo de qualificação pára-quedista do Exército Eslovaco em metal /1ª Classe. (Col. de António E.S. Carmo)

Distintivo de qualificação pára-quedista do Exército Eslovaco em metal /1ª Classe. (Col. de António E.S. Carmo)

Todos os militares que integram esta unidade, para além das suas especialidades técnicas, têm de ter um denominador comum: o Curso de Pára-quedismo Militar.

Só após efectuar os saltos regulamentares, os militares recebem o distintivo de qualificação pára-quedista e a emblemática boina “vermelho-vinho”.

O Curso de Pára-quedismo Militar(4) termina após a realização de cinco saltos de abertura automática: um sem o equipamento orgânico; um com a abertura do pára-quedas de reserva; dois com todo o equipamento orgânico e um nocturno.

O Curso de Pára-quedismo Militar é obrigatório para todos os integrantes do 5º REGIMENTO DE FORÇAS ESPECIAIS "JOSEPH GABCIK". (Foto de Mário Pazický via autor)

O Curso de Pára-quedismo Militar é obrigatório para todos os integrantes do 5º REGIMENTO DE FORÇAS ESPECIAIS "JOSEPH GABCIK". (Foto de Mário Pazický via autor)

Após a conclusão do quinto salto de uma aeronave em voo, o militar é “brevetado” com o distintivo de qualificação pára-quedista de 3ª Classe (3.TRIEDA).

Consoante a sua evolução no domínio das técnicas aeroterrestres, os militares podem alcançar mais quatro graus que correspondem a diferentes distintivos de qualificação pára-quedista: 2ª Classe; 1ª Classe; Instrutor e Mestre.

Nos primeiros anos da unidade existiu, também, um distintivo de qualificação pára-quedista designado «VÝSADKÁR OS SR» que era ostentado por todos aqueles que deixavam o 5º REGIMENTO DE FORÇAS ESPECIAIS “JOSEPH GABCIK”, e regressavam às unidades regulares do Exército. Actualmente, esta prática caiu em desuso, e todo o militar usa o distintivo de qualificação pára-quedista com o grau que conseguiu obter durante a sua permanência nesta unidade especial.

Esta regra evolutiva é praticada nos distintivos de qualificação pára-quedista metálicos que são usados exclusivamente no uniforme de cerimónia.

Para os distintivos de qualificação pára-quedista em pano, bordados, para uso exclusivo nos uniformes de combate, foram criadas três classes com cores diferenciadas: vermelho; castanho e verde.

Assim, os militares pára-quedistas a prestar serviço no Comando e Estado-Maior e em subunidades/serviços logísticos usam o distintivo de cor vermelho; o verde é para as subunidades operacionais (manobra) e, o castanho é usado pelos militares das subunidades de transmissões.

Na formação específica comum a todos os militares desta unidade assume, também, grande destaque o domínio das técnicas de combate corpo-a-corpo. Para este efeito foi implementada um estilo particular fundamentado nas técnicas usadas pelos pára-comandos belgas, mesclada com as técnicas de luta Muay Thai, uma luta originária da Tailândia, vulgarmente designada como boxe tailandês ou Thai Boxing, e mundialmente conhecida como a Arte das Oito Armas, pois caracteriza-se pelo uso combinado dos punhos, cotovelos, joelhos, canelas e pés, associado a uma forte preparação física.

As áreas circundantes de Zilina oferecem excelentes condições de treino e variadas Zonas de Lançamento. (Foto de Mário Pazický via autor)

As áreas circundantes de Zilina oferecem excelentes condições de treino e variadas Zonas de Lançamento. (Foto de Mário Pazický via autor)


PRINCIPAL EQUIPAMENTO E ARMAMENTO

Para as suas tarefas operacionais diárias de treino e manutenção aeroterrestre, o 5º REGIMENTO DE FORÇAS ESPECIAIS “JOSEPH GABCIK” dispõe de um parque de viaturas de rodas, moderno e recente, bem como aeronaves de asa fixa LET L-410 TURBOLET (L-410FG/T1/1 L-410UVP-E/-S 1/1), um bimotor turbo-hélice de transporte com capacidade para 19 passageiros e de fabrico checo, e helicópteros Mil Mi-17M que usam com regular frequência para a realização das sessões de saltos em pára-quedas. Nos primeiros anos de actividade operacional foram usados helicópteros Mil Mi-2 “HOPLITE” aeronaves do «3 Výcviková vrtuľníková letka».

