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98º ANIVERSÁRIO DA GUARDA NACIONAL REPUBLICANA (GNR)

A GUARDA NACIONAL REPUBLICANA (GNR) comemorou em 3 de Maio, dia da evocação da lei que criou esta instituição nacional, em 1911, o seu 98º aniversário com uma parada militar na Praça do Império em Lisboa.

Presidida pelo Primeiro-Ministro José Sócrates, e com a presença de altas individualidades militares, civis e religiosas, este evento culminou uma série de actividades inseridas neste âmbito, sendo de realçar, também, a exposição estática intitulada “CARMO, DO CONDESTÁVEL À GUARDA NACIONAL REPUBLICANA” que esteve patente ao público de 24 de Abril a 3 de Maio, e que contou com significativa afluência.

A dinâmica e colorida parada militar, último acto das comemorações, teve lugar na Praça do Império (Lisboa), com início às 11:00 horas.

Após a integração do Estandarte Nacional e da apresentação das forças em parada, o cerimonial desenrolou-se com disciplina e garbo, tendo o Comandante-Geral desta “força de segurança de natureza militar, constituída por militares organizados num corpo especial de tropas”, Tenente-General Luís Nelson Ferreira dos Santos, aproveitado o histórico momento para fazer o balanço das actividades desenvolvidas em 2008, sem esquecer, igualmente, a acção da GNR no plano internacional, onde mantém efectivos na República de Timor-Leste e na Federação da Bósnia-Herzegovina.

Momento particularmente sentido foi a homenagem a todos os militares que “deram a vida ao serviço da Guarda”.

A encerrar a cerimónia, seguiu-se o tradicional desfile com representações de todas as unidades orgânicas da GNR.

Presente no local, «operacional.pt» registou os momentos de maior vibração que os homens e as mulheres da “Guarda” provocaram nas centenas de cidadãos anónimos que quiseram estar presentes, e assim testemunhar ao vivo, este dia especial de uma das instituições mais antigas de Portugal.

O primeiro-ministro José Sócrates presidiu às cerimónias comemorativas do 98º Aniversário da GNR. [1]

03MAI09: o primeiro-ministro José Sócrates presidiu às cerimónias comemorativas do 98º Aniversário da GNR.

Todas as unidades orgânicas da GNR estiveram representadas nesta cerimónia. [2]

Todas as unidades orgânicas da GNR estiveram representadas nesta cerimónia. A foto regista militares e meios da Unidade Nacional de Trânsito (UNT).

O Bloco de Estandartes desfila perante a Tribuna de Honra. [3]

O Bloco de Estandartes desfila perante a Tribuna de Honra.

A Guarda está organizada hierarquicamente e os militares dos seus quadros permanente estão sujeitos à condição militar. [4]

A Guarda está organizada hierarquicamente e os militares dos seus quadros permanente estão sujeitos à condição militar.

Os efectivos da Unidade de Intervenção (UI) foram os mais ovacionados. [5]

Os efectivos da Unidade de Intervenção (UI) foram os mais ovacionados.

A UI articula-se em subunidades de ordem pública, de operações especiais, de protecção e socorro e de cinotecnia. [6]

A UI articula-se em subunidades de ordem pública, de operações especiais, de protecção e socorro e de cinotecnia.

As equipas cinotécnicas que tantos serviços têm prestado à população portuguesa em geral. [7]

As equipas cinotécnicas que tantos serviços têm prestado à população portuguesa em geral.

Activado no âmbito da GNR, o GIPS tem como missão específica.... [8]

Activado no âmbito da GNR em 2006, o Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro (GIPS) tem como missão específica a execução de acções de prevenção, designadamente nas ocorrências de incêndios florestais, catástrofes e acidentes graves.

Os meios para emprego e intervenção táctica em situações de violência concertada e de elevada perigosidade, complexidade e risco, também desfilaram neste evento. [9]

Os meios para emprego e intervenção táctica em situações de violência concertada e de elevada perigosidade, complexidade e risco, também desfilaram neste evento.

