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BALANÇO DO OPERACIONAL.PT EM 2017

Ao entrar no 10.º ano on-line o Operacional despede-se de 2017 como um ano difícil. Por motivos de ordem particular não foi nada fácil manter o site, o qual recordamos é 100% privado, não tem qualquer apoio institucional nem está ligado a qualquer associação ou empresa. Curiosamente mesmo tendo publicado menos de metade dos artigos de 2016 – logo baixamos as audiências – na realidade nunca fomos tão referidos na imprensa generalista nem tão solicitados para dar a nossa colaboração a diversos órgãos de informação, militares e civis.

O Operacional nasceu e desenvolveu-se com o objectivo de fazer chegar informação sobre a temática da Defesa Nacional, Forças Armadas e Forças e Serviços de Segurança ao “nível do terreno” e assim continua e continuará. É com agrado que ano após ano constatamos que o nosso trabalho também chega aos níveis mais elevados da hierarquia, aos decisores políticos e aos jornalistas que se ocupam destas matérias Na imagem, operadores da Unidade de Protecção da Força no Mali.

Se em 2015 o Operacional publicou 116 artigos, em 2016 esse número baixou para 88 e este último ano para 32! Dito de outro modo, em três anos passamos de publicar mais de 9 artigos por mês para menos de 3. As audiências tinham que baixar mas mesmo assim mantivemos durante 2017 uma média diária de visualizações ainda superior a 1.000. No total, desde 2009, ultrapassamos as 4.100.000 visualizações no site e estão publicados 781 artigos. No Facebook do Operacional – a principal fonte de visitas ao site –o número de “gostos” continua a subir e passou de 11.211 em 1 de Janeiro de 2017 para os 13.887 neste momento.

Ao longo destes anos fomos sentindo que o Operacional conquistou um lugar próprio no espaço mediático ligado à Defesa Nacional, Forças Armadas e Forças e Serviços de Segurança. É um lugar que nos agrada porque na realidade, sem falsas modéstias, as pessoas que se nos dirigem por escrito ou de viva voz, são regra geral muito elogiosas para o trabalho que produzimos. Tem-se até passado a ingrata situação de não nos ser possível responder afirmativamente aos convites que recebemos para fazer trabalhos de reportagem, para nos deslocarmos a muitas unidades e actividades.

Por outro lado o Operacional chega e é lido, ao detalhe, a muitos locais e pessoas que inicialmente nem julgávamos teriam interesse nas matérias publicadas. O nosso objectivo inicial era chegar aos níveis baixos e intermédios das instituições, aquilo que gostamos de chamar o “nível do terreno”. Acabamos por perceber (e afirmamos isto porque temos dados concretos) que afinal os níveis superiores da hierarquia e mesmo alguns agentes políticos de nível muito elevado, também são leitores do Operacional. Não é por isso que alteramos ou alteraremos o nosso estilo nem tornamos o discurso mais suave, nem ao contrário o endurecemos, mantemos o rumo, mas sem dúvida que é um dado interessante e aumenta a nossa responsabilidade.

Tentamos sempre desde o primeiro minuto ser rigorosos e não especular, mas não estamos, não estivemos, nem estaremos sempre livres do erro. Quando o cometemos, assumimos e corrigimos.

Se em anos de mais publicações na página não conseguimos chegar ao que ambicionávamos, ficando muito por fazer, neste último ano muito mais coisas nos escaparam. Vários foram os temas, as forças, as unidades,  que mereciam a nossa atenção e não foram sequer abordados, disso pedimos desculpa aos nossos leitores. Uma conjugação de motivos de ordem pessoal e familiar com falta de recursos, e talvez até também alguma desmotivação com o curso de assuntos na nossa área de intervenção, assim o determinaram.

[1]

“Protecção da Força” da Força Aérea no Mali.  H&K G-36 com lança-granadas 40mm (em segundo plano) e metralhadora ligeira H&K MG 4 calibre5,56mm.