A unidade dispõe ainda de equipamento completo (kits de esquis) para desenvolver acções de reconhecimento profundo em ambientes de baixas temperaturas e alta montanha.

A sua panóplia de armamento ligeiro exibe os seguintes modelos:

- Espingarda automática SAMOPAL VZ.58  cal. 7.62×39mm M43 (versão modernizada do modelo checoslovaco);

- Pistola-metralhadora VZ. 61 SKORPION cal. .32 ACP (7.65×17mm Browning SR);

- Pistola-metralhadora H&K UMP (Universale Maschinenpistole) cal. 9×19mm Parabellum (UMP9);

- Pistola VZ.82 MAKAROV cal. 9mm;

- Metralhadora ligeira Universalny Kulomet UK-59L cal. 7.62×54 mm R;

- Espingarda de tiro de precisão semi-automática  Snayperskaya Vintovka Dragunova SVDN-1 DRAGUNOV cal. 7.62×54mmR;

- Espingarda de tiro de precisão ACCURACY AW cal. .308;

- Espingarda para atirador de elite VZ.96 FALCON cal. 12,7mm;

- Lança-granadas H&K cal. 40mm;

- Morteiros leves 60mm (fabrico israelita);

- Mísseis anti-carro FAGOT (AT-4 Spigot A) e 9K113 Konkurz (SPANDREL).

O tiro de precisão é exercitado nos mais variados cenários e em qualquer época do ano. (Foto de Mário Pazický via autor)

O tiro de precisão é exercitado nos mais variados cenários e em qualquer época do ano. (Foto de Mário Pazický via autor)

COOPERAÇÃO INTERNACIONAL

Para a manutenção do seu elevado nível operacional, e como aperfeiçoamento das suas técnicas e tácticas, o  5º REGIMENTO DE FORÇAS ESPECIAIS “JOSEPH GABCIK” têm mantido, com frequência regular, exercícios de cooperação com forças congéneres internacionais.

Forças pára-quedistas da Áustria, França, EUA, Noruega e Bélgica têm desenvolvido exercícios periódicos, destacando-se a cooperação na área aeroterrestre, principalmente no domínio das técnicas de infiltração HALO-HAHO(5).

Exercícios com unidades congéneres tem sido uma prática constante. Destaque para o Exercício «ANTROPOID» que apresenta características semelhantes ao Challenge Inter-Escolas de Pára-quedismo. (Foto de Mário Pazický via autor)

Exercícios com unidades congéneres tem sido uma prática constante. Destaque para o Exercício «ANTROPOID» que apresenta características semelhantes ao Challenge Inter-Escolas de Pára-quedismo. (Foto de Mário Pazický via autor)

Para os pára-quedistas eslovacos(6) estes contactos têm servido, para além do seu aperfeiçoamento técnico e táctico, como aferimento do seu estado de prontidão operacional.

Foi para manter elevados níveis de operacionalidade e contactos com forças internacionais congéneres que o 5º REGIMENTO DE FORÇAS ESPECIAIS “JOSEPH GABCIK”, anualmente, e desde 1996, organiza um exercício competitivo com o nome de código «ANTROPOID».

Na sua primeira edição participaram forças pára-quedistas de países como os EUA, Roménia, Ucrânia e França (1º REGIMENTO PÁRA-QUEDISTA DE INFANTARIA DA MARINHA - 1º RPIMA).

Na edição mais recente (2008) participaram forças pára-quedistas da Croácia, do Cazaquistão, Polónia, Reino Unido, Irlanda, Ucrânia e EUA (10º GRUPO DE FORÇAS ESPECIAIS). Participaram ainda nesta edição, forças da polícia especial eslovaca (igualmente habilitadas a fazer uso da terceira dimensão).

