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“BARRACUDA” TERMINOU SERVIÇO ACTIVO

No momento em que a Marinha anunciou a última missão do NRP “Barracuda”, o “Operacional” lembra através da imagem não só este sistema de armas que cumpriu mais de 40 anos ao serviço Portugal como  toda a classe “Albacora”.

O NRP "Barracuda" cumpriu mais de 40 anos de serviço na Marinha Portuguesa [1]

O NRP "Barracuda" cumpriu mais de 40 anos de serviço na Marinha Portuguesa

O “Barracuda” pertenceu à chamada 4ª Esquadrilha (ver quadro) e entrou oficialmente ao serviço da Marinha Portuguesa em 9 de Outubro de 1968. Construído em França nos estaleiros “Dubiegeon-Normandie” segundo os planos da classe “Daphné” daquele país foi o segundo de quatro destes navios adquiridos por Portugal em 1964 e que constituíram a nossa classe “Albacora”, nome do primeiro submarino entregue, e que também incluiu o “Cachalote” e o “Delfim”. O “Cachalote” foi vendido ao Paquistão em 1975 passando a navegar com o nome de “Ghazi”.

O "Ghazy", antigo NRP "Cachalote", navegando em 1991 sob bandeira do Paquistão. [2]

O "Ghazy", antigo NRP "Cachalote", navegando em 1991 sob bandeira do Paquistão.

Os três submarinos cumpriram durante anos muitas missões quer no espaço marítimo nacional quer no âmbito NATO, em cujos exercícios participaram frequentemente.

Neste artigo o “Operacional” apresenta, além de outras imagens dos submarinos da classe “Albacora”, um conjunto de fotografias históricas que apresentam o conjunto da classe depois de 1975 a navegar. Da autoria de Luís Silva do Ministério da Defesa Nacional foram captadas em 12 de Outubro de 1990 ao largo do cabo Espichel de bordo de um helicóptero AL III da Força Aérea Portuguesa.

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Segundo a Marinha Portuguesa e em concreto sobre o”Barracuda” a sua actividade incluiu a participação nos exercícios «….CONTEX, SWORDFISH, TAPON, JMC e colaborações com a organização de treino operacional da Marinha Real Britânica (FOST).
Das diversas missões efectuadas, destaca-se o primeiro afundamento realizado por um submarino português a um navio de superfície, o M/V “Bandim”, que ocorreu em 15 de Dezembro de 1982, por este navio na ocasião constituir um perigo para a navegação.
Destacam-se ainda as missões de salvaguarda do espaço marítimo nacional, a participação em exercícios nacionais e NATO; operação “SHARP-GUARD”, por ocasião do embargo efectuado pelas forças da NATO aos países da ex-Jugoslávia, em acções de representação nacional, quer ainda em missões especiais enquadradas num novo conceito estratégico.
Destaca-se também a operação “Endurance” realizada em 1997, pelo NRP BARRACUDA que permaneceu no mar em exercícios durante 31 dias.”
Mas a idade não perdoa e o “Albacora” foi abatido ao efectivo da Marinha em 2000, o “Delfim” em 2005 e agora em 2010 o “Barracuda”…
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A vinda á superficie de um submarino, vindo do "nada" é sempre uma visão espectacular e reveladora de parte das suas capacidades. [8]

A vinda à superficie de um submarino, vindo do "nada", é sempre uma visão espectacular e reveladora de parte das suas capacidades.

A capacidade de se aproximar discretamente a curtas distâncias da costa, de dia como de noite, confere ontem como hoje, importantes possibilidades operacionais ao submarino. [9]

A capacidade de se aproximar discretamente a curtas distâncias da costa, de dia como de noite, confere ontem como hoje, importantes possibilidades operacionais ao submarino.

A Marinha Portuguesa treinava frequentemente a inserção e/ou extração de forças de operações especiais e de mergulhadores, quer através do uso do helicóptero quer de botes ou mesmo ..."simplesmente" a nadar. [10]

A Marinha Portuguesa treinava frequentemente a inserção e/ou extração de forças de operações especiais e de mergulhadores, quer através do uso do helicóptero quer de botes ou mesmo ..."simplesmente" a nadar.

É de assinalar que tendo em linha de conta o programa de constituição da 5ª Esquadrilha o planeamento inicial da Marinha previa a retirada do serviço activo da totalidade dos “Albacora” até 2002! Os sucessivos adiamentos das decisões necessárias à aquisição dos novos submarinos, obrigaram a um esforço adicional em termos de manutenção para prolongar, com segurança, a vida útil ao “Barracuda” que assim se tornou ao que parece o submarino militar com mais anos de serviço em todo o mundo.
A nova classe de submarinos da Marinha Portuguesa será constituída por dois navios, “Tridente” e “Arpão” (tipo U-209/PN) que foram construídos nos estaleiros Howaldtswerke Deutsche Werft (HDW), sendo a primeira vez na nossa história que adquirimos este tipo de equipamento à Alemanha. O primeiro foi lançado à água em 2008 e o segundo em 2009, devendo ser recebidos por Portugal em 2010 e 2011.

O “Barracuda” atracado em Lisboa no 5 de Outubro de 1998

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Alguns dos “Albacora” ainda têm uma última missão a cumprir. De cidadania mas também turística. À semelhança do que acontece em outros países, há em Portugal o projecto de preservar dois destes navios. Viana do Castelo que já nos proporciona a visita ao “Gil Eanes” deverá receber o “Delfim” e Cascais tudo indica receberá o “Albacora”. Fazemos votos para que estes municípios e a Marinha consigam levar por diante esta iniciativa, sendo assim possível ao cidadão comum um contacto directo com este peculiar tipo de arma, parte da História Militar de Portugal.

As primeiras 4 esquadrilhas de submarinos da Marinha Portuguesa. As datas inscritas dizem respeito na primeira coluna ao contrato ou entrega e na seguna à saída de serviço

As primeiras 4 esquadrilhas de submarinos da Marinha Portuguesa. As datas inscritas dizem respeito, na primeira coluna, ao contrato ou entrega e na seguna à saída de serviço

O "Tridente" U-209/PN  inaugura uma nova classe na primeira vez Portugal adquiriu este tipo de navios à Alemanha. [17]

O "Tridente" U-209/PN inaugura uma nova classe na primeira vez Portugal adquiriu este tipo de navios à Alemanha.

Quer ver um submarino (o Espadon) preservado em exposição estática? Carregue aqui. [18]