Ainda assim este ano de 2017 tivemos publicações que reputamos de importantes, algumas mesmo inéditas no meio mediático nacional, de que são exemplo o artigo sobre o JALLC [2] – nunca ninguém tinha antes do operacional abordado aquele comando NATO com a profundidade que o fizemos; o artigo do Coronel Gil Prata sobre o assalto aos Paióis Nacionais de Tancos [3] – que depois deu origem a artigo e análise na imprensa generalista; a detalhada análise feita ao novo Estatuto dos Militares da GNR [4] pelo Coronel Carlos Gervásio Branco – um trabalho que teve repercussões ao mais alto nível político; a reportagem em Doboj sobre a questão do monumento aos mortos portugueses na Bósnia e Herzegovina [5] – um processo que demorou anos e no qual o Operacional foi uma peça muito importante, e que contou com a presença do presidente da Liga dos Combatentes e do Embaixador de Portugal em Belgrado. Mas também a foto-reportagem feita no Mali [6] pelo Carlos Varela – que mostrou uma das raras aparições dos elementos de “protecção da força” a Força Aérea Portuguesa em operações exteriores e a foto-reportagem do Mário Diniz sobre os 100 anos da Aviação Naval [7], com belas imagens deste evento.  Alfredo Serrano Rosa um dos nossos primeiros colaboradores e que hoje se mantém sempre disponível, forneceu imagens para um artigo também inédito sobre o Balão Publicitário das Tropas Pára-quedistas [8], uma área de actividade – mais uma! – em que os militares foram pioneiros em Portugal.

Mantivemos ainda como já vínhamos fazendo em 2016 e 2015 a atenção possível à missão portuguesa no Iraque [9] e fomos relatando o que de mais significativo se passou com as forças portuguesas em África [10], aqui sobretudo no caso da RCA com várias noticias através do nosso facebook.

[11]

A presença portuguesa no Iraque tem merecido na medida do possível a nossa atenção, sempre tendo por base as informações veiculadas por sites oficiais estrangeiros, sobretudo de Espanha e dos EUA.

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Embaixador de Portugal em Belgrado na homenagem em Doboj aos militares portugueses caídos na Bósnia e Herzegovina. Maio de 2017.

[13]

Umas das raras reportagens alargadas nas televisões portuguesas sobre as missões expedicionárias em 2017 foi para o ar na TVI e no facebook do Operacional fizemos um resumo alargado desse trabalho.

Continuamos a prestar atenção ao chamado Turismo Militar, tendo feito reportagens com esse cunho em Elvas, no Museu Militar com a Associação Portuguesa de Veículos Militares [14] mas também em Belgrado no Museu Aeronáutico [15] e mantivemos a divulgação de livros sobre temática militar que nos chegaram.

[16]

O Bren Universal Carrier Mk. II de 1942 que hoje, em 2018, já está em melhor estado que nesta altura em Julho de 2017.

[17]

O YUROM J-22H Orao (Águia), ocupa o espaço nobre do museu e foi o último caça a ser fabricado na Jugoslávia.

De realçar ainda que o artigo do Coronel António Seabra sobre a problemática do emprego de meios aéreos no combate a incêndios [18], publicado em Setembro de 2016, despertou em 2017 um enorme interesse – por motivos óbvios – que levaram vários jornalistas a usar o artigo e a falar com o autor, tendo mesmo sido entrevistado para uma reportagem da TVI sobre esta matéria.

[19]

O artigo sobre o comnbate a incêndios com meios aéreos voltou a ser noticia.

O artigo de 2012 de Miranda Neto sobre a problemática dos calibres 7,62mm versus 5,56mm [20] continua a ser o mais visto de sempre e mesmo o mais visto de 2017! É um assunto que envolve sempre alguma polémica e discussão mas está neste texto muito bem clarificado e os leitores agradecem!

[21]

Pára-quedistas no Afeganistão com as espingarda Galil 5.56mm. Em 2018 está previsto que a força pára-quedista que vai actuar na RCA volte a utilizar a sua antiga arma, a espingarda G-3 7,62mm de coronha retráctil.