Pormenor da cerimónia de abertura do Exercício «ANTROPOID» em Zilina. (Foto de Mário Pazický via autor)

Pormenor da cerimónia de abertura do Exercício «ANTROPOID» em Zilina. (Foto de Mário Pazický via autor)

Estado-membro da União Europeia, e da OTAN (entre outras organizações internacionais), a participação de militares da Eslováquia em diversas missões, já se vai tornando um hábito. E o 5º REGIMENTO DE FORÇAS ESPECIAIS “JOSEPH GABCIK”, tem dado um contributo inestimável, emprestando os seus operacionais e empenhando a sua experiência nos mais diversos teatros de operações, entre os quais, no Kosovo, no Chipre, nos Montes Golan (conflito Síria-Israel), no Iraque e no Afeganistão.

Para atestar a generosidade operacional dos seus membros, nada mais representativo do que recordar que um dos seus integrantes foi condecorado com a «PURPLE HEART», a mais alta distinção das Forças Armadas dos EUA.

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1942-1944:

A PRIMEIRA EXPERIÊNCIA

DOS

PÁRA-QUEDISTAS ESLOVACOS (*)

Quando as unidades pára-quedistas alemãs da Luftwaffe desenvolveram as suas primeiras acções de combate vitoriosas, poucos foram os países que não se renderam à eficácia do sucesso militar com que estas unidades surpreenderam o mundo.

Foi assim que nos primeiros meses de 1942, o Estado da Eslováquia (na época aliado da Alemanha) decidiu activar um centro de treino para tropas pára-quedistas.

Este centro, que mais não era do que uma escola de pára-quedismo militar, foi activado na Escola de Cadetes do Ar situada em Trencianske Biskupice, próximo da cidade de Trenčín.

Em Outubro de 1942, sob o comando do 1º Tenente JURAJ MESKO, um grupo de voluntários inicia uma preparação especial neste centro. Foi este pequeno grupo de voluntários que se tornou o núcleo da futura unidade pára-quedista eslovaca.

Em 1943, o Ministério da Defesa do Estado da Eslováquia solicitou, à Alemanha, assessoria técnica para a formação de uma unidade pára-quedista. Deferido o pedido especial, em 12 de Junho de 1943 partem os quatro primeiros voluntários (pioneiros do pára-quedismo militar eslovaco) para Wittstock-Dosse (Alemanha), sede da mítica FALLSCHIRMJAGERSCHULE II. Este grupo integrou o 1º Tenente JURAJ MESKO que viria a tornar-se no futuro primeiro Comandante da Escola de Pára-quedismo e da Companhia de Pára-quedistas.

Terminada a formação pára-quedista com êxito, este grupo regressou à Eslováquia em 8 de Julho de 1943, com todo o equipamento completo de saltos, pára-quedas inclusive, oferecido pelos alemães.

Em 18 de Outubro de 1943, o centro de treino de pára-quedistas foi transferido para o aeródromo “TRI DUBY“, em Banská Bystrica (em 1945 mudou o nome para Aeroporto Sliac), tendo recebido simultaneamente a primeira ajuda em material proveniente da Alemanha: 50 conjuntos de pára-quedas (pára-quedas principal e reserva) e capacetes de saltos.

Em 15 de Novembro de 1943 é realizado o primeiro salto em pára-quedas dos pára-quedistas eslovacos (ZL de “TRI DUBY), e a 30 de Novembro do mesmo ano, próximo da cidade de Zilina, é feito o primeiro “salto em massa” (20 pára-quedistas). Neste primeiro “salto em massa” foram usados dois Heinkel He-111H-3.

Em Dezembro de 1943 o centro de treino de pára-quedistas ganha notória autonomia administrativa e financeira, e uma nova designação: ESCOLA DE PÁRA-QUEDISMO.

Em Fevereiro de 1944, os pára-quedistas eslovacos realizam os primeiros saltos nocturnos (a sua formação na Alemanha não incluiu saltos nocturnos) e uma rigorosa instrução, no período de inverno, nos arredores da aldeia de Lieskovec.