A Charanga a Cavalo empresta sempre, nos desfiles da GNR, um colorido inigualável. [10]

A Charanga a Cavalo empresta sempre, nos desfiles da GNR, um colorido inigualável.

A Banda da Guarda que integra a Unidade de Segurança e Honras de Estado (USHE) encerrou o desfile comemorativo dos 98 anos da GNR. [11]

A Banda da Guarda que integra a Unidade de Segurança e Honras de Estado (USHE) encerrou o desfile comemorativo dos 98 anos da GNR.

Com a sua presença neste evento, «operacional.pt» presta, assim, uma singela homenagem a todos quantos servem na Guarda. [12]

Com a sua presença neste evento, «operacional.pt» presta, assim, uma singela homenagem a todos quantos serviram e servem na Guarda.

BREVE APONTAMENTO HISTÓRICO DA GNR (*)

A Guarda Nacional Republicana é a descendente directa da Guarda Real da Polícia criada no princípio do século XIX, passando por várias denominações até atingir a actual.

Guarda Real da Polícia (GRP) – A Guarda Real da Polícia de Lisboa foi criada em 1801 pelo Príncipe Regente D.João, sob proposta do Intendente-Geral da Polícia da Corte e do Reino, Pina Manique, seguindo o modelo da Gendarmerie francesa, que havia sido criada em 1791. De observar que, já em 1793, o Intendente Pina Manique tinha organizado uma companhia militar de polícia experimental, antecessora da GRP. Seguindo-se à GRP de Lisboa, foram criadas a Guarda Real da Polícia do Porto e a Guarda Real da Polícia do Rio de Janeiro, esta última sendo a origem da actual Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ).

Guarda Municipal – No final de Maio de 1834, como resultado da Guerra Civil, o Rei D.Pedro IV, assumindo a regência em nome da sua filha D.Maria II, extingue as GRP de Lisboa e Porto, criando a Guarda Municipal de Lisboa e a Guarda Municipal do Porto com características idênticas. Em 1868 ambas as Guardas foram colocadas sob um Comando-Geral unificado, instalado no Quartel do Carmo, no Largo do Carmo, no Chiado, em Lisboa, que ainda hoje é o Quartel-General da GNR. A Guarda Municipal era considerada parte do Exército Português, mas estava dependente do Ministério do Reino para todos os assuntos respeitantes à Segurança Pública.

Guarda Republicana – Depois do golpe de estado de 5 de Outubro de 1910 que substituiu a Monarquia Constitucional pelo regime republicano, o nome da Guarda Municipal foi alterado para Guarda Republicana. De notar que a Guarda Municipal foi a última força monárquica a render-se aos republicanos, sendo por isso curioso o facto de se ter transformado talvez na única instituição pública portuguesa com o título de “Republicana”.

Guarda Nacional Republicana (GNR) – Por decreto de 3 de Maio de 1911 foi criada a Guarda Nacional Republicana, substituindo a Guarda Republicana, como uma força de segurança composta por militares, organizada num corpo especial de tropas, dependendo em tempo de paz do ministério responsável pela segurança pública, para efeitos de recrutamento, administração e execução dos serviços correntes, e do ministério responsável pelos assuntos militares para efeitos de uniformação e normalização da doutrina militar, do armamento e do equipamento. Em situação de guerra ou de crise grave, as forças da GNR ficarão operacionalmente sob comando militar.

Em 1993 a GNR absorveu a Guarda Fiscal que havia sido criada como força independente em 1865, a qual se tornou a Brigada Fiscal da GNR.

Em 2006, o Decreto-Lei nº22/2006 de 2 de Fevereiro consagra, no âmbito da GNR, o Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) e cria o Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro (GIPS).

Em 2007, a Lei nº 63/2007 aprovou a nova orgânica da Guarda Nacional Republicana (GNR).

(*) Elaborado com base nos textos oficiais do Divisão de Comunicação e Relações Públicas da GNR.