Em termos de artigos de opinião em 2017, um pouco à semelhança do que já se havia passado em 2016 com o caso da morte dos instruendos no Curso de Comandos, escrevemos artigos que preferíamos não ter que escrever, mas que a realidade impôs, não poupando agentes políticos e militares.

Infelizmente actualizamos a listagem dos militares portugueses mortos em operações de paz e humanitárias com a morte no Mali do Sargento-Ajudante Gil Fernando Paiva Benido [22], vítima de ataque terrorista.

[23]

A Liga dos Combatentes em boa hora colocou no Forte do Bom Sucesso em Lisboa uma placa com os nomes dos militares mortos em missões de paz e humanitárias; o Operacional mantém esta listagem online sempre actualizada. Nunca os esquecemos!

 

O Operacional continua a colaborar quer com a Revista “Combatente” da Liga dos Combatentes – a revista de assuntos militares que de longe maior divulgação tem em Portugal – tendo em 2017 sido inseridos artigos nossa em todos os seus números e com o Jornal do Exército e a Revista Militar. Artigos de opinião do Operacional foram publicados no “Diário de Notícias” jornal que também por diversas vezes publicou respostas nossas a questões sobre assuntos militares da actualidade, o mesmo sucedendo com o “Jornal de Notícias”. Jornais como o “Expresso” e o “Público” também nos contactaram para esclarecimentos ou colaborações.

Muitos cidadãos nacionais e estrangeiros também nos escrevem regra-geral para tentar obter esclarecimentos que não conseguem junto dos serviços oficiais, umas vezes por desconhecimento desses órgãos – para onde encaminhamos vários – ou porque dada a natureza das questões não obtiveram respostas. A todos respondemos, nem que seja indicando o melhor contacto para obter resposta ou, em muitos casos, esclarecendo mesmo o assunto.

[24]

A evolução do Facebook do Operacional durante 2017.

O facebook do Operacional como já referido continua em bom nível, uma vez que estivemos a publicar poucos artigos no site, acabamos por inserir mais informação e fotos nesta rede social. Mesmo que seja informação mais “leve” tem naturalmente o seu interesse e é certamente para muitos leitores o primeiro contacto que têm com o Operacional e é através do facebook que chegam ao site.

O Youtube do Operacional este ano não teve uma única publicação nova, mas vai acumulando subescritores (899) e visualizações:

Curso Pára-quedismo Forças Especiais Angolanas em Cabo Ledo [25] (79 421 visualizações); 

Batalhão de Pára-quedistas a cantar Ó Pátria Mãe [26] (39 720 visualizações); 

Visita ao Centro de Tropas Comandos [27] (39 339 visualizações).

No site os artigos mais visualizados este ano foram os seguintes:

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Os artigos mais vistos no Operacional em 2017

 

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Os artigos mais vistos no Operacional desde Janeiro de 2009.

Por categorias o Operacional publicoou em 2017:

Opinião – 9 artigos;

Reportagem – 6 artigos;

Portugal em Guerra, Sec. XXI – 5 artigos;

Já lemos – 5 artigos;

Turismo Militar – 3 artigos;

Notícias – 2 artigos;

Memória das Missões de Paz – 1 artigo;

Tecnologia – 1 artigo

2018

No ano em curso vamos manter o Operacional online, as limitações continuam mas esperamos agora poder dedicar mais tempo a este projecto e…inserir mais artigos. Com os recursos disponíveis, que são muito escassos, quase inexistentes, vamos ainda assim tentar fazer mais reportagens que em 2017, mantendo os padrões que nos têm regido. Está previsto também alargar a acção do Operacional ao Instagram numa primeira fase e posteriormente ao Twitter.

Agradecemos aos leitores e aos que connosco colaboraram e ajudaram a manter o site – por vezes até apenas com sugestões, fotografias ou informações pertinentes – a confiança depositada. Encaramos 2018 com vontade de fazer mais e melhor!