Outro momento marcante da jovem unidade foi o garboso e marcial desfile que efectuaram na cidade de Bratislava (Agosto de 1944).

Durante a Insurreição Nacional Eslovaca (29AGO1944), e nas primeiras semanas do desenrolar deste movimento popular contra a ocupação nazi que teve o seu epicentro na cidade Banská Bystrica, os pára-quedistas eslovacos receberam a sua primeira missão: proteger o aeródromo “TRI DUBY”.

Posteriormente, estiveram envolvidos em acções de combate que se desenrolaram nas proximidades dos povoados de Jasenovo, Gajdel, Svaty Kriz e ao longo do caminho-de-ferro Zvolen-Kremnica.

Derrotado o movimento da Insurreição Nacional Eslovaca, a unidade recebeu a sua última missão: desenvolver acções de contra-guerrilha.

Na segunda quinzena de Novembro de 1944, o primeiro comandante pára-quedista eslovaco JURAJ MESKO licenciou os seus operacionais e dissolveu a primeira unidade pára-quedista do Estado Eslovaco fundado em 1939.

(*) Este breve resumo do pára-quedismo militar do Estado Eslovaco foi elaborado pelo autor com base na seguinte fonte: SVRLO Peter, SLOVENSKÍ VOJENSKÍ VÝSADKÁ 1939-2004, Editorial Slovenské Letectvo, Eslováquia, 2005.

NOTAS:

(4) A Força Aérea Eslovaca dispõe de pequenas unidades SAR, cujos integrantes são especializados em pára-quedismo militar. Porém, o distintivo de qualificação pára-quedista apresenta uma ligeira diferença no seu desenho heráldico. No centro, ao invés de um punho da mão direita empunhando uma adaga, dispõe de uma hélice tripá.

(5) HALO-HAHO é uma terminologia militar usada nas Forças Armadas de vários países para indicar um método operacional de transporte/infiltração de pessoal, armamento e equipamento desde uma aeronave em voo a grande altitude e através de um salto em pára-quedas de abertura manual (queda-livre). HALO é o acrónimo inglês de HIGH ALTITUDE - LOW OPENING (Alta altitude - Baixa abertura) e HAHO significa HIGH ALTITUDE - HIGH OPENING (Alta altitude - Alta abertura). Na maior parte dos países membros da OTAN é mantida a designação em inglês.

(6) «operacional.pt» publicará, oportunamente, um artigo mais detalhado sobre todas as classes e características dos distintivos de qualificação pára-quedista eslovacos.

1ª Parte



NATAL EM CABUL

Por Miguel Machado • 20 Dez, 2009 • Categoria: 04 . PORTUGAL EM GUERRA - SÉCULO XXI, EM DESTAQUE

Nesta quadra festiva dedicada na nossa tradição religiosa e nacional à Família, o “Operacional”  publica este artigo que nos chega de Cabul, a pensar em todos os militares e policias portugueses  empenhados em missões fora do território nacional e, em Portugal, afastados dos seus familiares. A lista de locais onde estes portugueses servem o seu país abrange os quatro cantos do globo, no mar, em terra e no ar, e, em breve, mais uma unidade constituída - uma companhia de comandos - vai voltar ao Afeganistão, aumentando o seu número. Para todos Feliz Natal e Bom 2010, fazendo votos que nada lhes falte para cumprirem a missão. (mais…)



AFEGANISTÃO: UNIDADE DE PROTECÇÃO DA FORÇA EM OPERAÇÕES

Por Miguel Machado • 27 Nov, 2009 • Categoria: 04 . PORTUGAL EM GUERRA - SÉCULO XXI, EM DESTAQUE

Desde 2002 que a Esquadra 501 da Força Aérea Portuguesa conhece bem o teatro de operações do Afeganistão de onde acaba de regressar em Outubro de mais uma missão. Agora inseparáveis dos “Bisontes” nestas missões expedicionárias está o “Raven Team“(1) da Policia Aérea, com o qual o “Operacional” falou e aqui apresenta. (mais…)